«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
17
Abr 16
publicado por FireHead, às 08:31link do post | Comentar

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25
Set 14
publicado por FireHead, às 05:54link do post | Comentar

É conhecida a grande paixão que o Papa emérito tem pelos gatos. Na verdade, ele sempre quis escrever livros sobre gatos. Antes de ser eleito Papa, Joseph Ratzinger tencionava deixar o Vaticano e voltar para a sua Baviera natal porque tinha o plano de escrever histórias sobre gatos.


 

 

 

Joseph Ratzinger teve gatos durante décadas, especialmente quando era o líder da Congregação para a Doutrina da Fé. Ele acolhia muitos gatos abandonados das ruas movimentadas de Roma no jardim da Congregação ou nas proximidades, cuidando de todos eles. Todos os gatos tinham um nome dado por ele. O Papa emérito era visto pelos seus antigos vizinhos de Borgo Pio como o Dr. Dolittle. Os gatos corriam em direcção a ele quando o viam chegar.


 

 

Segundo o cardeal Tarcisio Bertone, sempre que o Papa Bento XVI via um gato, ele ia conversar com o bicho. "Às vezes é uma longa conversa", garantiu o cardeal italiano ao Daily Telegraph. Uma vez um guarda suíço do Vaticano viu Bento XVI com cerca de 10 gatos atrás dele e disse: "Sua Santidade, os gatos estão a invadir a Santa Sé".

 


Na Alemanha, Bento XVI sempre viveu com gatos. Em casa da sua família em Ratisbona, construída no estilo da década de 1970, tem um jardim e nele está uma estátua da Virgem Maria e também uma estátua de um gato. Segundo o chefe do departamento de teologia da Universidade de Ratisbona, Konrad Baumgartner, o Papa Bento XVI visita sempre os gatos sempre que visita uma igreja. Numa ocasião, depois de celebrar uma Missa, ele acompanhou Sua Santidade a um cemitério por trás duma igreja. "Eu acompanhei-o, e lá estava cheio de gatos, e quando ele saiu, todos eles correram para Joseph. Eles conheciam-no e amavam-no. Ele ficou ali, acariciando e conversando com alguns gatos, por muito tempo", contou Baumgartner ao Kansas City Star.



Não é por acaso que eu gosto imenso do Papa Bento XVI, eu que também gosto muito de gatos. Que saudades que eu tenho dele!


10
Jul 14
publicado por FireHead, às 07:44link do post | Comentar | Ver comentários (2)


16
Mai 14
publicado por FireHead, às 07:19link do post | Comentar


28
Fev 13
publicado por FireHead, às 16:48link do post | Comentar

 


13
Fev 13
publicado por FireHead, às 16:36link do post | Comentar


12
Fev 13
publicado por FireHead, às 00:34link do post | Comentar

11
Fev 13
publicado por FireHead, às 15:29link do post | Comentar

 

O Papa Bento XVI vai deixar de ser Papa. É a primeira vez que um Sumo Pontífice renuncia à Cátedra de São Pedro desde 1415. A partir do dia 28 de Fevereiro às 20 horas, a sede de São Pedro ficará vacante e convocar-se-á o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

 

 

 

Estou sem palavras. Acredito que o mundo inteiro ficou surpreendido. Resta-nos a todos respeitar e aceitar a posição do Papa. Desde já muito obrigado, Sua Santidade, por tão bem ter chefiado a Igreja Una Santa Católica e Apostólica!


publicado por FireHead, às 02:34link do post | Comentar

 

O Papa Bento XVI saudou os católicos da Ásia a propósito do Ano Novo Chinês. "Hoje, muitos povos do Extremo Oriente celebram o Ano Novo Lunar", segundo o calendário chinês, disse o Papa. "A paz, a harmonia e o agradecimento aos céus são os valores universais celebrados nesta feliz circunstância, que é desejada por todos para a construção da sua própria família, da sociedade e da nação", sublinhou. "Eu desejo que estes povos possam realizar as suas aspirações a uma vida feliz e próspera".


25
Jan 13
publicado por FireHead, às 19:05link do post | Comentar

 

Redes Sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização

 

 

Amados irmãos e irmãs,

 

Encontrando-se próximo o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2013, desejo oferecer-vos algumas reflexões sobre uma realidade cada vez mais importante que diz respeito à maneira como as pessoas se comunicam actualmente entre si; concretamente quero deter-me a considerar o desenvolvimento das redes sociais digitais que estão a contribuir para a aparição duma nova ágora, duma praça pública e aberta onde as pessoas partilham ideias, informações, opiniões e podem ainda ganhar vida novas relações e formas de comunidade.

 

Estes espaços, quando bem e equilibradamente valorizados, contribuem para favorecer formas de diálogo e debate que, se realizadas com respeito e cuidado pela privacidade, com responsabilidade e empenho pela verdade, podem reforçar os laços de unidade entre as pessoas e promover eficazmente a harmonia da família humana.

 

A troca de informações pode transformar-se numa verdadeira comunicação, os contactos podem amadurecer em amizade, as conexões podem facilitar a comunhão. Se as redes sociais são chamadas a concretizar este grande potencial, as pessoas que nelas participam devem esforçar-se por serem autênticas, porque nestes espaços não se partilham apenas ideias e informações, mas em última instância a pessoa comunica-se a si mesma.

 

O desenvolvimento das redes sociais requer dedicação: as pessoas envolvem-se nelas para construir relações e encontrar amizade, buscar respostas para as suas questões, divertir-se, mas também para ser estimuladas intelectualmente e partilhar competências e conhecimentos. Assim as redes sociais tornam-se cada vez mais parte do próprio tecido da sociedade enquanto unem as pessoas na base destas necessidades fundamentais. Por isso, as redes sociais são alimentadas por aspirações radicadas no coração do homem.

 

A cultura das redes sociais e as mudanças nas formas e estilos da comunicação colocam sérios desafios àqueles que querem falar de verdades e valores. Muitas vezes, como acontece também com outros meios de comunicação social, o significado e a eficácia das diferentes formas de expressão parecem determinados mais pela sua popularidade do que pela sua importância intrínseca e validade. E frequentemente a popularidade está mais ligada com a celebridade ou com estratégias de persuasão do que com a lógica da argumentação. Às vezes, a voz discreta da razão pode ser abafada pelo rumor de excessivas informações, e não consegue atrair a atenção que, ao contrário, é dada a quantos se expressam de forma mais persuasiva. Por conseguinte os meios de comunicação social precisam do compromisso de todos aqueles que estão cientes do valor do diálogo, do debate fundamentado, da argumentação lógica; precisam de pessoas que procurem cultivar formas de discurso e expressão que façam apelo às aspirações mais nobres de quem está envolvido no processo de comunicação.

 

Tal diálogo e debate podem florescer e crescer mesmo quando se conversa e toma a sério aqueles que têm ideias diferentes das nossas. «Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza» (Discurso no Encontro com o mundo da cultura, Belém, Lisboa, 12 de Maio de 2010).

 

O desafio, que as redes sociais têm de enfrentar, é o de serem verdadeiramente abrangentes: então beneficiarão da plena participação dos fiéis que desejam partilhar a Mensagem de Jesus e os valores da dignidade humana que a sua doutrina promove. Na realidade, os fiéis dão-se conta cada vez mais de que, se a Boa Nova não for dada a conhecer também no ambiente digital, poderá ficar fora do alcance da experiência de muitos que consideram importante este espaço existencial. O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade quotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens. As redes sociais são o fruto da interacção humana, mas, por sua vez, dão formas novas às dinâmicas da comunicação que cria relações: por isso uma solícita compreensão por este ambiente é o pré-requisito para uma presença significativa dentro do mesmo.

 

A capacidade de utilizar as novas linguagens requer-se não tanto para estar em sintonia com os tempos, como sobretudo para permitir que a riqueza infinita do Evangelho encontre formas de expressão que sejam capazes de alcançar a mente e o coração de todos.

 

No ambiente digital, a palavra escrita aparece muitas vezes acompanhada por imagens e sons. Uma comunicação eficaz, como as parábolas de Jesus, necessita do envolvimento da imaginação e da sensibilidade afectiva daqueles que queremos convidar para um encontro com o mistério do amor de Deus. Aliás sabemos que a tradição cristã sempre foi rica de sinais e símbolos: penso, por exemplo, na cruz, nos ícones, nas imagens da Virgem Maria, no presépio, nos vitrais e nos quadros das igrejas. Uma parte consistente do património artístico da humanidade foi realizado por artistas e músicos que procuraram exprimir as verdades da fé.

 

A autenticidade dos fiéis, nas redes sociais, é posta em evidência pela partilha da fonte profunda da sua esperança e da sua alegria: a fé em Deus, rico de misericórdia e amor, revelado em Jesus Cristo. Tal partilha consiste não apenas na expressão de fé explícita, mas também no testemunho, isto é, no modo como se comunicam «escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011). Um modo particularmente significativo de dar testemunho é a vontade de se doar a si mesmo aos outros através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana. A aparição nas redes sociais do diálogo acerca da fé e do acreditar confirma a importância e a relevância da religião no debate público e social.

 

Para aqueles que acolheram de coração aberto o dom da fé, a resposta mais radical às questões do homem sobre o amor, a verdade e o sentido da vida – questões estas que não estão de modo algum ausentes das redes sociais – encontra-se na pessoa de Jesus Cristo. É natural que a pessoa que possui a fé deseje, com respeito e tacto, partilhá-la com aqueles que encontra no ambiente digital. Entretanto, se a nossa partilha do Evangelho é capaz de dar bons frutos, fá-lo em última análise pela força que a própria Palavra de Deus tem de tocar os corações, e não tanto por qualquer esforço nosso.

 

A confiança no poder da acção de Deus deve ser sempre superior a toda e qualquer segurança que possamos colocar na utilização dos recursos humanos. Mesmo no ambiente digital, onde é fácil que se ergam vozes de tons demasiado acesos e conflituosos e onde, por vezes, há o risco de que o sensacionalismo prevaleça, somos chamados a um cuidadoso discernimento. A propósito, recordemo-nos de que Elias reconheceu a voz de Deus não no vento impetuoso e forte, nem no tremor de terra ou no fogo, mas no «murmúrio de uma brisa suave» (1 Rs 19, 11-12). Devemos confiar no facto de que os anseios fundamentais que a pessoa humana tem de amar e ser amada, de encontrar um significado e verdade que o próprio Deus colocou no coração do ser humano, permanecem também nos homens e mulheres do nosso tempo abertos, sempre e em todo o caso, para aquilo que o Beato Cardeal Newman chamava a «luz gentil» da fé.

 

As redes sociais, para além de instrumento de evangelização, podem ser um factor de desenvolvimento humano. Por exemplo, em alguns contextos geográficos e culturais onde os cristãos se sentem isolados, as redes sociais podem reforçar o sentido da sua unidade efectiva com a comunidade universal dos fiéis.

 

As redes facilitam a partilha dos recursos espirituais e litúrgicos, tornando as pessoas capazes de rezar com um revigorado sentido de proximidade àqueles que professam a sua fé. O envolvimento autêntico e interactivo com as questões e as dúvidas daqueles que estão longe da fé, deve-nos fazer sentir a necessidade de alimentar, através da oração e da reflexão, a nossa fé na presença de Deus e também a nossa caridade operante: «Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine» (1 Cor 13, 1).

 

No ambiente digital, existem redes sociais que oferecem ao homem actual oportunidades de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Mas estas redes podem também abrir as portas a outras dimensões da fé. Na realidade, muitas pessoas estão a descobrir – graças precisamente a um contacto inicial feito online – a importância do encontro directo, de experiências de comunidade ou mesmo de peregrinação, que são elementos sempre importantes no caminho da fé.

 

Procurando tornar o Evangelho presente no ambiente digital, podemos convidar as pessoas a viverem encontros de oração ou celebrações litúrgicas em lugares concretos como igrejas ou capelas. Não deveria haver falta de coerência ou unidade entre a expressão da nossa fé e o nosso testemunho do Evangelho na realidade onde somos chamados a viver, seja ela física ou digital. Sempre e de qualquer modo que nos encontremos com os outros, somos chamados a dar a conhecer o amor de Deus até aos confins da terra.

 

Enquanto de coração vos abençoo a todos, peço ao Espírito de Deus que sempre vos acompanhe e ilumine para poderdes ser verdadeiramente arautos e testemunhas do Evangelho. «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16, 15).

 

Vaticano, 24 de Janeiro – Festa de São Francisco de Sales – do ano 2013.

 

 

Fonte: Blog Carmadélio


16
Jan 13
publicado por FireHead, às 19:51link do post | Comentar


04
Dez 12
publicado por FireHead, às 07:59link do post | Comentar

 

Depois da polémica em torno do burro e da vaca, que afinal não estavam no presépio, o Papa Bento XVI afirmou, no seu livro "A Infância de Jesus", que os reis magos vieram de uma região entre Huelva, Cádis e Sevilha, mais precisamente a região de Tartessos, ou seja, na actual Andaluzia. Para isso, o Sumo Pontífice baseou-se no Evangelho de Mateus e nos textos do profeta Isaías, contrariando, uma vez mais, as versões universalmente aceites sobre a Natividade.

 

"A promessa contida nestes textos estende a proveniência destes homens até ao extremo Ocidente (Tarsis, Tartessos em Espanha), mas a tradição desenvolveu posteriormente este anúncio da universalidade aos reinos de que eram soberanos, como reis dos três continentes então conhecidos: África, Ásia e Europa", lê-se no livro de Bento XVI.


Seja como for, este último livro do Papa foi um dos mais vendidos em Itália, em Espanha e também em Portugal.


01
Dez 12
publicado por FireHead, às 22:19link do post | Comentar


24
Nov 12
publicado por FireHead, às 00:39link do post | Comentar

 

"A Infância de Jesus" é o terceiro livro de Joseph Alois Ratzinger, vulto Papa Bento XVI, sobre a biografia de Jesus Cristo. Jesus histórico, segundo o Papa. Polémicas à parte, não belisca em nada a minha Fé na Igreja Católica se estavam ou não no presépio o burro e a vaca ou se a estrela que guiou os magos era na verdade uma supernova. Deixo isso para os tradicionalistas ferrenhos ou acérrimos conservadores. Até porque eu sei separar as águas e, apesar de Bento XVI ser Papa, ele é uma pessoa como qualquer um de nós, logo também tem as suas próprias opiniões. Ele não escreveu nada que seja um dogma, não escreveu como poderia falar ex-Cathedra.

 

A Bíblia pouco fala da infância de Jesus. "Resumindo, Mateus e Lucas – cada um à sua maneira – queriam não tanto narrar «histórias», mas escrever história: história real, sucedida, embora certamente interpretada e compreendida com base na Palavra de Deus. Isto significa também que não havia a intenção de narrar de modo completo, mas de escrever aquilo que, à luz da Palavra e para a comunidade nascente da fé, se revelava importante. As narrativas da infância são história interpretada e, a partir da interpretação, escrita e condensada", pode-se ler no novo livro do Papa.

 

"Eu não vejo como se possa aduzir, em apoio de tal teoria (nascimento de Jesus em Nazaré, ndr), fontes verdadeiras. De facto, a propósito do nascimento de Jesus, não temos outras fontes além das narrativas da infância de Mateus e Lucas. Vê-se que os dois dependem de representantes de tradições muito diferentes; são influenciados por perspectivas teológicas diferentes, e inclusive as suas informações históricas divergem parcialmente. Parece que Mateus desconhecia que tanto José como Maria habitavam inicialmente em Nazaré. Por isso, quando voltam do Egipto, a intenção primeira de José é ir para Belém, e só a notícia de que na Judeia reina um filho de Herodes é que o induz a retirar-se para a Galileia. Ao passo que, para Lucas, é claro, desde o início, que a Sagrada Família, depois dos acontecimentos do nascimento, voltou para Nazaré. As duas linhas diversas de tradição concordam na informação de que o local do nascimento de Jesus era Belém. Se nos ativermos às fontes, fica claro que Jesus nasceu em Belém e cresceu em Nazaré.

 

(...)

 

Os dois capítulos da narrativa da infância em Mateus não são uma meditação expressa sob a forma de histórias, antes pelo contrário: Mateus narra-nos verdadeira história, que foi meditada e interpretada teologicamente, e assim ajuda-nos a compreender mais profundamente o mistério de Jesus.

 

(...)

 

Também é importante aquilo que Lucas diz acerca do crescimento de Jesus não só em idade, mas também em sabedoria. Por um lado, na resposta de Jesus com 12 anos, tornou-se evidente que Ele conhece o Pai – Deus – a partir de dentro. Só Ele conhece Deus, e não através de pessoas humanas que dão testemunho d’Ele – reconhece-O em Si mesmo. Como Filho, encontra-Se directamente com o Pai; vive na sua presença; vê-O. João diz que Ele é o Unigénito, que «está no seio do Pai» e, por isso, pode revelá-l’O (Jo 1, 18). É precisamente isto que se torna evidente na resposta daquele adolescente de 12 anos: Jesus está com o Pai, vê as coisas e os homens na sua luz" ("A Infância de Jesus", por Papa Bento XVI).

 

Na verdade a Bíblia, a respeito da infância de Jesus, salienta apenas poucos pormenores: natividade, adoração dos magos, a Sua circuncisão, a Sua apresentação no Templo, a fuga para o Egipto e o encontro no Templo entre os doutores.

 

Os apócrifos, e não apenas os gnósticos, contêm também informações sobre a infância de Jesus, muito movidas pela piedade popular.

 

O Evangelho Árabe da Infância, publicado em 1677, atribuído a Pedro alegadamente com dados fornecidos por Nossa Senhora, é baseado no Proto-Evangelho de Tiago, que relata a viagem de José e Nossa Senhora até Belém antes do nascimento de Jesus. O Evangelho Árabe de Infância narra também a infância de Jesus no Egipto, baseada aparentemente em tradições locais, e inclusive há um filme de Jesus em que retrata uma cena que consta no apócrifo: o menino Jesus olha para um templo com imagens de ídolos e estes caem para o chão, assustando as pessoas que estavam lá dentro a adorá-los. Segundo o apócrifo, a região tremeu e os ídolos quebraram depois de terem caído para o chão. O Alcorão islâmico possui informações que foram certamente extraídas do apócrifo árabe, como o facto de Jesus ter supostamente falado no berço aos magos, criando assim a sua própria versão islamizada de Jesus, o Isa para os muçulmanos.

 

O Evangelho de Pseudo-Tomé foi atribuído a um filósofo israelita e terá sido escrito no século II procurando igualmente dar informações sobre a vida de Jesus dos 5 aos 12 anos. É uma história mirabolante na medida em que ele diz que o menino Jesus era cruel, tendo matado uma criança (sim, isso mesmo), o filho do escriba Anás, depois de o ter secado como uma árvore. O apócrifo contraria os Evangelhos canónicos porque fala que Jesus, já em criança, fazia milagres: aos 5 anos de idade, no leito de um riacho, Jesus transformou passarinhos de barro por Ele moldados em passarinhos verdadeiros.

 

Uma outra obra apócrifa, "A História de José, o carpinteiro", escrita entre o século VI e VII, confirma o dogma da virgindade perpétua de Nossa Senhora e esclarece que os "outros" filhos dela - Judas, Justo, Tiago, Simão, Ássia e Lídia - são na verdade filhos de José de um casamento anterior. Há uma cena engraçada no apócrifo: a morte é personalizada numa figura que vinha buscar a alma de José e que ficou com medo da presença de Jesus. Somente depois de Jesus lhe ter dito para fazer o que tinha a fazer é que a morte levou a alma de José com ela.

 

O padre modernista brasileiro Frei Jacir de Freitas Faria, fransciscano, especializou-se no estudo dos apócrifos. Segundo ele, os apócrifos da infância devem ser entendidos no âmbito do imaginário da fé. O problema deste padre é acreditar que existiram mais do que um Cristianismo e que a Igreja Católica foi o resultado duma vitória da actual doutrina sobre as outras, precisamente as apócrifas.

 

Também o Livro de Urântia fala, na sua parte IV, da vida e dos ensinamentos de Jesus. Este livro de teor gnóstico ao bom estilo da New Age afirma ter sido apresentado por seres celestiais como uma revelação do nosso planeta, que afinal se chama Urântia, instruíndo-nos sobre a sua génese, história e o destino da humanidade e sobre o relacionamento do homem com Deus. Segundo o livro, Jesus nasceu no dia 21 de Agosto do ano 7 a.C. (sim, isso mesmo) ao meio-dia com a ajuda de carinhosas mulheres viajantes. Fala também da estadia da sagrada família em Alexandria, Egipto, quando Jesus tinha 2 anos e o regresso a Nazaré um ano depois. Com 5 anos de idade, Jesus teve uma irmã, a Míriam, e com 7 anos iniciou a Sua instrução formal nas escolas das sinagogas, entre outras informações que roçam mais o ridículo que outra coisa.


20
Nov 12
publicado por FireHead, às 02:32link do post | Comentar

No seu discurso do Angelus de domingo, o Papa Bento XVI falou da traição de Judas a Cristo, afirmando que o problema de Judas foi ter falhado em abandonar a Cristo quando já não mais acreditava — uma “falsidade”, afirmou o Papa, “que é uma marca do demónio”.

 

“Judas”, declarou o Papa Bento, “poderia ter deixado [Jesus], como fizeram muitos discípulos; de facto, ele teria abandonado, se fosse honesto. Pelo contrário, ele permaneceu com Jesus. Não por causa da fé, ou por causa do amor, mas com a intenção secreta de se vingar do Mestre”.

 

Segundo o director em Roma da Human Life International [HLI], Monsenhor Ignacio Barreiro, os comentários são muito relevantes para a actual situação na Igreja Católica. Mons. Barreiro, doutor em teologia dogmática, disse ao LifeSiteNews que “para aqueles Católicos que não podem se convencer a crer nos ensinamentos formais da Igreja sobre questões relacionadas com a vida e a família, seria mais honesto deixar a Igreja, em vez de traí-La”.

 

Mas, acrescentou, “nós lamentamos muitíssimo que a pessoa seja tão propensa [a isso] e desejamos que tenha uma conversão, passando a crer verdadeiramente”.

 

O Papa Bento, nas suas observações, fez uma distinção entre crer e compreender, notando que alguns discípulos se afastaram de Cristo porque não acreditavam. Todavia, disse ele, mesmo aqueles que permaneceram, acreditaram antes de compreender plenamente.

 

O director em Roma da HLI comentou: “dificuldade intelectual não é desobediência”. E explicou: “Pode haver ensinamentos que você acha difíceis de aceitar. Contudo, (nessas circunstâncias) é virtuoso acreditar, uma vez que você faz um sacrifício da sua própria vontade, tomando como sua a mente da Igreja”.

 

Mons. Barreiro recordou que a submissão da vontade e do intelecto é exigida quando se trata de ensinamentos oficiais da Igreja, e não de opiniões prudenciais. “Por exemplo”, declarou, “[a submissão] é necessária para o ensinamento sobre o aborto, mas pode haver diferenças legítimas de opinião entre os Católicos sobre como prestar auxílio aos pobres”.

 

Dando outro exemplo, ele ressaltou que “enquanto a Igreja nunca pode ordenar mulheres ao sacerdócio, pode haver diferenças sobre como assegurar a todos o acesso a cuidados de saúde”.

 

O Papa concluiu com uma oração, pedindo a Deus que “nos ajude a crer em Jesus, como fez São Pedro, e a ser sempre sinceros com Ele e com Seu povo”.

 

 

John Henry Western - Life Site News

 

Tradução: Frates in Unum



Fonte: Frates in Unum


15
Out 12
publicado por FireHead, às 00:12link do post | Comentar | Ver comentários (2)

“Agora, porém, temos de voltar para aquele que convocou o Concílio Vaticano II e que o inaugurou: o Bem-Aventurado João XXIII. No Discurso de Abertura, ele apresentou a finalidade principal do Concílio usando estas palavras: ‘O que mais importa ao Concílio Ecuménico é o seguinte: que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz. (…) Por isso, o objectivo principal deste Concílio não é a discussão sobre este ou aquele tema doutrinal... Para isso, não havia necessidade de um Concílio... É necessário que esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e apresentada de forma a responder às exigências do nosso tempo’ (AAS 54 [1962], 790791-792).”

 

“À luz destas palavras, entende-se aquilo que eu mesmo pude então experimentar: durante o Concílio havia uma tensão emocionante, em relação à tarefa comum de fazer resplandecer a verdade e a beleza da fé no hoje do nosso tempo, sem sacrificá-la frente às exigências do presente, nem mantê-la presa ao passado: na fé ecoa o eterno presente de Deus, que transcende o tempo, mas que só pode ser acolhida no nosso hoje, que não torna a repetir-se. Por isso, julgo que a coisa mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a presente, seja reavivar em toda a Igreja aquela tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo. Mas para que este impulso interior à nova evangelização não seja só um ideal e não peque de confusão, é necessário que ele se apoie sobre uma base concreta e precisa, e esta base são os documentos do Concílio Vaticano II, nos quais este impulso encontrou a sua expressão. É por isso que repetidamente tenho insistido na necessidade de retornar, por assim dizer, à ‘letra’ do Concílio – ou seja, aos seus textos – para também encontrar o seu verdadeiro espírito; e tenho repetido que neles se encontra a verdadeira herança do Concílio Vaticano II. A referência aos documentos protege dos extremos tanto de nostalgias anacrónicas como de avanços excessivos, permitindo captar a novidade na continuidade. O Concílio não excogitou nada de novo em matéria de fé, nem quis substituir aquilo que existia antes. Pelo contrário, preocupou-se em fazer com que a mesma fé continue a ser vivida no presente, continue a ser uma fé viva em um mundo em mudança.”

 

“Se nos colocarmos em sintonia com a orientação autêntica que o Bem-Aventurado João XXIII queria dar ao Vaticano II, poderemos actualizá-la ao longo deste Ano da Fé, no único caminho da Igreja que quer aprofundar continuamente a ‘bagagem’ da fé que Cristo lhe confiou. Os Padres conciliares queriam voltar a apresentar a fé de uma forma eficaz, e se quiseram abrir-se com confiança ao diálogo com o mundo moderno foi justamente porque eles estavam seguros da sua fé, da rocha firme em que se apoiavam.Contudo, nos anos seguintes, muitos acolheram acriticamente a mentalidade dominante, questionando os próprios fundamentos do depositum fidei a qual infelizmente já não consideravam como própria diante daquilo que tinham por verdade.

 

Se a Igreja hoje propõe um novo Ano da Fé e a nova evangelização, não é para prestar honras a uma efeméride, mas porque é necessário, ainda mais do que há 50 anos! (…) Nos últimos decénios tem-se visto o avanço de uma ‘desertificação’ espiritual. Qual fosse o valor de uma vida, de um mundo sem Deus, no tempo do Concílio já se podia perceber a partir de algumas páginas trágicas da história, mas agora, infelizmente, o vemos ao nosso redor todos os dias. É o vazio que se espalhou. No entanto, é precisamente a partir da experiência deste deserto, deste vazio, que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós homens e mulheres. No deserto é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida; assim sendo, no mundo de hoje, há inúmeros sinais da sede de Deus, do sentido último da vida, ainda que muitas vezes expressos implícita ou negativamente. E no deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus que liberta do pessimismo. Hoje, mais do que nunca, evangelizar significa testemunhar uma vida nova, transformada por Deus, indicando assim o caminho. A primeira Leitura falava da sabedoria do viajante (cf. Eclo 34, 9-13): a viagem é uma metáfora da vida, e o viajante sábio é aquele que aprendeu a arte de viver e pode compartilhá-la com os irmãos – como acontece com os peregrinos no Caminho de Santiago, ou em outros caminhos de peregrinação que, não por acaso, estão novamente em voga nestes últimos anos. Por que tantas pessoas hoje sentem a necessidade de fazer esses caminhos? Não seria porque neles encontraram, ou pelo menos intuíram o significado do nosso estar no mundo? Eis aqui o modo como podemos representar este ano da Fé: uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas – como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão (cf. Lc 9, 3), mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como é o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos.

 

 

Papa Bento XVI, Homilia na Santa Missa de abertura do Ano da Fé, 11 de Outubro de 2012

 

Fonte:Ecclesia Una


02
Out 12
publicado por FireHead, às 01:36link do post | Comentar

Segundo a Radio Vaticano (de 22 de Setembro de 2012), Bento XVI incentivou os políticos católicos a falar com "espirito profético" em defesa do bem comum e destacou também a importância de defender a família tradicional como unidade básica da sociedade.


"A família", disse o Papa Bento XVI, "é o princípio mais incisivo da educação da pessoa humana" e que "a família, célula mater da sociedade, é, portanto, a raiz que nutre não somente o indivíduo, mas também a própria base da convivência social".


15
Set 12
publicado por FireHead, às 16:57link do post | Comentar | Ver comentários (2)
Bento XVI exorta a dizer "não à vingança"

 

O Papa exortou hoje os povos do Médio Oriente a "dizerem não à vingança" e a banirem a "violência verbal e física", apelando a que aceitem 'a sociedade plural'.

Bento XVI falava no palácio presidencial de Babada, perto de Beirute, para várias centenas de personalidades do mundo político, religioso e da cultura libanesa, entre os quais os dirigentes das comunidades muçulmanas, no segundo dia da sua visita ao Líbano.

Numa altura de grande agitação na região devido à guerra na Síria e a manifestações contra um filme realizado nos Estados Unidos e considerado ofensivo para o islão, o Papa centrou a sua intervenção nas condições religiosas e sociais que podem favorecer a paz na região.

O Papa pediu para "se suprimir a violência verbal e física", considerando que "ela é sempre um atentado à dignidade humana, a do autor e a da vítima".

"Trata-se de dizer não à vingança, de reconhecer os seus erros, aceitar as desculpas sem as procurar e enfim perdoar", sublinhou o Papa.

"Apenas então pode crescer o bom entendimento entre as culturas e as religiões, a consideração sem condescendência", disse ainda.

Bento XVI apontou o exemplo do Líbano, onde "o Cristianismo e o islão habitam o mesmo espaço há séculos" e "não é raro ver na mesma família as duas religiões".

"Se numa mesma família isso é possível, porque não o será ao nível do conjunto da sociedade?", questionou.

Por seu turno, o presidente libanês, Michel Sleimane, único chefe de Estado cristão no mundo árabe, pediu que no Médio Oriente a democracia "assegure aos diversos componentes do mundo árabe (...) uma participação na vida política e na gestão dos assuntos públicos independentemente da sua proporção numérica, na base da cidadania e da diversidade no seio da unidade".

O Papa defendeu que "a especificidade do Médio Oriente se encontra na mistura secular de diversos componentes", considerando que, neste contexto, "praticar e viver livremente a sua religião sem colocar em risco a sua vida e a sua liberdade deve ser possível a quem quer que seja".

"As diferenças culturais, sociais, religiosas devem conduzir a que se viva um novo tipo de fraternidade. Este diálogo só é possível com a consciência de que existem valores comuns a todas as grandes culturas", adiantou.

 

 

Fonte: Diário de Notícias

 

PS. Ecumenismo?


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Líbano é um "exemplo" para o Médio Oriente

À chegada a Beirute para uma visita de três dias, Bento XVI saudou a convivência entre comunidades religiosas no Líbano, qualificando aquele país como "um exemplo" para o Médio Oriente.

"A convivência feliz, e bem libanesa, deve provar a todo o Médio Oriente e ao resto do mundo que no interior de uma nação pode haver colaboração entre as diferentes igrejas", garantiu o Papa num discurso à chegada ao aeroporto de Beirute.

"Este equilíbrio é delicado. Ameaça por vezes quebrar-se quando é submetido a pressões muitas vezes partidárias e estranhas à harmonia libanesa", acrescentou Bento XVI.

No avião que o levou ao Líbano, o chefe da Igreja Católica elogiou a Primavera Árabe que levou ao derrube dos regimes ditatoriais na Tunísia, Egipto e Líbia. "A Primavera Árabe é uma coisa positiva, um desejo de mais democracia, de liberdade, de cooperação, de uma identidade árabe renovada", afirmou Bento XVI.



Fonte: Diário de Notícias


PS. Demasiado politicamente correcto, o Papa...


06
Set 12
publicado por FireHead, às 14:28link do post | Comentar

 

Sumo Pontífice,

Sacerdote Magno,

Príncipe dos Bispos,

Herdeiros dos Apóstolos,

pelo Primado de Abel,

pelo Governo de Noé,

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Juridisção de Samuel,

pelo Poder de Pedro,

pela UNÇÃO DE CRISTO,

a quem são entregues as chaves do Reino dos Céus,

e a quem são confiadas as ovelhas de Cristo.


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