«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
20
Ago 14
publicado por FireHead, às 09:52link do post | Comentar

"Então, cara...", comecei, um pouco nervoso. Esta foi a nossa primeira conversa de verdade sobre a fé. "Tem algum livro específico da Bíblia sobre o qual você gostaria de saber mais?"
  
Ele hesitou brevemente e, com olhar pensativo, respondeu: "Bom, eu queria que você me contasse tudo sobre o Cristianismo. Como é que ele começou? O que ele significa hoje em dia?"
  
Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Nunca me tinham feito perguntas desse tipo. Ficámos uma hora repassando a história da salvação, de Adão e Eva aos Actos dos Apóstolos e terminando com um intenso debate sobre a missa. Foi impressionante. Mesmo!
 
Eu tinha conhecido Ling, um estudante de Pequim, durante um evento do Newman Center, algumas semanas antes. Novo nos Estados Unidos e com vários amigos cristãos, Ling tinha muitas perguntas sobre essa estranha pessoa chamada Jesus, de quem ele só tinha ouvido rumores até então.
 
Por que eu estou contando essa história? Porque havia algo de diferente em Ling. Ele era receptivo. Ele fazia perguntas sinceras, humildes, curiosas. Ele queria saber mais. Depois de conversar com ele durante vários meses, um súbito lampejo me chamou a atenção: Ling tinha sido poupado de um fenómeno que, em nossa juventude, atingiu quase todos nós que crescemos na sociedade pós-cristã: ele não tinha sido vacinado contra o Cristianismo.
 
Você sabe como funciona a inoculação: uma versão enfraquecida de uma doença é injectada no seu sangue. O seu sistema imunológico, percebendo o intruso, dispara o alarme e começa a produzir anticorpos que atacam os invasores, destruindo-os.
 
Depois disso, toda vez que a versão real da doença tentar entrar no seu corpo, o seu sistema imunológico vai reagir e matá-la. A inoculação é uma óptima forma de treinar o seu corpo no reconhecimento e no combate às doenças que ele já viu antes. Bom, eu não sou microbiólogo, mas acho que você entendeu a ideia.
 
É claro que tomar uma vacina para prevenir doenças como varicela e hepatite B é muito bom. Mas o que acontece quando nos vacinamos contra uma visão de mundo? Contra um sistema de crenças? O que acontece quando, numa época repleta de destroços de uma cultura cristã que já foi robusta e abrangente, nós ficamos imunes e incapazes de receber a verdadeira, autêntica e salvadora mensagem de Jesus Cristo?
 
O que acontece quando o Cristianismo se reduz a "uma doença que já vimos antes"?
 
Uma vacina contra a Verdade
 
Fulton Sheen estava certo sobre uma série de coisas, incluindo a seguinte:
 
"Não há nem sequer cem pessoas nos Estados Unidos que odeiam a Igreja Católica. Mas há milhões que odeiam o que erroneamente acham que a Igreja Católica é".
 
Sheen entendeu a tragédia da nossa inoculação. Muita gente odeia ou abandona a Igreja porque foi levada a acreditar em um falso evangelho.
 
Vou destacar três das mais insidiosas "falsificações" do Cristianismo; três mentiras que, mascaradas de verdade, levam as pessoas a rejeitar o Cristianismo por inteiro. Precisamos de acabar com elas.
  
Três motivos que levam os católicos a abandonar a Igreja
 
1. "Eu imaginava Deus como um velho de longas barbas brancas, sentado numa nuvem do céu. Agora eu já enxergo o quanto isso é ridículo. O Cristianismo é simplesmente uma fantasia".
 
Eu não sei dizer quantas vezes já ouvi ex-católicos fazendo comentários desse tipo. Imagens de desenho animado de um Deus barbudo ou de anjos com asas foram incorporadas ao nosso subconsciente. Até Miguel Ângelo pintou Deus desse jeito na sua famosa "Criação".
 
Mas nós temos que lembrar que as imagens de seres imateriais nunca foram feitas para ser interpretadas literalmente. Elas são apenas símbolos que pretendem ilustrar verdades metafísicas abstratas que a imaginação sozinha não consegue entender. A representação de Deus feita por Miguel Ângelo era muito menos uma descrição literal do que um "comentário visual" sobre a sabedoria, a atemporalidade e a eternidade de Deus.

 

Nós somos humanos e amamos imagens. Mas até as imagens sacras podem-nos vacinar contra a verdade se não formos cuidadosos com elas. Não podemos deixar uma imagem física substituir uma realidade espiritual ou permitir que a imaginação derrote a inteligência na tarefa de discernir o que é a verdade.
 
"Não há nada a ser feito com o intelecto até que a imaginação seja posta com firmeza em seu lugar" (Frank Sheed).
 
2. "O ponto central do Cristianismo é fazer o bem e ser uma boa pessoa. Eu posso fazer isso sem religião".
 
Quando eu pergunto às pessoas qual elas acham que é a mensagem central do Cristianismo, a resposta mais comum é esta: "ser uma boa pessoa".
 
Se esta fosse a verdadeira mensagem do Cristianismo, eu não culparia as pessoas por abandoná-lo. Quem é que iria querer seguir todas essas regras, manter todas essas posições políticas impopulares e passar todas essas horas sentado, ajoelhado e em pé quando poderia muito bem abandonar todos esses aspectos da religião e ainda assim ser "uma boa pessoa"?
 
Jesus Cristo não foi apenas uma boa pessoa. Ele é o Filho de Deus feito homem e morreu para que pudéssemos viver em eterna relação de amor com Deus. Cabe a nós responder a este convite comprometendo a nossa vida com Ele.
 
"Deixe a religião ser menos teoria e mais um caso de amor" (G.K. Chesterton).
 
3. "Muitos indivíduos da Igreja cometeram uma enormidade de erros e de decisões erradas. Esta Igreja está cheia de pecadores e eu não quero fazer parte disso".
 
Temos que ter sempre muita sensibilidade para com quem foi machucado por indivíduos que fazem parte da Igreja. Eles têm razão: a Igreja está cheia de pecadores e sempre esteve, desde as traições de Pedro e de Judas.
 
Mas, ao mesmo tempo em que a Igreja está cheia de pecadores, ela também é a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica fundada por Jesus Cristo e guiada pelo Espírito Santo. Abandonar a Igreja porque ela está cheia de pessoas pecadoras é como desistir da academia porque ela está cheia de pessoas fora de forma. Temos que promover a reforma da nossa Igreja, mas de dentro dela!
 
"A Igreja não é um museu de santos, mas um hospital de pecadores" (Abigail Van Buren).
 
O remédio: redescobrir o mistério
 
Citei três das maiores mentiras sobre o Cristianismo; mentiras que, incutidas em nosso subconsciente, podem-nos impedir de chegar algum dia a compreender de verdade a mensagem autêntica do Evangelho.
 
Felizmente, há maneiras de combater a síndrome do "eu já vi isso antes". Se alguém que você conhece caiu nessa armadilha, tente algumas destas técnicas de "desvacinação":
 
1. Derrube os mitos. Ajude as pessoas a enxergar que a nossa cultura as vacinou com falsos evangelhos.
 
2. Proponha as Escrituras. Não deixe a fé ficar velha. Ensine as pessoas a experimentar os milagres da Encarnação e da Ressurreição de novo, através dos olhos dos primeiros cristãos.
 
3. Seja como Ling. Desafie as pessoas a se aproximarem de nosso Senhor com honestidade, humildade e de coração aberto. Se nós fizermos isso, o Deus que torna novas todas as coisas vai-nos transformar de uma forma que nunca imaginamos que fosse possível!
 
Eu mencionei apenas alguns dos falsos evangelhos que vejo por aí. E você, também percebe outras formas "moles" da fé cristã que impedem as pessoas de receber a verdadeira mensagem vivificante de Jesus Cristo?

 

 

Daniel Paris

in Ateleia


14
Ago 14
publicado por FireHead, às 04:42link do post | Comentar

 

 

Mario Joseph hoje em dia é um pregador católico, mas aos 18 anos era um imã (autoridade religiosa muçulmana). Ao converter-se ao Cristianismo, chegou a sofrer uma tentativa de assassinato do seu pai. É um caso único no mundo, porque é o clérigo muçulmano mais jovem que abraçou o Cristianismo, o que lhe valeu uma sentença de morte.

 

No cemitério da sua cidade natal, na Índia, há uma lápide com o seu nome, em cima de um túmulo que tem uma escultura de barro do seu tamanho. O seu pai disse-lhe: "Se quiseres ser cristão, terei de te matar". Mas este homem ainda está vivo e foi entrevistado pelo Cope:

 

 

Mario Joseph, tinha 18 anos e era um clérigo muçulmano. Como aconteceu esta mudança?

 

Eu era o terceiro de seis irmãos e, aos oito anos, o meu pai enviou-me para uma escola corânica para que eu me tornasse um imã. Depois de 10 anos de estudo, aos 18 anos tornei-me imã. Um dia, eu estava a pregar na mesquita, dizendo que Jesus Cristo não era Deus e nesse momento uma pessoa do público disse-me para não dizer isso, e perguntou-me quem era Jesus Cristo.

 

Como eu não tinha uma resposta para dar, comecei a ler todo o Alcorão e lá descobri que o capítulo 3 fala de Jesus, que muitas vezes é chamado de Jesus Cristo; e, no capítulo 9, fala-se de Maria.

 

Maria é o único nome de mulher que aparece no Alcorão; de Jesus, diz-se que Ele é a Palavra de Deus.

 

 

A região em que morava na Índia era muçulmana?

 

Sim, é de maioria muçulmana e hindu; praticamente não há cristãos.

 

 

Como começou o processo de conversão a partir dessa dúvida?

 

O Alcorão diz que Maomé está morto, mas que Jesus Cristo ainda está vivo. Então, quando eu li isso, perguntei-me: quem devo aceitar: o que está morto ou o que está vivo?

 

Perguntei a Alá sobre quem deveria seguir e comecei a orar para que me ajudasse nesta questão. Quando comecei a orar, abri o Alcorão e li, no capítulo 10, versículo 94, que os que tinham uma dúvida assim, deveriam ler a Bíblia. Por isso, decidi começar a ler e estudar a Bíblia. Então, percebi quem é o Deus verdadeiro e, depois disso, abracei o Cristianismo.

 

 

Conta isso de maneira natural, mesmo sabendo a situação pela qual poderia passar. Como é que a sua comunidade reagiu?

 

Quando eu me converti, fui a um centro de retiros e a minha família começou a procurar-me e lá me encontraram. O meu pai espancou-me e levou-me para casa. Quando chegámos, trancou-me num quarto, amarrou as minhas mãos e os meus pés, deixou-me nu, pôs-me pimenta nos olhos, boca e nariz, e lá me deixou, sem comida, durante 28 dias. Passado este tempo, o meu pai voltou e pegou-me pelo pescoço, para ver se eu estava vivo.

 

Abri os olhos e vi que ele tinha uma faca na mão. Ele perguntou-me se eu tinha aceitado Jesus e disse que me mataria se eu O aceitasse. Eu sabia que o meu pai me ia matar, porque ele é um muçulmano muito duro. Mas respondi que aceitava Jesus Cristo! Naquele momento senti uma luz muito forte na minha mente, que me deu forças para gritar: "Jesus!".

 

Naquela hora, o meu pai caiu e acabou ferindo o seu peito com a faca; foi um grande corte, que sangrava muito; saía espuma pela sua boca. Nesse momento, a minha família, assustada, socorreu-o e levou-o ao hospital, mas esqueceu-se de trancar a porta. Eu pude sair e apanhar um táxi, para ir ao centro de retiros de onde me tinham tirado, e fiquei lá, escondido.

 

 

É incrível que tenha tido força física para sair de casa e ir ao centro de acolhimento católico...

 

Eu estava magro e muito fraco, mas aquela luz deu-me forças e uma saúde que eu não sabia de onde vinha. No entanto, sofro até hoje as consequências desse castigo, porque tenho uma úlcera no estômago e úlceras na boca.

 

 

Há quanto tempo é que isso aconteceu?

 

Faz 18 anos. E o sofrimento ainda me acompanha. O Alcorão diz, em mais de 18 passagens, que quem rejeita o Alcorão deve ser eliminado.

 

 

Nunca mais voltou a ver o seu pai?

 

Nunca mais voltei à minha cidade. Nunca mais pisei a minha terra. Não só isso, eu estou enterrado lá, porque os meus pais fizeram um túmulo para mim, com uma lápide que tem o meu nome e o dia do meu nascimento.

 

 

 

in Aleteia


03
Ago 12
publicado por FireHead, às 02:00link do post | Comentar

Estas foram as palavras da cristã paquistanesa Asia Bibi, condenada à pena de morte por causa da lei de blasfémia, aos seus filhos e ao seu esposo numa carta inédita agora publicada no livro "¡Sacadme de aqui!"(Tirem-me daqui!), editado pela LibrosLibres em Espanha.

 

 

O livro foi escrito na prisão por Asia Bibi em colaboração com a jornalista francesa Anne-Isabelle Tollet. Na carta, a cristã dedica comovedoras palavras de amor ao seu esposo Ashiq e aos seus cinco filhos enquanto espera que o seu pedido de clemência seja aceite ou que a pena seja executada. "Desde que voltei para a minha cela eu sei que vou morrer, todos os meus pensamentos se dirigem a ti, meu amado Ashiq, e a vós, meus adorados filhos. Nada sinto mais que deixar-vos a sós em plena tormenta", expressa a cristã.

 

 

Entretanto, apesar do temor, Bibi alenta a sua família a manter o desejo de serem felizes apesar de a vida não ser fácil todos os dias. "Somos cristãos e pobres, mas a nossa família é um sol (…). Não sei ainda quando me enforcam, mas estejai tranquilos, meus amores, pois irei com a cabeça bem levantada, sem medo, porque estarei em companhia de Nosso Senhor e com a Virgem Maria, que me acolherão nos seus braços", afirma.

 

O caso da Asia Bibi converteu-se em notícia mundial em 2010 quando foi condenada à pena capital em aplicação da lei de blasfémia, que pune com a morte na forca aqueles que supostamente ofendam o islão e que se converteu numa arma de abuso contra as minorias religiosas no Paquistão e inclusive de vingança entre os muçulmanos.

 

Actualmente há um recurso contra a sua condenação. Entretanto teve que ser isolada numa cela sem janela nem serviços higiénicos porque os muçulmanos puseram um preço na sua cabeça, incitando ao seu assassinato.

 

 

A carta escrita por Asia Bibi diz:

 

"Meu querido Ashiq, meus queridos filhos:

 

(...)

 

Desde que voltei para a minha cela eu sei que vou morrer, todos os meus pensamentos se dirigem a ti, meu amado Ashiq, e a vós, meus adorados filhos. Nada sinto mais que deixar-vos a sós em plena tormenta.

 

Tu, Imran, meu filho maior de dezoito anos, desejo que tu encontres uma boa esposa, a quem tu farás feliz como o teu pai me fez.

 

Tu, minha primogénita Nasima, de vinte e dois anos, que já tens o teu marido, com uma família que te acolheu tão bem; dá ao teu pai pequenos netinhos que tu educarás na caridade cristã como nós te educámos.

 

Tu, minha doce Isha, que tem quinze anos, embora continues a ser meio louquinha. O teu pai e eu sempre te consideramos um presente de Deus, tu és tão boa e generosa... Não tentes entender por que a tua mamãe já não está ao teu lado, mas entende que tu estás muito presente no meu coração, tens nele um lugarzinho reservado apenas para ti.

 

«Não sou muçulmana, mas boa paquistanesa, católica e patriota, devota do meu país assim como de Deus.»

 

Cidra, não tens mais que treze anos, e bem sei que desde que estou na prisão tu és quem se ocupa das coisas da casa, tu és quem cuida da tua irmã mais velha, Isha, que tanto necessita de ajuda. Nada ressinto mais que ter-te conduzido a uma vida de adulto, tu que és tão jovenzinha e que deverias estar ainda brincado com as bonecas.

 

Minha pequena Isham, de apenas nove anos, e em breve perderás a tua mãe. Meu Deus, que injusta pode ser a vida! Mas como tu continuarás ia ir à escola, tu ficarás bem armada para defenderes-te da injustiça dos homens.

 

Meus filhos, não percam o valor nem a fé em Jesus Cristo. Dias melhores sorrirão para vós lá em cima, quando estiverdes nos braços do Senhor, continuarei a velar por vós. Mas por favor, peço-vos aos cinco que sejam prudentes, peço-vos que não façais nada que possa ofender os muçulmanos ou as regras deste país. Minhas filhas, eu gostaria que tivésseis a sorte de encontrar um marido como o vosso pai.

 

Ashiq, eu amei-te desde o primeiro dia, e os vinte e dois anos que passamos juntos são prova disto. Não deixei nunca de agradecer ao céu por ter-te encontrado, por ter tido a sorte de um matrimónio por amor e não arranjado, como é costume na nossa província. Tínhamos os dois um carácter que encaixava, mas o destino está aí, implacável... Indivíduos infames cruzaram-se no nosso caminho. E aí estás tu sozinho com os frutos do nosso amor: guarda a coragem e o orgulho da nossa família.

 

Meus filhos,

 

(...)

 

O pai e eu tivemos sempre o desejo supremo de ser felizes e de fazer-vos felizes, apesar de a vida não ser fácil todos os dias. Somos cristãos e pobres, mas a nossa família é um sol. Gostaria tanto de vos ter visto crescer, continuar a educar-vos e fazer de vós pessoas honestas... e vós sê-lo-eis!

 

(...)

 

Não sei ainda quando me enforcam, mas estejai tranquilos, meus amores, pois irei com a cabeça bem levantada, sem medo, porque estarei em companhia de Nosso Senhor e com a Virgem Maria, que me acolherão nos seus braços.

 

Meu bom marido, continua a educar as nossas crianças como eu teria desejado fazê-lo junto a ti.

 

Ashiq, filhos meus amadíssimos, vou deixar-vos para sempre, mas amar-vos-ei para toda a eternidade.

 

Mãe"

 

 

Fonte: ACI/EWTN Noticias


12
Mai 12
publicado por FireHead, às 16:23link do post | Comentar

Em todo o mundo, cada vez mais protestantes e "evangélicos" retornam à Igreja Católica. Conheça a história do pastor Alex e da sua comunidade "evangélica".

O ex-pastor Alex Jones


Aconteceu nos Estados Unidos. A “Igreja Cristã Maranatha” ficava na Av. Oakman, Detroit. Hoje, o imóvel está à venda.

Tudo começou quando o pastor Alex Jones, 58 anos, passou a trocar o culto pentecostal por uma espécie de réplica da Missa. No domingo, 4 de junho de 2006, durante a celebração da Unidade Cristã e da Ascensão do Senhor, os líderes da congregação decidiram (por 39 votos a favor e 19 contra) dar os passos necessários para torná-la oficialmente Católica. Uma história repleta de anseios, surpresas, amor e alegria.

“Eu pensava que algum espírito tinha se apossado dele”, disse Linda Stewart, sobrinha do pastor Alex. “Pensava que, na procura pela verdade, ele tinha-se perdido”. Linda considera o tio como um pai, ela que foi adoptada por ele desde o falecimento do verdadeiro pai. A preocupação da moça começou quando o seu tio trocou o estudo da Bíblia, que era feito sempre às quartas-feiras, pelo estudo dos Padres da Igreja Primitiva.

Gradualmente a congregação foi deixando o culto "evangélico" e retornando à Santa Missa: ajoelhar-se, o Sinal da Cruz, o Credo de Niceia, a Celebração Eucarística: todos os nove passos. Linda explica: “Aprendi que a Igreja Católica era a grande prostituta do Apocalipse e o Papa era o Anticristo. E Maria? De modo algum! Éramos felizes e seguíamos Jesus. Eu estava triste e pensava: ‘ele está maluco se pensa que vamos cair nessa!’”.

O começo de tudo se deu quando Jones ouviu, num programa de rádio chamado “Catholic Answers” (‘Respostas Católicas’), o debate entre o protestante David Hunt e o apologista Católico Karl Keating. O Católico fez a pergunta-chave: “Em quem você acreditaria, no caso de um acidente, para saber o que aconteceu? Nos que estavam ali, como testemunhas oculares (Apóstolos), ou naquele que só apareceu depois de muitos anos (Lutero)?” "O que era desde o princípio, o que ouvimos e vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos tocaram do Verbo da Vida. Porque a Vida se manifestou e nós a vimos; damos testemunho e anunciamos a Vida Eterna, que estava no Pai e se manifestou a nós; O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que tenhais comunhão connosco: a nossa comunhão é com o Pai e com o Filho, Jesus Cristo. Escrevemos estas coisas para que a vossa alegria seja completa." (I João 1-4)

Keating acentuou que, para aprender a verdade sobre a Igreja Cristã, era necessário ler os Padres da Igreja Primitiva, isto é, aqueles que estiveram lá desde o começo da história. “Aquilo fazia sentido”, disse o pastor Jones: “Guardei no coração e ponderei; mas só vim a compreender tudo quando li os Padres da Igreja e conheci uma Cristandade que não tínhamos em nossa igreja”. “Percebi que o centro do culto dos primeiros Cristãos não era somente a pregação e o louvor, mas a Eucaristia, como o Corpo e o Sangue de Cristo presente”, declarou ele ainda.

No começo do Verão de 1998, o pastor Jones decidiu reactivar o verdadeiro culto da Igreja Primitiva na sua comunidade. Passou a realizar uma espécie de celebração eucarística todos os domingos. “A minha congregação achava ridículo”, recorda ele. “Eles diziam que uma vez por mês era o suficiente”. Jones leu o livro “Cruzando o Tibete”, de Steve Ray, professor de Bíblia em Milão, e aprendeu muito sobre as Escrituras, o Baptismo e a Eucaristia. Mais tarde pôde conhecer este autor no Seminário do Sagrado Coração em Milão, e passou a encontrá-lo regularmente.

Os dois dialogavam quase diariamente, por telefone ou e-mail. Ao estudo da Bíblia somou-se o estudo da Patrologia, do Catecismo, da Virgem Maria e os santos, do Purgatório, da Teologia Sacramental... “Comecei a deixar de lado a 'Sola Scriptura' (somente a Bíblia), que representa o coração e a alma da fé protestante”, diz Jones. Parte do povo começou a abandonar a congregação. Relata a sobrinha de Jones: “A cada domingo eu ia para casa e dizia: ‘este foi o último; não volto mais”. Mas como confiava que o seu tio era um homem de Deus, acabava retornando sempre, e aos poucos as coisas começaram a fazer sentido para ela também.


 

Vídeo do testemunho emocionado de Alex Jones
"Como encontrei a Verdade na Igreja Católica":

 


No processo de mudar o culto da Comunidade Maranatha, pastor Jones finalmente percebeu o óbvio: “Porquê recriar a roda? Já existe a Igreja que faz o culto da maneira correcta: a Igreja Católica!” “Comecei a perceber que a Igreja eterna era a Católica. Todas as outras tiveram uma data de início e foram fundadas por homens. Eu encontrara a Igreja de Jesus Cristo e estava querendo perder todo o resto.”

 

“Parecia uma coisa temporária. Então ele começou a mudar as coisas drasticamente e eu me perturbei, porque achava que ele estava indo pelo caminho errado”, diz Donna Jones, 33 anos, esposa do ex-pastor Alex. “Ele havia pregado que a Igreja Católica era cheia de idolatria”, completa ela: “Quando começou a abraçar essa Fé, eu disse: ‘Tem alguma coisa errada aqui’”... Alex e Donna começaram a discutir sobre usos Cristãos. Donna começou a estudar a Igreja Católica para contrariar o marido, na tentativa de desviá-lo daquele caminho, como ela explica: “Precisava de ‘munição’ para contra-atacar. Mas, logo que eu comecei a ler sobre os Padres da Igreja, uma mudança começou a acontecer no meu coração”.

No Verão de 1998, Dennis Walters, director do Rito de Iniciação Cristã para Adultos da Paróquia Cristo Rei (Ann Arbor), encontrou-se com a família Jones. Walters forneceu exemplares do Catecismo aos líderes de toda a Congregação Maranatha, e respondia às muitas perguntas sobre a doutrina. Por quase 10 anos, Walters se encontrou com os Jones todas as terças-feiras, e ficavam juntos por 4 ou 5 horas. Ele conta que Donna lutou contra a possibilidade de admissão na Igreja Católica também porque isso significaria a perda do emprego bastante rentável do seu marido. Rindo, ela conta que orava assim: “Senhor, o que estou fazendo, após 25 anos de ministério? Eu não estou preparada para me tornar pedicure ou manicure...”. Mas conclui contando o que aconteceu depois de algum tempo: “Então o Espírito Santo me falou ao coração: ‘Eu não estou questionando sobre a sua concordância ou não. Estou tratando da sua conformação à Imagem de Cristo’”.

Exactamente 8 meses depois, numa tarde, Donna se dirigiu ao seu marido e anunciou: “Eu sou Católica!”. Depois disso, Alex Jones concluiu: “Este é definitivamente um trabalho do Santo Espírito! Quando me foi revelado que esta era a sua Igreja, não foi difícil tomar a minha decisão, embora soubesse que isso me custaria tudo”.

Para formalizar a sua conversão, a Congregação Maranatha vem se comunicando com a Arquidiocese de Detroit há mais de um ano. A Arquidiocese está procedendo com cautela, pois há muito a ser estudado, como a situação dos casados pela segunda vez e as posições que serão adequadas para os ministros da Maranatha dentro da Igreja Católica. Por enquanto, há a possibilidade de o ex-pastor Alex Jones entrar para o seminário e se tornar padre ou diácono. Ex-pastores casados convertidos têm feito isso: Steve Anderson, de White Lake, era padre numa “igreja carismática episcopal” antes de se unir à Igreja Católica. Casado e pai de três jovens rapazes, ele recebeu permissão de Roma para se tornar padre e entrará no Seminário Maior do Sagrado Coração, para começar 3 anos de estudos antes de ser ordenado para a Diocese de Lansing.

O resultado da votação dos líderes da Congregação, a favor da conversão à Igreja Católica, foi motivo de festa para Linda, a sobrinha de Jones. Na ocasião, ela declarou: “Estou muito feliz! Mal posso esperar para entrar em Comunhão plena com a Igreja Católica, porque acredito realmente que ela é a Igreja que Cristo deixou aqui, e preciso ser parte dessa Igreja!”...

 

 

Fonte: Voz da Igreja


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