«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
30
Mar 12
publicado por FireHead, às 02:05link do post | Comentar | Ver comentários (2)

Como podem os Católicos afirmar que seres humanos podem ser infalíveis?

 

É estranho ouvir tal argumento partindo de indivíduos que acreditam que todo o ser humano letrado ou não letrado é infalível pelo princípio do julgamento particular [principalmente para interpretar a Bíblia], isto é, que o julgamento de um homem é tão bom como de qualquer outro, e que o julgamento de todo o mundo é correcto. A infalibilidade significa que Deus garante que, em matéria de Fé e moral, o Papa não pode cometer erros. A infalibilidade NÃO significa que o Papa não possa pecar, nem que ele não possa cometer erros noutras matérias como história, política, ciências etc., mas somente quando ele declara uma certa verdade a respeito da revelação é que ele será infalível.

 

Existem quatro condições necessárias para a infalibilidade do Papa:

 

1- Ele precisa de falar como chefe, pastor e professor da Igreja. As palavras que ele usa precisam de deixar claro a todos que ele está a falar como cabeça da Igreja em matéria de fé e moral.

 

2- Ele precisa de estar falando à Igreja Universal, isto é, aos Cristãos de todos os lugares do mundo.

 

3- Ele precisa de falar “ex catedra” ou seja, oficialmente com suprema e apostólica autoridade.

 

4- Precisa de ser em matéria de Fé e moral, e não em qualquer outra matéria. A prova disto encontra-se na primeira Epístola de São Paulo a Timóteo, onde ele fala da Igreja de Cristo como “o pilar e coluna mestra da verdade” (1Tm 3,15). Também no Evangelho de São João: “Eu pedirei ao Pai e Ele dar-vos-á um outro advogado para vos ajudar para sempre”.

 

Da mesma forma, nós sabemos pelas Escrituras que Cristo prometeu que as portas do Inferno não prevaleceriam contra a Sua Igreja; Ele também prometeu estar com a Igreja até o final dos tempos. Se estas promessas significam alguma coisa, elas significam que Cristo protegerá a Igreja nos seus ENSINAMENTOS da verdade porque Ele estabeleceu esta Igreja principalmente como uma Igreja de ensinamentos. Isto não limita a discussão ou debate entre os seus membros, porque a Igreja usa a protecção do Espírito Santo apenas em casos extremos quando for necessário determinar a verdade de uma questão; e isso sempre em verdades fundamentais.

 

 

Infabilidade não é uma inspiração ou revelação de Deus

 

Conceito: a infalibilidade é a garantia da preservação de todo o erro doutrinal pela assistência do Espírito Santo. Não é simples inerrância de facto, mas de direito. Portanto, não se deve confundir a infalibilidade com a “inspiração”, que consiste no impulso divino que leva os escritores sagrados a escreverem o que Deus quer; e nem com a “revelação”, que supõe a manifestação duma verdade antes ignorada.

 

 

Infalibidade não é descobrir coisas novas além do que foi pregado

 

O privilégio da infalibilidade não faz com que a Igreja descubra verdades novas; garante-lhe somente que, devido à assistência divina, não pode errar nem, por consequência, induzir em erro, no que respeita a questões de Fé ou moral.

 

 

Infabilidade X Impecabilidade

 

Não se confunde a “infalibilidade” com a “impecabilidade”. A Igreja nunca defendeu a tese de que o Papa não pudesse cometer pecados. O Papa é infalível quando segue as normas da infalibilidade, falando a toda a Igreja, como sucessor de S. Pedro, em matéria de Fé e moral, definindo (implícita ou explicitamente) uma verdade que deve ser acatada por todos. Na sua vida privada – ou quando não utiliza a fórmula da infalibilidade -, o Papa pode cometer erros e até pecados. Pelo exposto, fica claro que a “infalibilidade” é um privilégio daqueles a quem compete “ensinar”, isto é, os Apóstolos e, de modo especial, a S. Pedro e os seus sucessores. A infalibilidade do colégio apostólico provém, portanto:

 

a) da missão conferida a “todos os apóstolos” de “ensinar todas as nações” (Mat 28, 20);

 

b) da “promessa de estar com eles” “até à consumação dos séculos” (Mat 28, 20) e de lhes “enviar o consolador, o Espírito Santo que lhes há-de ensinar toda a verdade” (Jo, 14, 26).

 

Estas passagens mostram com evidência que o privilégio da “infalibilidade” foi concedido ao “corpo docente” tomado colectivamente. A sucessão desse poder deve ser entendida no sentido de que o colégio apostólico, actualmente composto pelos bispos, é ‘infalível’ não individualmente em cada bispo, mas no conjunto deles.

 

 

Para entender a infabilidade

 

1- Ela não significa que o Papa não pode pecar; trata-se de uma opinião errada sobre este privilégio.

 

2- Não significa que toda e qualquer palavra pronunciada pelo Papa é infalível; trata-se também de uma ideia errada.

 

3- Não significa que toda a opinião do Papa deva ser tida como opinião de Deus; certamente esta é uma das visões mais comuns e erradas do significado da infalibilidade papal.

 

Por fim, também não significa que o Papa sabe tudo sobre todas as coisas. Talvez a melhor maneira de falar sobre isto possa ser assim exemplificado: suponha que você irá aplicar uma prova ao Santo Padre versando sobre a matéria de Trigonometria (que é um ramo da matemática). Então você faz-lhe as 100 questões mais difíceis do mundo, que somente os melhores matemáticos podem responder. Qual o número mínimo de questões que o Papa deveria responder correctamente?? Muitas pessoas, que não conhecem a natureza dessa infalibilidade pregada pela Igreja, certamente responderiam: “Ele deverá responder correctamente a TODAS as questões…” ERRADO! Ele pode errar todas as 100 questões, pois a infalibilidade papal não transforma o Papa num “sabe tudo”. Se o fizesse, o Papa poderia resolver todos os problemas do mundo, como a guerra e a fome; teríamos, então, a resposta final para o ecumenismo, entre outras coisas…

 
 

Algumas observações e versículos sobre a infabilidade de Pedro

 

No caso de S. Pedro e os seus sucessores, a infalibilidade é pessoal. Provaremos isso com argumentos tirados dos textos evangélicos e da história. O argumento escriturístico deriva dos mesmo textos que demonstram o primado de S. Pedro: “Tu és Pedro…”, pois é incontestável que a estabilidade do edifício lhe vem dos alicerces. Se S. Pedro, que deve sustentar o edifício Cristão, pudesse ensinar o erro, a Igreja estaria construída sobre um fundamento inseguro e já não se poderia dizer que “as portas do Inferno não prevalecerão contra ela”. Depois, com o “Confirma fratres” (“confirma os irmãos”), Nosso Senhor assegurou a Pedro que pedira de modo especial por ele, “para que a sua Fé não desfaleça” (Luc 22, 32). É evidente que esta prece feita em circunstâncias tão solenes e tão graves (o momento da paixão de Nosso Senhor) não pode ser frustrada. Finalmente, com o “Pasce Oves” (apascenta as Minhas ovelhas), foi confiada a Pedro a guarda, o governo, de todo o rebanho. Ora, não se pode supor que Jesus Cristo tenha entregue o cuidado do Seu rebanho, colocando S. Pedro como pastor, a um pastor que pudesse desencaminhar as ovelhas eternamente, ensinando o erro.

 
 

O que diz o Catecismo e o que é o pronunciamento “ex-cathedra”

 

A doutrina da infalibilidade papal é melhor esclarecida pelo Concílio Vaticano II: “[O Papa é infalível] em virtude da sua função, quando, como pastor supremo e mestre de todos os fiéis, a quem cabe confirmar os seus irmãos na Fé (Lc 22,32), proclama por um acto definitivo qualquer doutrina de Fé ou moral. Então as suas definições, por si próprias e não pelo consenso da Igreja, serão tidas como justamente irreformáveis, pois foram pronunciadas com a assistência do Espírito Santo, assistência esta que lhe foi prometida na pessoa do bem-aventurado Pedro”. Isto simplesmente significa que, quando o Papa define um ensino sobre Fé ou moral, e o faz para ser compreendido e pregado por toda a Igreja, foi o próprio Espírito Santo quem o guiou, pois Ele o guiará “em toda a Verdade” (Jo 16,13). Esse dogma foi historicamente promulgado pelo Concílio do Vaticano I, realizado a 18 de Julho de 1870, e lê-se da seguinte forma: “O Romano Pontífice, quando se pronuncia “ex cathedra” – ou seja, quando exerce o ofício de pastor e mestre de todos os Cristãos – e define uma doutrina sobre Fé ou moral com a sua suprema autoridade apostólica, para que seja pregada em toda a Igreja universal (“doctrinam de fide vel moribus ab universa Ecclesia tenendam definit”), pela assistência divina prometida a ele na pessoa de S. Pedro, goza daquela mesma infalibilidade que o divino Redentor desejou que a Sua Igreja tivesse para definir doutrinas que versam sobre a Fé e a moral. Portanto, tais definições do Romano Pontífice são irreformáveis por si mesmas e não pelo consenso da Igreja”.

 

 

Fonte: A Fé Explicada


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