«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
14
Jul 12
publicado por FireHead, às 14:19link do post | Comentar

 

Para muitos, a religião é uma espécie de opinião, iguais às opiniões sociais ou políticas: tomam o que lhes agradam, rejeitam o que não agrada e duvidam de uma doutrina que mal conhecem.

13
Jul 12
publicado por FireHead, às 14:19link do post | Comentar

 

A minha dificuldade em explicar porquê sou católico decorre do facto de existirem cerca de dez mil razões, mas todas se resumindo em apenas uma: porque o Catolicismo é verdadeiro.


publicado por FireHead, às 14:02link do post | Comentar

 

Sou filho da descrença e da dúvida, até ao presente e mesmo até à sepultura. Que terrível sofrimento me causou, e me causa ainda, a sede de crer, tanto mais forte na minha alma quanto maior é o número de argumentos contrários que em mim existe! Nada há de mais belo, de mais profundo, de mais perfeito do que Cristo. Não só não há nada, mas nem sequer pode haver.


11
Jul 12
publicado por FireHead, às 21:07link do post | Comentar


09
Jul 12
publicado por FireHead, às 00:55link do post | Comentar

 

Para chegar àquilo que não se tem, é preciso tomar o caminho que não se tem; para atingir aquilo que não se é, necessário se faz tomar o caminho onde não se é; para obter o tudo, é preciso abandonar tudo.


08
Jul 12
publicado por FireHead, às 00:35link do post | Comentar

Em primeiro lugar, antes de tentar fornecer uma explicação pormenorizada, gostaria muito de recomendar a leitura do livro "Cidade Antiga" de Fustel de Coulanges, onde ele traça um perfil nítido e consistente do cidadão da antiguidade bem como dos seus costumes, sobretudo das civilizações greco-romanas.

Em segundo lugar é necessário tomar-se a devida distância delimitando bem as diferenças entre o culto às divindades pagãs e a revelação singular de Deus de Israel. Apesar de possuírem algumas semelhanças (oriundas em muitos casos do modelo antigo das Cidades-Estados) não são absolutamente a mesma coisa.

Habituados com a noção milenar de um Deus único, zeloso e amoroso, vinda do Judaísmo e aperfeiçoada no Cristianismo, é instigante o retrato trazido por Fustel da relação entre o homem antigo e os seus deuses. Surpreende constatar, por exemplo, que os povos da antiguidade não amavam os seus deuses, mas os temiam e não raras vezes os odiavam!

Na verdade eles constituíam uma "realidade" com que governantes, sacerdotes e cidadãos eram obrigados a conviver. Os deuses da antiguidade eram consultados sobre tudo, e em tudo deles se dependia por meio dos áugures. Sobre o destino da cidade, das colheitas, sobre a força do inimigo e o resultado antecipado das batalhas. Nas guerras lutavam lado a lado com a população. Mas podiam mudar de lado a qualquer momento, traindo os seus protegidos sem escrúpulo algum!

Tinham o carácter mais afeito às paixões humanas do que à perfeição divina. Por isto não está muito longe deduzir que a mitologia criasse múltiplas fábulas envolvendo deuses poderosos apaixonados pelos encantos de belas virgens e elaborando nesta via as mais fantásticas histórias que exprimiam da melhor maneira possível a cosmovisão de cada povo.

Por isto é importante termos a perspectiva correcta dos povos antigos, dos seus costumes e da sua religiosidade. Para eles a noção de um Deus único, criador do céu e da terra, como a que era tida pelo povo judeu, soava totalmente inédita. Despertava-lhes admiração, especialmente por parte do povo grego.

Aqui entra um conceito fundamental: é reacção comum do cristão rejeitar tudo quanto é pagão. Isto se deve a toda a tradição do povo judeu que era severamente advertido por Deus contra aqueles costumes, em especial a idolatria. Mas isto se deu por uma pedagogia divina que preparava aquele grupo não para a construção de uma cultura mitológica, mas para a revelação de si mesmo, o Deus único e verdadeiro, cujo ápice desta revelação se deu com o Seu Cristo.

Portanto o correcto para o cristão não é abominar o paganismo antigo que jaz no passado como riqueza cultural de cada povo, mas lutar bravamente contra o neopaganismo que quer recuar ao passado, desprezando todos os avanços advindos do Cristianismo e tentando suprimí-lo.

Deus não odeia o paganismo ou as culturas antigas, mas se utiliza deles, transformando-os, para a edificação do Seu povo. A prova disto está no pacto com Abraão (Génesis 15, 8-21). Analisemos: Abraão sente-se inseguro ante a proposta do Senhor. Este então lhe ordena que reúna vários animais. Abraão faz como foi ordenado, mas, sem orientação prévia, corta os animais ao meio. Isto indica que se tratava de um costume antigo, um ritual entre pactuantes que deveriam caminhar entre as partes seccionadas. Quem descumprisse o acordo estaria sujeito ao mesmo fim dos animais. Sabemos como terminou, o Senhor desceu da Sua Glória em forma de tochas cumprindo a Sua parte na cerimónia enquanto Abraão caiu em sonolência. O próprio Deus então utilizou-se de um costume antigo. Assim também serviu-se do conceito de sacrifício, uma realidade muito antiga. Outro exemplo: o Cristianismo transformou a comemoração do deus pagão Mitra na celebração do Natal do Senhor.

"Pertence aos cristãos tudo o que os pagãos disseram de bom", diz-nos Santo Agostinho que estudou os filósofos gregos [1].

Dante Alighieri incorporou a sua mitologia na Divina Comédia.

Mais recentemente, em 1531, Nossa Senhora de Guadalupe, esplendorosa padroeira da América Latina, surge na colina do Tepeyac, local de veneração da deusa Tonantzin. Apresentando-se como a Mãe do Deus, por quem se vive com ornamentos indígenas que lhe indicavam gravidez. Mas os sinais evidentes da cultura local são complementados pela indumentária tipicamente judaica. Ela deixa igualmente claro que trata-se de Maria Mãe de Jesus. Fala em nahuatl com Juan Diego, língua nativa, mas não dirige-se à autoridade azteca, nem à espanhola, mas à eclesiástica, ao Bispo Don Juan de Zumarraga.

Esta é a acção do Cristianismo, transformar toda a cultura pagã para que possa, convertendo-se, conhecer a verdade. Todos estes fenómenos culturais da antiguidade similares entre si podem a princípio tentar reduzir o Cristianismo a mais uma modalidade de paganismo. Especialmente pelas palavras de pessoas mal informadas ou mal intencionadas.

Entretanto são na realidade argumento justamente contrário.

Se cremos que Jesus é o Salvador de toda a humanidade e que toda ela descende da mesma história da Criação então é natural que em todo lugar haja uma lembrança comum. Se cremos que a Salvação que Cristo traz é realmente católica, ou seja, universal, então podemos crer numa percepção semelhante da realidade nos diversos povos. Em uma certa similaridade de cosmovisões em todas as civilizações. Quase como uma espécie de profecia. "O desejo por Deus está inscrito no coração do homem" [2]. Não é temerário, portanto, afirmar que todas as civilizações procuraram pelo mesmo Deus dos judeus e dos cristãos, porém de forma rudimentar. Este encontro somente se tornou nítido a partir da Revelação. Portanto a mitologia pode ser tomada como uma busca, uma intuição das realidades divinas, ainda que insipiente e fantasiosa.

São Paulo nos diz que toda a Criação geme e sofre como que em dores de parto em espera pela redenção (Rm 8, 22-23). A Criação compreende o mundo inteiro, para além das fronteiras de Israel, e inclui nela também as civilizações antigas.

Para finalizar deixo a palavra para o próprio Fustel de Coulanges que pode com muito mais propriedade neste campo distinguir o que é a religião cristã:

"Com o Cristianismo, o sentimento religioso não apenas reavivou, mas adquiriu uma expressão mais elevada e menos material. Enquanto outrora endeusara-se a alma humana ou as grandes forças físicas, começava-se a conceber Deus na Sua essência (...) Enquanto outrora cada homem fizera o seu deus, e que havia tantos deuses quantas famílias e cidades, Deus agora aparece como um ser único, infinito, universal que sozinho anima os mundos e sozinho preenche a necessidade de adoração inerente ao homem." [3]


Jorge Deichmann Miguel

________________

Notas

[1] Prof. Felipe Aquino - Na Escola dos Santos Doutores - Santo Agostinho - Nº 129

[2 ]Catecismo da Igreja Católica - § 27

[3] Fustel de Coulanges - A Cidade Antiga - Cap. III pg. 483


07
Jul 12
publicado por FireHead, às 00:06link do post | Comentar

 

Dom Henrique

 

A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance.


Caro Internauta, saiu o resultado do último censo no tocante à religião no Brasil. Diminuiu o número de católicos, como já era de se esperar. Por todos os lados aparecem análises desse resultado. Em Maio de 2006 escrevi sobre este tema. Não mudo uma vírgula do que escrevi naquela época. Cada vez que sai uma nova pesquisa, republico o meu texto, porque é o que penso e me apraz compartilhar com outros esta análise… Aqui vai ela mais uma vez, toda inteira, tal como escrevi em Maio de 2006, sem tirar nem pôr!


***

 

Um recente estudo, apresentado na PUC de São Paulo, dá conta que a cada ano, no Brasil, a Igreja Católica perde 1% dos seus fiéis. Há gente muitíssimo preocupada com isso. É bom mesmo! Gostaria de partilhar com você, caro Visitante, alguns pensamentos sobre esta realidade.


(1) É necessário, antes de tudo, compreender que parte deste fenómeno é típico da nossa época e, neste sentido, não podemos fazer nada para detê-lo. Pela primeira vez na história humana a população mundial é preponderantemente urbana, vivendo num intenso processo de massificação, desenraizamento cultural e despersonalização e pressionada por uma gama desumanizante de informação. Os meios de comunicação, com a sua incrível força de penetração, e o excesso de ideias em circulação desestabilizam os valores das pessoas e das sociedades de modo nunca antes imaginado. Esse fenómeno faz com que se perca o sentido e o valor da tradição.


Não faz muito tempo, cada pessoa era situada em relação à sua família à sua comunidade. O indivíduo sabia quem era, de onde vinha, quais os seus valores, qual o seu universo existencial… Agora, isso acabou: cada um se sente só, numa corrida louca para ser feliz a qualquer custo, iludido, pensando que os valores dos antepassados e do seu grupo só são valores se interessarem a si próprio, individualmente: é verdade o que é verdade para mim; é bom o que realiza meus desejos e expectativas; cada um é a medida do bem e do mal. É triste, mas cada pessoa acha que tem o direito e o dever de começar do zero e “redescobrir a roda”, de fabricar a sua receita de felicidade, determinando de modo autónomo o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que não é. Isto é pura loucura, mas é assim! E lá vamos nós, gritando: “Eu tenho o direito de ser feliz; a vida é minha e faço como eu quero. Eu decido o que é certo e o que é errado…”


(2) No tocante à religião, o homem da sociedade consumista e hedonista do Ocidente não está à procura da verdade, mas sim do bem-estar. A sociedade ocidental já não crê que se possa atingir a Verdade e viver na Verdade. Agora há somente a verdadezinha de cada um, feita sob medida: é “verdade para mim” o que me faz sentir bem, o que resolve as minhas necessidades imediatas. Religião não é mais questão de aderir à Verdade que dá sentido à existência, mas sim de entrar num grupo que resolva os meus problemas afectivos, emocionais, de saúde e até materiais… Religião não é um modo de servir a Deus e nele me encontrar, mas um modo de me servir de Deus para resolver as minhas coisas... Como diz o Edir Macedo, a Bíblia é uma ferramenta para se conseguir aquilo que se quer! Vivam RR Soares, Edir Macedo e companhia…


(3) A urbanização violenta e massificante faz com que as pessoas busquem refúgio em pequenos grupos que lhes proporcionem aconchego e segurança. Por isso as seitas atraem tanto: elas criam um diferencial entre mim e o mundo cão; dão-me a sensação de estar livre do monstro da desumanização, do anonimato, da nadificação…

 

Veja bem, meu Leitor, que contra esta realidade a Igreja não pode fazer muito. A multidão continuará presa das ideias desvairadas dos meios de comunicação; a busca do bem-estar egoístico continuará fazendo as pessoas buscarem a religião como um refúgio e um pronto socorro e, finalmente, a busca de se sentir alguém, fará as pessoas procurarem pequenos grupos nos quais se sintam acolhidas e valorizadas.

 

 

Mas, por que este fenómeno atinge sobretudo os católicos?

 

Por vários motivos:

 

a) Somos a massa da população brasileira e não temos como dar assistência pastoral personalizada a todos os fiéis. Isso seria praticamente impossível, mesmo que tivéssemos o triplo do número de padres e agentes de pastoral…

 

b) Historicamente, a nossa catequese deixou muito a desejar e nas últimas décadas piorou muito: é uma catequese de ideias vagas, mais ideológica que propositiva, ambígua, que não tem coragem de apresentar a fé com todas as letras… Ao invés, apresenta a opinião desse ou daquele teólogo… Assim, troca-se a clareza e simplicidade da fé católica (como o Catecismo a apresenta) por complicadas e inseguras explicações, fazendo a fé parecer uma questão de opinião e não uma certeza que vem de Deus; algo acessível a especialistas letrados e não aos simples mortais. Céu, inferno, anjos, diabo, purgatório, valor da missa, doutrina moral – cada padre diz uma coisa, cada um acha que pode construir sua verdade… Tudo tende a ser relativizado… Uma religião assim não segura ninguém e não atrai ninguém. Religião é lugar de experimentar a certeza que vem de Deus, não as dúvidas e vacilações dos tacteamentos das opiniões humanas. É preciso que as opiniões cedam lugar à certeza da fé da Igreja!

 

c) No Brasil há, desde os anos setenta, uma verdadeira anarquia litúrgica, ferindo de morte o núcleo da fé da Igreja. Bagunçou-se de tal modo a liturgia, inventou-se tanta moda, fez-se tanta arbitrariedade, que as pessoas saem da missa mais vazias que o que entraram. A missa virou o show do padre ou o show “criativo e maravilhoso” da comunidade. A missa tornou-se autocelebração… Mas, as pessoas não querem show, criatividade nem bom-mocismo: as pessoas querem encontrar Deus nos ritos sagrados! Hoje, infelizmente, celebra-se com mais respeito e seriedade um culto protestante ou um toque da umbanda que uma missa católica!


No culto não se inventa, na umbanda não se inventa; na liturgia da Igreja do Brasil, o clero se sente no direito absurdo de inventar! Isso é um gravíssimo abuso e uma tirania sobre a fé do povo de Deus! É muita invenção, é muita criatividade fajuta. Bastaria abrir o missal e celebrar com devoção e unção, cumprindo as normas litúrgicas…

 

d) A Igreja no Brasil, em nome de uma preocupação com o social (que em si é necessária e legítima) descuidou-se dos valores propriamente religiosos e muitas vezes fez pouco da religiosidade popular (quantas vezes se negou uma bênção, uma oração de cura, a administração de um sacramento, uma procissão com a presença do padre, o valor de uma novena e de uma romaria…). Ora, hoje o “mercado” de religião é diversificado: se o padre não sabe falar de Deus, o pastor sabe; se na homilia não se prega a palavra, mas se a instrumentaliza política e ideologicamente, o pastor prega a palavra; se o padre não dá uma bênção, o pastor dá… Infelizmente, às vezes, tem-se a impressão que a Igreja é uma grande ONG, preocupada com um monte de coisas e não muito atenta a pregar Jesus Cristo e a sua salvação… Não se vê muito nossos padres e freiras apaixonados por Cristo e pelo Evangelho. Fala-se muito em valores do Reino, compromisso cristão, etc… Isso não encanta! Quem encanta, atrai, comove, converte e dá sentido a vida é uma Pessoa: Jesus Cristo!

 

e) Outra triste realidade é o processo de dessacralização. Parece que o clero e os religiosos perderam o sentido do sagrado. Adeus ao hábito religioso, adeus à batina, adeus ao clergyman, adeus à oração fiel e obediente da Liturgia das Horas, adeus ao terço diário (”para que terço?”), adeus ao ethos, isto é, àquele conjunto de realidades, de modo de ser e de viver que fazia com que o povo reconhecesse o padre como padre, o religioso como religioso, a freira como freira. Parece que se faz questão de transgredir, de chocar, de desnortear a expectativa do povo, de negar a identidade… Hoje tudo é ideologizado: a pobreza é “espiritual” e não real, material, concreta; assim também a obediência, a vida mística, a penitência e a mortificação e, muitas vezes, os votos e compromissos… Tem-se, portanto,uma religião cerebral e não encarnada na carne da vida, da existência concreta material… E nada mais anticristão que um Cristianismo cerebral…


f) As nossas comunidades são meio frias; os nossos padres não têm muito tempo. Não temos leigos capacitados para dar acolhida, que faça com que as nossas igrejas estejam abertas e tenham pessoas para ouvir, aconselhar, consolar… Infelizmente, ainda que não queiramos, às vezes a Igreja parece uma grande repartição pública e impessoal… A paróquia somente terá futuro como cadeia de comunidades vivas e aconchegantes, nas quais se façam efectivamente a experiência da proximidade de Deus e dos irmãos…

 

g) As homilias em nossas missas são chatas e moralizantes: só dizem que devemos ser bonzinhos, justos, honestos… A homilia deveria ser anúncio alegre da Palavra que comunica Jesus e a Sua salvação, tal como a Igreja sempre creu, celebrou e anunciou. A homilia deve ainda ser fruto de uma experiência de Deus; somente assim reflecte um testemunho e não um exercício de propaganda. A fé que devemos anunciar é a fé da Igreja, não nossas teorias e nossas ideias estapafúrdias… Isso desnorteia e destrói a fé do povo de Deus. Por que alguém seria católico se nem os ministros da Igreja acreditam realmente na sua doutrina e na sua moral? Os padres nisso têm uma imensa responsabilidade e uma imensa parcela de culpa!

 

 

Sinceramente, penso que o número de católicos diminuirá mais e drasticamente. Mas, não devemos nos assustar. Veja, caro Visitante, e pense:


1. O Cristianismo nunca deveria ser uma religião de massa. A fé cristã deve nascer de um encontro pessoal e envolvente com Cristo Jesus. Somente aí é que eu posso abraçar o ser cristão com todas as suas exigências de fé e moral. Nós estamos vendo o fim do Cristianismo de massa, que começou com o Édito de Milão, em 313, e com o baptismo de Clóvis, rei dos francos, e de todo o seu povo, em 496, na Alta Idade Média. No Brasil, esse Cristianismo de massa começou com a colonização e o sistema do padroado. Aí, ser brasileiro e ser católico eram a mesma coisa. Ora, será que no Cristianismo pode mesmo haver conversão de massa?


2. A Igreja voltará a ser um pequeno rebanho, presente em todo o mundo, mas com cristãos de tal modo comprometidos com o Evangelho, de tal modo empolgados com Cristo, de tal modo formando comunidades de vida, oração, fé e amor fraterno, que serão um sinal, uma luz, uma opção de vida para todos os povos da terra. Era isso que os Padres da Igreja desejavam: não que todos fossem cristãos a qualquer custo, mas que os cristãos fossem, a qualquer custo, cristãos de verdade, sal da terra e luz do mundo, entusiasmados por Cristo e por Sua Igreja Católica.


3. O facto de sermos minoria e mais coerentes com o Evangelho, nos fará diferentes do mundo e redescobriremos a novidade e singularidade do ser cristão. Isso nos fará atraentes para aqueles que buscam com sinceridade a Luz e a Verdade. Por isso mesmo, a Igreja não deve cair em falsas soluções de um Cristianismo frouxo e agradável ao mundo, de uma moral ao sabor da moda, de um ecumenismo compreendido de modo torto e de um diálogo interreligioso que coloque Cristo no mesmo nível das outras tradições religiosas

 

Ecumenismo e diálogo religioso sim, mas de acordo com a fé católica! O remédio para a crise actual e o único verdadeiro futuro da Igreja é a fidelidade total e radical a Cristo, expressa na adesão total à fé católica.


4. É imprescindível também melhorar e muito a formação dos nossos padres e religiosos. Como está, está ruim. Precisamos de padres com modos de padres e religiosos com modos de religiosos; precisamos de padres e religiosos bem formados humana, acfetiva, teológica e moralmente. O padre e o religioso são pessoas públicas e devem honrar a imagem da Igreja e o nome de cristãos; devem saber portar-se ante o mundo, as autoridades e a sociedade. Nisso tem havido grave deficiência no clero e nos religiosos do Brasil…


É importante perceber que, apesar de diminuir o número de católicos, nunca as comunidades católicas foram tão vivas, nunca os leigos participaram tanto, nunca se sentiram tão Igreja, nunca houve tantas vocações. Muitas vezes, os leigos são até mais fervorosos e radicais (no bom sentido) que padres e religiosos. A Igreja está viva, a Igreja é jovem, a Igreja continua encantada por Cristo! O clero e os religiosos deveriam deixar de lado as ideologias, as teorias pouco cristãs e nada católicas defendidas em tantos cursos de teologia e livros muito doutos e pouco fiéis, e serem mais atentos ao clamor do povo de Deus e aos sinais dos tempos – sinais de verdade, que estão aí para quem quiser ver, e não os inventados por uma teologia ideologizada de esquerda! Além disso, é necessário considerar que a Igreja não é nossa: é de Cristo. Ele a está conduzindo, está purificando-a, está levando-a onde ele sabe ser o melhor para que o Seu testemunho seja mais límpido, coerente e puro. Nós temos os nossos caminhos, Deus tem os Dele; temos os nossos planos e modos que, nem sempre, coincidem com os do Senhor. Pois bem, façamos a nossa parte. Deus fará o resto!


Isso é o que eu penso, sinceramente, e com todo o meu coração.

 

 

Fonte: Blog Carmadélio

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04
Jul 12
publicado por FireHead, às 22:13link do post | Comentar


Oração da Fecha de Ouro

 

Um acto de Louvor e Reparação ditada por Nosso Senhor à Irmã Marie de Saint-Pierre.



"O Santíssimo, Sagrado, Adorável, incompreensível e indescritível Nome de Deus seja sempre louvado, abençoado, amado, adorado e glorificado, no céu, na terra, e debaixo da terra, por todas as criaturas de Deus e pela Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento do altar. Amém".



Depois de receber esta oração, Irmã Marie teve uma visão na qual ela viu o Sagrado Coração de Jesus ferido pela "Oração da Flecha de Ouro" como torrentes de graças saíam dele para a conversão dos pecadores.

Nosso Senhor disse à Irmã Marie de Saint-Pierre, a 16 de Março de 1844, "Oh, se soubesses o grande mérito que adquires por dizer ainda uma vez," Admirável é o Nome de Deus", no espírito de reparação de blasfémia.

 

 

Fonte: Mãos Postas


publicado por FireHead, às 21:55link do post | Comentar
 

“O Vaticano II ensina realmente e apenas aquilo que foi revelado e transmitido?”. E “o significado objectivo das palavras usadas pelo Concílio Vaticano II corresponde ao do Magistério precedente e, em última análise, ao da divina Revelação?”

 

Duas perguntas “de supetão” que são dirigidas por Monsenhor Brunero Gherardini a todos aqueles que terão a sorte de ler o seu livro mais recente, que brilha com clareza linguística e teológica, intitulado O Vaticano II às raízes de um equívoco (Lindau , pp. 410, € 26,00).

 

Cinquenta anos se passaram (1962-2012) desde a abertura de um Concílio que cada vez mais se torna protagonista de um verdadeiro processo. Finalmente, o tribunal foi aberto, graças, em particular, ao próprio teólogo Gherardini (com seu famoso Concílio Vaticano II, um discurso a ser feito) e ao historiador Roberto de Mattei (com o seu Vaticano II, uma história nunca escrita) para fazer entrar o réu: o Concílio Vaticano II.

 

Apesar de os conteúdos deste escrupuloso volume serem bastante profundos e complexos, o seu autor, como é próprio do seu estilo gherardiniano, torna a análise fresca, vibrante e bem sucedida. Esta obra nasce de uma inspiração polémica, ou seja, para responder à má fé de alguns estudiosos e jornalistas em relação aos aprofundamentos que o teólogo vem realizando com rigor, há alguns anos. Algumas pinceladas irónicas, aqui e ali, lembram o humor ferino do Beato John Henry Newman, na sua obra-prima Apologia Pro Vita Sua, onde, ele também, como Gherardini, àqueles que o acusavam, respondia com a coragem própria de quem sabe, como São Tomás de Aquino, de estar possuído pela verdade.

 

Gherardini não engrossou as fileiras do comum, ou seja, de todos aqueles que continuam a exaltar o Vaticano II de uma forma apriorística e sem aceitar uma análise do mérito, mas foi ao âmago do problema, observando de perto a mudança radical de curso da Igreja pós-conciliar e identificando a causa dessa mudança nas actas da Assembleia Conciliar. E aqui está o grande ‘equívoco’, “que poucos levaram em consideração”, matriz dos muitos equívocos e dos muito erros que surgiram em cascata:

 

 

O antropocentrismo.


O homem moderno, para o qual tende o antropocentrismo conciliar, deste absorve a ideias que subvertem as relações naturais e reveladas entre a criatura e o Criador, torna-se o porta-bandeira e o arauto destas ideias, e por elas resta, por assim dizer, pregado em um estado de inconciliabilidade com as verdades da doutrina e da Tradição. Estes são os desvios da Nouvelle Théologie e da Teologia da Libertação.

 

O equívoco antropocêntrico encontra as suas raízes, segundo Gherardini, na declaração conciliar sobre a liberdade religiosa (Dignitatis Humanae), na declaração sobre as relações da Igreja com as religiões não-cristãs (Nostra Aetate) e no decreto sobre o diálogo ecuménico (Unitatis redintegratio).

 

O antropocentrismo contaminou toda a cultura moderna e o pensamento maioritário conciliar, e nada, “no modernismo e em sua endemoninhada revivescência neomodernista, é poupado do tesouro de verdades recebidas e transmitidas”, ou seja, a Sagrada Escritura, os dogmas, a Liturgia, a moral. Hoje, aquele verme modernista que corroía por dentro eclodiu vigorosamente, mas a assembleia conciliar já havia testemunhado isso quando foram tratadas temáticas nodais, que se distanciavam, em sua elaboração, da Tradição.

 

Gherardini, por causa de sua postura diante do Concílio, foi acusado de ser um ‘lefebvriano’, dando-se à palavra, como sempre, uma acepção meramente negativa. Ele, a este respeito disso, afirma que, mesmo não pertencendo à Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, compartilha as linhas de construtiva crítica ao Vaticano II.

 

Além disso, o autor concentra a sua atenção na linguagem conciliar e pós-conciliar, totalmente diferente, no geral, da patrística e da Tradição; dá, também, nome e sobrenome aos protagonistas das modernas filosofias e teologias, porém não as interpreta, mas faz a radiografia das ideias; ideias que envenenaram o espírito da Assembleia Conciliar e, “se a sagrada hierarquia não parar este desvio antropocêntrico, o futuro da Igreja não será mais o da Igreja Una Santa Católica Apostólica em sua gloriosa e universalista configuração romana”.

 

 

Por Cristina Siccardi | Corrispondenza Romana

 

Fonte: Fratres in Unum


03
Jul 12
publicado por FireHead, às 19:53link do post | Comentar

Uma notícia preocupante de outro lado de lá do Atlântico:

 

 

A reportagem abaixo foi publicada no Terra.

Em outra reportagem li que os católicos "praticantes" eram em torno de 5%. Agora, desse valor, imaginem quantos realmente sabem o que é a Missa????

 

Bom, vamos fazer algumas análises:

 

 

Primeiramente devemos dar os parabéns aos padres e bispos que ajudaram nessa queda!!! Isso mostra o quanto está valendo esse "ecumenismo" vagabundo que pregam por aí!! Mostra o nível intelectual que deixaram o povo. Mostra quanto ensinaram o catecismo. Convenceram-os a ir à Missa para bater palmas, para chorar, colocar a mãozinha no coração e se esqueceram de ensinar o que se deve ensinar!!! Os fizeram ler livros de padres românticos, melosos e se esqueceram do básico da doutrina.

Tanto é que canso de ouvir as pessoas falarem sobre o "amor". Amor daqui, amor de lá... e quando pergunto quais os mandamentos da lei Deus, gaguejam e não sabem. Ou seja, o básico do básico. Mas o importante é o "amor". O importante é "sentir" Deus naquela missa "gostosa" do Padre X.

Vá saber que "amor" é esse!!!

Presa fácil para as seitas.

 

A respeito, li um comentário no Fratres de nosso amigo Carlos Magno que parece bem pertinente: 


A Teologia da Libertação fez a opção pelos pobres. E os pobres fizeram a opção pelo Neopentecostalismo.
A Renovação Carismática, por sua vez, imitou o neo-pentecostalismo achando que estancaria a sangria, mas criou uma via de mão única para que, sobretudo os jovens, evadissem a Igreja Católica.
Logo, a minha tese é de que a TL e a RCC são os responsáveis por esses números.

 

É para pensar...!!! Duas "correntes" antagónicas da Igreja, morrendo juntas!

Em segundo lugar, outro dado assustador da reportagem é o de que encontram mais representatividade entre os brasileiros que têm mais de 40 anos.

 

O que estão fazendo com os jovens? O que está sendo feito no Catecismo e no Crisma? O que se ensina? O que se faz nesses "Encontros de Jovens"??

 

Será que ensinam a Doutrina Católica para se ter um alicerce forte da fé, ou vão apenas para chorar o dia inteiro ouvindo "experiências pessoais" de outros, ao som de músicas melosas, e para ouvir a banda católica mais "maneira" da cidade tocar um rock "da hora" na missa de encerramento???

 

Esse é o terreno do CVII.

 

É triste!!!

 

O povo só corre para as outras "religiões" por não conhecer a Doutrina Católica!! Será que ninguém percebe isso???

 

Quem deveria dar o exemplo, não dá. Quem deveria ensinar, não ensina.

 

Tudo em nome do "ecumenismo", da modernidade, do prurido de escutar novidades (2Tm 4,3).

 

E negam o que se ensinou em quase 2000 anos!!!

 

E vamos pensar também: O que estamos fazendo para mudar isso???

 

Já diz o ditado:

 

Padre santo, povo piedoso. 
Padre piedoso, povo bom. 
Padre bom, povo aceitável. 
Padre aceitável, povo tíbio. 
Padre tíbio, povo ruim. 
Padre ruim, povo corrupto. 
Padre corrupto, povo péssimo.


Segue a reportagem...


 

IBGE: Catolicismo cai 22,4% e vê nova ascensão de evangélicos


Terra – Herança da colonização portuguesa, o catolicismo enfrenta o momento de maior arrefecimento da história do Brasil. É o que constatou o levantamento feito em todos os municípios do País no Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística (IBGE), que pesquisou em diversos níveis os aspectos religiosos da população brasileira. Em pouco mais de 20 anos, o número de brasileiros que se declararam católicos caiu 22,4%.

 

Para se ter uma ideia, em 1940, o mesmo IBGE constatava um percentual de 95% de católicos no Brasil. Em 1991, este número passou para 83%. Posteriormente, em 2000, na queda mais acentuada, foi para 73,6%, até chegar, 10 anos depois, nos actuais 64,6% dos cerca de 190 milhões de brasileiros .

 

Mesmo mantendo a sua predominância, o catolicismo perde cada vez mais terreno para a religião evangélica. A pesquisa do Censo constatou que 22,2% do País está inserido nas crenças das igrejas de missão e pentecostais, dentre outras que pregam o evangelismo. O salto de 6,8%, em relação ao levantamento do ano 2000, se torna ainda maior se voltarmos ao ano de 1940, quando os evangélicos entraram na pesquisa e apareciam apenas com 2,6%. Ou seja, em pouco mais de 70 anos, cresceram 20,4%.

 

“Entre os católicos é comum ter pessoas não praticantes, que se declaram católicos. E nas outras religiões não, o que se declara é um participante mesmo. Essa é a grande diferença. O evangélico, por exemplo, participa muito mais. É fiel aos princípios da igreja”, diz Cláudio Crespo, coordenador de população e indicadores sociais do IBGE. “A tendência é essa, de redução da população que se declarou católica, algo que vem sendo observado desde a década de 90″, completa.

 

Se o catolicismo ainda é hegemónico, o Brasil, no entanto, convive cada vez mais com a pluralidade religiosa. O Censo revelou que 2% dos entrevistados se declararam espíritas (aumento de 0,7% em relação ao ano de 2000), enquanto que umbanda e candomblé respondem por 0,3% (sem alteração). Outras religiosidades, como o islamismo, por exemplo, estão presentes em 2,7% (acréscimo de 0,9%) da população, enquanto que 8% dos brasileiros não têm religião. Apenas 0,1% não souberam responder, ou não quiseram prestar a informação.

 

“Neste contexto, o (Estado do) Rio Grande do Sul é um exemplo interessante disso, porque dependendo da região, e da ocupação que ocorreu, o Sul tem uma presença espírita e umbandista forte, tem uma ocupação de evangélicos de missão e também de católicos. É um Estado que se mostra bastante plural”, exemplificou Crespo.

 

Nas regiões Norte e Centro-Oeste a diversificação dos grupos religiosos é marcada pela presença expressiva de evangélicos, sobretudo dos pentecostais, os quais têm também importante presença nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Os católicos, por sua vez, ainda que soberanos, têm maior representatividade no Nordeste: 72% dos habitantes.

 

No comparativo dos sexos, 65,5% dos homens brasileiros se declararam católicos, na maior presença masculina dentre as religiões. Nas demais crenças, as mulheres são maioria: 24,1% são evangélicas, 2,3%, espíritas, 0,3% adeptas da umbanda e candomblé e 2,9%, de outras religiões.

 

 

Mais de 42 milhões de fiéis


O avanço das igrejas evangélicas no Brasil é ainda mais clara quando os percentuais são deixados de lado para o comparativo dos números brutos da pesquisa. São exactos 42.275.440 brasileiros que se declararam evangélicos, enquanto os católicos apostólicos romanos, maioritários, formam um grupo de 123.280.172 habitantes.

 

Dos cerca de 42 milhões de evangélicos, mais de 25 milhões são de origem pentecostal. Somente a Assembleia de Deus, igreja de maior representatividade, possui 12 milhões de fiéis. Elas serviram de alicerce, ainda, para outro dado importante: enquanto 79% dos moradores de áreas urbanas responderam que são católicos, o maior número absoluto dos que moram no campo, nas grandes cidades, 23,5% são evangélicos.

 

“A partir do êxodo rumo às grandes cidades, da década de 70 para 80, você tem o surgimento da Igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, que aproveita a oportunidade para criar o que chamamos de igreja de periferia, como igreja de portas abertas para receber esse pessoal ‘sem eira nem beira’, sem ter onde ficar”, explica Maria Goreth, coordenadora de indicadores sociais do IBGE.

 

Este efeito migratório encontra reflexo ainda nas idades dos entrevistados. Se os católicos encontram mais representatividade entre os brasileiros que têm mais de 40 anos, ou seja, oriundos da época em que o catolicismo era soberano, os evangélicos têm maior proporção entre crianças e adolescentes, que escolheram a religião que acolheu os pais neste êxodo.

 

 

Outras curiosidades


- O município de União da Serra, no Rio Grande do Sul, é o mais católico do Brasil: 99,18% dos moradores seguem a religião;

- O município de Arroio do Padre, também no RS, é o mais evangélico: 85,84% dos moradores;

- Palmelo, em Goiás, concentra o maior número de espíritas: 45,5%;

- Cidreira, novamente no RS, tem 5% de praticante de umbanda e candomblé;

- O islamismo responde apenas por 1,2% do grupo de outras religiosidades;

- Sobre os que se declararam sem religião, 4% são ateus.

 

 

 

Fonte: Fiéis Católicos da Arquidiocese de Ribeirão Preto


publicado por FireHead, às 19:27link do post | Comentar

De tudo que dissemos, parece evidente que o verdadeiro e autêntico católico é o que ama a verdade de Deus e a Igreja, corpo de Cristo; aquele que não antepõe nada à religião divina e à fé católica: nem a autoridade de um homem, nem o amor, nem o génio, nem a eloquência, nem a filosofia; mas que depreciando todas estas coisas e permanecendo solidamente firme na fé, está disposto a admitir e a crer somente o que a Igreja sempre e universalmente tem crido.

 

Sabe que toda doutrina nova e nunca antes ouvida, insinuada por uma só pessoa, fora ou contra a doutrina comum dos fiéis, não tem nada a ver com a religião, mas que melhor constitui uma tentação, doutrinado nisto especialmente pelas palavras do Apóstolo Paulo: É necessário que entre vós haja partidos para que possam manifestar-se os que são realmente virtuosos. (1Cor 11,19)

 

Como se dissesse: Deus não elimina imediatamente aos autores de heresias, para que se manifestem os que são de uma virtude provada, ou seja, para que apareça em que medida cada um é tenaz, fiel, constante e nele mora a fé católica. E verdadeiramente, apenas um vento de novidades começa a soprar,imediatamente se vê como os grãos coalhados de trigo se separam e se distinguem da casca sem peso, e sem grande esforço é arrancado fora de lá o que não é sustentado por peso algum.

 

Alguns voltam imediatamente; outros, no entanto, transtornados e desalentados, temem perecer, mas se envergonham de regressar, espancados como estão e mais mortos que vivos; parece exactamente como tivessem bebido uma dose de veneno que já não podem eliminar e que, ainda que não lhes mate logo, não lhes permite seguir realmente vivendo. Situação desgraçada! Quantas violentas aflições, quantas perturbações lhes assaltam! Já se deixam levar pelo erro como um vento impetuoso; já se recolhem em si mesmos, como ondas na tempestade, e são lançados na praia; outras vezes, com audácia temerária, dão sua conformidade ao que é errado; em outros momentos, sobre impulso de um medo irracional, se espantam até do que é verdade.

 

Não sabem mais aonde ir, aonde voltar, não sabem o que querem, não sabem do que devem fugir, não sabem o que deve ser mantido e o que, ao contrário, deve ser rechaçado. E se ao menos soubessem que estas dúvidas e esta angústia de um coração vacilante são o remédio que a misericórdia divina lhes preparou! Por isto precisamente, afastados do porto seguro da fé católica, são sacudidos, golpeados, como imersos na tempestade, para que, recolhidas e amainadas as velas da mente, que estavam estendidas ao largo e desdobradas aos ventos infiéis das novidades, voltem a buscar morada no refúgio confiado de sua Mãe boa e tranquila e, rechaçadas as ondas amargas e alvoroçadas do erro, possam alcançar a fonte de águas vivas e saltitantes e beber dela.

 

Que “desaprendam” bem o que não fizeram bem em aprender; e que compreendam, de todos os dogmas da Igreja, o que a inteligência pode compreender; o que não podem compreender, que creiam. “Oh, Timóteo! Guarda o depósito!”

 

 

Fonte: Livro Comonitório – São Francisco de Lerins – pag: 55-57


publicado por FireHead, às 03:03link do post | Comentar

Os sacerdotes, ministros do meu Filho, os sacerdotes, por sua má vida, por suas irreverências e sua impiedade em celebrar os santos mistérios, por amor do dinheiro, das honras e dos prazeres, os sacerdotes tornaram-se cloacas de impureza. Sim, os padres pedem vingança, e esta está suspensa sobre as suas cabeças. Desgraçados dos padres e das pessoas consagradas a Deus, as quais, por suas infidelidades e sua má vida crucificam novamente o meu Filho! Os pecados das pessoas consagradas a Deus clamam ao Céu e chamam a vingança e ela está às suas portas, pois não se encontra ninguém para implorar misericórdia, e perdão para o povo; não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a Vítima sem mancha ao Pai Eterno em favor do mundo. (Profecia de Nossa Senhora em La Salette)


02
Jul 12
publicado por FireHead, às 01:42link do post | Comentar

Se alguém entre nós pudesse ter feito a sua própria mãe, tê-la-ia feito a mulher mais bonita do mundo. Cada mãe, quando pega a jovem vida que nasceu dela, ergue os olhos para o Céu a fim de agradecer a Deus pelo dom que fez o mundo rejuvenecer novamente. Mas existe uma Mãe, Maria, que não ergueu os olhos. Ela baixou os olhos para o Céu, pois era o Céu que estava em seus braços.

 

 

Servo de Deus, bispo John Fulton Sheen


01
Jul 12
publicado por FireHead, às 15:34link do post | Comentar
A Capela fica no meio de uma terra que tem uns vinte habitantes, não muito mais. É uma capela simples. Tem uns bancos e um altar. Tem um retábulo que não parece antigo. Fui até lá celebrar a missa com aquela minha gentinha. A maioria de xaile preto aos ombros. Gente que está para ali e que trata dos rebanhos ou do quintal. Há um ou dois que vão à freguesia trabalhar. Esta terra é uma das minhas muitas anexas. Gosto da forma como as pessoas falam comigo dentro da igreja que à porta está frio. Gosto delas por serem como são. Mas não posso ir lá muitas vezes celebrar a missa. É impossível correr a todas e a toda a hora. A distância também não ajuda. E a maior parte mora ali e não tem transporte fácil para ir à missa da paróquia. Cantam como podem, ou deixam que eu cante. Cantam, arrastados, atrás de mim. Para ler as leituras tenho de insistir que, mesmo que leiam devagar, conseguimos perceber. No final da Eucaristia disse-lhes como Deus gostava deles. E que eu ia lá celebrar uma vez por mês num dia de semana. E mais disse assim. Nunca vos esqueçais de Deus que Ele também não se esquece de vós. Já sabem agora porque quero lá ir celebrar com eles.


Fonte: Confessionário dum Padre

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