«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
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Set 12
publicado por FireHead, às 16:57link do post | Comentar
Bento XVI exorta a dizer "não à vingança"

 

O Papa exortou hoje os povos do Médio Oriente a "dizerem não à vingança" e a banirem a "violência verbal e física", apelando a que aceitem 'a sociedade plural'.

Bento XVI falava no palácio presidencial de Babada, perto de Beirute, para várias centenas de personalidades do mundo político, religioso e da cultura libanesa, entre os quais os dirigentes das comunidades muçulmanas, no segundo dia da sua visita ao Líbano.

Numa altura de grande agitação na região devido à guerra na Síria e a manifestações contra um filme realizado nos Estados Unidos e considerado ofensivo para o islão, o Papa centrou a sua intervenção nas condições religiosas e sociais que podem favorecer a paz na região.

O Papa pediu para "se suprimir a violência verbal e física", considerando que "ela é sempre um atentado à dignidade humana, a do autor e a da vítima".

"Trata-se de dizer não à vingança, de reconhecer os seus erros, aceitar as desculpas sem as procurar e enfim perdoar", sublinhou o Papa.

"Apenas então pode crescer o bom entendimento entre as culturas e as religiões, a consideração sem condescendência", disse ainda.

Bento XVI apontou o exemplo do Líbano, onde "o Cristianismo e o islão habitam o mesmo espaço há séculos" e "não é raro ver na mesma família as duas religiões".

"Se numa mesma família isso é possível, porque não o será ao nível do conjunto da sociedade?", questionou.

Por seu turno, o presidente libanês, Michel Sleimane, único chefe de Estado cristão no mundo árabe, pediu que no Médio Oriente a democracia "assegure aos diversos componentes do mundo árabe (...) uma participação na vida política e na gestão dos assuntos públicos independentemente da sua proporção numérica, na base da cidadania e da diversidade no seio da unidade".

O Papa defendeu que "a especificidade do Médio Oriente se encontra na mistura secular de diversos componentes", considerando que, neste contexto, "praticar e viver livremente a sua religião sem colocar em risco a sua vida e a sua liberdade deve ser possível a quem quer que seja".

"As diferenças culturais, sociais, religiosas devem conduzir a que se viva um novo tipo de fraternidade. Este diálogo só é possível com a consciência de que existem valores comuns a todas as grandes culturas", adiantou.

 

 

Fonte: Diário de Notícias

 

PS. Ecumenismo?


Eu, que sou um ignorante no que toca à Igreja, ao ler estes últimos 2 postes e tendo já lido os teus postes e comentários sobre ecumenismo ou sobre membros da Igreja com ideias mais modernas, diria que este Papa parece-me moderno demais.
Mas claro que pode muito bem ser estratégia, como bem disseste na resposta ao meu comentário no poste anterior "qualquer coisa que o Papa disser tem que ser sempre muito bem ponderada porque pode exaltar ânimos" e os muslos já andam atiçados, não convém atiçar mais os "senhores".
dvr a 16 de Setembro de 2012 às 01:47

Por acaso eu gosto muito deste Papa e considero-o melhor Papa que o anterior, o saudoso João Paulo II. Cada cabeça tem a sua sentença e não se pode agradar a gregos e a troianos, mas qualquer que seja o Papa tem sempre influência no rumo que der à Igreja. Não é por acaso que já houve Papas que eram autênticos pulhas e alguns deles até foram anatemizados. O problema do Bento XVI, acredito eu, é estar muito mal rodeado e aconselhado.
FireHead a 19 de Setembro de 2012 às 20:27

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