«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
12
Mai 12
publicado por FireHead, às 23:39link do post | Comentar

Podemos fazer uma analogia entre a nossa vida e uma viagem de comboio: sentados à janela, as imagens da paisagem passam rapidamente, e nós procuramos captá-las e interiorizá-las tanto quanto possível. Mas, no fim da viagem, reconhecemos que ficamos vazios: as imagens desvaneceram-se, tornaram-se irreais, e só fica a recordação. Perante a fugacidade das imagens da viagem, temos necessidade de encontrar um “centro” em nós próprios e não já nas imagens que discorrem ao longo da “viagem da vida”. Essa procura do “centro” em nós próprios é a procura ontológica — a procura do Ser —, a procura que sonda o Absoluto e que só é possível mediante a religião.

 

Quando a filosofia tentou preencher o Absoluto, entrou em auto-refutação. E quando a ciência deixou de ter em conta o Absoluto, deixou de ser ciência propriamente dita e passou a ser ou um ramo da Técnica, ou uma manifestação de religiões políticas, ou mesmo anti-ciência. Para Santo Agostinho, o Absoluto como exigência lógica faz parte da prova ontológica — ou seja, faz parte da demonstração do Ser, e não propriamente a prova da “existência” de Deus, porque um Deus que existe no espaço-tempo, não existe. Deus não faz parte da dimensão da divisão sujeito/objecto.

 

Kant traduziu a necessidade dessa procura ontológica em uma situação aplicada à ciência, mediante o denominado “Princípio Teleológico” ou “Princípio da Intencionalidade”, que é, mais ou menos, assim:

 

Embora não possamos provar que a natureza está intencionalmente organizada [ou seja, embora não possamos provar que existe um desenho inteligente subjacente à organização da natureza], devemos sistematizar o nosso conhecimento empírico vendo a natureza como sendo organizada em função de “uma compreensão” para além da nossa, compreensão essa que nos forneceu leis empíricas organizadas de modo a que nos seja possível uma experiência unificada.

 

Para Kant — independentemente de sabermos se ele acreditava que o seu Princípio Teleológico era real e suficiente, ou não —, podemos dizer que o Princípio da Intencionalidade era uma “muleta” que permitiria ao investigador científico avançar no seu trabalho de forma segura. Outra “muleta” deste género foi o conceito de “Espaço Absoluto” de Newton [que a actual ciência Einsteiniana diz que não existe, mas que eu tenho muitas dúvidas sobre a razão da ciência actual], sem o qual as teorias da Dinâmica e as leis da atracção gravitacional não seriam possíveis.

 

Kant defendeu as explicações teleológicas ou intencionalistas na ciência, por duas ordens de razão:

 

1) as explicações teleológicas têm valor heurístico [dão-nos “dicas”] na procura de leis causais; se fizermos perguntas sobre os “fins” intrínsecos à natureza, poderão surgir novas hipóteses sobre os “meios” com os quais a ciência deve prosseguir;

 

2) as interpretações teleológicas ou intencionalistas contribuem para uma organização sistemática do conhecimento empírico, na medida em que complementam as interpretações causais já existentes.

 

Mas isto tudo aconteceu antes de Darwin. Depois de Darwin, o princípio teleológico de Kant foi sendo paulatinamente esquecido, a ciência foi entrando em absurdo, e chegou ao ponto de defender a ideia de que o universo surgiu do Nada [Stephen Hawking] e que a vida surgiu por Acaso [Richard Dawkins, e o naturalismo] — sem querer discutir se o conceito de “acaso” faz algum sentido, temos que reconhecer que a ciência actual pretende ultrapassar o limite da nossa capacidade de conhecimento.

 

Porém, se virmos bem as coisas, a teoria de Darwin não é incompatível com o princípio teleológico de Kant: o que os tornaram incompatíveis entre si não foi a ciência, mas foram as ideologias políticas que “raptaram” a ciência.

 

Para Kant, cada parte de um organismo vivo está relacionada com o todo, simultaneamente como causa e como efeito. Ou seja, Kant sabia que uma interpretação causal alargada aos processos vitais seria, pelo menos, limitada; as leis causais estabelecem apenas que estados particulares dos organismos surgem a partir de outros estados; e o aparecimento da vida, em si mesmo, não pode ser explicado inteiramente por leis causais. No fundo, Kant antecipou o conceito científico actual de “complexidade irredutível” demonstrado, por exemplo e entre muitos outros, pelo bioquímico Michael Behe.

 

 

Fonte: perspectivas


publicado por FireHead, às 16:42link do post | Comentar

 

Nome: ICG

Email: xxxxxx

Religiao: Católica

Título: FSSPX

 

A paz de Cristo e as bençãos de Maria Santíssima. Parabéns pelo site! Graças a Deus que existem pessoas como vocês que lutam pela defesa da Santa Igreja Católica Apóstolica Romana, a única Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Tenho uma dúvida: a FSSPX são ou não cismáticos, são ou não fiéis à Igreja? Qual a posição da Igreja, hoje, em relação a isso?

Deus vos proteja. Amém.

 

 

Resposta

 

Prezado ICG,

 

Salve Maria!

 

Eminentes prelados da Igreja disseram que para a FSSPX falta apenas uma “comunhão mais perfeita” que, acreditamos, estará logo mais resolvida pelo provável acordo que se aproxima.

 

Infelizmente, existem na Fraternidade São Pio X posturas e ideias que, em alguns casos, aproximam-se e até culminam em um cisma prático. Recordo-lhe, por exemplo, o caso do Bispo Richard Williamson, que, além de pretender “retirar” do Papa o volante da Igreja, opõe-se a Dom Fellay quanto à realização de um acordo com Roma.

 

Muitos grupos da FSSPX, influenciados por este espírito sectário, também manifestam oposição à busca de proximidade e reconciliação com o Romano Pontífice. Classificam como "imprudência" e "traição" a comunhão jurídica com um Papa, injustamente acusado de heresia modernista. Por isso, exigem antes a conversão das autoridades para somente depois falar em submissão.

 

Essa posição está estritamente ligada à absurda tese do Pe. Mérel da FSSPX. Segundo esse padre, submeter-se ao Papa é trair tudo o que fez Monsenhor Lefebvre. Deste modo, conclui o padre, é preciso romper intencionalmente e voluntariamente com a hierarquia visível da Igreja. (vide artigo: Por que a “Tradição” não vai à Missa?)

 

Jamais os santos e doutores da Igreja defenderam a rebelião cismática. Nos casos de desvio das autoridades, ensinaram que é preciso resistir ou mesmo repreendê-las respeitosamente quando estas colocarem em perigo a salvação das almas.

 

São Paulo resistiu e repreendeu São Pedro, quando este procedeu contra a verdade do Evangelho. No entanto, o Apóstolo permaneceu unido ao Vigário de Cristo e não fez declaração de ruptura alguma.

 

Haveria outras objecções a responder, mas acredito que estabelecido o acordo entre Roma e a FSSPX, o próprio Superior-Geral da Fraternidade São Pio X responderá satisfatoriamente aos seus “amigos e benfeitores”. No mais, rezemos por esse acordo que será uma grande vitória contra o modernismo do Vaticano II.

 

Escreva-nos sempre!

 

In Corde Jesu, semper

 

Éder Silva

 

 

Fonte: www.padremarcelotenorio.com


publicado por FireHead, às 16:23link do post | Comentar

Em todo o mundo, cada vez mais protestantes e "evangélicos" retornam à Igreja Católica. Conheça a história do pastor Alex e da sua comunidade "evangélica".

O ex-pastor Alex Jones


Aconteceu nos Estados Unidos. A “Igreja Cristã Maranatha” ficava na Av. Oakman, Detroit. Hoje, o imóvel está à venda.

Tudo começou quando o pastor Alex Jones, 58 anos, passou a trocar o culto pentecostal por uma espécie de réplica da Missa. No domingo, 4 de junho de 2006, durante a celebração da Unidade Cristã e da Ascensão do Senhor, os líderes da congregação decidiram (por 39 votos a favor e 19 contra) dar os passos necessários para torná-la oficialmente Católica. Uma história repleta de anseios, surpresas, amor e alegria.

“Eu pensava que algum espírito tinha se apossado dele”, disse Linda Stewart, sobrinha do pastor Alex. “Pensava que, na procura pela verdade, ele tinha-se perdido”. Linda considera o tio como um pai, ela que foi adoptada por ele desde o falecimento do verdadeiro pai. A preocupação da moça começou quando o seu tio trocou o estudo da Bíblia, que era feito sempre às quartas-feiras, pelo estudo dos Padres da Igreja Primitiva.

Gradualmente a congregação foi deixando o culto "evangélico" e retornando à Santa Missa: ajoelhar-se, o Sinal da Cruz, o Credo de Niceia, a Celebração Eucarística: todos os nove passos. Linda explica: “Aprendi que a Igreja Católica era a grande prostituta do Apocalipse e o Papa era o Anticristo. E Maria? De modo algum! Éramos felizes e seguíamos Jesus. Eu estava triste e pensava: ‘ele está maluco se pensa que vamos cair nessa!’”.

O começo de tudo se deu quando Jones ouviu, num programa de rádio chamado “Catholic Answers” (‘Respostas Católicas’), o debate entre o protestante David Hunt e o apologista Católico Karl Keating. O Católico fez a pergunta-chave: “Em quem você acreditaria, no caso de um acidente, para saber o que aconteceu? Nos que estavam ali, como testemunhas oculares (Apóstolos), ou naquele que só apareceu depois de muitos anos (Lutero)?” "O que era desde o princípio, o que ouvimos e vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos tocaram do Verbo da Vida. Porque a Vida se manifestou e nós a vimos; damos testemunho e anunciamos a Vida Eterna, que estava no Pai e se manifestou a nós; O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que tenhais comunhão connosco: a nossa comunhão é com o Pai e com o Filho, Jesus Cristo. Escrevemos estas coisas para que a vossa alegria seja completa." (I João 1-4)

Keating acentuou que, para aprender a verdade sobre a Igreja Cristã, era necessário ler os Padres da Igreja Primitiva, isto é, aqueles que estiveram lá desde o começo da história. “Aquilo fazia sentido”, disse o pastor Jones: “Guardei no coração e ponderei; mas só vim a compreender tudo quando li os Padres da Igreja e conheci uma Cristandade que não tínhamos em nossa igreja”. “Percebi que o centro do culto dos primeiros Cristãos não era somente a pregação e o louvor, mas a Eucaristia, como o Corpo e o Sangue de Cristo presente”, declarou ele ainda.

No começo do Verão de 1998, o pastor Jones decidiu reactivar o verdadeiro culto da Igreja Primitiva na sua comunidade. Passou a realizar uma espécie de celebração eucarística todos os domingos. “A minha congregação achava ridículo”, recorda ele. “Eles diziam que uma vez por mês era o suficiente”. Jones leu o livro “Cruzando o Tibete”, de Steve Ray, professor de Bíblia em Milão, e aprendeu muito sobre as Escrituras, o Baptismo e a Eucaristia. Mais tarde pôde conhecer este autor no Seminário do Sagrado Coração em Milão, e passou a encontrá-lo regularmente.

Os dois dialogavam quase diariamente, por telefone ou e-mail. Ao estudo da Bíblia somou-se o estudo da Patrologia, do Catecismo, da Virgem Maria e os santos, do Purgatório, da Teologia Sacramental... “Comecei a deixar de lado a 'Sola Scriptura' (somente a Bíblia), que representa o coração e a alma da fé protestante”, diz Jones. Parte do povo começou a abandonar a congregação. Relata a sobrinha de Jones: “A cada domingo eu ia para casa e dizia: ‘este foi o último; não volto mais”. Mas como confiava que o seu tio era um homem de Deus, acabava retornando sempre, e aos poucos as coisas começaram a fazer sentido para ela também.


 

Vídeo do testemunho emocionado de Alex Jones
"Como encontrei a Verdade na Igreja Católica":

 


No processo de mudar o culto da Comunidade Maranatha, pastor Jones finalmente percebeu o óbvio: “Porquê recriar a roda? Já existe a Igreja que faz o culto da maneira correcta: a Igreja Católica!” “Comecei a perceber que a Igreja eterna era a Católica. Todas as outras tiveram uma data de início e foram fundadas por homens. Eu encontrara a Igreja de Jesus Cristo e estava querendo perder todo o resto.”

 

“Parecia uma coisa temporária. Então ele começou a mudar as coisas drasticamente e eu me perturbei, porque achava que ele estava indo pelo caminho errado”, diz Donna Jones, 33 anos, esposa do ex-pastor Alex. “Ele havia pregado que a Igreja Católica era cheia de idolatria”, completa ela: “Quando começou a abraçar essa Fé, eu disse: ‘Tem alguma coisa errada aqui’”... Alex e Donna começaram a discutir sobre usos Cristãos. Donna começou a estudar a Igreja Católica para contrariar o marido, na tentativa de desviá-lo daquele caminho, como ela explica: “Precisava de ‘munição’ para contra-atacar. Mas, logo que eu comecei a ler sobre os Padres da Igreja, uma mudança começou a acontecer no meu coração”.

No Verão de 1998, Dennis Walters, director do Rito de Iniciação Cristã para Adultos da Paróquia Cristo Rei (Ann Arbor), encontrou-se com a família Jones. Walters forneceu exemplares do Catecismo aos líderes de toda a Congregação Maranatha, e respondia às muitas perguntas sobre a doutrina. Por quase 10 anos, Walters se encontrou com os Jones todas as terças-feiras, e ficavam juntos por 4 ou 5 horas. Ele conta que Donna lutou contra a possibilidade de admissão na Igreja Católica também porque isso significaria a perda do emprego bastante rentável do seu marido. Rindo, ela conta que orava assim: “Senhor, o que estou fazendo, após 25 anos de ministério? Eu não estou preparada para me tornar pedicure ou manicure...”. Mas conclui contando o que aconteceu depois de algum tempo: “Então o Espírito Santo me falou ao coração: ‘Eu não estou questionando sobre a sua concordância ou não. Estou tratando da sua conformação à Imagem de Cristo’”.

Exactamente 8 meses depois, numa tarde, Donna se dirigiu ao seu marido e anunciou: “Eu sou Católica!”. Depois disso, Alex Jones concluiu: “Este é definitivamente um trabalho do Santo Espírito! Quando me foi revelado que esta era a sua Igreja, não foi difícil tomar a minha decisão, embora soubesse que isso me custaria tudo”.

Para formalizar a sua conversão, a Congregação Maranatha vem se comunicando com a Arquidiocese de Detroit há mais de um ano. A Arquidiocese está procedendo com cautela, pois há muito a ser estudado, como a situação dos casados pela segunda vez e as posições que serão adequadas para os ministros da Maranatha dentro da Igreja Católica. Por enquanto, há a possibilidade de o ex-pastor Alex Jones entrar para o seminário e se tornar padre ou diácono. Ex-pastores casados convertidos têm feito isso: Steve Anderson, de White Lake, era padre numa “igreja carismática episcopal” antes de se unir à Igreja Católica. Casado e pai de três jovens rapazes, ele recebeu permissão de Roma para se tornar padre e entrará no Seminário Maior do Sagrado Coração, para começar 3 anos de estudos antes de ser ordenado para a Diocese de Lansing.

O resultado da votação dos líderes da Congregação, a favor da conversão à Igreja Católica, foi motivo de festa para Linda, a sobrinha de Jones. Na ocasião, ela declarou: “Estou muito feliz! Mal posso esperar para entrar em Comunhão plena com a Igreja Católica, porque acredito realmente que ela é a Igreja que Cristo deixou aqui, e preciso ser parte dessa Igreja!”...

 

 

Fonte: Voz da Igreja


publicado por FireHead, às 02:35link do post | Comentar
Dom Edmar Peron, Bispo, eleva o Pão Consagrado 
na igreja São João Batista do Brás (SP)

 

Como se dava o culto dos primeiros Cristãos, no começo da Cristandade? Será que os primeiros seguidores de Jesus Cristo, liderados pelos Apóstolos e seus sucessores, reuniam-se somente para orar e cantar? Será que eles só liam a Bíblia e louvavam a Deus? Ou eles celebravam a Eucaristia, a Santa Comunhão, como faz a Igreja Católica? Existem vários documentos antigos e registos históricos de como se desenrolava a Celebração Eucarística, nos primeiros anos do Cristianismo. Logo abaixo, o testemunho de São Justino Mártir, escrito no ano 155, sobre como se dava o culto dos Cristãos e o desenrolar da Celebração Eucarística:

 

"Se os Cristãos celebram a Eucaristia desde as origens, e sob uma forma que, em sua substância, não sofreu alteração através da grande diversidade do tempo e das liturgias, é porque temos consciência de estarmos ligados ao mandato do Senhor, dado na véspera da Sua Paixão: ‘Fazei isto em memória de mim’ (1Cor 11, 24-25). [...] Ao fazermos isto, oferecemos ao Pai o que Ele mesmo nos deu: os dons da Sua Criação, o pão e o vinho, que pelo poder do Espírito Santo e pelas palavras de Cristo se tornam o Corpo e o Sangue de Cristo, o que, assim, se torna Real e misteriosamente Presente. [...] No dia do Sol (domingo), como é chamado, reúnem-se num mesmo lugar os habitantes, quer das cidades, quer dos campos. Lêem-se ora os comentários dos Apóstolos, ora os escritos dos Profetas. Depois, o que preside toma a palavra para aconselhar e exortar à imitação de tão sublimes ensinamentos. Seguem-se as preces da comunidade e, quando as orações terminam, saudamo-nos uns aos outros com o ósculo. Em segida, leva-se àquele que preside aos irmãos o pão e o vinho. [...] Ele os toma e faz subir louvor e glória ao Pai do Universo, no Nome do Filho e do Espírito Santo e rende graças (em grego: eucharistian) longamente, pelo facto de termos sido julgados dignos destes Dons. Terminadas todas as orações e as acções de graças, todo o povo presente prorrompe numa aclamação, dizendo: Amém. Depois de o presidente ter feito a acção de graças e o povo ter respondido, os diáconos distribuem a Eucaristia e levam-na também aos ausentes." - Carta de S. Justino ao imperador António Pio (S. Justino, ano 155 dC, em Apologeticum 1,65).

 

Vemos, neste fascinante documento da Igreja primitiva, que a Santa Missa sempre foi celebrada exactamente da mesma maneira como fazemos até hoje, em todos os detalhes! A Santa Missa é o presente mais agradável que podemos oferecer à Santíssima Trindade. Cada Missa eleva o nosso lugar no Céu e aumenta a nossa felicidade eterna. Os anjos presentes oram por nós e oferecem a nossa oração a Deus. Cada vez que olhamos cheios de Fé para o Pão Consagrado, ganhamos uma recompensa especial no Céu. A Missa é a maior, a mais completa e a mais poderosa oração, e a mais perfeita prática das quais dispõem os Católicos. Graças a Deus!

Também Sto. Inácio de Antioquia, (†110) terceiro bispo de Antioquia, sucessor de S. Pedro e de Evódio, contemporâneo dos Apóstolos quando muito jovem, que declarou ter visto Nosso Senhor ressuscitado e conheceu pessoalmente São Paulo e São João. Sob o imperador Trajano, foi preso e conduzido a Roma onde morreu nos dentes dos leões no Coliseu. A caminho de Roma escreveu Cartas às igrejas de Éfeso, Magnésia, Trales, Filadélfia, Esmirna e ao bispo S. Policarpo de Esmirna. Apresenta alguns detalhes sobre a oblação da Eucaristia, na sua primeira carta aos Cristãos de Esmirna. E nesta aparece pela primeira vez a expressão “Igreja Católica”:

“Abstêm-se eles da Eucaristia e da oração, por que não reconhecem que a Eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nos­sos pecados e que o Pai, na Sua bondade, ressuscitou.” (Epístola aos Esmirnenses: Cap. VII; Santo Inácio de Antioquia).

Sto. Ireneu de Lião, (130-202) eminente teólogo ocidental, confirma-nos o sacrifício que era prestado pelos primeiros Cristãos figurado no sacrifício de Cristo, numa outra obra ele ressalta a importância e a transubstanciação na Eucaristia:

“(Nosso Senhor) nos ensinou também que há um novo sacrifício da Nova Aliança, sacrifício que a Igreja recebeu dos Apóstolos, e que se oferece em todos os lugares da terra a Deus que se nos dá em alimento como primícia dos favores que Ele nos concede no Novo Testamento. Já o havia prefigurado Malaquias ao dizer: Porque desde o nascer do sol, (...) (Malaquias, I, 11). O que equivale dizer com toda a clareza que o povo primeiramente eleito (os judeus) não havia mais de oferecer sacrifícios, senão que em todo lugar se ofereceria um sacrifício puro e que o Seu nome seria glorificado entre as nações." (Adversus Haereses, Santo Ireneu de Lion).

Outro Registo é o Didaqué, um Catecismo escrito por volta do ano 100 d.C. e anterior a alguns livros da própria Bíblia Sagrada. É um dos mais antigos registos do Cristianismo, e trata do culto Cristão e da celebração dos primeiros crentes após transcrever regras a respeito da Celebração da Eucaristia. Diz:

“Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido baptizado em nome do Senhor, pois sobre isso o Senhor disse: 'Não dêem as coisas santas aos cães.'" (Didaqué, Cap. IX, Nº 5)

Também diz sobre a reunião dos crentes:

“Reúna-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer após ter confessado os seus pecados, para que o sacrifício seja puro.” (Didaqué, Cap. XIV, nº 1)

Finalizando, seria até desnecessário esclarecer que todas esses documentos e registos históricos só confirmam aquilo que os Apóstolos disseram na Bíblia, (como em  I Cor 10,16 e I Cor 11, 28-30 e outros) e Nosso Senhor mesmo, directamente nos Evangelhos, declarou de Si mesmo:

 

"Eu sou o Pão Vivo que desceu do Céu. Quem comer deste Pão viverá eternamente. E o Pão, que eu hei-de dar, é a minha Carne para a salvação do mundo. A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer (phagein) a sua carne? Então Jesus lhes disse: 'Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a Carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu Sangue, não tereis a Vida em vós mesmos. Quem come (ho trogon) a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a Vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha Carne é verdadeiramente uma Comida e o meu Sangue, verdadeiramente uma Bebida.Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue, permanece em Mim, e eu nele.” (Jo 6, 51ss)

 

 

Fonte: Voz da Igreja


Maio 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9

18

21
25

30


Links
Pesquisar blogue
 
subscrever feeds
blogs SAPO