«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
24
Set 12
publicado por FireHead, às 05:53link do post | Comentar

 

(...) Em Novembro de 1928, quando fui ver Padre Pio pela primeira vez, havia passado poucos anos desde a minha mudança de protestante para católico, que se deu por conveniência social. Eu não tinha fé, ou ao menos entendo agora que simplesmente me iludia de tê-la. Tendo sido criado em uma família muito anti-católica e imbuída de preconceitos contra dogmas a tal grau que uma instrução rápida não poderia eliminar, eu estava sempre ávido de coisas secretas e misteriosas.

 

Encontrei um amigo que me apresentou os mistérios do espiritismo. Logo, porém, cansei dessas mensagens inconclusivas de ultratumba; eu estava com fervor no campo do ocultismo, da magia de todos os tipos, etc. Então me encontrei com um homem que declarou, com um ar de mistério, que estava em posse da única verdade: ‘teosofia’. Em seguida me tornei seu discípulo, e comecei a acumular livros com títulos tentadores e atraentes na minha mesa de cabeceira. Com segurança em mim mesmo e cheio de vaidade, usava palavras como Reencarnação, Logos, Brahma, Maia, ansiosamente esperando alguma realidade grande e nova que aconteceria.

 

Não sei porquê (creio que era antes de tudo para agradar a minha esposa), mas de vez em quando continuava recebendo os santos Sacramentos. Este era o estado de minha alma quando, pela primeira vez, ouvi falar de um Padre Capuchinho, do qual me descreveram como um crucifixo vivo, realizando milagres contínuos.

 

Crescendo em curiosidade, decidi ir e ver com os meus próprios olhos. Pus-me de joelhos no confessionário da sacristia e disse a Padre Pio que considerava a confissão uma boa instituição social e instrutiva, mas que não cria na divindade do Sacramento em absoluto. O Padre, contudo, disse com expressão de grande dor: "Heresia! Então todas as tuas Comunhões foram sacrílegas... tens que fazer uma confissão geral. Examina a tua consciência e recorda a última vez que fizeste uma boa confissão. Jesus tem sido mais misericordioso contigo do que com Judas".

 

Então, olhando por cima de minha cabeça com olhos severos, ele disse: "Louvados sejam Jesus e Maria!", e se foi à igreja para ouvir as confissões das mulheres, enquanto eu fiquei na sacristia, comovido e afectado profundamente. A minha cabeça estava girando e não conseguia me concentrar. Todavia, ouvia em minhas orelhas: "Recorda a última vez que fizeste uma boa confissão!". Com dificuldade, tomei a seguinte decisão: diria a Padre Pio que havia sido um protestante, e que mesmo após a abjuração, fui rebaptizado (condicionalmente), e todos os pecados da minha vida passada foram apagados em virtude do santo Baptismo, no entanto, para minha tranquilidade queria começar a confissão desde a minha infância.

 

Quando o Padre voltou ao confessionário da sacristia, repetiu a pergunta: "Pois, quando foi a última vez que fizeste uma boa confissão?". Respondi: "Padre, quando estava...". Porém, nesse ponto o Padre me interrompeu, dizendo: "Fizeste uma boa confissão pela última vez quando estavas regressando da tua lua de mel; deixemos todos os demais, e comecemos a partir daí!". Permaneci boquiaberto, abalado com uma letargia, e entendi que havia tocado o sobrenatural. O Padre, entretanto, não me deu tempo para reflectir. Demonstrando o seu conhecimento do meu passado inteiro, e na forma de perguntas, enumerou todas as minhas faltas com precisão e claridade... Depois que o Padre havia trazido à luz todos os meus pecados mortais, com palavras impressionantes me fez compreender a gravidade destas faltas, acrescentando em um tom de voz inesquecível: "Tens cantado um hino a Satanás, enquanto Jesus em Seu amor ardente deslocou a cabeça por ti". Então ele deu a minha penitência e me absolveu...

 

Creio não somente nos dogmas da Igreja Católica, mas também na menor das suas cerimónias... para quitar esta Fé, deve-se quitar também a minha vida.

 

 

Fonte: Católicos Tradicionais


23
Set 12
publicado por FireHead, às 02:43link do post | Comentar

O blogue Christi Fidei tem a alegria de apresentar, de forma inédita, os relatos acerca de Padre Pio no que se refere ao protestantismo.


Agradecemos novamente ao Frei Carlo Maria, do Convento di Santa Marie delle Grazie, em San Giovanni Rotondo, idealizador do projecto Casa di Riposo per frati anziani (Casa de Repouso para frades idosos) por nos presentear com tão belas histórias.

O texto é de Carlos Wolkartt.


*     *     *

Um dos factos pouco conhecidos relacionado com o Padre Pio é a sua brutal e impiedosa aversão às heresias, em particular ao protestantismo. A sua repugnância à herança de Lutero era tamanha, que em certa ocasião deixou escapar, comicamente: “Não sabeis que o protestantismo também [1] possui um fundador sobrenatural? Sabeis agora, trata-se de um anjo, e o seu nome é Lúcifer”.

É preciso salientar, ademais, que Padre Pio vivia num convento, e não tinha contacto pleno com o mundo externo, e a sua ira contra o protestantismo certamente era movida de alguma forma pela sua misticidade. Isso fica bem claro quando ele diz: “É a Virgem quem chora porque não combatemos este inimigo [o protestantismo]”.

O santo estigmatizado ainda faz duas simples e contundentes analogias – Padre Pio era excelente a fazer comparações – para advertir contra o perigo do protestantismo:

“O protestantismo é como uma nuvem negra que rapidamente cobre todo o brilho do sol. Sabeis, pois, que uma nuvem não é mais grandiosa que o sol, e que ela não o cobre para sempre. A nuvem passa pelo sol, assim como o protestantismo passará perante a Igreja, sem lhe causar dano algum, pois o que não provém do céu jamais poderá vencer o próprio céu.” [2].

“Olha para o protestantismo como um grande hospital, onde os médicos não são verdadeiros médicos, e os remédios não fazem efeito porque não possuem a substância correcta. Verás, pois, que se um moribundo adentrar nesse hospital suplicando que lhe cure, sequer ouvirá uma solução para a sua doença, ou será atendido de forma desleixada, e a morte será o seu único fim. Assim é o protestantismo: há pastores que não são pastores, e há doutrinas que não salvam, por não serem as doutrinas de Cristo. E o seu único fim [do protestante] é a morte eterna, se a misericórdia divina não contrapuser a justiça temerosa”.

Por fim, a forma radical com a qual Padre Pio tratava a heresia protestante deve ser tomada como um exemplo para nós que somos filhos da Igreja de Cristo, pois, como o próprio santo disse, “é impossível amar a Igreja e não lutar para destruir [3] esta heresia.”

_______


Notas


[1] Padre Pio usa o “também” porque, antes, referiu-se a Nosso Senhor como fundador da Igreja Católica.

[2] Aqui, Padre Pio também afirma que a Igreja é “o próprio céu”.

[3] No original: annientare [aniquilar].



17
Mai 12
publicado por FireHead, às 00:41link do post | Comentar

 

1. Quando se passa ante uma imagem da Virgem há que dizer: Saúdo-te, Maria. Saúda a Jesus da minha parte”.

 

2. Escuta, Mãezinha: eu quero-te muito mais que a todas as criaturas da terra e do céu... depois de Jesus, naturalmente...; mas quero-te muito.

 

3. Mãezinha linda, Mãezinha querida, és bela. Se não existisse a Fé, os homens chamar-te-iam deusa. Os teus olhos são mais resplandecentes que o sol; és bela, Mãezinha, eu me glorio disso, amo-te, ah! Ajuda-me.

 

4. Que Maria seja a estrela que vos ilumine a senda, vos mostre o caminho seguro para chegar ao Pai do céu; que seja como a âncora a que vos deveis segurar cada vez mais estreitamente no tempo da prova.

 

5. Que Maria seja a única razão da tua existência e te guie ao porto seguro da salvação eterna. Que seja para ti doce modelo e inspiração na virtude da santa humildade.

 

6. Se Jesus se manifesta, agradecei; e se Se oculta, agradecei também; tudo é brincadeira de amor. A Virgem clemente e piedosa continue alcançando-vos da inefável bondade do Senhor a força para ultrapassar até o fim tantas provas de amor que vos concede. Eu vos desejo que chegueis a morrer com Jesus na cruz e que possais exclamar n'Ele docemente: “Tudo está consumado.”

 

7. Oh Maria, mãe dulcíssima dos sacerdotes, mediadora e dispensadora de todas as graças; desde o íntimo do meu coração te rogo e te suplico encarecidamente que hoje, amanhã e sempre dês graças a Jesus, o fruto bendito do teu ventre.

 

8. A humanidade quer a sua parte. Também Maria, a Mãe de Jesus, sabia que, por meio da morte do seu Filho, se realizava a redenção do género humano, e no entanto também ela chorou e sofreu; e quanto sofreu!

 

9. Que Maria converta em gozo todos as dores da tua vida.

 

10. Não vos entregueis tão intensamente à actividade de Marta que esqueceis o silêncio e o abandono de Maria. A Virgem, que concilia tão perfeitamente ambas as coisas, vos sirva de doce modelo e de inspiração.

 

11. Maria embeleze e perfume continuadamente a tua alma com novas virtudes e te proteja com o seu amor maternal. Mantém-te cada vez mais unida à Mãe do céu, porque ela é o mar através do qual se alcançam as praias dos esplendores eternos no reino da aurora.

 

12. Traz à tua memória o que sucedia no coração de nossa Mãe do céu ao pé da cruz. É tão intensa a sua dor que permanece petrificada ante o seu Filho crucificado, mas não podes dizer que haja sido abandonada. Ao contrário, nunca foi tão amada quando sofria e nem sequer lhe era possível chorar.

 

13. Não te afastes do altar sem derramar lágrima de dor e de amor por Jesus, crucificado por tua eterna salvação. A Virgem Dolorosa te acompanhará e te servirá de doce inspiração.

 

14. Filho, tu não sabes os efeitos da obediência. Olha: por um sim, por um só sim, “fiat secundum verbum tuum”, por fazer a vontade de Deus, Maria chega a ser Mãe do Altíssimo, confessando-se Sua escrava, mas conservando a virgindade que tão grata era a Deus e a ela. Por aquele sim pronunciado por Maria Santíssima, o mundo obteve a salvação, a humanidade foi remida. Façamos também nós sempre a vontade de Deus e digamos sempre sim ao Senhor.

 

15. Correspondamos também nós, que fomos regenerados no santo baptismo, a graça da nossa vocação à imitação da Imaculada, nossa Mãe. Apliquemo-nos incessantemente ao estudo de Deus para conhecê-Lo, servi-Lo e amá-Lo cada vez melhor.

 

16. Minha Mãe, infunde em mim aquele amor que ardia em teu coração por Ele; em mim, que coberto de misérias, admiro em ti o mistério de tua Imaculada Conceição e que ardentemente desejo que, por esse mistério, purifiques o meu coração para amar a meu Deus e a teu Deus, minha mente para elevar-me até Ele e contemplá-Lo, adorá-Lo e servi-LO em espírito e verdade, o corpo para que seja o Seu tabernáculo menos indigno de possui-Lo quando se digne vir a mim na Santa Comunhão.

 

17. Padre, hoje é a festa da Nossa Senhora das Dores. Diga-me uma palavra. Resposta: A Virgem Dolorosa nos quer bem, deu-nos a luz na dor e no amor. Não se afaste jamais da tua mente a Dolorosa e suas dores fiquem gravadas no teu coração; e o acenda de amor a Ela e a seu Filho.

 

18. A alma bem-aventurada de Maria, como pomba que se liberta dos laços, se separou de seu santo corpo e voou ao seio do seu Amado.

 

19. Depois da ascensão de Jesus Cristo ao céu, Maria ardia continuamente no mais vivo desejo de unir-se com Ele. Na ausência do seu divino Filho, parecia encontrar-se no mais duro desterro. Aqueles anos nos que teve que estar separada d'Ele, foram para ela o mais lento e doloroso martírio, martírio de amor que a consumia lentamente.

 

20. Jesus, que reinava no céu com a humanidade santíssima que havia tomado no seio da Virgem, quis que também a Sua Mãe, não somente com a alma mas também com o corpo, se reunisse com Ele e compartisse plenamente a Sua glória. E isto era totalmente justo e merecido. Aquele corpo, que não foi nem por um só instante escravo do demónio e do pecado, não devia sê-lo tampouco na corrupção.

 

21. Procura conformar sempre e em tudo a vontade de Deus em todos os acontecimentos, e não tenhas medo. Esta conformidade é o caminho seguro para chegar ao céu.

 

22. Eu desejo, e não lograis, morrer ou amar a Deus, é dizer, a morte ou o amor, já que a vida sem este amor é pior que a morte. Filhas minhas, ajudai-me! Eu morro e agonizo em cada momento. Tudo me parece um sonho e não sei donde me movo. Deus meu! Quando chegará a hora em que também eu posso cantar: “este é o meu descanso, oh Deus, para sempre”?

 

23. Pratica a penitência de pensar com dor nas ofensas feitas a Deus; a penitência de ser constante no bem, a penitência de lutar contra os teus defeitos.

 

24. Confesso ante tudo a grande desgraça que é para mim não saber expressar e sacar fora este grande vulcão sempre aceso que me abraça e que Jesus meteu dentro deste coração tão pequeno. Tudo se resume a isto: vivo devorado pelo amor de Deus e pelo amor ao próximo.

 

25. A ciência, filho meu, por muito grande que seja, é sempre algo muito pobre; e é menos que nada em comparação com o formidável mistério da divindade. Deves encontrar outros caminhos. Limpa o teu coração de toda a paixão terrena, humilha-te no pó e ora! Desse modo encontrarás com certeza a Deus, que te dará a serenidade e a paz na vida e a beatitude eterna na outra.

 

26. Já viste algum campo de trigo completamente curado? Poderás observar que algumas espigas são altas e vigorosas; outras, ao invés, estão dobradas até ao chão. Experimenta apanhar as altas, as mais vaidosas, e verás que estão vazias; se, ao contrário, colheres as que estão mais baixas, as mais humildes, verás que estão carregadas de grãos. Daqui poderás concluir que a vaidade é algo vazio.

 

27. Convém-nos esforçar-nos muito para chegar a ser santos e servir intensamente a Deus e ao próximo.

 

28. Façamo-nos santos; deste modo, depois de haver vivido juntos na terra, estaremos juntos para sempre no céu.

 

29. Oh Deus! Faz-Te sentir cada vez mais em meu pobre coração e realiza em mim a obra que começaste. Sinto no intimo uma voz que me diz insistentemente: santifica-te e santifica. Pois bem, queridíssima filha, isto é o que eu quero, mas não sei por onde começar. Ajuda-me, pois; sei que Jesus te quer muitíssimo e o mereces. Fala-Lhe, pois, de mim que me conceda a graça de ser um filho menos indigno de São Francisco, que possa servir de exemplo a meus irmãos de modo que o fervor continue sempre e cresça sempre mais em mim de forma que faça de mim um perfeito capuchinho.

 

30. Sê, pois, sempre fiel a Deus no cumprimento das promessas que Lhe fizeste e não te preocupes com a zombaria dos ignorantes. Deves saber que os santos jamais se preocuparam do mundo e dos mundanos e puseram debaixo dos seus pés o mundo com as suas máximas.

 

31. O campo de batalha entre Deus e Satanás é a alma humana. Nela se desenrola em todos os momentos da vida. É necessário que a alma deixe acesso livre ao Senhor e que seja fortalecida por Ele em todas as partes com toda a classe de armas; que seja iluminada por Sua luz para combater as trevas do erro; que seja revestida de Jesus Cristo, de Sua verdade e justiça, do escudo da fé, da palavra de Deus, para vencer a inimigos tão poderosos. Para ser revestidos de Jesus Cristo é necessário morrer para si mesmos.

 


Fonte: São Pio de Pietrelcina Blog


Outubro 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


Links
Pesquisar blogue
 
blogs SAPO