«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
02
Fev 12
publicado por FireHead, às 16:08link do post | Comentar | Ver comentários (6)

Sempre ouvi dizer que Portugal é um país católico. Dizem constantemente que a maioria da população portuguesa é católica. O que é certo é que de católico Portugal parece ter pouco.

 

Em 1750 os jesuítas foram expulsos do país. Em 1834 dá-se a expulsão das ordens religiosas. Em 1910 renova-se a proibição das ordens religiosas e dá-se também a proibição do ensino religioso nas escolas públicas e particulares, a abolição do juramento religioso, entre outras limitações impostas à acção da Igreja Católica. Nos termos do decreto de Afonso Costa, o Catolicismo deixava de ser religião oficial do Estado, o culto público era fiscalizado, parte dos bens da Igreja era confiscada. Em 1911, também por decreto de Afonso Costa, é publicada a Lei do Estado das Igrejas. Esta lei proíbe a Côngrua, obriga à constituição de corporações para gerir as igrejas que não podem ter como membro o prior da mesma, proibia as doações fora das missas, declarava que todas as novas igrejas revertiam para o Estado ao fim de 99 anos, proibia os actos de culto fora das igrejas, proibia o uso das vestes talares, entre muitas outras coisas.

 

Depois seguiram-se 15 anos de perseguições onde todos os bispos portugueses chegaram a estar desterrados ao mesmo tempo. As perseguições só pararam com o Estado Novo.

 

Do 25 de Abril para cá, Portugal voltou a ser um país descristianizado. Aumentou o número de divórcios, diminuíram os casamentos, diminuiu o número de baptizados, há cada vez menos seminaristas, cada vez menos jovens na catequese, o aborto é livre, as crianças nascidas fora do casamento aumentam, os homossexuais já se podem casar, entre um sem fim de coisas mesmo nada cristãs.

 

Portugal já nem culturalmente é um país cristão. Abundam os livros sobre superstições, as bruxas, os hóroscopos. Muitas pessoas afirmam acreditar em palhaçadas gnósticas como a reencarnação, no karma e noutras práticas pagãs (e muitas delas têm ainda a lata de dizer que são católicas!). Muitas outras pessoas deixam-se iludir pela falsidade criada por falsos profetas como o islão ou as seitas pseudo-cristãs em geral. O Papa é actualmente uma figura indiferente ou alvo de críticas e o Patriarca de Lisboa o menos desconhecido dos bispos. É raro o casamento ou o enterro em que as pessoas sabem responder à missa. De facto, cada vez são menos as pessoas que vão à missa, e cada vez menos os que acreditam realmente na Igreja Católica. A grande maioria desses católicos não sabe nem sonha como é a verdadeira doutrina cristã. Curioso como quando há feriados católicos, que por acaso nem são poucos, os não-católicos ou anti-católicos nada dizem, os mesmos que se insurgem contra os crucifixos nas escolas ou nos hospitais públicos...

 

Por tudo isso é ridículo dizer que Portugal é católico. Essa é uma desculpa para atacar e perseguir a Igreja, para diminuir cada vez mais a capacidade de intervenção social e de testemunho público. E é uma pena, pois Portugal enquanto nação surgiu por amor à Fé na luta contra o inimigo mouro adorador do deus da lua do paganismo árabe. Portugal é a terra de Nossa Senhora de Fátima e as cinco quinas da bandeira portuguesa representam as cinco chagas de Cristo. Os besantes da quina do meio contam-se duas vezes para no total se perfazer o número 30, o que significa as 30 moedas de prata da traição de Judas. Por outras palavras, os portugueses ou seriam fiéis à cruz de Cristo ou seriam traidores mesquinhos e apóstatas. Assim como escreveu Camões, Até entre os portugueses, traidores houve algumas vezes...

 

Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo. (Mateus 10; 22)

 

 

*texto redigido a partir de excertos extraídos do site Samurais de Cristo


publicado por FireHead, às 15:59link do post | Comentar | Ver comentários (2)
tags:

Fevereiro 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9

13
14




Links
Pesquisar blogue
 
subscrever feeds
blogs SAPO