«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
26
Jan 13
publicado por FireHead, às 23:22link do post | Comentar

 

Uma das coisas que mais me entristece e me incomoda é o facto de haver gente, principalmente gente que tem a mania de pensar que é cristã, que não venera Nossa Senhora, a Santa Mãe de Deus, e considera "idolatria" a hiperdulia que os verdadeiros cristãos (católicos) lhe dispensam. Segundo essa gente que não venera a Virgem Santíssima, a "mariolatria" - coisa que eles chamam ao Marianismo - não é bíblico e, como tal, negam o dogma - uma verdade de Fé - da maternidade divina de Mãe de Jesus Cristo.

 

O dogma católico da maternidade divina de Maria é o mais antigo dogma mariano, proclamado no Concílio de Éfeso no ano 431. Este dogma surgiu na sequência da negação da maternidade divina de Maria por parte do bispo herege de nome Nestório que, na época, ensinava que Jesus Cristo possuía duas naturezas distintas, ou seja, que a natureza humana e a natureza divina de Jesus não estavam unidas numa única pessoa, o que faz com que Maria não seja a mãe de Deus mas apenas a mãe do homem que se chama Jesus. Nestório foi quem começou com a satânica negação da maternidade divina de Maria. Todos os que negam que Maria éTheotókos (Θεοτόκος), como os protestantes, não passam de seguidores de Nestório. Curiosamente, nem os próprios protoreformadores - Lutero, Calvino, Zwinglio, etc. - foram tão longe como o Nestório, não chegando sequer a contestar o infalível dogma. Portanto conclui-se que os protestantes de hoje são ainda mais protestantes que os próprios fundadores das seitas protestantes.

 

O Marianismo é bíblico? É. São Lucas, discípulo de São Paulo, revela-nos o que Nestório refutou. São Lucas afirma duas verdades sobre a divindade do Filho de Deus aquando da Anunciação: "o Santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus" (Lucas 1:35). Santa Isabel, parente de Nossa Senhora, ficou repleta do Espírito Santo quando a viu e proclamou "com grande grito": "De onde me vem que a Mãe do meu Senhor me visite?" (Lucas 1:43) São Lucas derrubou a heresia de Nestório. Segundo as Escrituras, o Nome do Senhor é devido somente a Deus e Jesus foi morto porque se declarou precisamente "Filho de Deus" aos sacerdotes, que ficaram nervosíssimos, rasgaram a roupa e disseram "Blasfemou, igualou-se a Deus por se dizer Filho de Deus".

 

Theotókos significa "Mãe de Deus" em grego. A Igreja Católica, a única Igreja de Jesus Cristo, proclama que Jesus é Deus desde o Seu nascimento. São João escreveu no seu Evangelho que "O Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus, e o Verbo se fez carne e habitou entre nós". Posto isto, é evidente que isto é o Mistério: Maria tornou-se Mãe de Deus assim que Deus encarnou. Maria é uma criatura de Deus, é o ser humano mais perfeito e o único concebido sem pecado - logo atrás de Jesus que é Deus feito Homem -, mas isso não a impediu de ser Mãe de Deus. Como lhe disse o anjo, para Deus nada é impossível. Deus quis e Deus tornou possível: Nossa Senhora, a Virgem Santíssima, é verdadeiramente a Mãe de Deus!

 

Como também é evidente, a Mariologia não existe sem a Cristologia. A Virgem Maria não foi declarada Theotókos por causa dela mesma, mas ao declararmos que ela é Mãe de Deus estamos a afirmar a divindade do Filho e, em consequência, a maternidade divina da Mãe.

 

Santo Inácio de Antioquia, que conheceu São João e São Paulo, e que morreu no ano 110, escreveu: "A verdade é que o nosso Deus, Jesus, o Ungido, foi concebido de Maria segundo a economia divina; nasceu da estirpe de David, mas também do Espírito Santo" (Santo Inácio de Antioquia, Carta aos efésios, PG. 644 ss).

 

Santo Irineu, que morreu em 202, e que foi discípulo de São Policarpo, bispo de Esmirna, o qual foi discípulo de São João Evangelista, escreveu sobre a Virgem Maria: "A Virgem Maria... sendo obediente à sua palavra, recebeu do anjo a boa nova de que ela daria à luz Deus".

 

Santo Efrém, que viveu na Síria e morreu no ano 373 (antes do Concílio de Éfeso), escreveu : "A obra-prima da Sabedoria de Deus tornou-se a Mãe de Deus".

 

Santo Alexandre, morto em 328 antes do Concílio de Éfeso (431), bispo de Alexandria, escreveu que "Jesus Cristo... teve um corpo gerado, não em aparência, mas verdadeiramente, derivado da Mãe de Deus".

 

Santo Atanásio (U386), que foi secretário e sucessor de Santo Alexandre na diocese de Alexandria, afirmou que "o Verbo gerado pelo Pai, nas alturas, de modo inefável, inexplicável, incompreensivelmente e eternamente, foi Ele que nasceu no tempo aqui em baixo, da Virgem Maria, a Mãe de Deus". No seu livro sobre a encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo, Santo Atanásio usa oito vezes a palavra Theotókos para designar a Virgem Maria.

 

São Cirilo (U386), bispo de Jerusarém, ainda antes do Concílio de Éfeso referia-se à Virgem Maria "Mãe de Deus".

 

São Gregório de Nazianzeno (U382), bispo de Constantinopla, afirmou fortemente que "Se alguém não concorda que a Santa Virgem Maria é a Mãe de Deus, ele está em oposição à Divindade".

 

São Gregório de Nyssa (U371, antes de Éfeso) proclamou a virgindade de Maria, referindo-se a ela como "Mãe de Deus".

 

Santo Ambrósio (340-397), bispo de Milão, escreveu ainda antes do Concílio de Éfeso no seu livro De Virginitate, (II, 65 in PL 16, 282C) a expressão "Mãe de Deus" (Mater Dei).

 

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona, escreveu uma página belíssima sobre Maria, "Mãe de Deus": "A verdade nasceu da terra e a Justiça inclinou-se do céu" (Sl LXXXIV,12). "Cristo nasceu da mulher. A Verdade nasceu da terra. O Filho de Deus procedeu da carne. E o que é a Verdade? - O Filho de Deus! E o que é a terra? - A carne! Procura de onde nasceu Cristo e verás que a Verdade nasceu da terra. Mas a verdade que nasceu da terra existia antes da terra e por ela foram feitos o céu e a terra... Mas para que a Justiça olhasse do céu, isto é, para que os homens se justificassem pela graça divina, a Verdade nasceu da Virgem Maria." (Santo Agostinho, Comentário ao salmo LXXXIV,13)

 

Santo Epifânio (U431, ainda antes de Éfeso), bispo de Salamina, escreveu que "O santo salvador que desceu a nós desde os Céus... uniu a humanidade com a Divindade... encarnado-se entre nós, não em aparência, mas em verdade... de Maria, a Mãe de Deus".

 

São Cirilo de Alexandria (U444) escreveu: "Tenho ficado espantado que alguns, ultimamente, puseram em dúvida se a Virgem Maria poderia ser chamada ou não a Mãe de Deus. Porquê, se Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus, como a Virgem Maria, que O gerou, não seria a Mãe de Deus?". E São Cirilo de Alexandria fez, no Concílio de Éfeso, um discurso admirável, resumindo o que se acreditava sobre a Virgem Maria até então: "Salve, ó Maria, Mãe de Deus! Vós enclausurastes em vosso sagrado seio o Deus Único que é incontenível. Ó Maria, Mãe de Deus! Com os pastores nós cantamos o louvor de Deus, e com os anjos o canto de agradecimento: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade. Ó Maria, Mãe de Deus! Por meio de ti nos veio o Conquistador e Vencedor triunfante do inferno".

 

Cristão de verdade (católico) ama e venera Nossa Senhora.

 

Omnes cum Petrus ad Iesum per Mariam!!


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