«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
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Fev 12
publicado por FireHead, às 19:06link do post | Comentar

Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus; e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus. (Mateus 16, 18-19).

Aqui Jesus Cristo estabelece a Autoridade Máxima, sobre a qual Ele irá edificar a sua Igreja: nasce aqui o Papado.

Porque o Filho do homem há-de vir na glória de seu Pai com os seus anjos, então dará a cada um segundo as suas obras. (Mateus 16, 27).

Jesus fala de sua Segunda Vinda, que será Gloriosa e na presença dos seus Anjos. Ele virá para premiar os bons e castigar os maus. Resta-nos saber quando Ele virá.

A resposta a esta questão pode ser encontrada na Profecia de São Nilo, Eremita do Século V.

Estando sentado sobre o monte das Oliveiras, aproximaram-se d´Ele seus discípulos à parte, dizendo: Diz-nos quando sucederá isto, e qual será o sinal da tua vinda e do fim do mundo? (Mateus 24, 3).

Uma das coisas que devemos ter sempre em mente, ao ler os Evangelhos, é que Jesus Cristo é Deus e Homem verdadeiro, e que os seus Apóstolos e Discípulos sabiam disso. Ora, por ser Deus, Ele tinha uma Inteligência Infinita, que compreendia o presente, o passado, o futuro e todas as coisas de modo absoluto.

Sabendo disso e tendo fé na sua Omnisciência, eles aproximam-se d'Ele para saber o que irá acontecer.

Eles perguntam quando Cristo virá pela segunda vez, e quando será o fim do mundo.

Este texto trata, pois, da antiquíssima e angustiante questão de toda a Cristandade, ou seja: a Parusia.

Vejamos qual foi a resposta que Cristo deu a esta questão:

Respondendo Jesus, disse-lhes: "Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e seduzirão muitos". (Mateus 24, 4-5).

Ele começa por descrever os sinais que precederão aquele grande dia. Mas Ele, antevendo e antedizendo, começa por alertar para que tomemos cuidado com os “falsos profetas" e “falsos doutores", “hereges" e “falsos pastores”, que precederão aquele grande dia.

O surgimento de “falsos pregadores" é o primeiro sinal que Cristo dá da Sua segunda vinda. Ele disse: “Virão muitos em meu nome”. Resta-nos saber o que significa agir em nome de Cristo.

Ora, vir em nome de Cristo significa ser enviado por Ele, ou seja: significa receber aquela Ordem que Ele deu aos seus Apóstolos, de pregarem o Evangelho a todos os povos. Esta Ordem passou de Cristo aos Apóstolos, e dos seus Apóstolos aos seus legítimos Sucessores.

Vir falsamente em nome de Cristo significa pregar o Evangelho em desacordo formal com a Igreja de Cristo, e esta é uma atitude dos hereges e dos cismáticos; significa, ainda, pregar o Evangelho fora da Igreja de Cristo, e essa é a atitude das seitas pseudo-cristãs, ou do protestantismo em geral.

Literalmente falando, este primeiro sinal começou a realizar-se no século XVI, com Martinho Lutero, e perdura até os nossos dias com a proliferação das seitas pseudo-cristãs.

Esta profecia prova, pois, que o Catolicismo constitui a verdadeira Igreja de Cristo, e que somente os Bispos e Sacerdotes formam a congregação dos verdadeiros e legítimos pastores da Igreja de Cristo.

Porque ouvireis falar de guerras e de rumores de guerras. Olhai, não vos perturbeis; porque importa que estas coisas aconteçam, mas não é ainda o fim. (Mateus 24, 6).

 

Guerras e rumores de guerras existiram sempre, desde o princípio do mundo, e este é o segundo sinal que precederá a segunda vinda de Cristo a esta terra.

No tempo das guerras Jesus quer que vençamos a Besta “pelo sangue do cordeiro e pela palavra de seu testemunho”(Apocalipse 12, 11), ou seja, que confessemos os nossos pecados, ao Padre, e que dêmos testemunho do Evangelho.

No tempo das guerras nós não devemos temer nada, porque se Deus é por nós, quem será contra nós? (São Paulo).

Conta-se que quando Hiroshima foi aniquilada pela primeira bomba atómica, só um lugar foi singularmente preservado. Até agora, todos os dezasseis membros daquele lugar estão vivos, ainda que todas as pessoas dentro de uma milha do centro daquela explosão estejam mortas! Uma daquelas dezasseis pessoas é o Padre Humberto Schiffer. O Padre Schiffer disse que centenas de “experts” e investigadores, ao longo dos anos, estudaram aquela casa, buscando o que tinha de diferente já que estava só a oito quadras do centro da explosão! E ele afirmou que só uma coisa a distinguia: que naquela casa, vivia-se a mensagem de Nossa Senhora de Fátima, rezando o rosário em família todos os dias! (Revista Estrela, p. 32, mar. 1991, México).

Essa profecia das “guerras” e "rumores” de guerras tem profunda relação com a de Nossa Senhora de Fátima, ao falar sobre a Rússia, na segunda parte do terceiro segredo.

Uma consideração mais atenta sobre as palavras dessa profecia leva a percepção de uma previsão extraordinária que Cristo faz sobre a invenção dos meios de comunicação. Ele disse que as pessoas ouviriam notícias de guerras e de rumores de guerras. Ora, são os meios de comunicação que fazem noticiários sobre guerras. Logo, Cristo profetizou a invenção da imprensa falada e escrita.

Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, pestilências e terramotos em diversos lugares. Todas estas coisas são o princípio das dores. (Mateus 24, 7-8).

Muitos interpretam que aqui Jesus profetizou uma guerra mundial, ou geral, e nós já passamos por duas grandes guerras, que foram a 1ª e a 2ª guerra mundial.

Todos, agora, temem uma terceira guerra mundial, que pode extinguir por completo a vida sobre a terra.

A fome já existe em diversos lugares pela seca, carestia, desempregos e falta de alimentos (África, Ásia, etc.); as pestilências também já estão aí, como por exemplo a SIDA, a Cólera, o Ebola, etc.; os terramotos igualmente já os temos, como o de Kobi, no Japão, (alterações climáticas), etc.

Nessa profecia das guerras Jesus Cristo profetizou, de forma implícita, uma espantosa crise de fé e de moral, que seria a maior e a mais grave de todos os tempos. As guerras são efeitos de uma causa. Ora, o “esquecimento de Deus” (Oséias, 4) é a causa das guerras. Logo, o abandono das práticas religiosas, que significa o esquecimento de Deus, é a causa das guerras.

Só quem não pratica mais a fé, ou que deixa Deus para segundo plano, é que pode esquecer-se de Deus. Portanto, na profecia das guerras, Jesus profetizou também uma profunda e gravíssima crise de fé.

Então sereis sujeitos às tribulações e vos matarão, e sereis odiados por todas as gentes por causa do meu nome. E muitos então se escandalizarão, e uns aos outros se entregarão e se odiarão. (Mateus 24, 9-1 0).

Para que esta profecia se cumpra, ao pé da letra, é preciso que os cristãos sejam valentes, e que não tenham medo de professar a sua fé: é a guerra já anunciada no Proto-Evangelho, entre os “filhos da Mulher” e os “filhos da Serpente”.

Vamos fazer propaganda da fé Católica, como, onde e quando pudermos! Vamos rezar pela nossa conversão e pela conversão dos pecadores! Vamos lutar por Deus, com ousadia, desafiando a morte, o ódio, a dor!

Levantar-se-ão muitos falsos profetas, e seduzirão a muitos. (Mateus 24, 11).

Profeta, como vimos, quer dizer “falar em nome de outro”, e aqui significa aquele que fala em nome de Cristo. Ora, para falar em nome de Cristo, é preciso ser enviado por Ele, ou seja, receber a Ordem que Cristo deu aos Apóstolos, e estes aos seus legítimos Sucessores.

Os Sucessores dos Apóstolos são os Bispos. Para que alguém seja Bispo ou Sacerdote é preciso ser investido deste poder pela imposição das mãos, conforme a Escritura e a Tradição, ou seja, receber do Bispo o poder que receberam dos Apóstolos, e estes de Jesus.

A profecia fala, portanto, de falsos enviados, de falsos bispos, de falsas igrejas, de falsos místicos, de crise de fé e de moral.

Esta profecia testemunha que só a Igreja Católica é a Igreja de Jesus Cristo, porque antes dela não existia nenhuma outra. As outras surgiram depois.

“Levantar-se” significa investir a si mesmo de um poder que não tem. Significa proclamar-se profeta, pastor ou pregador, sem ser enviado por Cristo.

É preciso entender bem, porque a simples leitura da Bíblia não transforma ninguém em profeta, pastor, pregador, ou bispo. A leitura da Bíblia pode converter alguém, mas não pode dar “poderes”, ou o múnus ou a missão de ensinar (existem muitos exemplos claros de falsos profetas, como os fundadores das seitas pseudo-cristãs que seduzem e conquistam pessoas fracas com gravíssima crise de fé e de moral, pessoas essas que se tornam vítimas dos seus enganos).

Por causa de se multiplicar a iniquidade, se resfriará a caridade de muitos. (Mateus 24, 12).

Iniquidade é uma palavra que vem do latim (“in + aequalia”) e significa “desigualdade” (“in = não + aequalia = igual”). Aqui seria a desigualdade na relação dos cidadãos, a desproporcionalidade do bem comum, onde uns têm demais, e outros de menos. Seria o convívio social baseado não na honra, ou na honestidade, mas nas paixões ignóbeis.

Mas o que perseverar até o fim, esse será salvo. (Mateus 24, 13).

Estas palavras indicam uma profunda crise de fé, que se dará nos fins dos tempos, que culminará numa apostasia quase geral.

“Perseverar” é um termo que significa permanecer firmes na fé.

“Perseverar” vai muito mais além de “não cair em pecado”, significa, no seu sentido mais profundo, “não cair no desespero”.


“Perseverar até o fim” significa permanecer no Catolicismo e não cair no protestantismo, nem no modernismo, nem no mundanismo, e nem no desespero.

Será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, em testemunho a todas as gentes; e então chegará o fim. (Mateus 24, 14).

Aqui Jesus fala que quando o mundo todo conhecer o Evangelho, então se dará o fim.

Estas palavras são de difícil interpretação, porque a fama de Cristo pode ser conhecida de dois modos: por pregação ou por propaganda.

A profecia fala que o Evangelho será pregado a todos, não fala, porém, que será aceite por todos.

Trata-se, pois, de uma reacção dos cristãos que permanecerão fiéis na época da apostasia.

Diante da firme negativa em aceitar o Evangelho, que será pregado pelos fiéis dos últimos tempos, e por causa da perseguição dos maus contra os bons, quando tudo estiver completo, então Deus, infinitamente justo, acabará, definitivamente, com a “raça da Serpente”, como os ímpios.

É neste sentido que virá o fim, depois do apostolado geral.

Quando, pois, virdes a "abominação da desolação" que foi predita pelo profeta Daniel, "posta no lugar santo" - o que lê entenda - então os que se acham na Judeia, fujam para os montes; o que se acha sobre o terraço, não desça para tomar coisa alguma de sua casa, e o que está no campo, não volte atrás para tomar o seu manto. Ai das mulheres grávidas e das que tiverem crianças de peito naqueles dias! Rogai para que não seja a vossa fuga no Inverno, ou em dia de sábado; porque então será grande a "tribulação", como nunca foi, desde o principio do mundo até agora "nem jamais será." (Mateus 24, 15-21).

Aqui Jesus faz referência ao profeta Daniel, que disse, entre outras coisas, o seguinte: no meio da semana fará cessar a hóstia e o sacrifício; estará no templo a abominação da desolação; e a desolação durará até a consumação e até o fim. (Daniel 9, 27).

Esta profecia tem profunda relação com a profecia de Lérida, com a de São Nilo, e com a de Nossa Senhora de Fátima.

A "hóstia" é o Santíssimo Sacramento do Altar, o próprio Cristo Jesus; o “sacrifício” é a Santa Missa, com todas as suas orações, cerimónias e rituais.

A profecia fala da profanação da Missa e da Hóstia; fala que no final dos tempos não haverá mais missas válidas.

Se não se abreviassem aqueles dias, não se salvaria pessoa alguma; porém, serão abreviados aqueles dias em atenção aos escolhidos. (Mateus 24, 22).

Jesus diz que a crise de Fé e de Moral serão tão grandes, mas tão grandes, que se não se “abreviassem”, pessoa alguma se “salvaria”, como que indicando a extensão da onda de crimes e pecados que destruirão a sociedade do final dos tempos.

Isto quer dizer que no final dos tempos a Fé e a Virtude serão coisas raras, um privilégio e responsabilidade de poucos!

Quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra? (Lucas 18, 8).

Jesus fala, aqui, de Sua segunda vinda a esta terra, que será gloriosa.

Fala que uma crise universal de Fé precederá a Sua segunda vinda.

Quando comparamos estas palavras de Jesus com a triste situação da sociedade deste século XXI, então forçoso é chegar à conclusão de que estes são os tempos anunciados por Ele.

A nossa atitude perante as profecias de Jesus Cristo deve ser de Fé, Esperança, Amor, Conversão e Oração.


*Excertos extraídos e actualizados de Gershonius Silvae

publicado por FireHead, às 18:43link do post | Comentar

"Cavaleiro da Imaculada" é o nome de uma revista católica da associação "Milícia da Imaculada", fundada em 1917 por São Maximiliano Maria Kolbe. Este grande santo nasceu com o nome Rajmund Kolbe na Polónia em 1894 e voluntariou-se para morrer de fome no lugar de um pai de família no campo de concentração nazi de Auschwitz como castigo pela fuga de um prisioneiro. Franciscano, São Maximiliano Kolbe tinha como ideal "conquistar o mundo inteiro a Cristo através da Imaculada" com a consagração a Nossa Senhora e acreditando na humanidade, na oração e auxílio da Mãe de Jesus Cristo. O nome japonês Seibo no Kishi deve-se ao trabalho missionário que o santo realizou no Japão entre 1930 e 1936, na cidade de Nagasaki (fundada pelos portugueses), sendo ainda hoje o nome de uma revista católica no país do Sol nascente.

 

Depois de ter sido preso pela Gestapo em 1941, devido ao receio da sua influência na Polónia, Maximiliano foi transferido para Auschwitz em Maio. Em Julho do mesmo ano, um homem do campo do mesmo bloco consegue fugir (foi encontrado morto mais tarde) e, como represália, os nazis escolheram 10 prisioneiros para morrer de fome e de sede no bunker, sendo um deles Francisco Gajowniczek, um pai de família que lamentou que ia deixar a sua mulher e os seus filhos. Maximiliano, ao ouvir isso, pediu para ficar no lugar dele e foi-lhe concedido o pedido. Assim, Maximiliano pôde assistir religiosamente e ajudar os pobres que foram condenados. Duas semanas depois, só quatro dos dez homens é que sobreviveram, sendo um deles Maximiliano. Os nazis decidiram então executá-los com uma injecção de ácido carbólico. O corpo do padre foi cremado e as suas cinzas foram levadas pelo vento. Numa carta escreveu ele assim: "Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo".

 

São Maximiliano Kolbe foi canonizado em 1982 pelo Papa João Paulo II, seu compatriota, na presença do homem que foi salvo por ele, Franciszek Gajowniczek. Maximiliano morreu como mártir da caridade.


Honremos, pois, a memória deste grande santo, que nos ensinou a ser cavaleiros da Imaculada.


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