«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
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Ago 12
publicado por FireHead, às 19:18link do post | Comentar

 

Como ficar indiferente? O cenário de Fátima é quase sempre assim. Lá estão as pessoas a rezar o terço, de joelhos, em volta da capelinha das aparições. A maior parte já vem desde o cimo da esplanada do santuário… assim, de joelhos. Em todos eles um rosto de sofrimento, de angústia. Porquê de joelhos? Que sentido tem arrastar-se? Será que Deus quer isso?

 

O sofrimento é um mistério. Está presente na vida de todas as pessoas, mesmo se nós procuramos evitá-lo a todo o custo. E, no entanto, ele lá está.

Olha para a vida das três crianças a quem Nossa Senhora apareceu. Eles não são excepção. A par da felicidade imensa de verem Maria e de conhecerem profundamente a Deus, viveram momentos de sofrimento enorme. Foram caluniados, chamados de mentirosos, ameaçados, interrogados milhares de vezes. Sofreram a doença e a dor de se separarem uns dos outros. Francisco e Jacinta morreram muito cedo e a Lúcia ficou sozinha... Maior sofrimento para eles foi o perceberem como Deus sofre. «Está muito ofendido», diziam, com as nossas asneiras, os nossos pecados, os problemas que provocamos uns aos outros... E Deus sofre. Porque O amavam muito, também eles sofriam por compreenderem isso.

Não sofre uma mãe por ver um filho sofrer? Não sofre um filho por saber do sofrimento dos pais? Quem ama sofre sempre. Quem ama está feliz por causa do amor e sofre pelo facto de amar. Quem tem um namorado, sente-se muito feliz por ter o seu amor. Mas se lhe acontece algum problema sofre com isso. Passa mais tempo ao seu lado. Esquece-se do que gostava de fazer para estar com ele. Sacrifica os seus gostos para o consolar; faz o que lhe dá gosto a ele. Não há dúvida que o sofrimento faz parte da vida. Mas, que fazer? Como reagir? Revoltar-se não é solução. Não resolve nada.

 

 

Dois caminhos

 

Só existem dois caminhos para responder ao sofrimento. O primeiro é lutar contra ele. Por exemplo, procuram-se todas as possibilidades para curar uma doença ou para resolver uma zanga dentro da família ou entre amigos. Mas há situações que são demasiadamente complexas. Ultrapassam-nos, esmagam-nos; são maiores que toda a força que possamos ter. Sentimo-nos completamente incapazes de fazer seja o que for. O outro caminho para ultrapassar o sofrimento é colocá-lo nas mãos de quem é infinitamente maior que nós: Deus.

 

 

Como foi com Jesus

 

Olhemos para Jesus nos últimos momentos da Sua vida. Diz-nos o Evangelho que ao chegar ao Jardim das Oliveiras, pôs-se a orar. Estava em profundo sofrimento. Sabia que brevemente Judas chegaria com os soldados que O iam prender. Precisava de companhia. Mas os discípulos não perceberam nada. Em vez de rezarem com Ele começaram a dormir. Jesus estava sozinho, angustiado. Sentia-se perseguido e abandonado. Mas não se revolta. A Sua confiança em Deus era inabalável. Chama-Lhe «Abba», quer dizer, «Paizinho». «Papá, Eu quero o que Tu queres. Eu quero amar até ao fim, mesmo se isso implicar a minha morte.» E já na cruz, prestes a morrer gritou para o Pai.

Quando nós já não podemos nada, Deus pode tudo! Angustiado, Jesus clama «Meu Deus porque Me abandonaste?», mas confiante e seguro do Amor do Pai dá outro grito: «Pai, perdoa-lhes que não sabem o que fazem.» Jesus tem esta atitude espantosa: no momento da morte, pediu perdão para aqueles que O matavam!!!

 

 

Confiar

 

Entregar o nosso sofrimento nas mãos de Deus alivia o peso. Confiar-Lhe aquilo que nos acontece e que não compreendemos é sair da confusão interior. É o caminho de libertação. É como sentar-se no colo da mãe. Cada pessoa encontra a sua forma de exteriorizar: uns acendem velas, outros andam de joelhos, outros participam mais vezes na Eucaristia, outros fazem tempos de oração numa igreja silenciosa, outros sacrificam-se... O importante é que cada um não vire as costas a Deus, mas O aceite como companheiro, um suporte, alguém que dá sentido ao sofrimento... Deus conhece o sofrimento de cada um e sabe o que significa o gesto que ele faz. Quando estiveres em Fátima, lembra-te que podes confiar o teu sofrimento a Deus. Encontrarás uma forma de o exprimir.

 

 

Fonte: Audácia


publicado por FireHead, às 02:05link do post | Comentar

Ao ver um ateu defender a ideia segundo a qual os macacos têm moral, por alguns segundos acreditei sinceramente que fosse verdade!

 

Eu percebo que, para o ateísmo, a moralidade é puro adestramento comportamental [behaviourismo]: adestra-se a besta humana a responder a estímulos segundo o princípio de Pavlov, e temos ética! Depois da besta humana devidamente adestrada mediante o reflexo condicionado, o ateísmo conclui então que o comportamento daí resultante é a própria moralidade.

 

Um fenómeno da nossa cultura universitária coeva é falta de leitura dos clássicos. A academia contemporânea vive exclusivamente no presente, e por isso diz e faz muitas asneiras. A academia actual não aprende com o passado e com a história das ideias.

 

Os ateus não têm culpa de ser estúpidos porque, ao contrário do que acontece com a moral que é independente do QI da pessoa, a estupidez decorre da genética ou da epigenética.

 

 

S. Tomás de Aquino, no século XIII, demonstra por que os ateus são estúpidos.

 

S. Tomás de Aquino fez a diferença entre o arbítrio no ser humano, por um lado, e o arbítrio num animal irracional, por outro lado.


Dizia o santo que a principal diferença entre os dois arbítrios é a de que o ser humano é capaz de representar o objecto do seu desejo na ausência desse objecto e, portanto, o arbítrio do ser humano é livre — enquanto que um animal irracional não é capaz de o fazer e, portanto, o arbítrio de um animal irracional não é livre.

 

Vai daí — conclui o santo com pertinência — que, no ser humano, que é um animal racional, a vontade é um desejo informado pelo intelecto (ou seja, informado pela razão), o que não acontece, por exemplo, com os macacos e com os ateus.

 

 

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