«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
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Mai 12
publicado por FireHead, às 18:56link do post | Comentar

Vem-se notando na imprensa o hábito lamentável de designar com o título de “bispo” o pastor ou o líder de qualquer agrupamento religioso.

 

Reflictamos: se alguém colocar na porta do seu escritório ou da sua residência uma placa indicativa com o seu nome e – sem o ser – acrescentar “médico”, “advogado”, “professor” ou outra profissão, pode ser processado por falsidade profissional. Igualmente com o termo “bispo”. Daí a necessidade de se ter noção exacta do que seja o uso correcto do termo.

 

No início da pregação evangélica, os apóstolos de Cristo escolheram colaboradores que, após a sua morte, lhes sucedessem no governo das comunidades nascentes e na pregação da mensagem Cristã. Inicialmente eram chamados de “sucessores dos apóstolos”, como nos informa Clemente Romano, no ano 96 da era Cristã, na bela e conhecida Carta à Igreja de Corinto.

 

A missão destes sucessores era responsabilizar-se pelas comunidades que se formaram ao redor dos apóstolos, supervisionando a sua vida evangélica. Daí o verbo “episkopein” (supervisionar), de que vem o substantivo “epískopos”: o que zela como guarda e protector, por supervisionar o rebanho. Em latim “epíscopus” e, em português bispo, isto é: o que tem a nobre missão, como autêntico sucessor dos apóstolos, de responsabilizar-se pela comunidade dos fiéis.

 

Hoje, quem escolhe e nomeia o bispo é o sucessor de São Pedro, o Papa. O eleito recebe a plenitude do sacramento da Ordem pela “keirotonia”, isto é: imposição das mãos de três outros bispos e pela unção e oração consecratória. Há pois uma corrente genealógica ascendente, que chega até um dos doze apóstolos, do qual o bispo actual é verdadeiro sucessor.

 

Não fica pois, difícil entender que esta função de suceder a um dos doze apóstolos, função de superintender o rebanho de Cristo – “episkopein” – não pode ser usurpada. O despreparo teológico (ou ousadia) chega até a usar o termo no feminino!

 

A autoridade do bispo, sucessor dos apóstolos, vem da palavra de Jesus aos doze: “todo poder me foi dado no céu e na terra. Ide pois: baptizai e ensinai que observem o que lhes ensinei.” (Mt 28,19ss).

 

Triste saber que o termo que designa o poder espiritual de zelar pela Igreja, transmitido por Jesus Cristo aos doze apóstolos e, posteriormente aos sucessores, seja usurpado e vulgarizado, como vem acontecendo de algum tempo para cá. Esta explicação teológica da palavra “bispo” e sua função nos mostram que seu uso actual para designar qualquer líder religioso não é apropriado nem correcto.

 

 

Fonte: A Fé Explicada


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