«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
31
Jul 15
publicado por FireHead, às 05:11link do post | Comentar

«Dá-nos sempre desse pão», pede a multidão. Uma frase semelhante foi dita também pela samaritana: «Dá-me dessa água (Jo. 4, 15). A mulher não entendia de que água falava Jesus na sua promessa e continuava a pensar na do poço. Agora o povo cai no mesmo equívoco, não consegue tirar da mente o pensamento do pão material.

Jesus esclarece: «Eu sou o pão da vida: quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede».

A Bíblia utiliza muitas vezes as imagens da fome e da sede para indicar a necessidade de Deus. «A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo» (Sl., 42, 3) e Jeremias confessava ao Senhor: «Eu devo as tuas palavras onde as encontro: a Tua palavra é a minha alegria, e as delícias do meu coração» (Jr. 15, 16).

O ser humano anseia pela vida e por tudo aquilo que a favorece e alimenta. Nesta busca de alimento, porém, muitas vezes engana-se, como já diziam os sábios: «Para o faminto, até o amargo lhe sabe a doce» (Pr. 27, 7). O único pão que sacia a sua necessidade de felicidade é a palavra de Cristo. O seu Evangelho, e não o maná do deserto, é o pão que desceu do céu. Mas para que possa comunicar a vida não deve permanecer um texto que se lê e se tome em consideração com desapego, como acontece com os ditados dos sábios do passado; deve ser como o pão, que se torna vida para quem o come.

Estas afirmações de Jesus não se referem ainda à Eucaristia. O pão é Ele mesmo, palavra de Deus.

 

in O Clarim, 31 de Julho de 2015


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