«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
02
Jan 13
publicado por FireHead, às 02:26link do post | Comentar

 

Em Ourique, D. Afonso, com a sua pequena hoste de lusitanos, teve que enfrentar de uma só vez cinco príncipes árabes, à frente de uma tropa muito maior que a sua. Antes da batalha, na madrugada de Portugal, o Conde se retirou do acampamento para pedir ao Deus dos combates a força e a vitória. Enquanto rezava, aconteceu o milagre: Cristo apareceu-lhe no céu, pendente da Cruz, com as cinco chagas brilhando. E do peito de D. Afonso saiu então o grito sublime:

 

"Não a mim! Não a mim, Senhor! Aos infiéis, aos infiéis, Senhor, e não a mim que creio no que podeis! Não a mim, Senhor, não a mim, esta misericórdia. Aos árabes, a graça desta visão, para que se convertam".

 

Quando nasceu a Espanha, tremeu e abriu-se a terra. Quando nasceu Portugal, abriu-se o céu.

 

Nesta cena, em que se vê um Príncipe rezando, ajoelhado ante o Crucificado, tendo a espada à cinta, pronta para dar a morte, e soltando um brado de prece pela alma do inimigo infiel que vai combater, está representada toda a vocação de Portugal e Espanha: combater e rezar. Vocação de ser Cruzado e Apóstolo.

 

(…)

 

Os portugueses concluíram a Reconquista muito antes do que a Espanha. Já em 1147 haviam posto para a África os últimos mouros. Toda a terra, até o mar, ao sul, fora reconquistada. Entretanto, a guerra aos infiéis não findara. Portugal não tolerava que houvesse mouros à costa. E nem mesmo além da costa, pois:

 

"Não sofre o peito forte afeito à guerra

não ter inimigo a que não faça dano.

Portugal, não tendo quem enfrentar em terra,

foi acometer as ondas do oceano".

(Camões, Lusíadas , VI, 48)

 

 

Orlando Fedeli

 

Fonte: Associação Cultural Montfort


Janeiro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
12

17
19

21
24

27
29
30
31


Links
Pesquisar blogue
 
subscrever feeds
blogs SAPO