«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
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Abr 12
publicado por FireHead, às 01:00link do post | Comentar

 

Entre os não Católicos que têm a ignorância suprema de afirmar que são Cristãos estão os ditos ortodoxos (cismáticos). O que é que todos esses pseudo-Cristãos (protestantes e ortodoxos) têm em comum? A Gnose. Era natural que a Gnose arrastasse atrás de si também os cismáticos que, ao não se apoiarem na rocha de Pedro colocada por Cristo como fundamento da Sua Igreja, teriam que sossobrar.

 

Algumas ideias originárias da doutrina ortodoxa afirmam existir uma suposta "energia divina não criada", porém diferente da essência de Deus e que permite que Deus possa conhecer o mal sem ter arquétipos do mal na Sua essência. Segundo essa doutrina, a concepção Católica seria equivocada, deficiente e contraditória, uma tentativa malograda, segundo os ortodoxos, de explicar o modo em que Deus conhece o mal, o pecado, a queda do homem e a consequente necessidade da salvação através do sacrifício "Vicário" de Cristo - determinado por Deus, mesmo antes da fundação do mundo - sendo Deus eternamente Santo e, portanto, privado do conhecimento do pecado, do erro e do mal. Essas ideias dos cismáticos são sem dúvida de natureza gnóstica porque afirmar que existe uma energia incriada, mas "não essencial" de Deus, é algo que se assemelha muito aos conceitos gnósticos referentes à existência de supostas divisões e de partículas divinas, ou ainda, de emanações divinas, distintas, da essência divina. São de natureza gnóstica e indicam uma certa influência, talvez da Cabala, pois é na Cabala, especialmente a luriânica, que se acentua a existência do mal em Deus. Essa tal "energia vivificante" uniria o mundo espiritual ao mundo fisico e natural.

Os ortodoxos alegam assim que a definição escolástica-tomista de Deus como Acto Puro, omnipresente, omnipotente e omnisciente contradiz o conhecimento prévio de Deus sobre o mal. Se Deus conhece o pecado, se Deus sabe previamente da "queda do homem", o mal estaria na Sua essência como um arquétipo e não apenas na obra da criação corrompida pelo pecado de Adão.

Os ortodoxos afimam também que os Católicos consideram as penas temporais como sendo impostas por Deus aos homens desde a "queda" de Adão e que, por isso, Deus, na óptica Católica, seria a fonte directa de sofrimento e de castigos. Deus seria portanto o autor do mal que frequentemente se confundiria com as acções próprias de Satanás.

Para os ortodoxos, Deus não pune ninguém. Ele permite que a humanidade se torne susceptível ao sofrimento e às tentações dos anjos decaídos, porém, jamais sendo Ele a fonte do mal, o autor do mal.

 

Existem outras divergências entre os cismáticos como o facto deles negarem a existência de um governo universal da Igreja a partir de Roma e de negarem igualmente o primado de Pedro. Alegam ser teocêntricos e não concordam com a ideia de um Vigário para o Cristo na terra. Para eles a Cabeça da Igreja é o Espírito Santo. Eles não aceitam também a doutrina do Purgatório, negam a existência do "pecado original" e afirmam que o Espírito Santo procede apenas de Deus-Pai e não de Deus-Filho (Filioque), o que faria com que, segundo eles, Deus-Filho fosse Pai de Deus-Espírito Santo, o que é uma leitura equivocada do fenómeno das processões divinas ad intra e ad extra. O Espírito Santo é o Espírito de Verdade e, como tal, deve proceder da Verdade de Deus, da Inteligência de Deus, que é o Deus-Filho, engendrado eternamente em Deus como parte da Sua Natureza imanente, gerado mas não criado, consubstancial ao Pai.

 

Só um ecumenismo "ingénuo" vê as Igrejas Ortodoxas apenas como um cisma, julgando que elas têm a mesma doutrina que o Catolicismo em tudo excepto na obediência ao Papa.

 

 

*Excertos extraídos do site Associação Cultural Montfort


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