«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
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Mai 12
publicado por FireHead, às 15:40link do post | Comentar

 

Diante da possibilidade de um acordo cada vez mais eminente entre Roma e a FSSPX, Dom Wiliamson redobra os seus inconsistentes ataques de oposição, fomentando e preparando um cisma que, pelas últimas declarações conhecidas, tornar-se-á uma fatalidade inevitável dentro da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

 

Acreditamos, contudo, que, dessa divisão formalizada, Deus fará um bem muito maior, recompensando a coragem e a submissão de Dom Fellay e os seus verdadeiros amigos e benfeitores.

 

Um breve exame da História da Igreja revela, por diversos factos, a ilegitimidade da “resistência sectária” ao bom acordo oferecido pelo Romano Pontífice. Para esta ocasião, decidimos expor o proceder da Igreja Católica em relação ao famoso Édito de Milão de Constantino.

 

Antes da promulgação desse Édito, os Cristãos não tinham liberdade para tributar o verdadeiro culto a Deus, nem tão pouco para anunciar as verdades do Evangelho, segundo a ordem de Nosso Senhor. Durante todo esse período de perseguição, os Cristãos sobreviveram fielmente no interior das catacumbas.

 

Quase três séculos aprisionada pelas autoridades romanas, a Verdadeira Religião obteve a sua liberdade somente em 313, d.C, outorgada pelo Édito de Constantino. Dessa liberdade reconhecida, a Igreja obteve copiosos frutos, dos quais a posterior conversão do Império Romano.

 

Entretanto, essa liberdade não foi oferecida nos moldes tradicionais. Embora declarasse liberdade religiosa ao Catolicismo, o Édito colocou a Igreja em pé de igualdade com as falsas religiões, favorecendo a profissão e divulgação de todos os credos existentes.

 

“Quando eu, Constantino Augusto, e eu, Licínio Augusto, nos reunimos felizmente em Milão e nos pusemos a discutir tudo o que importava ao proveito e utilidade públicas, entre as coisas que nos pareciam de utilidade para todos em muitos aspectos, decidimos sobretudo distribuir umas primeiras disposições em que se asseguravam o respeito e o culto à divindade, isto é, para dar, tanto aos Cristãos quanto a todos em geral, livre escolha para seguir a religião que quisessem, com o fim de que tanto a nós quanto aos que vivem sob a nossa autoridade nos possam ser favoráveis a divindade e os poderes celestiais que existam [...] de sorte que cada um tenha possibilidade de escolher e dar culto à divindade que queira” (apud Eusébio de Cesareia. História Eclesiástica. Livro X, V, 4-8).

 

Analisando o teor deste “acordo” que garantiu liberdade aos Cristãos, verifica-se que se assemelha muito aos documentos do Vaticano II sobre o ecumenismo e sobre a liberdade religiosa. O Édito de Milão não reconheceu a Igreja Católica como a única verdadeira fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo. Tratando-se de uma medida meramente política, o documento apenas autorizou a inserção do Catolicismo na lista ecuménica do Império.

 

Apesar desse indiferentismo condenável, os Cristãos saíram das catacumbas, aderindo com muita alegria ao Édito de Milão. Nenhum santo da Igreja objectou contra esse acordo, dizendo que seria traição usufruir de uma liberdade relativista, oferecida por autoridades comprometidas com os erros do politeísmo pagão.

 

Segundo as objeções dos “anti-acordo”, a FSSPX não deve aceitar qualquer acordo porque Roma ainda professaria princípios modernistas e seria traição submeterem-se a autoridades que não teriam a doutrina tradicional da Igreja.

 

Pautados nessas absurdas ilações, os “anti-acordistas” também teriam sido impelidos a recusar a liberdade do Édito de Milão. As objecções seriam idênticas.

 

Constantino deveria primeiro fazer uma profissão pública de Fé, aceitando as verdades do Catolicismo, para, somente depois, falar-se em “acordo” com o governo de Roma.

 

Como o acordo de Milão era puramente prático, oferecendo tão somente o status de “legalidade” à Igreja Católica, que passaria a gozar dos mesmos direitos concedidos às falsas religiões, aceitá-lo seria concordar com os erros do paganismo.

 

Deste modo, os inimigos de “acordos práticos”, seriam pela recusa do “traidor” Édito de Milão. E, em sinal de protesto aos romanos, teriam permanecido nas catacumbas, desprezando um acordo que não trazia em si um justo reconhecimento da Verdadeira Religião.

 

Felizmente não surgiram grupos opositores ao acordo de Milão. A Igreja abraçou essa liberdade sem que se tornasse, por isso, traidora de Cristo.

 

Assim também esperamos de Dom Fellay e os seus verdadeiros amigos e benfeitores. Que o Bispo Superior-Geral da FSSPX, juntamente com os seus fiéis, aceitem a misericordiosa liberdade oferecida pelo Papa Bento XVI. Que a parte boa e mais importante da FSSPX aproveite o Édito de Roma, que lhes concederá a liberdade para recusar e criticar o Vaticano II e a sua Nova Missa. E, plenamente unidos ao Papa reinante, o ajudem a ancorar a Santa Igreja nas duas colunas das quais ela nunca deveria ter-se apartado.

 

Rezemos!

 

In Corde Jesu, semper

 

Éder Silva

 

 

Fonte: padremarcelotenorio.com


publicado por FireHead, às 15:32link do post | Comentar

I. Quantas coisas teríamos a dizer sobre a vida de adoração de Maria no Cenáculo! Vinte e quatro anos passados nesse santo lugar, onde Jesus havia instituído a Eucaristia, e onde fixara o seu primeiro Tabernáculo! Maria estava inteiramente ocupada em adorá-LO e honrá-LO na sua vida eucarística; passava a maior parte dos dias e das noites junto desse divino Tabernáculo; aí estava seu Jesus, seu Filho e seu Deus! Quando saía da sua pobre cela para se dirigir ao oratório do Cenáculo, já começava a sua adoração; caminhava recolhida, com os olhos baixos, com passo grave e modesto; desse modo se preparava para apresentar-se ao Deus da Eucaristia.

Ao chegar diante do Tabernáculo, prostrava-se com grande devoção e profundo respeito, depois concentrava as suas faculdades num simples e piedoso recolhimento; o corpo erecto, as mãos juntas ou cruzadas sobre o peito, ou também, às vezes, quando estava só, erguidas suplicantes para o Tabernáculo no qual conservava quase sempre os olhos fixos.

 

II. Maria começava então a adoração com a Fé mais submissa; adorava o seu Filho oculto e velado sob uma forma estranha, porém o seu amor atravessava a nuvem do mistério e chegava aos pés sagrados de Jesus, que venerava com o mais respeitoso amor: subia até às suas santas e veneráveis mãos que tinham consagrado e distribuído o Pão da vida. Bendizia os seus lábios sagrados que haviam pronunciado estas adoráveis palavras: "Isto é meu Corpo, isto é meu Sangue." Adorava esse Coração abrasado de amor donde se originara a Santíssima Eucaristia. Maria quisera abismar-se e aniquilar-se ante a divina Majestade, aniquilada também no Sacramento, a fim de Lhe prestar todas as honras e homenagens que Lhe são devidas.

 

III. A adoração de Maria era profunda, interior, íntima; era o dom de si mesma. Oferecia-se totalmente ao serviço de amor do Deus da Eucaristia, pois o amor não impõe condições nem reservas, já não pensa em si mesmo, nem vive mais para si; já não se conhece, e só vive para o Deus a quem ama. Em Maria tudo convergia para o Santíssimo Sacramento como para o seu centro e o seu fim. Uma corrente de graça e amor se estabelecia entre o Coração de Jesus-Hóstia e o coração de Maria adoradora; eram duas chamas que se fundiam numa só. Deus foi, então, perfeitamente adorado pela Sua criatura.

 

IV. Que a exemplo de Maria adoradora se coloque de joelhos com o mais profundo respeito, concentre-se, como Maria, e em espírito se ponha a seu lado para adorar; apresente-se diante de Nosso Senhor com aquela modéstia, aquele recolhimento interior e exterior que preparam maravilhosamente a alma ao angelical ofício da adoração.

Debaixo dos véus eucarísticos que encobrem os seus olhos a santa Humanidade, adore a Jesus com a mesma Fé que Maria e a Santa Igreja, estas duas Mães que o Salvador, no Seu infinito amor, lhe concedeu; adore ao seu Deus como se O visse e ouvisse, porque a Fé viva ouve, vê, toca com maior certeza que os próprios sentidos.

 

 

Fonte: Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento extraídas dos escritos do Bem-Aventurado Pedro Julião Eymard, o fundador da Congregação do Santíssimo Sacramento, 1946.


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