«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
04
Out 12
publicado por FireHead, às 16:16link do post | Comentar

Altar em Gante, cavaleiros de Cristo, Jan van Eyck.

 

Não há nada de mais falso.

Desde os tempos de Maomé, os muçulmanos lançaram-se à conquista do mundo cristão.

E fizeram um óptimo trabalho: após poucos séculos de incessantes conquistas, os exércitos muçulmanos tomaram todo o norte de África, o Médio Oriente, a Ásia Menor e a maior parte da Península Ibérica.

Em outras palavras: ao findar o século XI, as forças islâmicas já haviam capturado dois terços do mundo cristão.

A Palestina, terra de Jesus Cristo; o Egipto, berço do monaquismo cristão; a Ásia Menor, onde São Paulo estabeleceu as primeiras comunidades cristãs.

Não conquistaram a periferia da Cristandade, mas o seu núcleo. E os impérios muçulmanos não pararam por aí: continuaram pressionando a Leste em direcção a Constantinopla, até que finalmente a tomaram e invadiram a própria Europa.

Se uma agressão não-provocada existiu, foi a muçulmana. Chegou-se a um ponto em que só restava à Cristandade defender-se ou simplesmente sucumbir à conquista muçulmana.

A Primeira Cruzada foi convocada pelo Papa Urbano II em 1095 para atender aos apelos urgentes do Imperador bizantino de Constantinopla, Aleixo I Comneno (1081-1118).

Urbano convocou os cavaleiros cristãos para irem em socorro dos seus irmãos do Leste.

Foi uma obra de misericórdia: livrar os cristãos do Oriente dos seus conquistadores muçulmanos.

Em outras palavras, as Cruzadas foram desde o início uma guerra defensiva.

Toda a história das Cruzadas do Ocidente foi a história de uma resposta à agressão muçulmana.

 

 

Autor: Thomas F. Madden

Fonte: As Cruzadas

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