«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
08
Abr 12
publicado por FireHead, às 04:05link do post | Comentar

E era com grande poder que os Apóstolos davam testemunho da Ressurreição do Senhor Jesus, gozando todos de grande simpatia. Entre eles não havia ninguém necessitado, pois todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas, traziam o produto da venda e depositavam-no aos pés dos Apóstolos. Distribuía-se, então, a cada um, conforme a necessidade que tivesse. (Actos dos Apóstolos, 4: 34-35)

 

O dia que hoje celebramos no mundo de matriz Cristã tem um significado que ultrapassa a letra da liturgia, podendo ser assimilado por todos os seres humanos de boa vontade. Simboliza desde logo a supremacia absoluta da espiritualidade sobre o materialismo. Simboliza o resgate de todos os injustiçados à face da terra - aqueles que, como Jesus, também sobrevivem à traição, à calúnia, à humilhação e à tortura. Simboliza enfim o triunfo dos justos contra a iniquidade política (personificada em Pôncio Pilatos, que sabia estar a permitir a condenação de um inocente) ou religiosa (personificada em Caifás, sumo sacerdote da Judeia). Cristo, ao transcender o plano da morte física após sucumbir sob intenso sofrimento, demonstra que todos os filhos de Deus são revestidos da mesma dignidade essencial. "Nenhum poder terias sobre mim se do Alto te não fosse dado", diz a um perplexo Pilatos, segundo relata o Evangelho de João.

O Cristianismo, para não trair a sua raiz nem o seu destino, jamais deve omitir a face humana de Jesus, que nasce numa gruta obscura e morre crucificado entre dois salteadores. Alheado de toda a glória mundana, despojado de todos os bens terrenos, proclama para a eternidade que nem a morte é capaz de travar a indomável essência do espírito.

Reflexão para esta Páscoa. Reflexão para qualquer Páscoa que vier.

 

 

Fonte:Delito de Opinião


publicado por FireHead, às 03:33link do post | Comentar

 

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona nobis pacem.


publicado por FireHead, às 02:34link do post | Comentar

Jesus chora sobre Jerusalém

 

À vista da cidade, Jesus chorou sobre ela e disse: “Ai! Se ao menos neste dia soubesses reconhecer aquele que seria a tua salvação! Dias virão em que os teus inimigos hão-de te cercar por todos os lados, te destruirão completamente junto com os que se abrigam dentro dos teus muros e não deixarão pedra sobre pedra porque não soubeste aproveitar o tempo da salvação”.

No dia seguinte, mostrando o templo e as suas construções aos discípulos, disse-lhes: “Vedes este grandioso edifício? Em verdade vos digo: não ficará pedra sobre pedra”.

 

 

Jesus celebra a última Páscoa

 

Na véspera da sua paixão, à tarde, Jesus pôs-Se à mesa com os discípulos para comer o cordeiro pascal. A certo momento, levantou-se, colocou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com uma toalha. Chegando a vez de Simão Pedro, este disse-lhe: “Senhor, tu irás lavar os meus pés?”

Jesus respondeu: “O que eu faço tu não o sabes agora, mas irás saber depois”. Disse-lhe Pedro: “Não permitirei que o faças”. Jesus respondeu: “Neste caso, não terás parte comigo”. Disse-lhe Simão Pedro: “Senhor, se é assim, então não me laves só os pés, mas também as mãos e a cabeça”.

 

 

Jesus entra triunfalmente em Jerusalém

 

Naquele tempo, Jesus aproximou-se de Jerusalém e disse a dois dos Seus discípulos: “Ide à aldeia que está a vossa frente e logo encontrareis uma jumenta e o seu jumentinho com ela. Desamarrai-os e me tragam. Se vos disserem alguma coisa, respondei que o Senhor precisa deles e logo os deixarão trazer”.

Os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenou. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, estenderam as suas vestes sobre eles e montaram Jesus.
Muita gente estendia no caminho as suas vestes; outros cortavam ramos de árvores e punham sobre a estrada. E toda a multidão aclamava Jesus, dizendo: “Bendito o que vem em nome do Senhor”.

 

 

Jesus institui a Sagrada Eucaristia

 

Depois da refeição, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: “Tomai e comei. Isto é o meu Corpo que é dado por vós”.

Da mesma forma, tomou o cálice, deu graças e o entregou aos discípulos, dizendo: “Tomai e bebei todos vós. Isto é o meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por todos os homens para a remissão dos pecados. Fazei isto em minha memória”.

Jesus cumpriu assim a promessa que fizera, quando disse: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. O pão que vos darei é a minha própria carne para a vida do mundo. A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue está em mim e eu nele”.

 

 

Jesus declara a traição de Judas

 

Durante a ceia, Jesus disse: “Em verdade vos digo: um de vós há-de entregar-me”. Os discípulos começaram a olhar uns para os outros, perguntando entre si qual deles faria tal coisa. João, o discípulo predilecto, estava encostado sobre o lado de Jesus.

Simão Pedro perguntou-lhe por sinais: “De quem Ele fala?” João reclinou-se sobre o peito de Jesus e perguntou-lhe: “Senhor, quem será?” Jesus respondeu: “Será aquele a quem eu der um pedaço de pão molhado”. E, molhando o pão, entregou-o a Judas Iscariotes. Este disse: “Por ventura serei ei, Mestre?” Jesus respondeu-lhe: “Tu o disseste! O que tiveres que fazer, fá-lo depressa”.

Como Judas tinha uma bolsa, alguns julgaram que Jesus lhe dissera: “Compra o que for preciso para o dia da festa” ou “Dá algo aos pobres”. Judas engoliu o pedaço de pão e Satanás tomou posse dele. Saiu imediatamente. Já era noite.

 

 

Judas vende o Senhor

 

O apóstolo Judas foi encontrar-se com os príncipes dos judeus e disse-lhes: “O que me dais se vos entregar Jesus?” Ofereceram-lhe trinta moedas e ele aceitou.

 

 

Jesus no Jardim das Oliveiras

 

Saíndo do Cenáculo, Jesus atravessou a torrente do Cedron e dirigiu-se, com os Seus discípulos, para o monte das Oliveiras.

Chegando a um lugar chamado Getsémani, onde havia um jardim, entrou nele com os discípulos e disse-lhes: “Sentai-vos aqui enquanto eu vou orar”.

Levou consigo Pedro, Tiago e João e disse-lhes: “A minha alma está triste até à morte. Ficai aqui e vigiai comigo”. Depois, andou um pouco, pôs-Se de joelhos e orou, dizendo: “Pai, se for possível, afasta de mim este cálice! Mas seja feita a Vossa vontade e não a minha”.

Depois de orar assim por três vezes, apareceu-lhe um anjo do céu para o consolar. Jesus, prolongando a Sua oração, caiu em agonia e começou a suar sangue que escorria até o chão.

Depois voltou para junto dos três apóstolos, que estavam dormindo. Jesus disse-lhes: “Vamos, levantai-vos! Já está perto aquele que me traiu”.

 

 

A prisão de Jesus

 

Jesus ainda estava a falar quando chegou Judas com um grupo de soldados e servos. Todos traziam lanternas e archotes, espadas e varapaus. O traidor tinha-lhes dito: “Será aquele que eu beijar. Prendei-o”.

Judas aproximou-se logo de Jesus e disse: “Mestre, eu Te saúdo”. E deu-lhe um beijo na face. Jesus disse-lhe: “Meu amigo, que vieste fazer? Judas, é com um beijo que entregas o Filho do Homem?”

Então Jesus disse aos que acompanhavam Judas: “A quem procurais?”. Eles responderam: “A Jesus de Nazaré”.

Jesus disse-lhes: “Sou eu”. E logo caíram por terra.

Jesus perguntou-lhe outra vez: “A quem procurais?” Eles repetiram: “A Jesus de Nazaré”.

Jesus respondeu: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que buscais, deixai que estes se vão”.

Então puseram as mãos em Jesus e O prenderam.

 

 

Jesus proíbe a resistência

 

Vendo isto, os discípulos perguntaram: “Senhor, e se os feríssimos à espada?” Sem esperar a resposta, Simão puxou a espada, feriu Malco, servo do sumo-sacerdote, e cortou-lhe a orelha direita. Jesus disse: “Basta!” E, dirigindo-se a Pedro, disse: “Coloca a espada na baínha porque quem com o ferro mata, com o ferro será morto. Julgas que eu não poderia pedir a meu Pai e Ele não me enviaria mais de doze legiões de anjos? Mas como se cumpririam as Escrituras, que anunciam que assim deve acontecer? Não hei-de beber o cálice que o Pai me deu?”

E, tocando a orelha de Malco, a curou.

Depois Jesus disse aos príncipes dos sacerdotes, aos magistrados do templo e aos anciãos: “Viestes armados de espadas e varapaus para me prender, como se faz a um ladrão. Todos os dias eu estava sentado entre vós, ensinando no templo e não me prendestes. Mas é esta a vossa hora, a hora do poder das trevas. Tudo isto aconteceu para que se cumprissem as palavras dos profetas”.

Então os discípulos o abandonaram e fugiram. Só Pedro e João o seguiram de longe.

 

 

O Sinédrio condena Jesus à morte

 

Os soldados levaram Jesus preso ao palácio do sumo-sacerdote Caifás, onde estava reunido o Sinédrio.Os príncipes dos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum falso testemunho contra Jesus, para O entregarem à morte, mas nada encontravam, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, apareceram duas que declararam: “Ouvimo-lO dizer: ‘Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias. Destruirei este templo, feito pela mão do homem e em três dias edificarei outro que não será feito pela mão do homem”. Mas as testemunhas não eram concordes.

Então o sumo-sacerdote levantou-se e, em pé, no meio do Sinédrio, disse a Jesus: “Nada respondes aos que depõem contra ti?” Mas Jesus permaneceu em silêncio e nada respondeu. Então o sumo-sacerdote disse: “Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se és o Cristo, o Filho do Deus Altíssimo”.

Jesus respondeu: “Sou eu”. Então o sumo-sacerdote rasgou as vestes, dizendo: “Blasfemou! Que necessidade temos de mais testemunhas? Acabais de ouvir a blasfémia! Que vos parece?”

Responderam: “É réu de morte!”

 

 

Pedro nega o Senhor três vezes

 

Simão Pedro, que tinha seguido Jesus de longe, entrou no átrio do palácio e sentou-se com os outros perto de uma fogueira, a aquecer-se. Então a criada que abriu-lhe a porta aproximou-se dele e disse: “Tu também andavas com Jesus da Galileia”. Pedro negou diante de todos, dizendo: “Não era eu, mulher. Eu não O conheço, nem sei do que falas”. No mesmo instante o galo cantou.

 Pouco depois, enquanto se dirigia para a porta, outra criada reparou nele e disse aos que o cercavam: “Este também estava com Jesus de Nazaré”. Pedro protestou pela segunda vez, jurando: “Não! Eu não conheço esse homem!”

Passada quase uma hora, outro veio confirmar as suspeitas, afirmando: “Certamente este estava com ele, pois é galileu!”. Os assistentes se aproximaram e disseram-lhe: “Não há dúvidas! Também pertenceis a eles! Até se percebe pela fala!”

Um dos servos do sumo-sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse-lhe: “Então eu não te vi com ele no jardim?” Ainda desta vez Pedro negou, protestou e jurou: “Não conheço esse homem de quem falais”.

Ele ainda falava quando o galo cantou pela segunda vez. Nesse instante, Jesus virou-se e bateu o olhar em Pedro. Então o apóstolo lembrou-se da palavra que o Mestre lhe dissera: “Antes que o galo cante duas vezes, tu me negarás três vezes!”

Pedro saiu do palácio e chorou amargamente.

 

 

Jesus é ridicularizado e maltratado

 

Os criados que estavam a guardar Jesus começaram a ridicularizá-lO e a maltratá-lO. Uns cuspiam-Lhe no rosto e O feriam a punhaladas; outros vendavam-Lhe os olhos e davam-Lhe bofetadas, dizendo: “Profetiza agora, Cristo: quem te bateu?” E acrescentavam muitos outros ultrajes. Logo ao raiar do dia, os anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os doutores da Lei reuniram-se e decidiram entregar Jesus à morte.

Então Judas sentiu o remorso de O ter traído e foi devolver as trinta moedas de prata ao Sinédrio, dizendo: “Pequei ao entregar sangue inocente”. Eles responderam: “E o que isso nos importa?”

Judas arremessou o dinheiro no templo e, retirando-se, enforcou-se numa árvore.

 

 

Jesus na presença de Pilatos

 

Os judeus levaram Jesus da casa de Caifás ao Pretório para o entregarem a Pôncio Pilatos, governador romano da Judeia.

Pilatos saiu do Pretório e perguntou aos judeus: “Que acusação apresentais contra este homem?”

Eles responderam: “Estava sublevando a nossa nação, proibindo de pagar o tributo a César e dizendo que ele é o Cristo Rei”.

Pilatos tornou a entrar no Pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: “És tu o rei dos judeus?”

Jesus respondeu: “Dizes isto por ti mesmo ou foram os outros que te falaram sobre mim?”

Pilatos respondeu: “Acaso eu sou judeu? A tua nação e os príncipes dos sacerdotes é que te entregaram nas minhas mãos. O que fizeste?”

Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, certamente os meus soldados se esforçariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.

Então Pilatos disse-lhe: “Logo, tu és rei”.

Respondeu Jesus: “Tu o dizes: eu sou rei”.

Então Pilatos foi ter com os judeus e disse-lhes: “Não encontro nele crime algum”.

Os príncipes dos sacerdotes e os anciãos apresentavam toda a espécie de acusações contra Ele, mas Jesus não repondeu nada.

 

 

Pilatos quer libertar Jesus

 

Tendo chamado os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo, Pilatos disse-lhes: “Apresentaste-me este homem como perturbador. Interroguei-o na vossa presença e não encontrei nenhuma das culpa de que o acusais. Vou soltá-lo depois de o castigar”.

Havia um preso famoso chamado Barrabás. Era um ladrão e assassino, preso por ter cometido homicídio num motim. Quando a multidão se juntou, Pilatos perguntou: “A quem quereis que eu solte: Barrabás ou Jesus chamado o Cristo?”

 Os príncipes dos sacerdotes incitaram o povo a pedir a libertação de Barrabás e pedir a morte de Jesus. O governador, falando outra vez, disse: “Qual dos dois quereis que eu solte?”. O povo gritou: “Queremos Barrabás”.

Pilatos, que desejava libertar Jesus, disse: “O que farei com Jesus, chamado o Cristo?”. Gritaram: “Crucifica-O! Crucifica-O!”

Pilatos disse-lhes ainda: “Mas que mal Ele fez? Não encontro nEle causa alguma de morte”. Mas os judeus gritavam cada vez mais: “Crucifica-O! Crucifica-O!”

 

 

Jesus é flagelado e coroado de espinhos

 

Pilatos, vendo que nada conseguia, mandou vir água e lavou as mãos diante da multidão, dizendo: “Estou inocente do sangue deste justo! A vós pertence toda a responsabilidade!” O povo gritou: “Que caia o Seu sangue sobre nós e nossos filhos”. Cedendo às exigências, Pilatos soltou Barrabás e mandou flagelar Jesus.

Em seguida, os soldados levaram Jesus para o Pretório, despojaram-nO de Suas vestes e puseram-Lhe sobre os ombros um manto escarlate; teceram uma coroa de espinhos e enterraram-na na Sua cabeça; colocaram-Lhe uma cana na mão direita e, dobrando o joelho, ridicularizavam-nO, dizendo: “Salve, ó rei dos judeus”. Cuspiam-Lhe na face e, tirando-lhe a cana da mão, batiam-Lhe com ela na cabeça. Depois, davam-Lhe bofetadas.

 

 

Jesus é condenado à morte

 

Então Pilatos mandou levar Jesus à presença do povo, com a coroa de espinhos e o manto púrpura. E disse aos judeus: “Eis aqui o homem”. Mas logo que o viram, os judeus gritaram: “Crucifica-O! Crucifica-O”. Disse-lhes Pilatos: “Tomai-O vós e crucifiquem-nO porque eu não encontro nEle crime algum”. Responderam-lhe os judeus: “Se O soltas, não és amigo de César”.

Aterrado, Pilatos pronunciou a sentença de morte e entregou Jesus aos judeus, para que O crucificassem.

 

 

Jesus é crucificado

 

Depois de tornarem a vesti-lO com as Suas vestes, os soldados levaram Jesus para ser crucificado. Carregando a Sua cruz, Jesus saiu da cidade a caminho do monte Calvário, também chamado Gólgota.

Com Ele seguiam outros dois condenados, dois malfeitores, destinados ao suplício.Pelo caminho, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, que voltava do campo e o obrigaram a levar a cruz atrás de Jesus.

No Calvário, Jesus foi crucificado, entre os dois ladrões, um à Sua direita e o outro à Sua esquerda. E Jesus orava: “Pai, perdoai-os pois não sabem o que fazem”.

Os soldados dividiram entre si as vestes de Jesus, tirando a sorte. Como a túnica era uma peça única, lançaram a sorte para ver a quem cabia.Junto à cruz do Senhor estava Maria, Sua Mãe, e o apóstolo João. Jesus disse à Mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí a tua Mãe”.

E a partir daquele momento o discípulo tomou Maria consigo.

 

 

Jesus morre na Cruz

 

Depois Jesus disse: “Tenho sede!” Um dos soldados molhou a esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e chegou-a aos lábios de Jesus. Após provar o vinagre, Jesus disse: “Tudo está consumado!”

Em seguida, exclamou em alta voz: “Pai! Nas vossas mãos entrego o meu Espírito”.

Depois destas palavras, inclinou a cabeça e expirou. Imediatamente a terra tremeu, os rochedos racharam, os túmulos se abriram e muitos mortos ressuscitaram.

O centurião e os soldados que estavam de guarda disseram: “Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!”

 

 

Jesus é sepultado

 

Ao anoitecer, um dos soldados traspassou com a lança o lado de Jesus. E logo saiu sangue e água.

Pouco depois, dois homens piedosos e estimados, José de Arimateia e Nicodemos, desprenderam da cruz o corpo do Senhor. Envolveram-nO num lençol de linho fino e o colocaram num sepulcro novo, aberto no rochedo. Rolaram uma grande pedra sobre a entrada do sepulcro.
Os judeus selaram a pedra e puseram soldados a guardar o sepulcro.

 

 

Jesus sai do túmulo

 

Na aurora do terceiro dia, Jesus ressuscitou dentre os mortos e saiu glorioso do túmulo.

De repente, sentiu-se um grande tremor de terra. Do céu desceu um anjo que rolou a pedra do túmulo para o lado e se sentou em cima dela. O seu rosto brilhava como um relâmpago e os seus vestidos eram brancos como a neve. À vista do anjo, os guardas foram tomados pelo medo e caíram como mortos.

 

 

Jesus aparece às santas mulheres

 

Ao raiar do sol, algumas mulheres piedosas foram ao sepulcro para embalsamar o corpo de Jesus.

Quando lá chegaram, viram a pedra que o fechava afastada para o lado. O anjo disse-lhes: “Procurais a Jesus de Nazaré que foi crucificado? Ressuscitou! Não está mais aqui! Ide dizer aos discípulos”.

Quando regressavam, apareceu-lhes Jesus e disse: “Eu vos saúdo!”. Cheias de alegria, prostraram-se para O adorar.

 

 

Jesus aparece aos discípulos de Emaús


Nesse mesmo dia, dois discípulos seguiam para uma aldeia chamada Emaús e iam falando sobre os acontecimentos dos três últimos dias. Jesus aproximou-se deles, mas não O reconheceram.

Perguntou Jesus: “Que conversas são essas e porque estais tão tristes?” E eles contaram-Lhe. Então Jesus começou a instruí-los nestas palavras: “Não era preciso que o Cristo sofresse tais coisas para entrar na Sua glória?” E explicou-lhes o que dele havia sido dito em todas as Escrituras.

Quando chegaram a Emaús, pareceu-lhes que Jesus ia para mais longe. Por isso disseram-lhe: “Fica connosco porque já é tarde e o dia se encerra”. Jesus entrou com eles na hospedaria e, estando com eles à mesa, tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e deu-o. Então os seus olhos se abriram e puderam reconhecê-lo. Mas Jesus desapareceu imediatamente.

 

 

Jesus aparece aos apóstolos no Cenáculo

 

Estando os apóstolos e os discípulos reunidos em Jerusalém, numa sala à portas fechadas, Jesus entrou de repente e disse-lhes: “A paz esteja convosco! Assim como o Pai me enviou também eu vos envio”.

Depois destas palavras, soprou sobre eles, dizendo: “Recebei o Espírito Santo! Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhe-ão retidos”.

 

 

Jesus designa Pedro para chefe da Igreja

 

Um dia, Jesus manifestou-se a sete discípulos junto do lago de Genesaré. E disse a Pedro: “Simão, filho de Jonas, tu amas-me mais do que estes?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, Tu sabes que eu Te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta os meus cordeiros”.
Jesus perguntou pela segunda vez: “Simão, filho de Jonas, tu amas.me?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, Tu sabes que eu Te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta os meus cordeiros”.

Perguntou ainda pela terceira vez: “Simão, filho de Jonas, tu amas-me?” Pedro ficou triste porque Jesus perguntara-lhe pela terceira vez: “Tu amas-me?”. E respondeu: “Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que eu Te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas”.

 

 

Ascenção de Jesus

 

Quarenta dias depois da ressurreição, Jesus apareceu mais uma vez aos apóstolos no Cenáculo, em Jerusalém. E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e ensinai todas as nações. Baptizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Depois levou-os ao monte das Oliveiras e, erguendo as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, subiu ao céu. Os apóstolos estavam a vê-lo subir quando dois anjos vestidos de branco apareceram e lhes disseram: “Este Jesus tornará a descer do céu da mesma forma como o vistes subir”.

Os apóstolos voltaram para Jerusalém repletos de alegria.

 

 

O Espírito Santo desce sobre os discípulos

 

Reunidos no Cenáculo, em Jerusalém, os discípulos de Jesus passaram nove dias inteiros em oração. O décimo dia era o Pentecostes dos judeus.

De repente, ouviu-se do céu um ruído semelhante ao de uma tempestade, que encheu toda a casa. Ao mesmo tempo, apareceram umas línguas de fogo que pousaram sobre cada um deles. E todos começaram a falar em línguas estrangeiras.

Ouvindo o ruído, muita gente acorreu até aquela casa. Pedro começou a falar: “Homens de Israel, ouvi! Este Jesus de Nazaré, que vós crucificastes, ressuscitou dos mortos. E eis que nos enviou o Espírito Santo”.

Muitos dos judeus pediram então o baptismo. Eram quase três mil.

 

 

A Igreja espalha-se por todo o mundo

 

Depois do Pentecostes, os apóstolos pregaram o Evangelho, primeiro aos judeus, depois aos pagãos. Muitos acolheram a doutrina de Jesus e passaram a chamar-se Cristãos.

A Igreja de Jesus Cristo foi-se espalhando diariamente pelo mundo. É assim que a Igreja Católica existe há vinte séculos. Aumentará cada vez mais e não terminará nunca. Esta foi a promessa feita por Jesus Cristo, seu divino fundador, aos apóstolos: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos!”

 

 

 

Fonte: A Fé Explicada


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