«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
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Fev 12
publicado por FireHead, às 20:41link do post | Comentar

O Papa Bento XVI canonizará, no próximo dia 21 de Outubro, Catarina Tekakwitha e Pedro Calungsod, juntamente com outro cinco beatos. 

Catarina Tekakwitha é a primeira nativa norte-americana beatificada, uma indígena “pele-vermelha” que viveu no século XVII. Nascida em Osserneon, perto de actual Nova Iorque, em 1656, Catarina era filha de um índio irokee pagão e de uma algonquiana cristã. Aos quatro anos de idade, Catarina ficou com o rosto desfigurado por causa da varíola, que lhe causou ainda um grave enfraquecimento da visão. Órfã desde muito cedo, foi entregue aos cuidados de um tio que lhe deu o nome de Tekakwitha, que significa "aquela que põe as coisas em ordem". Foi baptizada aos 20 anos no domingo de Páscoa de 1676, depois de um encontro com um grupo de missionários franceses que lhe deram o nome de Kateri, uma versão do nome Catarina. A sua conversão provocou a ira do tio e por causa disso ela teve que fugir para a região da actual cidade canadiana de Montréal, sob a protecção da Missão de São Francisco Xavier. Ainda antes de receber o baptismo, Catarina tinha consagrado o seu corpo a Deus, fazendo um voto de castidade que, pouco antes da sua morte, se tornou um voto de virgindade. Catarina fazia imensa penitência, com longas horas de oração, inclusive ao ar livre nos dias mais frios do longo Inverno canadiano. Morreu com 24 anos, em 1680, depois de ter sofrido a discriminação e perseguições de todos os tipos por parte da sua tribo originária que se revoltou contra ela devido à sua conversão à Fé verdadeira. No dia da sua morte desapareceram milagrosamente os sinais da varíola e seu rosto foi descrito como “belíssimo”. "Jesus, eu amo-te", foram estas as suas últimas palavras.

 

 

O filipino Pedro Calungsod, nascido em 1654, era um leigo, catequista e jovem mártir. O milagre que permitiu a sua canonização que está para breve aconteceu em 2003 no hospital da cidade filipina de Cebu: uma mulher considerada morta, depois de duas horas, voltou à vida após a invocação do bem-aventurado mártir jovem. Pedro Calungsod dedicou a sua vida ao serviço do Evangelho. Era original de Molo, bairro chinês da cidade de Iloilo. Dali partiu para Cebu, também no centro do arquipélago, para proclamar o Evangelho. Estudou com os jesuítas de Loboc, na ilha de Bohol, e em 1668 viajou para Guam, no arquipélago das Ilhas Marianas, para se juntar a uma das missões dos jesuítas espanhóis. Com o beato Diego San Vitores (1627-1672), evangelizaram os chamorros. No ano da sua morte, em 1672, os missionários foram para a aldeia de Tumon para baptizar a filha do chefe Mata'pang, que recusou de repente. Mas eles foram em frente, tendo recebido autorização da mãe da criança. Liderados por Mata'pang e pelo chefe Hurao, os assassinos caçaram Pedro e San Vitores, na praia, e fizeram deles prisioneiros. O jovem Pedro, de apenas 17 anos, morreu com uma espada e Diego com um "bolo", uma faca tradicional filipina em forma de folha. Os corpos de ambos foram mutilados e jogados ao mar. Pedro Calungsod será assim o segundo santo católico das Filipinas, depois de São Lorenzo Ruiz.


publicado por FireHead, às 01:45link do post | Comentar | Ver comentários (2)

Os protestantes dizem que não adianta orar pelos mortos, pois a oração deve ser somente por aqueles que estão em vida. Para entender melhor vamos fazer um resumo do que acontece com os que morrem. Vejamos bem: os que morrem na graça de Deus se salvam. Vão directamente para o Céu. Os que rejeitam a Deus como Criador e a Jesus como Salvador durante esta vida e morrem em pecado mortal se condenam. Esta resposta é clara entre  Católicos e protestantes.

Mas o que acontece com os que morrem em pecado venial ou que não satisfizeram plenamente por seus pecados? Aí está a diferença entre Católicos e protestantes. Os Católicos acreditam no Purgatório que é um estado por meio do qual, em atenção aos méritos de Cristo, se purificam as almas dos que morreram na graça de Deus, mas que ainda não satisfizeram plenamente por seus pecados.

O Purgatório não é um estado definitivo mas temporário. E ficam neste estado aqueles que ao morrer não estão plenamente purificados das impurezas do pecado, já que no Céu não pode entrar nada que seja impuro (Ap 21, 27). No Purgatório, Deus, em sua misericórdia infinita, purificará as suas almas. Um exemplo bem claro desta purificação está em(Malaquias 3, 1-4) onde diz: "Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem - diz o Senhor dos exércitos. Quem estará seguro no dia de sua vinda? Quem poderá resistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros. Sentar-se-á para fundir e purificar a prata; purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata; então eles serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm. E a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora". Se isso não é o Purgatório, o que é então?

Um outro texto Bíblico é o de (1 Pedro 3, 19-20) onde diz: "É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água". Eis aí o Purgatório novamente!

Mais outro texto é o de (1 Cor 3, 11-15) onde diz: "Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo". "Agora, se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, a obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstrá-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo".

Quanto à duração do Purgatório podemos dizer que depois que Jesus vier pela segunda vez e se puser fim à história da humanidade, o Purgatório deixará de existir e só haverá Céu e Inferno.

Para os Católicos pode-se oferecer orações, sacrifícios e Missas pelos mortos, para que as suas almas sejam purificadas dos seus pecados e possam entrar o quanto antes na glória e gozar da presença Divina. Um outro exemplo que está na Bíblia é o de (2 Macabeus 12, 43-46) onde se diz: "Em seguida, fez uma colecta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas".

Mesmo mostrando dentro da Bíblia que existe o Purgatório, os protestantes insistem em que esta palavra é uma invenção da Igreja Católica. Nós argumentamos que tão pouco está na Bíblia a palavra "ENCARNAÇÃO" e, no entanto, todos cremos nela. Tão pouco está a palavra "TRINDADE" e todos, Católicos e Protestantes, crêem neste Mistério. Portanto a argumentação dos protestantes que não existe a palavra Purgatório está equivocada.

Em definitivo, o porquê desta diferença é muito simples. Eles só admitem a Bíblia, em compensação para os Católicos, a Bíblia não é a única fonte de revelação. Os Católicos tem a Bíblia e a Tradição, isto é, se uma verdade foi acreditada de modo sustentado e ininterrupto desde Jesus Cristo até nossos dias é que é dogma de fé e porque o povo de Deus na sua totalidade não pode equivocar-se em matéria de fé, porque o Senhor se comprometeu com a Sua assistência. Uma prova disso, é que, podemos mostrar que a partir dos primeiros Cristãos do Século I em diante, eles já oravam pelos seus mortos. É só verificar nas catacumbas ou cemitérios dos primeiros Cristãos os escritos esculpidos com muitas orações pelos  falecidos.

Caríssimos irmãos! Podemos e devemos fazer orações e sacrifícios pelos mortos. Devemos rezar por todas as almas, porque não sabemos com certeza, quais estão realmente precisando, e em condições de receber o mérito impretatório das nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. Estes, e sobretudo as Santas Missas que fizemos celebrar, não ficarão sem efeito. Pois Deus saberá aplicá-los às almas que mais estiverem precisando, além de ser para nós, ocasião de prestarmos a Deus as homenagens que Lhe devemos.

 

Fonte: Veritatis Splendor


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