«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
02
Mar 12
publicado por FireHead, às 01:33link do post | Comentar

Este artigo poderia ser classificado como mais um da série "falácias 'evangélicas'"... Sim, esta é mais uma das "invencionices" nos nossos pobres irmãozinhos afastados. Respondemos à pergunta logo de cara: claro que não, a Igreja Católica não foi fundada por Constantino. Isso é um disparate sem tamanho, uma tolice tão grande e evidente por si mesma que dispensa explicações... No entanto, como vivemos num país de ingénuos e de maioria inculta, damo-nos ao trabalho de publicar este artigo.

O imperador Constantino, também conhecido como Constantino Magno, o Grande, ou Constantino I, nasceu em 274 e faleceu em 337; foi imperador durante 31 anos (de 306 a 337). Era filho de Constâncio Cloro e Helena, uma Cristã que se tornou Santa Helena. Casou-se com Faustina, filha de Maximiliano Hércules.

Tudo isso é história. Certo. Bem, então não precisamos dizer mais nada, pois é facto incontestável que no início do século terceiro o Cristianismo já estava espalhado por quase todo o mundo, penetrando inclusive na classes nobres, mas ainda perseguido pelos imperadores romanos, que tentavam, pelo poder das armas, destruir a Fé.

Após a morte do imperador Galério, o poder ficou dividido entre Maxêncio (que se autoproclamou imperador) e Constantino (aclamado imperador pelos seus soldados). Os dois ambicionavam o poder, e a luta entre eles encerrou-se no dia 28 de Outubro de 312, com a histórica vitória de Constantino junto à Ponte Mílvia.

Na ocasião, Constantino testemunhou ter visto no céu uma cruz com a inscrição In Hoc Signo Vinces (Com este Sinal vencerás) - este foi um marco para a sua conversão, que não se deu de uma hora para outra: ele foi baptizado somente em 337, no fim da sua vida. Alguns historiadores contestam a conversão de Contantino. De facto, objectivamente não há como se afirmar se a sua conversão foi sincera ou se ele, antes de tudo, adoptou uma inteligente estratégia política e militar, pois, ao se declarar Cristão, obteve o apoio de uma parcela importante da população e inclusive da nobreza. Essa questão, porém, não tem a menor importância para o facto que estamos demonstrando aqui, pois é facto que Constantino concedeu total liberdade de culto aos Cristãos, a partir do ano 313, com o chamado Édito de Milão, documento no qual constava: Havemos por bem anular por completo todas as retrições contidas em decretos anteriores acerca dos Cristãos; - restrições odiosas e indignas de nossa clemência, - e dar total liberdade aos que quiserem praticar a religião Cristã.

Nesse tempo, o Papa era Melcíades, 32º Sumo Pontífice da Igreja depois de São Pedro. Assim, não há como se afirmar que Constantino é o fundador da Igreja de Cristo, já que ele apenas deu liberdade aos Cristãos - que obviamente já existiam desde o século I, - acabando com mais de dois séculos e meio de perseguição e martírios.

Como dissemos no começo, trata-se de uma questão extremamente simples, fácil de compreender e impossível de negar. É preciso um altíssimo grau de alienação da realidade para aceitar a ideia de que tenha sido um imperador romano que tenha fundado a Igreja, a partir do século IV. Nenhuma igreja protestante histórica (as mais antigas) adopta esse tipo de teoria da conspiração absurda para renegar a autoridade da Igreja Católica, pois tanto os seus pastores quanto os seus adeptos são pessoas esclarecidas e bem formadas. E agora que já demonstrámos que sem dúvida não foi Constantino quem fundou a Igreja Católica, a pergunta que fica é: então quem fundou a Igreja Católica?

Foi o próprio Senhor Jesus Cristo. A palavra igreja deriva de outra palavra grega que significa assembleia convocada. Neste sentido a Igreja é a reunião de todos os que respondem ao chamado de Jesus: ...Ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor (Jo 10,16).

Ao contrário do que às vezes ouvimos por aí, dito por pessoas sem nenhum conhecimento de causa, Jesus Cristo sem dúvida tinha a intenção de fundar a Sua Igreja, e a prova bíblica desta intenção é explícita, em Mt 16,18 (Tu és Pedra e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja...), bem como em diversas outras passagens do Novo Testamento.

A escolha dos doze Apóstolos: - O Senhor subiu ao monte e chamou os que Ele quis. E foram a Ele. Designou doze entre eles para ficar em Sua companhia (Mc 3,13-14). - A escolha precisa de doze Apóstolos tem um significado muito importante. O Senhor lança os fundamentos do novo povo de Deus: doze eram as tribos de Israel, surgidas dos doze filhos de Jacá; assim também, doze foram os Apóstolos para testemunhar a continuidade do Plano de Deus por meio da Igreja.

Segundo Santo Agostinho, a Igreja começou onde o Espírito Santo desceu do céu e encheu 120 pessoas que se encontravam na sala do Cenáculo. O derramar do Espírito, em Pentecostes, foi como a inauguração oficial da Igreja para o mundo.

Sim. Jesus Cristo fundou e instiuiu uma Igreja neste mundo. Actualmente, porém, estamos vivendo um momento em que muitas "igrejas" são inventadas todos os dias, pois são encaradas como se fossem empresas, como um negócio. Basta um sujeito bom de lábia, que tem facilidade para convencer as pessoas mais ingénuas. Ele lê a Bíblia, interpreta do seu jeito, abre firma (os custos são mínimos) e aluga um salãozinho, de preferência num local movimentado. Compra cadeiras e um púlpito. Pronto! Já nasceu mais uma "igreja"! Para ser "pastor" não precisa entender de história, nem de filosofia, nem de teologia: basta querer. Simples assim!

# A igreja protestante mais antiga é a luterana. Foi fundada por Martinho Lutero em 1524. Note que a Igreja Católica já existia há mais de mil e quinhentos anos quando ela surgiu. Foi chamada de "protestante" justamente porque ela protestava contra a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Católica;

# A igreja anglicana foi fundada pelo rei Henrique VIII, em 1534, porque o Papa (Clemente VII) não permitiu que ele se divorciasse de sua primeira esposa para se casar com Ana Bolena;

# A igreja presbiteriana foi fundada por John Knox, em 1560;

# A igreja batista foi fundada por John Smith, em 1609;

# A igreja metodista foi fundada por John Wesley, em 1739, quando decidiu separar-se dos anglicanos (aqui começaram as divisões das divisões das divisões... que existem até hoje);

# Os adventistas do sétimo dia começaram com Guilherme Miller e Helen White, no século XIX;

# A congregação cristã do Brasil foi fundada por Luigi Francescom, em 1910;

# As "assembleias de Deus" têm a sua origem no chamado "despertar pentecostal" dos anos 1900, nos EUA. Muitas pessoas saíram de diferentes igrejas protestantes para formar novas congregações pentecostais. Em 1914 mais de cem destas novas "igrejas"(!) se juntaram para formar esta nova organização religiosa;

# A "igreja do evangelho quadrangular" foi fundada na década de 1920, pela missionária canadense Aimeé Semple McPathersom, que passou da igreja baptista para a pentecostal (o tradicional "pula-pula" dos "evangélicos", de "igreja" em "igreja");

# A "igreja Deus é Amor" foi fundada por David Miranda, em 1962;

# A "renascer em Cristo" surgiu há poucos anos, já na década de 1990, fundada pelo empresário (e criminoso) Estevan Hernandez;

# A "igreja universal do reino de deus Mamon" surgiu em 1977, fundada pelo salafrário, charlatão e falso profeta empresário (e criminoso) Edir Macedo;

Nos últimos anos, milhares e milhares de outras denominações menores foram surgindo, com os nomes mais criativos. Cada uma delas se afirma a mais fiel; todas se declaram "conduzidas pelo Espírito Santo", apesar de ensinarem coisa totalmente diferentes umas das outras. Todas elas foram fundadas por homens ou mulheres comuns. A pergunta é simples: Como o Espírito Santo poderia animar tantas divisões, Ele que é Fonte da Unidade?

Como identificar a Igreja de Cristo? São duas as chaves para se chegar à conclusão definitiva: a Bíblia Sagrada, que os protestantes/"evangélicos" dizem seguir, e a Igreja primitiva, que os protestantes/"evangélicos" dizem representar.

Segundo a Bíblia: a Epístola aos Hebreus (12,22-24) fala da Igreja Celestial, que é a Jerusalém Celeste. O texto bíblico diz que as almas dos justos aperfeiçoados estão no rol da Igreja triunfante: À Assembleia Universal, que é a Igreja dos Primogénitos arrolados nos Céus, e a Deus, Juiz de todos; aos espíritos dos justos aperfeiçoados. O ponto fundamental aí é notar que a tradução do manuscrito original em grego diz kαθολικός eκκλησία, que se pronuncia katholikón ekklésia, e quer dizer, exactamente, Igreja Católica. Na próxima vez em que alguém lhe perguntar onde é que está escrito na Bíblia que a Igreja de Jesus Cristo é a Católica, você já sabe o que responder...

A Igreja Primitiva, no Concílio de Constantinopla (381), os Cristãos definiram os traços que definem a verdadeira e única Igreja de Jesus Cristo: Creio na Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica...

Una: A Igreja deve ser una, isto é uma só, indivisível, uma só Igreja, do mesmo modo como existe um só Senhor, uma só fé, um só baptismo (Ef 4,5). Jesus Cristo fundou uma só Igreja neste mundo, e Jesus só pode ser a Cabeça de um Corpo, do mesmo modo como somente pode desposar uma noiva, assim como Deus teve um povo entre os vários povos;

Santa: em virtude do seu fundador: Jesus Cristo. Foi ela que recebeu uma promessa fundamental: ...as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16,18). Deste modo, a razão da própria existência da Igreja está em ser um instrumento de santificação dos homens: Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade (Jo 17,19).

Católica: a palavra Católica quer dizer universal; a Igreja de Cristo é Universal porque foi estabelecida para reunir todos os povos e nações para formar o único Povo de Deus: Ide, pois, ensinai a todas as nações; baptizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19).

Apostólica: porque está edificada sobre o fundamento dos Apóstolos... (Ef 2,20). A garantia da legitimidade da Igreja está na continuidade da obra de Jesus por meio da Sucessão Apostólica. Tudo o que Jesus quis para a Sua Igreja foi entregue aos cuidados dos Apóstolos: a doutrina, os meios para santificação e a hierarquia.

Onde quer que se apresente o bispo, ali também esteja a comunidade, assim como a Presença de Jesus nos assegura a presença da Igreja Católica - Santo Inácio, bispo de Antioquia, na carta aos esmirnenses 8,2 (século II).

Aos poucos, a palavra Católica foi sendo usada para definir aqueles que estavam de facto seguindo a doutrina de Jesus. No final do século II, a Igreja Cristã já era conhecida em toda parte como Igreja Católica.


Fonte: Voz da Igreja


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