«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
06
Dez 12
publicado por FireHead, às 03:47link do post | Comentar

Continuação do post anterior.

 

 

Uma opinião comum entre os historiadores é a de que o aumento da população na Europa originou uma crise, devido ao excesso de “segundos filhos” de nobres, treinados nas artes bélicas de cavalaria, mas sem terras ou feudos onde se estabelecer.

 

Por esse motivo, as Cruzadas seriam uma válvula de escape, mandando esses homens belicosos para longe da Europa, onde pudessem obter terras para si à custa dos outros.

 

Os pesquisadores actuais, graças à ajuda de bancos de dados computadorizados, desmontaram esse mito.

 

Hoje sabemos que os “primeiros filhos” da Europa foram os que responderam ao apelo do Papa em 1095, e também nas Cruzadas seguintes.

 

Empreender uma Cruzada era uma operação extremamente cara.

 

Os Senhores tiveram que hipotecar as suas terras para angariar fundos necessários.

 

Além do mais, não estavam interessados em reinos no além-mar. Como os soldados de hoje, o Cruzado medieval orgulhava-se de estar cumprindo o seu dever, mas queria voltar para casa.

 

 

Após o espectacular sucesso da Primeira Cruzada, com Jerusalém e grande parte da Palestina em seu poder, quase todos os Cruzados voltaram.

 

Somente um pequeno grupo ficou para consolidar e governar os territórios recém-conquistados.

 

Foram raras as pilhagens.

 

Embora de facto sonhassem com as grandes riquezas das cidades do Oriente, praticamente nenhum Cruzado conseguiu recuperar os seus gastos.

 

Mas não foram nem o dinheiro nem as terras o principal motivo que os levaram às Cruzadas: o que queriam era fazer penitência pelos seus pecados e merecer a própria salvação fazendo boas obras em terras distantes.

 

 

Autor: Thomas F. Madden

Fonte: Ignatiusinsight.com

 

As Cruzadas

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