«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
05
Jun 12
publicado por FireHead, às 23:46link do post | Comentar

A Igreja desde dos seus primórdios teve que enfrentar grandes heresias, enquanto os seus membros padeciam debaixo das espadas dos imperadores romanos. Muitos destes hereges se auto-denominavam Cristãos, mesmo com as suas pregações muitas vezes com fundos gnósticos e distante do Evangelho e da Igreja, e em uma das tentativas de separar os Cristão dos hereges, os Cristãos foram então chamados de Católicos... como declarou São Paciano de Barcelona, na carta a Sympronian (Séc IV), mas os Cristãos já haviam sido assim chamados no Séc I, por Santo Inácio de Antioquia, pois eram membros da Igreja Universal, ou Igreja Católica. Ser Católico era sinónimo de sacrifício, pois declarar-se Católico naquela época era pedir o martírio. Hoje muitos ostentam até com orgulho esse título, mas pisam no seu significado, querem ser Católicos mas não querem mais escutar o que o diz o Sagrado Magistério da Igreja, que é a ultima palavra quando o assunto é a Fé e a moral Católica. Querem ser Católicos mas sem a obediência, sem a perseverança e sem o sacrifício. Querem ser Católicos ao seu bel-prazer, são levados pelo orgulho, pela desobediência, a auto-suficiência e pela soberba, não muito diferente de Martinho Lutero, não contentes em deturpar o ensinamento da Igreja para si mesmos, assumem posições importantes dentro das dioceses, chefiam pastorais, grupos e movimentos, assim leva os membros destes para o precipício da heresia com os seus discursos açucarados e untuosos, muitas vezes crendo estar pregando o Sacro-Santo Evangelho. Porém quando encontram as dificuldades comum de um Cristão, não é capaz de perseverar, pois descobre na prática que o verdadeiro Católico sofre humilhações, perseguições, desertos, noites escuras, e enfim, o martírio moral, e em alguns lugares até o martirio físico, e é então que os pretextos Católicos abandonam a Fé e procuram um Cristianismo falso, porém mais confortável, tornando muitas vezes inimigos da Igreja. Para esses que pregam e que seguem o falso Catolicismo, não há outro fim senão a apostasia. Não há Fé Católica sem obediência ao Bispo de Roma e o amor desinteressado a Cristo e ao Evangelho.

 

Marina Viana

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publicado por FireHead, às 02:34link do post | Comentar

O próprio Lutero disse: "foi um efeito do poder de Deus que o Papado preservou, em primeiro lugar, o Santo Baptismo; em segundo, o texto dos Santos Evangelhos, que era costume ler no púlpito na língua vernácula de cada nação..." (14).

 

Muitos Católicos e protestantes não percebem quanto devem à Igreja Católica por terem a Bíblia como nós temos hoje. Por exemplo, antes que Lutero fizesse a sua tradução em alemão em Setembro de 1522, já havia dezessete traduções alemãs (todas antes de1518) já impressas, doze destas no dialecto do baixo-alemão. (7)

 

38-61 d.C. O PRIMEIRO EVANGELHO FOI ESCRITO: S. Mateus, um dos doze apóstolos de Cristo,  bispo Católico e mártir da Fé, escreve o primeiro Evangelho da vida de Cristo em hebraico. Este Evangelho seria seguido por três outros Evangelhos escritos em grego. Estes foram o Evangelho de s. Marcos (64 d.C.), o Evangelho de s. Lucas (63 ou 64 d.C.) e o Evangelho de S. João (97 d.C.).

 

52 d.C. A PRIMEIRA EPÍSTOLA FOI ESCRITA: S. Paulo, apóstolo de Cristo, bispo Católico e mártir da Fé, escreve a primeira epístola a uma parte da Igreja. Esta é conhecida hoje como "Primeira aos Thessalonicenses". Este escrito seria seguido de 21 outras epístolas apostólicas por vários autores Católicos, sendo o último escrito pelo apóstolo S. João, em 69 d.C.

 

64 d.C. FOI ESCRITO OS ACTOS DOS APÓSTOLOS: S. Lucas, discípulo de s. Paulo, bispo da Igreja Católica e mártir da Fé, escreve "Actos dos Apóstolos", uma história da Igreja Católica da Páscoa até a morte de S. Paulo. Actos e o Evangelho Segundo São Lucas fizeram de S. Lucas o autor da maior parte do Novo Testamento, ou seja, 28%.

 

98-99 d.C. O ÚLTIMO LIVRO DIVINAMENTE INSPIRADO DOS APÓSTOLOS É FEITO: S. João, apóstolo de Cristo e bispo da Igreja Católica, escreve o último livro divinamente inspirado dos apóstolos. Isto é conhecido hoje como "Apocalipse"

 

153-170 d.C. O PRIMEIRO TRATADO EM "A HARMONIA DOS EVANGELHOS": A mais antiga tentativa de fazer uma harmonia foi por Taciano (morreu em 172) e o seu título, Diatessaron, dá abundante evidência da primitiva aceitação na Igreja Católica dos nossos quatro Evangelhos canónicos. A próxima Harmonia foi feita por Amónio de Alexandria, professor de Orígenes, que apareceu em 220 d.C., mas se perdeu. (17)

 

2º - 3º SÉCULO d.C. A PRIMEIRA ESCOLA DA BÍBLIA: Os antigos Católicos começaram uma escola em Alexandria para a aprendizagem dos Evangelhos e outros escritos Católicos antigos. (6)

 

250 d.C. A PRIMEIRA BÍBLIA EM IDIOMA PARALELA: O Católico Orígenes cria a edição da Hexapla do VT, que continha o hebraico paralelo com versões gregas. (5)

 

250 d.C. A PRIMEIRA BIBLIOTECA CATÓLICA: O Católico Orígenes cria uma bem equipada biblioteca na Cesareia, com a finalidade de estudar os Evangelhos e outros escritos Católicos antigos. (19)

 

250-300 d.C. A PRIMEIRA BÍBLIA EM FORMA DE LIVRO: Os judeus usaram o rolo de papiro, os primitivos Católicos foram os primeiros a usar a forma de livro (códice) para Escrituras. (10)

 

SÉCULO IV - O PRIMEIRO USO DA PALAVRA "BÍBLIA": Veio da palvra grega biblos, que significa o lado interno do papiro, papel-cana de onde eram feitos os primeiros papéis, no Egipto. A forma latina "Biblia", escrita com uma letra maiúscula, veio a significar "O Livro dos Livros", "O Livro" por excelência. As Santas Escrituras foram chamadas de Bíblia pela primeira vez por S. Crisóstomo, arcebispo Católico de Constantinopla, no séc. IV. (12)

 

SÉCULO IV - AS MAIS ANTIGAS BÍBLIAS EXISTENTES: As duas mais antigas Bíblias existentes, que contém o Velho e a maioria (mas não completo) do Novo Testamento, chamam-se hoje de Códice Vaticanus (325-350 d.C.), o Códice Sinaiticus (340-350 d.C.), o Códice Ephraemi (345 d.C.) e o Códice Alexandrinus (450), que foram copiados à mão por monges Católicos. (6)

 

367 D.C. O PRIMEIRO USO DO PALAVRA "CÂNONE": Santo Atanásio, bispo Católico de Alexandria, é o primeiro em aplicar o termo cânone para o conteúdo da Bíblia, introduzindo o verbo canonizar que significa dar sanção oficial a um documento escrito. (6)

 

367 D.C. O CÂNONE DO NOVO TESTAMENTO: A 39ª carta festal de Santo Atanásio, bispo Católico de Alexandria, enviada para as igrejas sob sua da jurisdição em 367, terminou com toda a incerteza sobre os limites do cânone do Novo Testamento. Nela, preservada numa colecção de mensagens, listou como canónicos os 27 livros do Novo Testamento, embora os organizasse numa ordem diferente. Esses livros do Novo Testamento, na ordem actual são os quatro Evangelhos  (Mateus, Marcos, Lucas, João), Actos dos Apóstolos, Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 Tessalonicenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito, Filemón, Hebreus, Tiago, 1 Pedro, 2 Pedro, 1 João, 2 João, 3 João, Judas e Apocalipse. (1)

 

388 D.C. O PRIMEIRO GLOSSÁRIO DE NOMES DA BÍBLIA: S. Jerónimo compilou o Livro de Nomes Hebreus, ou Glossário de Nomes Formais do Velho Testamento. O Livro de Nomes Hebreus foi sem dúvida de muito uso na ápoca em que as pessoas quase não conheciam o hebraico, embora o arranjo seja estranho com um glossário separado para cada livro da Bíblia. (17)

 

388 D.C. O LIVRO DOS NOMES DE LUGARES HEBREUS: S. Jerónimo compilou o O Livro dos Nomes de Lugares Hebreus que foram feitos primeiro por Eusébio com adições de Jerónimo. Os nomes sob cada letra são colocados em grupos separados na ordem dos livros das Escrituras nas quais eles aparecem; por exemplo, na letra A temos os nomes de Génesis, depois Êxodo, e assim por diante. Mas não há lugar para fantasia, e o testemunho de homens que viveram na Palestina nos séc. IV e V ainda são de grande valor ao estudante da topografia sagrada. Quando os lugares estão fora do conhecimento do escritor, ele usa de especulação, como quando o autor nos fala que a Arca pode ser encontrada nas proximidades do Ararat. (17)

 

390 D.C. A PRIMEIRA COMPILAÇÃO COMPLETA DO VELHO E NOVO TESTAMENTO: No Concílio de Hipona, a Igreja Católica reuniu os vários livros que reivindicaram serem Escrituras, revisou cada um e decidiu quais eram inspirados ou não. A Igreja Católica reuniu todos os livros e epístolas inspirados num volume chamado A Versão de Septuaginta do Velho Testamento (que foi traduzida por setenta estudiosos em Alexandria, Egito por volta de 227 a.C. e foi a versão que Cristo e os apóstolos usaram) e é a mesma Bíblia que temos hoje. A Igreja Católica deu-nos então a Bíblia. (2)

 

400 D.C. A MAIOR PARTE DAS ESCRITURAS SAGRADAS TRADUZIDASNas línguas siríaca, cóptica, etíope, georgiana(8). Na região do Reno e Danúbio (Império Romano) uma versão gótica foi traduzida pelo bispo gótico Ulfilas (318-388), quem, depois de inventar um alfabeto, produziu uma versão das Escrituras da septuaginta do Velho Testamento e do grego. (10)

 

406 D.C. A TRADUÇÃO ARMÉNIA: Em 406 o alfabeto arménio foi inventado por Mesrob, que cinco anos depois completou uma tradução do Velho Testamento e Novo Testamento da versão siría em arménio. (10)

 

405 D.C. A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA COMPLETA NA LINGUAGEM COMUM: A Vulgata latina, do latim editio vulgata: "versão comum", a Bíblia ainda usada pela Igreja Católica Romana, foi traduzida por S. Jerónimo (quem os tradutores da versão KJV de 1611 no seu prefácio o chamaram de "o pai mais instruído, e o melhor linguista da sua época ou de qualquer antes dele"). Em 382, o papa Dâmaso pediu a Jerónimo, o maior estudioso bíblico da sua época, que produzisse uma versão latina aceitável da Bíblia das várias traduções que eram então usadas. A sua tradução latina revisada dos Evangelhos apareceu em 383. Usou a versão da Septuaginta grega do Velho Testamento do qual ele produziu uma nova tradução latina, um processo que ele completou em 405. (3) É como tradutor das Escrituras que Jerónimo é mais conhecido. A sua Vulgata foi feita no momento certo e pelo homem certo. O latim ainda estava vivo apesar do Império Romano estar desaparecendo. E Jerónimo era mestre em latim.  (17)

 

450-550 A.D O BEZAE CANTABRIGIENSIS (TAMBÉM CHAMADO CÓDICE BEZAE): Este é o manuscrito bilingue mais antigo existente, com o grego na página esquerda, e latim à direita. O Bezae Cantabrigiensis era um texto ocidental copiado c. 450-550 e que preservou a maior parte dos quatro Evangelhos e partes de Actos.

 

SÉCULO VII - A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA PARA O FRANCÊS: As versões francesas dos Salmos e o Apocalipse, e um métrico do Livro de Reis, apareceu já no sétimo século. (9) Em 1223 uma tradução completa foi feita sob o rei Católico Louis, o Piedoso. Isto foi 320 anos antes da primeira versão francesa protestante. (7) Até o décimo quarto século, foram produzidas muitas histórias da Bíblia.

 

SÉCULO VII - A PRIMEIRA VERSÃO ALEMÃ: A história da pesquisa bíblica mostra que as numerosas versões parciais no vernáculo na Alemanha já aparecem nos séc. VII e VIII. Também há abundância dessas versões nos séc. XIII e XIV, e uma Bíblia completa no séc.XV, antes da invenção da imprensa. (9)

 

SÉCULO VIII - A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM INGLÊS: Por Adelmo, bispo de Sherborne, e Bede. Uma tradução do século IX da Bíblia para o inglês (no dialeto anglo-saxão) foi feita por Alfred. Uma tradução do séc. X para inglês foi feita por Aelfric. (7) Foi feita uma tradução em 1361 da maior parte das  Escrituras no dialeto inglês (anglo-normando). (3) Isto foi vinte anos antes da tradução de Wycliffe em 1381. (3)

 

SÉCULOS VIII e IX - O USO DA FORMA DE ESCRITA CHAMADA "MINÚSCULA": Como o bloqueio do comércio oriental de papiro fez o  mercado ocidental usar o pergaminho, o fator económico ficou potente. Para caber mais letras na página, o copista teve de usar letras menores e apertadas. Alguns, para preservar as suas formas, colocavam algumas acima e outras abaixo da linha. O resultado foi uma forma de escrita chamada "Minúscula": pequenas letras, com iniciais maiúsculas para ênfase. Este sistem ainda é usado hoje. Foi uma mudança gramatical da "Maiúscula" -  que consistia em letras grandes usadas pelos gregos, romanos e judeus. (16)

 

SÉCULO IX - A PRIMEIRA TRADUÇÃO ESLAVA DA BÍBLIA: Os santos Católicos Cirilo e Metódio pregaram o Evangelho para os eslavos na segunda metade do nono século e S. Cirilo, tendo formado um alfabeto, fez para eles uma versão Velho Eclesiástico Eslavoou Búlgaro, uma tradução da Bíblia do grego. No  fim do décimo século esta versão entrou na Rússia e depois do décimo segundo século sofreu muitas mudanças lingüísticas e textuais. Uma Bíblia eslava completa foi feita de um códice antigo no tempo de Waldimir (m. 1008) foi publicada em ostrogodo em 1581. (9)

 

1170 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA PARALELA EM INGLÊS: O Psalterium Triplex de Eadwine, que continha a versão latina acompanhada por textos anglo-normandos e anglo-saxões, se tornou a base de versões anglo-normandas. (3)

 

SÉC. XII - A PRIMEIRA DIVISÃO DE CAPÍTULOS: Foi o arcebispo Católico britânico de Canterbury, St. Estêvão Langton (morreu em 1228), foi o primeiro a dividir as Escrituras em capítulos: 1.163 capítulos no Velho Testamento e 260 no Novo Testamento. (4)

 

SÉC. XIII - A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM ESPANHOL: Sob o rei Alfonso V de Espanha. (7)

 

1230 D.C. A PRIMEIRA CONCORDÂNCIA: Uma concordância da Bíblia da Vulgata latina foi compilada pelo frade dominicano Hugo de São Cher. (5)

 

1300 D.C. A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM NORUEGUÊS: A mais antiga e celebrada é a tradução de Génesis-Reis chamada Stjórn ("Direcção"; i.e., de Deus) em norueguês antigo, em 1300. As versões suecas do Pentateuco e de Actos sobreviveram do décimo quarto século e um manuscrito de Josué-Juízes por Nicholaus Ragnvaldi de Vadstena de c. 1500. A versão dinamarquesa mais antiga de Genésis-Reis deriva de 1470. (11)

 

1454 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA: Um Católico chamado Gutenberg causou grande excitação quando no Outono daquele ano exibiu uma amostra na feira do comércio de Frankfurt. Gutenberg rapidamente vendeu todas as 180 cópias da Bíblia da Vulgata latina até mesmo antes da impressão estar acabada. (6)

 

1466 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM ALEMÃ: Isto foi cinquenta e oito anos antes de Lutero fazer a sua Bíblia alemã em 1524. (8) Nestes cinquenta e oito anos os Católicos imprimiram 30 diferentes edições alemãs da Bíblia.

 

1470 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM ESCANDINAVO: No décimo quarto século, foram feitas versões das Epístolas dominicas e dos Evangelhos para uso popular na Dinamarca. Grandes partes da Bíblia, se não uma versão inteira, foi publicada em 1470. (9)

 

1471 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA ITALIANA:(8) Muitos anos antes de Lutero fazer a sua Bíblia (começou em 1522) os Católicos já tinham feito 20 diferentes edições italianas da Bíblia.

 

1475 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA  IMPRESSA EM HOLANDÊS: A primeira Bíblia em holandês foi impressa por Católicos na Holanda em Delft em 1475. Algumas foram impressas por Jacob van Leisveldt em Antwerp (9)

 

1478 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM ESPANHOL:(8 ) Muitos anos antes de Lutero fazer a sua Bíblia (começou em 1522) os Católicos já tinham feito 2 diferentes edições espanholas da Bíblia.

 

1466 D.C. O PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM FRANCÊS:(8) Muitos anos antes de Lutero fazer a sua Bíblia (começou em 1522) os Católicos já tinham feito 26 diferentes edições francesas da Bíblia.

 

1516 D.C. A PRIMEIRA IMPRESSÃO DO NOVO TESTAMENTO GREGO: Um Católico chamado Erasmofez a primeira impressão de seu Novo Testamento grego. (8) Muitos anos antes de Lutero fazer a sua Bíblia (começou em 1522) os Católicos já tinham feito 22 diferentes edições gregas da Bíblia.

 

1534 D.C. O PRIMEIRO USO DE ITÁLICOS PARA INDICAR PALAVRAS QUE NÃO ESTAVAM NO ORIGINAL: Um Católico chamado Munster foi o primeiro em usar itálicos para indicar palavras que não estavam nos textos originais grego e hebraico, na sua versão da Vulgata latina. (13)

 

1548 D.C. AS PRIMEIRAS VERSÕES CHINESAS: Entre as traduções mais antigas uma versão é a de S. Mateus por Anger, um Católico japonês (Goa, 1548). O jesuíta Padre de Mailla escreveu para uma explicação dos Evangelhos para domingos e festas em 1740, (9)

 

1551 D.C. A PRIMEIRA DIVISÃO DE VERSÍCULOS: A primeira divisão da Bíblia em versículos é vista pela primeira vez em uma edição do Novo Testamento grego publicada em Paris pelo Católico Robert Stephens. (10)

 

1555 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA COMPLETA COM CAPÍTULOS E VERSÍCULOS: A primeira divisão da Bíblia em capítulos e versículos é vista pela primeira vez em uma edição do Vulgata publicada em Paris pelo Católico Robert Stephens. (10)

 

1561 D.C. A PRIMEIRA BÍBLIA COMPLETA EM POLACO: Foi impressa em Cracóvia em 1561, 1574, e 1577. Jacob Wujek, S.J., fez uma nova tradução da Vulgata (Cracóvia, 1593) admirada por Clemente VIII e que foi muito reimpressa. (9)

 

1579 D.C. A PRIMEIRA VERSÃO MEXICANA: A primeira Bíblia conhecida no México foi uma versão dos Evangelhos e Epístolas em 1579 por Dídaco de S. Maria, O.P., e o Livro de Provérbios por Louis Rodríguez, O.S.F. Uma versão do Novo Testamento foi feita em 1829, mas só o Evangelho de S. Lucas foi impresso. (9)

 

1836 D.C. A PRIMEIRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA PARA O JAPONÊS: Uma versão do Evangelho de S. João e dos Actos foi editada em katakana (tipo quadrado) em Singapura (1836) por Charles Gutzlaff (9)

 


Notas de rodapé e referências:


1) Encarta Encyclopedia © 1997-2000

2) The Faith of Our Fathers, p. 68 © 1917. See also Who?s Who in the Bible © 1986

3) Encyclopedia Britannica © 1999-2000

4) The Only Begotten, Chapter 7, p. 130 by Michael Malone: CATHOLIC TREASURES, © 1997

5) Funk & Wagnalls Standard Reference Encyclopedia © 1951 Volume 4

6) The Bible Through the Ages © 1996, Readers Digest Association, New York.

7) Imperial Encyclopedia and Dictionary © 1904 Volume 4, Hanry G. Allen & Company

8) Holman Bible Dictionary © 1991

9) The Catholic Encyclopedia, Volume XV Copyright © 1912

10) The Zondervan Pictorial Bible Dictionary © 1977

11) The Encyclopedia Britannica © 1999-2000

12) "What Say You?" p. 244-289 © 1945 By David Goldstein,

13) English Versions of the Bible © 1952

14) De Missa privata, ed by Jensen, VI, Pg 92

15) Eerdmans Dictionary of the Bible © 2000, Pg 828

16) Mediaeval history © 1967, pg 166-167

17) The Comlete Christian Collection © 1999

18) The Age of Martyrs © 1959

 

*Traduzido para o Veritatis Splendor por Emerson H. de Oliveira

 

Fonte: Veritatis Splendor


04
Jun 12
publicado por FireHead, às 13:11link do post | Comentar

II Tessalonicenses 2, 15: Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa.

 

De acordo com os protestantes, a Bíblia ensina que a Escritura (a palavra escrita de Deus) é a única regra de Fé para um Cristão. Junto com a justificação pela Fé somente (Sola Fide), a Escritura apenas (Sola Scriptura) foi um dos dogmas centrais da “reforma” protestante.

 

Porém, a verdade é que a Bíblia não ensina que a Escritura é a única regra de Fé para um Cristão. Nós veremos que a Bíblia ensina que tanto a Escritura quanto a Tradição Apostólica são fontes da revelação Cristã, e que se deve aceitar ambas na Igreja. Isso é o motivo pelo qual a Igreja Católica sempre ensinou que há duas fontes da revelação (Escritura Sagrada e Tradição Sagrada); e que à Igreja instituída por Jesus Cristo foi dada autoridade para determinar o significado autêntico da Escritura e da Tradição.

 

 

Jesus diz que se deve ouvir a Igreja, o que Ele nunca teria dito se a Bíblia ensinasse somente a Escritura

 

Se a Bíblia é a única regra de Fé para um Cristão, então logicamente a Igreja não seria uma regra de Fé para um Cristão. Porém, a Bíblia ensina claramente que se deve ouvir a Igreja.

 

Mateus 18, 17: Se recusa ouvi-los, di-lo à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.

 

Lucas 10, 16: Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.

 

Esse ensinamento de Jesus, que se deve ouvir a Igreja sob pena de ser considerado um pagão, refuta a ideia completa da Escritura somente.

 

João 15, 20: ...Se guardaram a minha palavra, hão-de guardar também a vossa.

 

Hebreus 13, 17: Sede submissos e obedecei aos que vos guiam (pois eles velam por vossas almas e delas devem dar conta)...

 

 

A Bíblia ensina que a Igreja, não a Bíblia, é o pilar e o fundamento da Igreja

 

I Timóteo 3, 15: Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade.

 

 

A Bíblia ensina que a palavra falada é “palavra de Deus”, em acréscimo à palavra escrita

 

Descrevendo a Tradição oral como “palavra de Deus”, a Bíblia está indicando que a Tradição Apostólica oral é infalível; e que representa, junto com a Escritura, uma das fontes da revelação de Jesus Cristo que deve ser aceite.

 

I Tessalonicenses 2, 13: "Por isso é que também nós não cessamos de dar graças a Deus, porque recebestes a palavra de Deus, que de vós ouvistes, e a acolhestes, não como palavra de homens, mas como aquilo que realmente é, como palavra de Deus, que age eficazmente em vós, os fiéis.

 

São Paulo está claramente se referindo à Tradição (falada) oral.

 

Colossences 1, 5-6: em vista da esperança que vos está reservada nos céus. Esperança que vos foi transmitida pela pregação da verdade do Evangelho, que chegou até vós, assim como toma incremento no mundo inteiro e produz frutos sempre mais abundantes. É o que acontece entre vós, desde o dia em que ouvistes anunciar a graça de Deus e verdadeiramente a conhecestes...

 

A palavra falada é descrita como “a pregação da verdade” e o Evangelho. A referência à “pregação” tendo vindo ao mundo inteiro confirma que essa passagem está-se referindo à palavra falada e não à Bíblia; pois isso não poderia ter sido dito da Bíblia naquele tempo.

 

João 17, 20: Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão-de crer em mim.

 

Jesus roga àqueles que acreditarão através da “palavra” dos Seus apóstolos. Mas somente uns poucos dos Seus Apóstolos escreveram palavras na Bíblia. A maioria deles não o fez. “Sua palavra”, através da qual as pessoas crerão, deve, portanto, ser a sua pregação e a comunicação da Tradição oral, não a sua escrita.

 

Lucas 8, 11-13: Eis o que significa esta parábola: a semente é a palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem; mas depois vem o demónio e lhes tira a palavra do coração, para que não creiam nem se salvem. Aqueles que a recebem em solo pedregoso são os ouvintes da palavra de Deus que a acolhem com alegria; mas não têm raiz, porque crêem até certo tempo, e na hora da provação a abandonam.

 

Isso claramente descreve a palavra falada como “Palavra de Deus”.

 

Lucas 4, 44: E andava pregando nas sinagogas da Galileia.

 

Lucas 3, 2: sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra do Senhor no deserto a João, filho de Zacarias.

 

Isso se refere a uma revelação dada a São João Batista.

 

Actos 4, 31: Mal acabavam de rezar, tremeu o lugar onde estavam reunidos. E todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciaram com intrepidez a palavra de Deus.

 

 

A Bíblia ensina que a Tradição oral deve ser aceite junto com a Escritura

 

As seguintes passagens refutam completamente a ideia da Escritura somente. Elas demonstram que a Bíblia ensina que a Tradição Apostólica deve ser também aceite. Essa Tradição Apostólica foi dada por Jesus aos apóstolos, mas não toda a parte dela estava necessariamente escrita na Bíblia. Como um exemplo, em Judas 1, 9 nós lemos: Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demónio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda!

 

Essa disputa entre o demónio e Miguel Arcanjo não é descrita em qualquer detalhe na Bíblia. O escrito está inspirado na Tradição. As seguintes passagens do Novo Testamento confirmam o ensinamento Católico sobre a necessidade de aceitar tanto as Escrituras quanto a Tradição:

 

II Tessalonicenses 3, 6: Intimamo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que eviteis a convivência de todo irmão que leve vida ociosa e contrária à tradição que de nós tendes recebido.

 

II Tessalonicenses 2, 15: "Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa.

 

Isso demonstra claramente que a própria Bíblia ensina que nem tudo que deve ser acreditado está anotado, mas alguma coisa disso é comunicada pela Tradição oral.

 

II Timóteo 2, 1-2: Tu, portanto, meu filho, procura progredir na graça de Jesus Cristo. O que de mim ouviste em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis que, por sua vez, sejam capazes de instruir a outros.

 

I Coríntios 11, 16: Se, no entanto, alguém quiser contestar, nós não temos tal costume e nem as igrejas de Deus.

 

I Coríntios 11, 23: Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão...

 

I Coríntios 15, 2-3: Por ele sereis salvos, se o conservardes como vo-lo preguei. De outra forma, em vão teríeis abraçado a fé. Eu vos transmiti primeiramente o que eu mesmo havia recebido: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras...

 

Como essas passagens provam, a condenação de Jesus à “tradição dos homens” (Mateus 15, 9; Marcos 7, 8 etc.) nada tem a ver com a verdadeira Tradição Apostólica, que a Bíblia diz que nós devemos aceitar. Jesus estava condenando as práticas feitas pelo homem dos fariseus.

 

 

A Igreja existia por décadas antes que a Bíblia fosse mesmo acabada

 

De acordo com estudiosos, o último livro da Bíblia (o livro da Revelação) foi escrito em aproximadamente entre 68 DC a 95 DC. Jesus Cristo ascendeu aos Céus em aproximadamente 33 DC. Portanto, não interessa qual visão se toma sobre a data do Livro da Revelação, não há dúvida que a Igreja de Cristo existia e operava por décadas (30 a 60 anos) antes que a Bíblia fosse mesmo terminada. Assim, quem guiou os Cristãos durante esse período? Como eles sabem exactamente o que eles tinham que acreditar e fazer para serem salvos? Foi a Igreja que os ensinou.

 

 

A Bíblia ensina que houve incontáveis coisas que Jesus disse e fez que não foram nela escritas

 

João 20, 30: Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro.

 

João 21, 25: Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.

 

Nem tudo o que Jesus disse e ensinou aos apóstolos foi escrito na Bíblia. Isso está claro.

 

 

Jesus mandou os Seus apóstolos pregarem o Evangelho, não escrevê-lo

 

Com a excepção do mandamento dado a São João para escrever o Livro do Apocalipse, Jesus não mandou ninguém escrever nada. Particularmente, Ele mandou-os pregar o Seu Evangelho e baptizar.

 

Marcos 16, 15-16: E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for baptizado será salvo, mas quem não crer será condenado.

 

Mateus 28, 19-20: Ide, pois, e ensinai a todas as nações; baptizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.

 

Se a palavra escrita da Bíblia fosse a única regra de Fé, como sustentam os protestantes, então Jesus tê-los-ia mandado escrever e estabelecer clubes de leitura da Bíblia. Mas Ele não fez algo do tipo. Jesus mandou-os ensinar a todas as nações toda a Sua Verdade através da palavra falada, através da pregação. Essas simples considerações mostram que a posição protestante da Sola Scriptura é completamente falsa.

 

 

A Bíblia não ensina que a interpretação privada da Escritura foi tentada por Jesus

 

Actos 8, 30-31: Filipe aproximou-se e ouviu que o eunuco lia o profeta Isaías, e perguntou-lhe: Porventura entendes o que estás lendo? Respondeu-lhe: Como é que posso, se não há alguém que mo explique? E rogou a Filipe que subisse e se sentasse junto dele.

 

Basta à ideia protestante que quem quer que leia a Escritura será iluminado por Deus automaticamente. Nós podemos ver que isso não é o ensinamento da Bíblia.

 

Neemias 8, 8: Liam distintamente no livro da lei de Deus, e explicavam o sentido, de maneira que se pudesse compreender a leitura.

 

II Pedro 1, 20: Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal.

 

 

Paulo consultou a Igreja, não a Bíblia, quando se deparou com dilema doutrinal em Actos 15

 

Actos 15, 1-2: Alguns homens, descendo da Judeia, puseram-se a ensinar aos irmãos o seguinte: Se não vos circuncidais, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos. Originou-se então grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, e resolveu-se que estes dois, com alguns outros irmãos, fossem tratar desta questão com os apóstolos e os anciãos em Jerusalém.

 

Quando se deparou com um dilema doutrinal em Actos 15, Paulo não consulta a Bíblia, mas vai até a liderança da Igreja.

 

Eis alguns outros poucos exemplos na Bíblia onde os ensinamentos ou instruções foram aprendidas por comunicação e Tradição oral, não pela leitura da Bíblia.

 

I Coríntios 11, 34: ...As demais coisas eu determinarei quando for ter convosco.

 

II João 1, 12: Apesar de ter mais coisas que vos escrever, não o quis fazer com papel e tinta, mas espero estar entre vós e conversar de viva voz, para que a vossa alegria seja perfeita.

 

 

Objecção: protestantes dizem que II Timóteo 3, 15-17 ensina apenas a Escritura

 

II Timóteo 3, 15-17: E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.

 

Essa passagem não ensina apenas a Escritura. Ensina que toda Escritura é inspirada. Ensina que toda Escritura é útil. Ensina que a Escritura capacita um homem para boas obras. Mas protestantes apontam para a parte a qual diz que possibilita que um homem de Deus seja capacitado a toda boa obra. Eles alegam que aquelas palavras ensinam uma auto-suficiência da Escritura: que nada mais é necessário. Isso é refutado por numerosos pontos.

 

É refutado, primeiro de tudo, consultando-se versículos com expressão similar. Na realidade, nós somente precisamos retornar uns poucos versículos no capítulo precedente para encontrar um exemplo que prova o ponto.

 

II Timóteo 2, 21: Quem, portanto, se conservar puro e isento dessas doutrinas, será um utensílio nobre, santificado, útil ao seu possuidor, preparado para todo uso benéfico.

 

A Bíblia diz que quem purgar-se de certas obras más, estará preparado para “toda boa obra”. Essa é a mesma frase de II Timóteo 3, 17.

 

 

A Bíblia especificamente previne sobre o mau uso das Escrituras para criar falsas doutrinas que levam à destruição

 

II Pedro 3, 15-16: Reconhecei que a longa paciência de nosso Senhor vos é salutar, como também vosso caríssimo irmão Paulo vos escreveu, segundo o dom de sabedoria que lhe foi dado. É o que ele faz em todas as suas cartas, nas quais fala nestes assuntos. Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras.

 

É interessante que essa admoestação a respeito de torcer as Escrituras até a danação vem na Carta de São Pedro, o único que foi escolhido a ser o primeiro Papa. É São Pedro quem previne contra o mau uso dos escritos de São Paulo. São os escritos de Paulo que são os mais frequentemente usados impropriamente e mal entendidos pelos protestantes para inventarem falsas doutrinas, tais como a justificação somente pela Fé e a Sola Scriptura.

 

 

Peter Dimond

 

Fonte: The Bible Proves the Teachings of the Catholic Church, pp. 111- 118


publicado por FireHead, às 04:00link do post | Comentar


1. Quem fundou a sua Igreja? Porquê? Então, as igrejas existentes estavam erradas para que fosse preciso surgir mais uma igreja? E quem garante que a sua é que está certa? Foi o Senhor que a fundou ou foi um mero homem? (Sl 126(127), 1.2; Mt 16,18).


2. É correcto o denominacionalismo? Se o é, por que a Bíblia insiste na unidade dos Cristãos (Jo 10,16;17,21.22; Ef 4,5) e pede que nos afastemos dos que geram divisão (Rm 16,17)? Se não é, por que os "evangélicos" não obedecem à sua única regra de fé e prática?


3. Se você existisse antes da Reforma a que Igreja Cristã pertenceria?


4. Frequentemente, os "evangélicos" acusam os Católicos de adoptarem costumes humanos porque, dizem eles, não se encontram na Bíblia. Perguntamos: a Igreja não pode criar determinado costume se quiser? Os costumes têm que estar na Bíblia? E os "evangélicos"? Por acaso, os costumes deles estão todos na Bíblia? Está na Bíblia, por exemplo, o costume de andar com a Bíblia em baixo do braço? E o de pregar com paletó? E a formiga smilinguido está também na Bíblia? E o pior, as diversas igrejas "evangélicas" criadas diária e contraditoriamente estão na Bíblia? Se os "evangélicos" podem criar costumes e até igrejas (apesar de Cristo já ter fundado a Sua Igreja há quase dois mil anos, que é justamente a Igreja Católica), por que só a Igreja Católica não pode criar os seus costumes? (Leia Mt 18,19)


5. Antes de atrair os Católicos para a sua doutrina (ou melhor, doutrinas), você não acha que os "evangélicos" deveriam chegar a um acordo entre si e descobrirem, no meio de tantas doutrinas desencontradas, onde se encontra a verdadeira doutrina do Evangelho?


6. Os nomes das igrejas "evangélicas" como baptista, Assembleia de Deus, Universal do Reino de Deus, Casa da Bênção, anglicana, presbiteriana, quadrangular, Deus é amor, Cuspe de Cristo, etc. etc., estão na Bíblia? Se não estão, por que os "evangélicos" seguem essas igrejas fundadas por homens? Além disso, não dizem que só devemos seguir o que está na Bíblia?


7. Você não acha que em Mt 12,25 se faz uma severa crítica à Babel "evangélica"?


8. Se é verdadeira a interpretação que os "evangélicos" dão à Bíblia, onde está a sua firmeza? Por que eles caem em tantas contradições? Como garantir qual doutrina é realmente bíblica, se cada um apresenta interpretações diferentes?


9. Você concorda com o princípio de que “onde há contradição não existe a verdade, porque uma coisa não pode ser e deixar de ser ao mesmo tempo”? Se discorda, por que exigem coerência dos Católicos? Se concorda, como crer, então, na Babel "evangélica"?


10. Em 1 Cor 1, 12.13, São Paulo mostra-se zangado porque vê os coríntios divididos em grupos apesar de estarem na mesma Igreja. Que diria ele se chegasse hoje e visse estes "Cristãos" que se julgam perfeitos imitadores da Igreja primitiva dizerem: eu sou baptista; eu sou pentecostal; eu sou luterano; eu sou calvinista, eu sou testemunha de Jeová; etc., pregando todos eles as mais diversas doutrinas? Se você concorda que Paulo ficaria horrorizado (o que é lógico), perguntamos: por que os "evangélicos" desobedecem à palavra de Deus? Isso não demonstra que são infiéis à Bíblia?


11. Você acha que a oração de Cristo em Jo 17,21 foi eficaz? Se foi e a religião protestante interpreta correctamente a Bíblia, por que o resultado foi esta tremenda confusão que lavra entre as igrejas ditas "evangélicas"? Percebeu, porém, que a oração se cumpre na unidade da Igreja Católica?


12. Você acha que uma igreja "evangélica" em particular pode querer nos convencer de que as outras interpretam errado a Bíblia e que ela é que está certa? Se acha, então, perguntamos:

I- Por que todas as outras igrejas dizem a mesma coisa?

II- Por que todas as igrejas se subdividem tanto?

III- Por que todas elas ensinam doutrinas inexistentes antes do século XVI?

IV- Você acha que Cristo esperou 16 séculos para propagar a Sua doutrina?


13. O Catolicismo é Cristão? Se não é, então, o protestantismo é? Se o Catolicismo não fosse, como o protestantismo, que se inspirou na teologia Católica, poderia ser?


14. Quem lhe dá a certeza de que a sua interpretação da Bíblia está correcta? O Espírito Santo? Mas por que toda igreja diz a mesma coisa? Então, temos vários espíritos santos ou o único Espírito Santo sopra contraditoriamente em lugares diferentes? (1Cor 12,13; 14,33)


15. Você acha que a Igreja falhou? Se não, por que afirmam isso? Se sim, não é isso chamar Cristo de mentiroso? (Mt 16,18)


16. Suponhamos absurdamente que um dia a Igreja inventasse de agradar aos "evangélicos" (Mt 16,18; Act 4,19). Pois bem, perguntamos: qual doutrina "evangélica" a Igreja deveria adoptar? Se negasse a Trindade, agradaria às testemunhas de Jeová, por exemplo, mas desagradaria aos que crêem, como os baptistas; se negasse o baptismo às crianças, agradaria aos baptistas, mas desagradaria aos metodistas, anglicanos e outros mais; se guardasse o sábado, agradaria aos adventistas e baptistas do sétimo dia, mas desagradaria ao outro ramo que guarda o domingo, e assim sucessivamente. E aí, o que fazer?


17. Se os erros dos homens afectaram a pureza doutrinal da Igreja Católica e tornaram necessária a Reforma de 1516, não acha você que já passou da hora de haver uma Reforma similar dentro do protestantismo?


18. Constantemente ouvimos pastores "evangélicos" criticarem o surgimento de novas igrejas. Mas perguntamos também a estes:

I- Mas a sua igreja não surgiu pelo mesmo processo?

II- Se sua igreja surgiu por um homem e por motivo de discordância doutrinária, como você pode exigir que os outros acatem o que vocês pregam? (Mt 7, 3)

III- Se os pastores não podem hoje fundar igrejas (e realmente não podem), e o que fundou a sua igreja podia? Se podia, onde está isso na Bíblia? Se não podia, por que fundou?


19. Será que a Bíblia autorizou Lutero, David Miranda, Edir Macedo, RR Soares, Joseph Smith, Charles Russel ou qualquer outro homem a fundar uma Igreja, se quase dois mil anos atrás Jesus já fundara a Sua Igreja e prometera indestrutibilidade a essa Igreja (Sl 126 (127),1.2; Mt 16,18)? Se autorizou, onde está isso na Bíblia? Se não autorizou, por que todo dia surge uma igreja?


20. Os "evangélicos" podem estar errados na sua doutrina? Se não podem, por que se contradizem tanto? Além disso, não gritam para todo o mundo que só Deus é infalível? Se podem, como posso crer nos seus ensinamentos? Como posso garantir que a Sola Scriptura, a Sola Fide ou qualquer outra doutrina protestante é correcta, se eles podem estar enganados na interpretação que dão às Sagradas Escrituras?


21. Se para os "evangélicos" só Deus é mesmo infalível, por que nunca vimos nem ouvimos um "evangélico" criticar o seu pai Lutero pela seguinte exclamação: “Não admito que a minha doutrina seja julgada por ninguém, nem sequer por um anjo. Quem não receber a minha doutrina, não será salvo”? Não é isso se dizer infalível?


22. Por que os "evangélicos" defendem a sua inerrância, assumindo a infalibilidade que negam aos Católicos? Ora, se ninguém é infalível, como podem defender com unhas e dentes as suas doutrinas? Como podem garantir que as suas interpretações da Bíblia estão absolutamente certas? A cada igreja que surge, novas “verdades” aparecem (ou reaparecem) e nenhuma larga o osso das suas convicções. Para as testemunhas de Jeová a terra será um paraíso, e não se fala mais nisso. Para os baptistas não se pode baptizar criança, e ninguém pode duvidar. Para os adventistas devemos guardar o sábado, e acabou-se o assunto. Para os metodistas deve-se baptizar criança e pronto. Para a Universal do Reino de Deus o "Cristão" tem prosperidade garantida e fim de papo. Por que essa certeza, se não são infalíveis?


23. Os apóstolos eram infalíveis? Se não eram, como podemos confiar na doutrina deles? E mais, por que os apóstolos exigiam crença total naquilo que pregavam (Gl 1, 8.9)? Se o eram, por que a Igreja hoje não o pode ser? Ainda, se o eram, isso não é prova de que os "evangélicos" estão entendendo Jer 17, 5 de forma errada? Ou os apóstolos não eram humanos?


24. Constantemente, os "evangélicos" gostam de nos lembrar dos erros da Inquisição. Da maneira como falam até parece que nunca cometeram erros. Perguntamos, porém: Os "evangélicos" estiveram isentos desses mesmos crimes dos quais nos lembram? Foi com a Bíblia na mão ou com violência que conseguiram se impor em países como E.U.A, Irlanda, Escócia, Inglaterra, Suécia, Suíça e Holanda? Você sabia que nenhum país cuja maioria hoje é protestante foi convertido com a Bíblia na mão? Você sabia que a Reforma protestante se expandiu rapidamente porque foi imposta de cima para baixo, e a ferro e fogo? (Mt 7, 3)


25. Há heresia dentro do protestantismo? Se não há, por que frequentemente se vê um pastor acusar outro de herege? Se há, onde fica a credibilidade protestante? E além disso, por que acusam a Igreja Católica de heresia, se tais “heresias” são compartilhadas aqui ou ali dentro do próprio protestantismo?


26. Os "evangélicos" dizem que os Cristãos não precisam pertencer a nenhuma igreja, basta a Fé. Mas se isso é verdade, por que os Católicos precisam ir para o protestantismo? Para que servem, então, os pastores? Por que os "evangélicos" vão para alguma igreja, gastam dinheiro com dízimo, perdem todo o tempo se dedicando a algo que é até desnecessário? Se a Bíblia não ensina a pertencermos à Igreja, os "evangélicos" não estão desobedecendo a sua única regra de Fé, quando passam a frequentar determinada igreja, principalmente sabendo que a igreja "evangélica" a que pertence não se acha dentro da sua única regra de Fé e prática?


27. Você não acha que esta confusão de igrejas "evangélicas" é a demonstração de que o homem não pode confiar na suposta inspiração de outro homem? (Jer 17,5).


28. O protestantismo tem dogmas? Se não tem, a Sola Scriptura, a Sola Fide ou qualquer outra doutrina protestante pode ser questionada? Além disso, por que cada igreja garante que suas doutrinas estão absolutamente correctas? Tal certeza não dogmatiza as suas crenças?


29. Os "evangélicos" têm tradição? Se não têm, por que frequentemente recorrem a ela para justificar as suas doutrinas? Além disso, algum "evangélico" seria capaz de justificar o cânone bíblico sem usar a tradição? Podemos desafiá-lo?


30. Se todos os argumentos usados pelos "evangélicos" contra a inspiração dos livros deuterocanónicos do Antigo Testamento forem aplicados contra a inspiração dos livros protocanónicos, estes últimos passarão na peneira? Por exemplo:

I- Por que as “heresias” que os "evangélico"s dizem haver nesses livros também existem em livros que eles consideram inspirados? (Compare Tob 4,7-11 com 2Cron 6,30; Prov 24,12; Rom 2,5-8).

II- Por que existem “erros” históricos e geográficos em livros que também estão na própria Bíblia deles? (Gn 1, 3.14; Jos 10, 12.13; Jó 9, 5.6; Mc 3,41).

III- Por que também há “contradições” em muitos desses livros? (Compare, por exemplo, 1Sm 21,1-6 e 1Sm 23,6 com Mc 2,25.26; Mt 21,2 com Mc 11, 2; 2Sm 23,8 com 1Cron 11,11).

IV- Por que alguns personagens de livros protocanónicos também “mentiram”? (Gn 27,19; Ex 1,15-21;Jz 4, 18-21; 5,24; Mt 24,36).

V- Por que em alguns desses livros também há histórias “absurdas”? (Gn 3,1-5; Nm 22,22; Jn 2).

VI- Por que os "evangélicos" não negam a inspiração da carta aos Coríntios, já que São Paulo afirma ali (1 Cor 7,25) que não tem “mandamento do Senhor aos virgens, mas dá seu próprio conselho”? Se isso fosse dito num livro deuterocanónico, os "evangélicos" não usariam a expressão para negar a inspiração dele como fazem com 2 Mac 15, 37-39?

Você percebeu que se esses argumentos negassem a inspiração dos livros deuterocanónicos, negariam também a de muitos outros livros existentes na própria Bíblia protestante? Na realidade, as supostas falhas acima, com discernimento, são plenamente entendidas.


31. Por que até hoje nenhum "evangélico" conseguiu provar pela sua única regra de Fé e prática que os livros deuterocanónicos são apócrifos?


32. Frequentemente os pastores "evangélicos" recorrem ao grego, ao hebraico e ao aramaico para explicarem certos trechos bíblicos. Não há aí uma implícita condenação do livre exame? Se para entender bem certas passagens das Escrituras é preciso recorrer às línguas bíblicas, e tais línguas, bem poucos conhecem, como é, então, que os "evangélicos" dizem a todas as pessoas a quem se entrega a Bíblia, que elas têm capacidade para interpretá-la?


33. Por que a Bíblia não ensina a Sola Scriptura?


34. Se todos podem interpretar a Bíblia livremente, por que só a Igreja Católica não o pode?


35. Se a Sola Scriptura é a solução dos males, por que em vez de ter trazido a “pureza do Evangelho” trouxe foi a Babel?


36. Frequentemente, os "evangélicos" exigem que nós Católicos provemos tal e tal doutrina na Bíblia, e só nela. Perguntamos: Em qual Bíblia? Na Católica ou na protestante? Se é na protestante, perguntamos também: onde está na Bíblia que uma doutrina só pode ser provada na Bíblia protestante? Se disserem que é por causa do cânone, perguntamos, ainda: onde está na Bíblia que o correcto é o cânone protestante?


37. Por que a Bíblia teria precisado de 1600 anos para ser entendida correctamente, se segundo os "evangélicos", ela é algo que qualquer pessoa pode ler e entender?


38. Você não acha que o livre exame é um grande achado para os que gostam de se apresentar como líderes religiosos, envaidecidos de ver muitos homens aderirem às suas ideias e contentes com a perspectiva de deixarem o nome célebre na História de qualquer maneira, ao menos, como fundadores de mais uma religião?


39. Como os "evangélicos" pretendem impor suas crenças aos Católicos, se eles pregam o livre exame?


40. Os apóstolos acreditavam na Sola Scriptura? Se a resposta for “sim”, perguntamos: Como, se não existia a Bíblia? Se eles acreditavam apenas no Antigo Testamento, não acha que assim estariam invalidando todas as suas pregações bem como todos os escritos do Novo Testamento? Se a resposta for “não”, também perguntamos: então, como ela pode ser uma doutrina bíblica?


41. Por que os "evangélicos" aceitam a autoridade dos Concílios de Hipona (393) e de Cartago (397) para os 27 livros do Novo Testamento, mas não para os do Antigo Testamento?


42. Por que os "evangélicos" aceitam os deuterocanónicos do Novo Testamento e não aceitam os do Antigo Testamento? Que critérios adoptam para aceitar ou excluir um livro da Bíblia? São bíblicos mesmo esses critérios ou foram buscá-los na tradição da sinagoga? Se foi na sinagoga, por que não excluem também o Novo Testamento, que a sinagoga excluiu? E mais, não foi justamente essa tradição que Jesus condenou em Mt 15,3, texto tão lembrado por eles?


43. Onde está na Bíblia que para se salvar basta levantar o dedo?


44. Por que os "evangélicos" não crêem no Purgatório só porque esse nome não está na Bíblia, se crêem na Trindade, cujo nome também não se encontra nela? Há também nas Escrituras os nomes Sola Scriptura, Sola Fide,o nome das igrejas "evangélicas" ou o próprio nome “Bíblia”?


45. Por que os "evangélicos" dizem não crer em doutrinas definidas durante ou após Constantino, se guardam o domingo, crêem na Trindade, comemoram o Natal e aceitam o cânone de 27 livros para o Novo Testamento, se tudo isso foi decretado durante e após Constantino? E o pior, pela Igreja Romana?


46. Em que ano, local e qual o nome do fundador da Igreja Católica? Não foi Jesus Cristo? Se foi (e realmente foi), o que você está fazendo fora daquela Igreja sobre a qual Cristo disse “a minha Igreja” (Mt 16,18)? Se não, então, há provas históricas? Ou vai querer que acreditemos naquela piada de que foi Constantino que a fundou? Se é, então, responda-nos:

I- Que Igreja, então, existia antes de Constantino e que desde o século II já era chamada de “Católica”?

II- Constantino fundou ou apenas oficializou uma Igreja que já existia antes dele?

III- Há algum documento histórico comprovando que Constantino fundou alguma Igreja?


47. Os "evangélicos" sabem diferenciar “ídolo” de “imagem”? Toda imagem é ídolo?


48. O que é “adoração” e “idolatria”? São a mesma coisa?


49. Ao vestirmos a camisola de uma equipa de futebol, estamos homenageando a camisola em si (ou seja, a peça de roupa, o tecido), ou a equipa representada naquela camisola?


50. Ao cantarmos respeitosamente o hino nacional quando a Bandeira de Portugal é hasteada, estamos homenageando uma música e um pedaço de pano colorido, ou o que esses símbolos realmente representam?


51. O "evangélico" venera a Bíblia? Se venera (e é claro que venera), perguntamos: você venera o papel e a tinta ou o que esse livro santo contém, que é a palavra de Deus?


52. Quando alguém beija a foto de uma pessoa querida ou uma peça de roupa dessa pessoa, está fazendo isso apenas por causa do papel ou do pedaço de tecido, ou por causa da pessoa a quem pertencem esses objectos?


53. Você não acha que foi perigoso Deus mandar fazer uma serpente de bronze e curar através dela (Nm 21,4-9; 2 Rs 18,4)?


54. Por que os "evangélicos" citam Ex 20,4.5 contra as imagens Católicas, mas se esquecem de que eles também usam imagens? Por acaso, o smilinguido não é imagem? E aquelas imagens de Noé, Moisés abrindo o mar vermelho, a santa ceia, os quadros da Bíblia e a imagem do Espírito Santo em forma de pomba? Tudo isso não são imagens? Por que os seus livros são cheios de imagens? E as imagens de Jesus e das personagens bíblicas que usam nos livros infantis? Além disso, por que sites "evangélicos" expõem expressamente imagens bíblicas, inclusive papel de parede com imagens de Jesus que parecem mais imagens Católicas? E os querubins que Deus mesmo mandou fazer em Ex 25,18? Ou vão dizer que Deus só proibiu imagens aos Católicos? Se for, onde está isso na Bíblia?


55. Jesus é o único mediador só na vida eterna ou também aqui nesta vida? Se é só na vida eterna, onde a Bíblia ensina isso? Se o é aqui também, por que baseados em 1Tm 2, 5 os "evangélicos" não condenam a intercessão de um irmão pelo outro? E o pior, por que no verso 1 desse mesmo capítulo, São Paulo recomenda a intercessão dos irmãos? Se a intercessão dos irmãos aqui na terra não diminui o papel de Jesus, único mediador; por que a intercessão dos irmãos no céu diminui? Além disso, onde a Bíblia diz que a intercessão dos irmãos no céu prejudica a única mediação de Cristo?


56. Por que todas as vezes que a Bíblia fala da Eucaristia, insistentemente usa o verbo “ser” em vez dos verbos que poderiam indicar sentido figurado? (Mt 26,26-30; Mc 14,14-25; Lc 22,7-23; Jo 6).


57. Por que São Paulo não entendeu a ceia em sentido figurado, mas ao contrário repetiu o verbo “ser” em 1 Cor 11,23-29?


58. Por que ao prometer a Eucaristia em João 6, no momento em que muitos discípulos se retiraram por entenderem as Suas palavras em sentido real, Jesus não recuou, mas perguntou aos doze se também não queriam ir com eles? (Jo 6, 53-71).


59. Se Jesus queria falar em sentido figurado, por que preferiu usar o verbo “ser” aos quarenta verbos figurativos existentes no aramaico?


60. Nos versos 52 e 54 de João 6, Jesus falou em “comer” e o verbo correspondente no grego é “phagéin”. A partir do verso 55, porém, o texto grego usa um verbo mais forte: “trógo” - que além de “comer”, quer dizer também “mastigar”, “quebrar com os dentes os alimentos mais duros”. Perguntamos: se Jesus falou em sentido figurado, por que além do verbo “ser”, o texto grego usa um verbo que exige o sentido real das palavras?


61. Por que o único sentido simbólico da expressão “comer carne” na Bíblia é o de “caluniar”, “perseguir”, “injuriar” (Jó 19,22; Sl 26(27),2; Miq 3,3; Gl 5,17) e nunca o de crer?


62. Se a Eucaristia é mero símbolo, figura de Jesus, que exagero é esse de São Paulo em dizer, em 1Cor 11, 27, que quem come ou bebe da Eucaristia indignamente é réu do corpo e do sangue de Cristo? Além disso, não há aí uma tremenda contradição de Deus? Se Deus proíbe imagens, conforme querem os "evangélicos", como Jesus deixaria o pão e o vinho como imagens Suas? Então, quando um "evangélico" quebra uma imagem de Jesus, que também é figura dEle, está quebrando o corpo e o sangue de Cristo? Se o é, por que fazem isso?


63. Se as expressões “comer carne” e “beber sangue” em João 6 significam crer em Jesus, por que razão Nosso Senhor haveria de fazer a distinção entre duas ações diversas: “comer carne” e “beber sangue”? Além disso, onde a Bíblia afirma que tais expressões significam mesmo “crer”?


64. Admitamos, por enquanto, que Jesus falou em sentido figurado na ceia. Perguntamos, porém:

I- Jesus, o Todo-Poderoso, teria o poder de estar em todas as hóstias ao mesmo tempo caso quisesse?

II- Que verbo usaria Ele caso quisesse dizer que aquele pão e aquele vinho eram na realidade o Seu corpo e o Seu sangue?

III- Em Mt 26, 26-29, por exemplo, na própria Bíblia "evangélica" se lê “isto significa...” ou “isto é...” ?


65. Se Deus quisesse, Ele teria o poder de preservar Maria do pecado em previsão dos méritos de Cristo na cruz?


66. Se pela Fé Abraão tornou-se pai de todo o povo de Deus (Gn 17,5) e nisso não houve nenhuma afronta ao único e verdadeiro Pai, Deus; por que também pela Fé (Lc 1,45) Maria não se tornou mãe do novo povo de Deus (Jo 19,26.27)? Por que aquela que é a mãe da cabeça, Jesus, não é também a mãe do corpo, a Igreja? Por acaso, alguém poderia ser mãe apenas da cabeça sem o ser também do corpo?


67. Não é lógico que Jesus, o puro, o único imaculado por natureza, preservasse do pecado o templo humano, Maria, do qual Ele nasceu?


68. A lei de honrar pai e mãe inclui cuidar deles quando precisarem (Mt 15, 4). Por que Jesus não entregou a Sua mãe a outros filhos caso tivesse (Jo 19, 25-27)? Se disserem que era porque não acreditavam em Jesus, perguntamos: então, esses supostos filhos de Maria ganharam permissão para desobedecerem aos mandamentos de Deus porque não acreditavam em Jesus? Por acaso o mandamento não mandava “honrar pai e mãe”? Os judeus só precisavam guardar os mandamentos caso cressem em Jesus?


69. Por que as Sagradas Escrituras não afirmam que os “irmãos de Jesus” são na realidade filhos de Maria? Elas não dizem clara e expressamente que Jesus é filho de Maria, por que não fazem a mesma coisa com os “irmãos dEle”?


70. Sobre a maternidade divina de Maria, perguntamos:

I- Qual a diferença entre Deus e Jesus? Jesus é Deus?

II- Maria é mãe de Jesus?

III- Não é lógico, portanto, que Maria é mãe de Deus, já que Jesus é Deus?

IV- Quando eu digo que uma mulher deu à luz fulano, estou dizendo que essa mulher é o quê desse fulano? É mãe? E quando Mateus 1, 23 diz claramente que Maria daria à luz ao “Deus connosco”, não é isso chamá-la mãe de Deus?

V- O que significa a expressão “Mãe do meu Senhor” em Lc 1, 43? Sabia que Senhor no grego é “Kyrius”, o nome que substitui o tetragrama, ou seja, o nome de Deus?

VI- A mãe de Aníbal Cavaco Silva é mãe do presidente da República mesmo que não tenha sido ela que o elegera como tal? Se o é, por que Maria não é mãe de Deus embora ela não tivesse criado a divindade do Senhor?


71. Todo "evangélico" está salvo? Se está, perguntamos: a Bíblia garante mesmo essa certeza? O que dizer, então, de textos como Mt 26,41; 1 Cor 4, 4; 10, 12; 1 Pd 5, 5; Ap 2, 10? Além disso, existem também maus elementos dentro do protestantismo? Se existe (e claro que existe), como se pode dar certeza de salvação a todos os "evangélicos"? Expulsá-los da igreja, como frequentemente fazem, dá para esconder o fracasso dessa doutrina? Se dá, como se expulsam da "religião" aqueles que já estão salvos? Outro detalhe: tal doutrina não é uma tremenda licença para se pecar à vontade?


72. Alguém que crê em Jesus, já O aceitou como o seu único salvador pessoal e, portanto, já está salvo; mas depois disso, vencido pelo inimigo, entrega-se a tudo o que é errado e morre sem se arrepender; ele se salvará? Se não se salvará (o que é lógico), perguntamos: por que, então, iludem as pessoas com essa falsa certeza da salvação, se para a pessoa se salvar precisa “permanecer fiel até o fim” (Mt 24, 13)? Por acaso, alguém pode garantir que será fiel por toda a vida? O "evangélico", por acaso, é imaculado?


73. Se a doutrina de Cristo só pode ser aprendida através da leitura da Sagrada Escritura, como fica, então, a situação dos analfabetos?


74. Quem é a pedra de Mateus 16,18? Não é Pedro? Se não é, então, perguntamos:

I- Por que Jesus mudou o nome de Simão, e só o dele, justamente para "Kefas", que significa pedra, rocha?

II- Por que as palavras anteriores e as posteriores à expressão “...e sobre esta pedra”, sem excepção, referem-se a Pedro? Já percebeu que dos versículos 17 ao 19 o texto está todo escrito na 2ª pessoa do singular?

III- Por que todos os dicionaristas, inclusive os "evangélicos", são unânimes em afirmar que o nome Pedro significa pedra, rocha?

IV- Por que em vez de usar a conjunção adversativa "mas", Cristo usou a aditiva "e"? Não significa isso que a 2ª pedra só pode ser a 1ª?

V- Quem é a rocha desta frase: “O Corcovado é uma rocha e sobre esta rocha foi levantado um monumento a Cristo Redentor.”? É o próprio Corcovado, não é? Pois bem, como Pedro pode não ser a pedra do texto em questão?

VI- No texto em questão, Cristo apresenta-se como o fundamento ou como o “fundador”, o “construtor” da Igreja?

VII- Se Deus tornou Jeremias uma coluna de ferro e um muro de bronze (Jr 1,18), por que não poderia fazer o mesmo com Pedro?

VIII- Se Cristo não mudou o nome de Pedro para fazê-lo líder dos apóstolos, por que mudou o nome dele, então?

IX- A diferença grega para as palavras "petros" e "petra" significa mesmo que Jesus não fundou a Sua Igreja sobre Pedro? Se o é, perguntamos: você sabia que o Novo Testamento foi escrito em grego "Koiné" e que nessa língua não havia diferença de sentido entre essas palavras no 1º século? Sabia também que a palavra grega para “pedrinha” era "lithos" e não "petros" (Mt 4,3; Jo 8,7)? Não fica claro, então, que essas palavras referem-se à mesma pessoa: Pedro? E que a diferença de género ocorre por outro motivo, não para se diferenciar as pedras citadas? Na realidade, Pedro é "petros" tão somente porque no grego os nomes masculinos só podem terminar em AS, ES, IS, OS, US.

X- Se a pedra não é mesmo Pedro, por que em seguida Cristo explica o sentido da pedra com as palavras “Eu te darei as chaves do reino dos céus...”? E além disso, para que dará as chaves? Para que ele ligue ou desligue tudo o que for preciso. Não é lógico?

XI- Será que o facto de São Pedro dizer em Act 4,11, por exemplo, que Jesus é a pedra angular, invalida isso a sua missão petrina? Se o é, podemos dizer, então, que Jo 8,12 invalida Mt 5,14?

XII- Apesar de Cristo ter dado a todos os apóstolos a autoridade de ligar e desligar (Mt 18,18), por que só Pedro as recebeu em particular?


75. Por que só por Pedro Jesus orou (Lc 22, 31.32) e só a ele mandou apascentar a Sua Igreja (Jo 21,15-17)?


76. Por que Pedro é sempre nomeado em primeiro lugar (Mt 10,2; Mc 3,16-19; Lc 6,13-16; Act 1,13) e, ainda, achando pouco Mateus o chama de “primeiro” ("protos" no grego), palavra que aparece constantemente no Novo Testamento com o sentido de superioridade (Mc 12,31; Lc 15,22; Act 28,7)?


77. Todas as doutrinas dos "evangélicos" são realmente fundamentadas na Bíblia sagrada? Se o é, por que são tão contraditórias? Por que não concordam entre si quanto a pontos importantes da Fé? E por que não constituem uma só igreja, em vez de serem centenas e centenas de denominações separadas (e até hostis) entre si?


78. Os "evangélicos" dizem que rejeitam os livros deuterocanónicos do Antigo Testamento porque eles não seguem os critérios abaixo citados:

I- Não foram escritos em hebraico;

II- Foram escritos depois de Esdras;

III- Foram escritos fora de Israel;

IV- Nunca foram citados no Novo Testamento.

Perguntamos, porém:

I- A sua única regra de Fé e prática apresenta esses critérios para se considerar um livro inspirado ou não? Se não apresenta, como posso aceitá-los, se os próprios "evangélicos" exigem que acreditemos apenas no que está na Bíblia? Ou será que foram buscá-los na tradição, que eles tanto condenam? E o pior, foram buscá-los na tradição Cristã ou na judaica?

II- Então, quer dizer que se um livro for citado no Novo Testamento, ele será canónico, e se não for, não será? Então, o que Esdras, Neemias, Ester, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Abdias e Naum fazem na Bíblia protestante, se nenhum deles é citado no Novo Testamento? E mais, por que o livro da “Assunção de Moisés” e o de “Henoque” não estão na Bíblia deles, já que são citados no Novo Testamento (Jd 9.14)?

III- Além disso, quem disse que os deuterocanónicos do Antigo Testamento não são citados no Novo Testamento? Por acaso nunca compararam, por exemplo, 1Mac 3,60 com Mt 6,10; 2 Mac 7 com Heb 11,35; Sb 12-15 com Rm 1,19-32; Eclo 4,34 com Mt 11,29; Tob 4,15 com Mt 7,12; Jdt 11,19 com Mt 9,36; Br 4,37 com Mt 8,11; Dn 13,46 com Mt 27,24?


79. Por que os "evangélicos" exigem que nós Católicos acreditemos na Sola Scriptura, se, no fundo, eles também não acreditam? Se disserem que acreditam, perguntamos: por que, então, não respondem às perguntas de nº 4, 6, 18, 26, 29, 31, 33, 36, 40, 42, 43, 44, 54, 55, 63, 69, 78, 90, 91 e 92 e unicamente pela Bíblia?


80. São Pedro morreu em Roma? Se disserem que não, perguntamos: onde ele morreu, então? Além disso, por que todos os pais apostólicos, os historiadores antigos como Eusébio de Cesareia, por exemplo, e todos os estudiosos modernos (inclusive protestantes), são unânimes em concordar que Pedro não só morreu em Roma como também teve o seu bispado ali naquela cidade?


81. Aos "evangélicos" que rejeitam o baptismo de criança, perguntamos: por que não existe nenhum documento Cristão primitivo que reprove essa prática, mas ao contrário há inúmeros testemunhos que dizem exactamente o contrário? Por que também a sua única regra de Fé não a condena? Além disso, se para o "evangélico" o bpatismo é mero símbolo, por que, então, tanta briga em torno dele? Não dizem que basta a Fé em Cristo?


82. Aos que exigem o baptismo por imersão perguntamos: por que nenhum dos seis casos de baptismos Cristãos feitos no tempo dos apóstolos, e registados na Bíblia (Act 2,41; 8, 36-38; 9, 11-18; 10, 47; 16, 33-35; 19, 3-5) foram feitos no rio? Como explicar, então, o baptismo de três mil pessoas no dia de Pentecostes em Jerusalém, se nessa cidade não há rio? Além disso, por que, também, a palavra “imersão” não aparece na Bíblia? Repetimos aqui as perguntas anteriores: se para o "evangélico" o baptismo é mero símbolo, por que, então, tanta briga em torno dele? Não dizem que basta a Fé em Cristo?


83. Se a Bíblia se explica pela própria Bíblia, por que, então, existem tantas igrejas "evangélicas"? Ou a suposta clareza das Escrituras não fala por si só?


84. Por que os "evangélicos" dizem que as doutrinas Católicas surgiram após Constantino se provamos a apostolicidade dessas doutrinas? Dizem, por exemplo, que a Igreja começou a orar pelos mortos em 310, mas provamos através de vários documentos, inclusive de inscrições sepulcrais do II século, que essa já era prática desde os primórdios do Cristianismo. Dizem que os livros deuterocanónicos foram incluídos no cânone em 1546, mas provamos que escritores do início do II século já os colocavam no cânone. Além disso, os Concílios de Hipona e o de Cartago, no IV século já os incluíram ali. Como ficam, então, esses falsos catálogos elaborados para se negar a antiguidade das nossas doutrinas?


85. Se a Escritura é a nossa única regra de Fé, por que Jesus não afirmou isso? Além disso, por que Ele não disse “Ide e distribuí Bíblias”, mas, sim “Ide e pregai” (Mt 28,18-20)?


86. Você não acha que se a Tradição é confiável para estabelecer o cânone bíblico, isso é prova de que há uma autoridade extrabíblica, e que, portanto, a Sola Scriptura não tem fundamento? Por que Deus se utilizaria justamente da Tradição para nos dizer qual o cânone bíblico correcto, se segundo os "evangélicos" Ele condena qualquer outra fonte? Por que será que a Tradição é idónea para definir o ponto de Fé mais importante do protestantismo, que é o cânone bíblico, mas não o é para definir qualquer outro ponto menos importante?


87. Doutrina importa? Se não importa, por que, então, os "evangélicos" fazem essa tremenda guerra contra as doutrinas Católicas? Por que dizem que vamos para o inferno justamente por causa da nossa doutrina? Se importa, por que quando provamos a veracidade da doutrina Católica, eles se saem negando a sua importância?


88. Se rigorosamente não há como haver infalibilidade em alguns homens, como posso crer na infalibilidade da própria Bíblia, se ela foi escrita por homens? Se Deus é poderoso o suficiente para garantir a inerrância bíblica apesar dos erros dos escritores humanos, por que Ele não seria poderoso o suficiente para garantir a infalibilidade papal apesar das limitações dos Papas?


89. Se a própria única regra de Fé dos "evangélicos" nos ensina em 2 Ts 2, 15 a guardarmos o que foi escrito (a Bíblia) e o que foi transmitido oralmente (a Tradição oral), como, então, os "evangélicos" querem nos convencer de que a Bíblia é a única regra de Fé?


90. Por que os solascripturistas negam verdades tão explícitas na própria Sagrada Escritura? Onde está na Bíblia, por exemplo, que na expressão “Isto é o meu corpo” (Mt 26,26) o pão não é o corpo de Cristo? Onde está nas Escrituras que os celibatários estão espiritualmente inferiores aos casados (Mt 19,12; 1 Cor 7,1.26.27)? Onde está nas Escrituras, ainda, que não podemos conservar os ensinamentos orais dos apóstolos (2Ts 2,15)? Onde está na Bíblia que Cristo não deu aos apóstolos o poder de perdoar pecados (Jo 20, 23)? Na verdade, essa tal de Sola Scriptura não parece ser “sola alguns versículos da scriptura”?


91. O Antigo Testamento prescreve várias normas que não foram abolidas pela Bíblia, mas pela Igreja. Ora, como fica, então, a observância de tais normas se a Bíblia for a única fonte de Fé?


92. Por que os "evangélicos" apelam para fontes extrabíblicas e, o pior, até para fontes apócrifas como o Talmude, por exemplo, para justificar o seu cânone bíblico, mas não citam sequer um versículo da sua única regra de Fé e prática? Será que é porque não existe? Mas se não existe, como podemos crer, então, na Sola Scriptura?


93. Os "evangélicos" seriam capazes de citar um Pai da Igreja, ao menos, que afirma que os livros deuterocanónicos contêm heresia?


94. Foram os Católicos que acrescentaram os livros deuterocanónicos no Concílio de Trento, em 1546, ou foi Lutero que os excluiu da Bíblia? Você sabia que esse papaizinho Lutero também rejeitava a carta de São Tiago, que está na sua Bíblia? Por falar nisso, você sabe por que ele rejeitava essa carta? Sabia que era porque São Tiago negava a Sola Fide (Tg 2)? Pois bem, os livros deuterocanónicos também foram rejeitados por Lutero porque esses livros se chocavam com heresias pregadas por ele. Não é contradição dos "evangélicos" de hoje acatar de Lutero a sua rejeição aos deuterocanónicos e não acatar sua rejeição à carta de São Tiago?


95. Os "evangélicos" dizem que a Igreja se corrompeu pelo paganismo. Mas que provas apresentarão para afirmar isso? Alegarão o culto da Virgem Maria, o Purgatório, a veneração das imagens e inúmeras outras doutrinas e práticas que o protestantismo, no seu desprezo à Igreja, rejeitou? Ora, desde quando a rejeição do protestantismo serve como prova de alguma coisa? Dirão que a Bíblia se opõe a essas doutrinas e práticas? Mas quem o disse? O protestantismo? Então voltamos para o mesmo lugar, visto que não nos serve a rejeição do protestantismo, assim como a eles não servem as afirmações do nosso Catolicismo. É tudo uma questão de interpretação. Se disserem, portanto, que tais coisas são contrárias às Escrituras, nós responderemos que não são, e, se apontarem textos que, na opinião deles, favorecem o que sustentam, diremos que não entenderam tais textos, e indicaremos inúmeras outras passagens a contrastar com o que pensam ser a verdade. Por sua vez, certamente nos acusarão de torcer a Palavra de Deus. O que restará, pois? Nada além de afirmações contra afirmações e interpretações contra interpretações. Não acha que tudo findará numa contenda inútil, dessas que embrutecem o espírito e ensoberbecem a inteligência, já tão inclinada à vaidade?

 

Conclusão: Sem conseguir responder a essas e outras perguntas, o "evangélico" quanto mais fiel à sua doutrina (aliás, doutrinas), quanto mais vai à sua "igreja" e ora, escreve nos muros que Jesus o orienta, lê a Bíblia e procura entendê-la, mais desorientado é. De facto, ao comparar as mil e uma doutrinas protestantes ele fica sem saber onde está a verdade.

 

 

Nomenclatura:

 

1) Livro protocanónico = livro sempre considerado canónico.

2) Livro deuterocanónico = livro que sofreu dúvidas quanto à sua canonicidade, por isso, foi catalogado "déuteron" ou em segunda instância. São os 7 livros que existem no Antigo Testamento Católico mais 8 livros do Novo Testamento (Tiago, 1ª e 2ª Pedro, 1ª, 2ª e 3ª João, Judas e Apocalipse).

3) Sola Scriptura = Só a Escritura/ Sola Fide = Só a fé (Expressões usadas pelos "evangélicos")

 

 

Fonte: A Hora de Maria

 


02
Jun 12
publicado por FireHead, às 23:28link do post | Comentar

 

Little Nellie of Holy God (1903-1908)

 

Nellie Organ was born in Ireland on August 24th, 1903.  Her Father was a soldier and her Mother looked after the apartment, in the military barracks, where they lived.  The little girl was baptized a few days after she was born.

 

Mrs. Organ would often take little Nellie down to the seashore and make big sand castles for her.  There she talked to the little girl about God and told her many wonderful things about Him.  And even though she was so very young, Nellie learned to say the Rosary with her Mother as well.

 

When she was only two, Nellie would toddle off to Mass with her Father.  Along the way to Mass, she would chatter to her Daddy about “Holy God.”  She always used that special name for God, but nobody knows where she learned to call Him that.

 

One day Nellie’s Mother became sick.  A baby-sitter took care of little Nellie, but she dropped the baby and did not tell anybody.  Because of the fall, Nellie’s hip and back were twisted out of joint.  As the little girl continued to grow, her pains became worse and worse, but she did not know how to tell anyone what was wrong.

 

Mrs. Organ remained sick for some time with tuberculosis, (a disease of the lungs), and finally she died, in January of 1907, when Nellie was only three years old.  The little girl believed that her Mama went to Heaven, to be with Holy God, but she was so lonely without her Mama.  Nellie’s back hurt her as well, but she could not explain this, so she just cried.

 

The Good Shepherd Sisters lived in a Convent nearby, and ran St. Finbar’s School. Mr. Organ thought that Nellie and her baby sister would be happy with the Sisters, so on May 11th, 1907, he took the two little girls there. 

 

The Sisters wanted to take good care of the two children because they did not have any Mother.  At first, Nellie missed her Daddy but soon she got used to the new place.  She loved to call the Sisters, “Mothers.”  But soon the poor child got tuberculosis, and the Doctor said that she would not have long to live.

 

The Sisters learned that Nellie had a bad temper and other faults.  When she got angry, she would stomp her little feet and try to get her own way.  Like every child she had to try every day to overcome her faults and failings.  Sometimes Nellie was a naughty little girl.  One time she kept five or six girls late for supper, but after she was sorry for what she did.  She prayed, “Holy God, I am very sorry for keeping the girls late for supper.  Please forgive me and make me a good child and Bless me and my Mothers.”

 

Nellie could not walk well.  The Sisters bought her special shoes and some rose-coloured socks.  Nellie was proud of her pretty shoes and socks.  One day Nellie stopped before a statue of the Child Jesus and said, “Jesus, if You give me Your ball, I will give You my little shoes!” 

 

“O Nellie,” said her nurse, “You can not do that.”  

 

“He can give it to me if He likes,” Nellie repliedThe little girl was right, Jesus could have given her His ball, but He gave her suffering instead.    

 

One day Nellie’s nurse took her along to Church to make the Stations of the Cross.  Little Nellie could not understand why Jesus let Himself be nailed to the Cross.  She asked, “But why does Holy God let them do that?  He could stop those men if he liked.”  When the nurse told her that Jesus wanted to suffer and die for our sins, Nellie burst into tears, crying over and over, “Poor Holy God!  Poor Holy God!”

 

One day Nellie swallowed some beads.  They stuck in her throat, so the Doctor had to come and take them out.  He saw that Nellie was getting a bad cough, and said that she had tuberculosis, just like her Mother. He also told the Sisters that Nellie could not live for even one more year.

 

Sometime later, when the Bishop came to give little Nellie the Sacrament of Confirmation, she said, “I am now the little soldier of Holy God.”  She stopped being a crybaby, and she tried never to loose her temper again.

 

Nellie was not yet fours years old when she began to long for Holy Communion.  She wanted to receive Jesus in Holy Communion but in those days, children could not receive Holy Communion until they were twelve years old.  She used to lie quietly in her bed, whispering over and over to herself, “Oh, I am longing for Holy God!  I wonder when He will come.  I would like to have Him in my heart.” She would often cry out, “I want Holy God!” 

 

The Sisters were very amazed that little Nellie would often think about Holy Communion.  “Mother,” she said to her nurse one morning, “go to Mass, and get Holy God, and come back to kiss me.  Then you can go back to the chapel again.”  The nurse would always go back to kiss Nellie, after receiving Holy Communion.  Nellie longed for this, the nearest approach she could have to Holy God, and received a great deal of happiness from the fact that she could be so close to Holy God.

 

One day the Blessed Sacrament was exposed on the Altar. The Nurse carried Nellie down to the chapel.  It was the first time the little girl had ever seen the Monstrance.  With her eyes gazing at the Monstrance, little Nellie whispered, “There He is!  There is Holy God now!” From then on, she always knew when the Blessed Sacrament was taken out of the Tabernacle for Exposition.  Knowing this, she would say to the Sisters, “Holy God is not in the lock-up today.  Take me down to Him.”

 

The Child Jesus knew that Nellie was tired of lying in her bed alone, all day long, so He used to come and visit her.  One day He gave her a flower, another time He danced for her and sometimes He just came to visit and talk to her.  Little Nellie loved every minute that the Child Jesus spent with her. 

 

As time went on, the Sisters felt more and more that there was something special about little Nellie, because she was always asking for Holy Communion.  They asked Fr. Bury to talk with the little girl, in order to find out if she really knew enough about receiving Holy Communion.  The priest asked her a number of questions and then said, “Tell me Nellie, what is Holy Communion?”  To this the child replied,  “It is Holy God.  It is He who makes Nuns and everybody else happy!”  Truly it was the Jesus, who helped little Nellie, to give the priest such a wonderful answer.  Now the Fr. Bury felt sure that Nellie had reached the use of reason, even though she was so very young.  He knew that the little girl understood that Jesus was present in the Blessed Sacrament, and that she loved Him.  Right after speaking with little Nellie, he reported the matter to the Bishop of Cork. The Bishop then gave his permission for the child to receive Holy Communion.

 

Nellie made her First Holy Communion on December 6th, 1907, when she was only four years old.  She looked like a little Angel sitting on her chair, in her white dress and veil, with a wreath of flowers on her head.  She was brought to the chapel where all the other Sisters and children of the school were assembled.  There is no doubt that little Nellie knew that she was receiving “Holy God.”  When Fr. Bury brought Jesus to her, a beautiful light lit up her face.   She looked like a little Angel, as she quietly thanked Holy God.

 

One of the Sisters explains how pious little Nellie was, on the day of her First Communion:  “Nellie had just received Holy Communion, when her faced changed completely.  A beautiful expression of love and peace played on her face.  Her head fell back on her pillow, and she grew pale as death.  She was completely still, and I thought for a moment that she had died. 

 

The Sister continued, “But the reason why Nellie did not move, is because she was so overcome with love and thankfulness for Holy God, that she stopped thinking about earthly things.  She knew so well what the Blessed Sacrament is and what God is, Whom she had just received into her heart.”  Fr. Bury added, “Nellie hungers for her God, and received Him from my hands, in a transport of love.”

 

Nellie’s First Holy Communion was very special, and all that day she spent in prayer and thanksgiving.  Her love for the Holy Eucharist increased from day to day.  God gave Nellie special graces.  Somehow she knew, when the Sisters had not received Holy Communion. 

 

From her First Holy Communion until the time of her death, little Nellie received Holy Communion, thirty-two times.  She always had a very great love and respect for God, when she received Holy Communion.  Nellie was very intelligent, and she was more like one who was twelve years old, in her respect for God and the Blessed Sacrament.

 

Little Nellie was patient in her sufferings and she learned to offer all her pains to the good God.  When the pain was greater than usual, she would hold her crucifix more tightly and say, “Holy God suffered far more on the Cross for me.”  And if by chance she was a little impatient in her sufferings, she would quickly show her sorrow for it.

 

Nellie was very particular about the clothes she would wear when receiving Holy Communion.  Everything had to be spotless and white about her.  One day when she was going to receive Holy God, a Sister told her, “Nellie, you will have to be satisfied with the flowered gown you have on, to receive Holy Communion this morning.”  But the child demanded her white dress, “I want the white dress!  I can’t get Holy God in this dress!”  The Sister gave her a white dress.  “Now,” she said, “I am able to get Holy God.”

 

“Baby,” said one of the Sisters to Nellie one day, “When you go to Holy God, tell Him Mother Frances wants some way to pay her debts.”  The little girl replied, “Holy God knows it, that’s enough.”

 

“I want Holy God!  I want Holy God!”  This is what little Nellie continued to cry out.  One day after she had received Holy Communion, a Sister came to visit her.  The Sister states:  “When I visited Nellie, at about 4:45 in the evening, she was lying quite still in her little white cot turned towards the window.  I heard of her strange condition during the day and was very curious to see her.” 

 

The Sister continued,  “I bent over her, and as I did so, Nellie suddenly turned around and said, ‘Oh Mother, I’m so happy.  I’ve been talking to Holy God.’  Her voice trembled with delight and her face glowed.  Her little eyes shone so brightly that one could not help thinking, those eyes have seen God.  Her smile cannot be described because it was of Heaven, and around the bed there was the beautiful smell of incense.”

 

Nellie had a great love for Holy God and she also had a great love for her neighbour.  She used to pray for all, and for the intentions of the Pope, whom she called, “My own Holy Pader.”

 

When the nurse told Nellie the story of the Passion and Sufferings of Our Lord, the little girl burst into tears, “Poor Holy God! Poor Holy God!” and later she would hold the Crucifix in her hands, and say, “Poor Holy God!”

 

Nellie’s life was quickly coming to and end.  In 1907, she celebrated Christmas by receiving Holy Communion.  She had a special name for Christmas and called it, “Holy God’s Birthday.”

 

She knew she was nearing the end. On January 30th, 1908 she said to the nurse, “Tell me, Mother, how do you feel today?” “Very well, Nellie,” she replied. “But tell me,” asked Nellie, “do you feel you are nearing Holy God? I do.”

 

Little Nellie died on Candlemas, February 2nd, 1908.  As she lay dying, she saw something at the foot of her bed.  Her eyes followed it, and she moved her lips as if she was speaking to someone. Then she smiled and passed away.

 

Nellie was buried in the public cemetery, but a year afterwards her little body was removed to the Cemetery of the Good Shepherd Convent. The body was then found whole, except for the bone in the jaw which had been destroyed by disease. In regard to that decayed bone, it was declared that before she received her First Communion it gave off a terrible odor, but after that time the odor disappeared.  Many pilgrims go to visit her grave every year.

 

After Nellie’s death, the children of St. Finbar’s School made a special Novena that Little Nellie would obtain for them and all little children around the world, the great favour of receiving Holy Communion as near as possible to the age at which she received it.

 

When Pope St. Pius X was told about Little Nellie, and how she longed for Jesus in Holy Communion, and how lovingly she received Him, he said, “There! That is the sign for which I have been waiting.”  He also asked Little Nellie’s Bishop for a relic of her.

 

In 1910, the Pope Pius X made a Church Law stating that all children could receive Holy Communion at an early age.  The children of St. Finbar’s School then wrote a beautiful letter to Pope St. Pius X.   I will quote some parts:  

Dear Holy Father,

 

We, the little children of St. Finbar’s Industrial School, write, thanking Holy God for inspiring you to issue the First Holy Communion Decree.  We will never stop praying for you, and we will ask Holy God to take you into His Sacred Heart.  The wonderful favour, granted to the little children, of receiving Holy Communion at such an early age, is such a source of great joy to us…

We often wonder if your holiness has heard of our holy baby,  ‘Nellie,’ who received Holy Communion at the age of four years and three months….  She received Holy Communion on December 6, 1907…. Holy God and Holy God’s Mother came for her February 2, 1908.

We pray to her for everything we want, and she is almost sure to hear our prayers.  Twelve months ago we began a novena at night prayers that she would work six miracles, which would obtain for her little companions and all little children over the whole world, the great favour of receiving Holy Communion as near to the age that she received it as possible.  Would it be wrong for us to think that the Decree has been granted through her intercession and that it is to our darling little Nellie that we and all little children owe this great privilege?

Pope St. Pius X received the letter of the children a few months after he had issued the Decree about the Communion of Children.  He wrote the following letter to the children of St. Finbar’s School:

To the beloved children of the School of the Sisters of the Good Shepherd in Cork, with sincere congratulations on the sentiments expressed in their pious address of true love for Our Lord Jesus Christ in the Most Holy Sacrament of the Eucharist, with the warmest thanks for their prayers for the Holy Catholic Church and for Us, and with the wish that they may always keep as good as their companion Nellie, who was called to Heaven while still a child, where she is praying for them, for the comfort of their families, for the sisters, their dear Mistresses, for their Superiors, and especially for their very Venerable Bishop, to all of whom we earnestly impart the Apostolic Blessing.

I hope that those who read this story will pray to little Nellie of Holy God and ask her to help you love the Blessed Sacrament, like she did.

 

St. Pius X, Pray for Us

 

 

Fonte: Society of Saint Pius X in Canada


01
Jun 12
publicado por FireHead, às 16:12link do post | Comentar

Desde a época da escola, escutamos que a Idade Média foi a Idade das Trevas. Onde, abandonada por Deus, nada de bom foi produzido. Fala-se das Inquisições, pestes, nas Cruzadas e de Papados corruptos. Bom, então vou mostrar um outro lado, de forma bem concisa, de quem realmente foi o homem da Idade “Média”.

 

Para tanto, faz-se necessária uma contextualização histórica. Vamos a ela:

 

De 400 a 1050, ocorreu o que é conhecido por “Invasões Bárbaras”. Onde toda a Europa foi assolada e o Império Romano teve o seu fim.

 

Factores Importantes quanto a este acontecimento:

 

- Os povos bárbaros entraram no Império Romano como colonos.

 

- A grande vastidão do Império dificultava o seu governo.

 

- Foram recrutados os bárbaros para integrar o exército romano (mercenários).

 

- Iniciou-se os ataques dos povos Germânicos (Unos, Celtas, Galeses, Vikings, vândalos, Francos, Jutos, Germanos e etc)


- Os hunos pressionaram os germanos a adentrar o Império Romano.

 

- Fragmentação do Império Romano do Ocidente que o levou a cair por incessantes ataques Germânicos e fragilidade sócio-económica Romana.

 

Durante esse processo, absolutamente tudo foi destruído e depredado pelos Bárbaros. Desde os hospitais, às bibliotecas e escolas. Apenas a Igreja Católica veio a sobreviver desta imensa destruição. Logo, ficou ao seu encargo guardar e proteger todo o património literário, arquitectónico, científico, cultural, económico e etc; até ali conhecido.

 

Como disse o historiador Will Darant:  A causa básica da regressão Cultural não foi o Cristianismo, mas o Barbarismo, não a religião, mas a Guerra.

 

Diante de todo esse caos, os Mosteiros viraram grandes centros de desenvolvimento científico e intelectual. Se não fosse a Igreja a fazer esse trabalho, toda a cultura Greco-Romana não teria chegado aos nossos tempos. O património filosófico e cultural ter-se-ia perdido, ninguém conheceria sequer quem foi Platão. Teríamos sofrido o mesmo que os Gregos Mecenos e, XII a.C., quando foram invadidos pelos Dórias. Resultado desta invasão: três séculos sem conhecer a literatura, a chamada Era Grega Escura.

 

Em 452 São Leão Magno colocou-se à frente de Átila, rei dos Unos, impedindo-o de destruir Roma (o último refúgio da sociedade Greco-Romana). Até hoje não se sabe como São Leão o teria convencido a não adentrar Roma e destruí-la. Conta-se que Átila vira um grande homem iluminado atrás de São Leão Magno apontando-o uma espada, e diante disso recuou.

 

Em 1050 a Igreja começou a recivilizar a sociedade com o fim das invasões bárbaras, baptizando os Húngaros e Normanos, humanizando assim o mundo feudal (como disse o grande historiador Daniel Rops).

 

Em 1064, A Igreja Ortodoxa se separa da Igreja Romana, graças ao Cesaropapismo dos Imperadores Basileus que chamavam para si a questão da Fé. E também por influência dos maometanos, dando origem assim ao “Sisma de Cesareia”.

 

Em 1073-1095, o Papa São Gregório VII, tentando recriar o ideal agostiniano, libertou a Igreja da prática da Sumonia (comércio de funções e objectos sagrados).

 

De 1050 a 1350 foi o tempo de ouro da Igreja. Por meio de Inocêncio III (1198-1216) surgiram as grandes Catedrais e Universidades. “Lúmem Gentium” (Luz das Nações). Onde se viu uma explosão cultural e científica por toda a Europa. Vou citar alguns desses feitos:

 

Nas Universidades e em tantas outras partes da sociedade, nenhuma outra fez mais para prover o saber que a Igreja Católica (Thomas Woods).

 

O modelo que hoje se tem de Universidade foi criado pela Igreja Católica, que na época ministrava cursos baseados em duas divisões, o quadrivium: aritmética, geometria, música, e astronomia. E o trivium: gramática, retórica e lógica. Estes dois conjuntos permitiam uma formação académica dos alunos e uma forma inteligente de expressão para com o mundo.

 

Até 1440 foram erguidos na Europa 55 Universidades e 12 Instituições de ensino Superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes, Ciências, Filosofia e Teologia. E como falar então que a Igreja era obscurantista, se foi ela que criou as Universidades?

 

Como pode uma instituição obscurantista criar e desenvolver a arte, as Catedrais, Arquitectura, escultura, vitrais (que até hoje se desconhece a técnica usada), música, agricultura, mineração, metalurgia, energia hídrica, irrigação, drenagem de pântanos, produção de vinho, cerveja e champanhe; fabricação de relógios, planadores, lente de óculos, a roda com aros, o moinho, a máquina, a ferradura, a máquina a vapor, a impressão, a caravela e os moinhos. O vasto uso das ciências exactas (matemática, física e química), astrologia, a trigonometria, cinemática e dinâmica; além de enorme influência na geologia e navegação. Todos estes feitos vieram principalmente dos Monges que se dedicaram plenamente às ciências.

 

Como grandes mentes Cristãs podemos citar: Alexandre de Hales, São Abelardo, Duns Sorto, Santo Agostinho, Cassidoro, Santo Isidoro de Sevilha, Rábano Moura, Alamino e ainda escolásticos como Santo Anselmo, Pedro Abelardo, Santo Alberto Magno, São Boaventura, São Tomás de Aquino, Roger Bacon, São Bernardo que criaram pontes entre Fé e razão por meio de calorosos debates e palestras que ministravam.

 

Esta mesma Igreja foi reduto do Padre Jean Burlan que pavimentou o que deu origem a lei da inércia. O postulado sobre Impulso Divino inicial do universo (por não possuir atrito os objectos permanecem em movimento). Ou outros grandes nomes da ciência como: Louis Pasteur, pai da microbiologia, Edward Milikan, Galileu, Descartes, Leibniz, Isac Newton, Kepler, Mendel, monge e pai da genética; Nicolau Copérnico, Willian Herschel, Alessandre Volta, André Marie Ampère, Guglielmo, Padre Mateo Rico e os seus sucessores que revolucionaram a China, reformando até o calendário Chinês.

 

A Igreja ainda deu origem ao primeiro sistema de leis conhecido. Criou o primeiro sistema de leis internacionais. E ainda teve muita influência no campo da economia, proibindo e reprimindo a prática da usura.

 

A Igreja combateu arduamente o infanticídio (muito comum na Roma antiga, principalmente com meninas) e o abandono de idosos. Combateu também a prática do suicídio que era comumente aceite pela sociedade, por vezes vista até como um acto de bravura e praticado como forma de fugir do sofrimento ou da depressão.

 

Sempre defendeu o lado das mulheres, tanto que em nenhum outro lugar via-se mulher à frente de instituições como as abadessas nos mosteiros. Ainda apoiando e reconhecendo o legítimo poder dar rainhas. Facto ainda visto pelas inúmeras Santas canonizadas em todos os tempos.

 

No séc. XII, uma abadessa fora autora da primeira enciclopédia conhecida, que recebera o nome de “Hortuns Deliciarim” (Jardim das delícias).

 

Em 1308, na época dos “Estados Gerais”, as mulheres tinham direito de voto, direito que fora revogado em 1593 em Fança pela retomada do Direito Romano antigo, feito pelo parlamento. E no Séc. XIX fora novamente desvalorizadas por Napoleão.

 

E mais: no séc. XIII, existia registo de mulheres médicas, dentistas, boticárias, tintureiras, copistas, etc.

 

Quanto à escravatura, a Igreja sempre se opôs. Prova cabal é o facto de um ex-escravo chamado Calisto ter chegado ao Papado.

 

Em 1102 o Concilio da Inglaterra disse-nos: Está proibida o ignóbil comércio pelo qual se vendem homens como se fossem animais.

 

Como hoje, uma total supressão do trabalho assalariado seria impossível, antigamente também era assim o trabalho escravo. Dada esta realidade, a Igreja como grande pedagoga da humanidade, na impotência da total supressão da escravatura, lutou para atribuir direitos aos escravos Cristãos, como legitimar os seus casamentos, proibir a sua venda além das fronteiras, e para Judeus. Se algum homem tomasse uma escrava como concubina e chegasse a Igreja esse facto, ele era obrigado a casar com ela, e fazer dela sua esposa.

 

Ainda criou medidas como no tempo pascal, era aconselhável aos Cristãos oferecer um “dízimo” libertando parte dos seus escravos. Isso até o séc. XVI d.C. quando foi restaurada a escravatura Romana que veio durar até o séc. XX.

 

No intuito de cessar as guerras, pelo menos os conflitos pessoais, a Igreja criou pactos e tratados como a “Liga de Amigos da Paz”, “Paz de Deus” e ainda tréguas das 9 horas de sábado até a 1ª hora da segunda e também no Advento e na Quaresma.

 

Veio também a criar “Os voluntários para a Defesa da Paz”, milícias criadas para punir quem violasse esses acordos. Sob o lema: Guerras para os que vivem de guerras.

 

Introduziu também a concepção de Guerra Justa (legitimidade de Defesa) pela força militar. Se não era possível botar fim a estes combates, tinha-se de cristianizar o seu uso, assim foram criados os Cavaleiros que deveriam ser pautados pela honra e justiça, uma mistura de guerreiros e Santos. Exemplos deles foram os Cavaleiros de São João (Conhecidos também como Hospitaleiros), e os Cavaleiros de São Lázaro, que ainda existem até os dias actuais.

 

E quanto à caridade? 25% De todas as obras de auxílio a pessoas com Sida no mundo são mantidas pela Igreja Católica. Nenhuma outra instituição veio a socorrer os necessitados, seja por hospitais, abrigos para crianças, asilos, hospitais para leprosos (doença comum na época), manicómios, auxílio aos viajantes e escolta aos romeiros até a Terra Santa.

 

Não há um Santo da Igreja que não teve forte vínculo com a caridade. Os próprios mosteiros foram grandes centros assistenciais de onde ao seu redor iam surgindo cidades. Todas as obras sociais da Igreja são incontáveis, ela nos tempos mais difíceis foi a única a estender a mão ao necessitado. Obras assistenciais que duram até os dias de hoje, nos mais diferentes campos de atuação.

 

Como ver obscurantismo, pensamento retrógrado diante de tantos feitos da Santa Igreja?

 

A ciência não precisa de opor-se a Fé! E a Igreja deu e continua dando provas disso à sociedade! Na Babilónia Antiga, o animismo (panteísmo) desencorajava a evolução das ciências, tal era o caos imaginado, já que era impossível poder definir leis naturais, por conta da superstição ao contrário do que vimos na Europa Cristã da Idade Média. Mesmo caso observado na China e também nos países islâmicos, que considera as leis naturais como uma forma de Alá agir, que poderia mudar a qualquer instante inutilizando as ciências.

 

A tradição antiga era meramente especulativa, por isso não podemos chamar de ciência, mas sim de herança cultural.

 

Já o Cristianismo reconhecia parâmetros constantes e inteligíveis, portanto também seriam mensuráveis. Vide os grandes avanços proporcionados pela Igreja na Idade Média.

 

Como então dizer que a Igreja é retrógrada, atrasada, assassina, obscurantista, manipuladora? Sendo a Igreja a mãe e a gestora da sociedade moderna, pegando-a nos braços nos momentos mais difíceis, corrigindo-a, protegendo-a, educando-a e deixando-a livre para desenvolver-se por si própria. Como pode essa mesma sociedade dar as costas à Sua Mãe?

 

Com que autoridade moral o homem moderno acusa o medieval? Se eles nos tivessem conhecido, veriam em nosso tempo a verdadeira barbárie, além de uma sociedade hipócrita querendo pregar um falso puritanismo para poder fazer os seus julgamentos. Antes de criticar os nossos antepassados vamos cuidar de nossas mazelas que são muitas, e teriam sido muito piores sem a assitência da Igreja Católica. Nunca se matou tanto como no século XX, seja pelas guerras ou pelos regimes autoritários. E quer-se olhar para o passado e chamar de obscurantista o homem que viveu na luz, um homem fervoroso e que via na Fé não motivo de conflito, mas o amparo e alicerce para ser cocriador do mundo.

 

A Igreja Católica compreende os seus antagonistas, os seus antagonistas não entendem a Igreja Católica (Hilaire Belloc, As Grandes Heresias).

 

 

André Luiz T. Calcagno

 

Fonte: Ágora


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