«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
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Mar 15
publicado por FireHead, às 08:38link do post | Comentar
O tema do exorcismo é provavelmente daquelas coisas que muita gente prefere dizer que só existe para quem acredita na existência de espíritos, de demónios e até mesmo de Deus, embora o que não falte por aí são filmes como O Exorcista (The Exorcist), de 1973, O Exorcismo da Emily Rose (The Exorcism of Emily Rose), de 2005, ou do mais recente filme Annabelle, do ano passado, todos baseados em factos reais de possessão demoníaca.

Em Fevereiro, Julian Porteous (na foto), actual arcebispo da Tasmânia e antigo bispo-auxiliar de Sydney, também ele exorcista, advertiu contra as práticas esotéricas e da Nova Era (neopaganismo), coisas como o yoga (योग), o tai chi (太極) ou o reiki (霊気).
 
"Eles dizem que o corpo humano tem sete chacras (ou centros energéticos). O estudante (de yoga) é introduzido à existência - eles falam da força que se chama Kundalini (कुण्डलिनी) - da energia infinita que flui dentro do corpo. Kundalini é, de facto, uma deusa hindu, designadamente uma serpente bobinada. Neste processo, é oferecida à pessoa uma perspectiva alternativa da natureza da pessoa humana e do carácter do divino. São conceitos que estão completamente em desacordo com o Cristianismo. Com o que é que o praticante (de yoga) está a lidar? A crença espiritual por detrás do yoga é o facto de haver uma energia infinita e pessoal chamado Brahma (ब्रह्मा). Esta energia criou tudo e está em tudo. O hinduísmo acredita que a natureza é divina. Por isso eles dizem que 'tudo é deus e deus é tudo'. Nós cristãos dizemos que isso é panteísmo. (...) O mundo espiritual oferecido através do yoga é um território perigoso", avisou o arcebispo.

O mesmo em relação ao tai chi, que é originário da China: "Aqueles que ensinam o tai chi estão conscientes de que há, de facto, uma filosofia espiritual que o fundamenta. Lentamente, esta dimensão profunda vem à tona, particularmente com aqueles que querem ir mais além com a prática. A principal fonte desta filosofia é o taoísmo. O tai chi almeja a libertação do chi, a força vital, ou energia divina. Tal como com o yoga, várias partes do corpo são entendidas como sendo centros de chi. O conhecimento da natureza da pessoa humana, que pode ser encontrado no taoísmo, está em desacordo com o conhecimento cristão. É uma mundivisão espiritual completamente diferente". E acrescentou o arcebispo que para se atingir plenamente o tao (道), o objectivo máximo do tai chi, é preciso que a pessoa tenha a mente aberta, o que significa que é preciso abandonar a racionalidade para abraçar novas realidades por causa da filosofia taoísta do ying e yang (陰陽), incluindo abdicar da noção do bem e do mal, e assim abre-se a possibilidade de um caminho igualmente perigoso. O tao é, segundo o taoísmo, o supremo criador.

Por fim, o arcebispo falou também do reiki, a "arte antiga (japonesa) da cura" natural com o cunho do budismo. "Eles (os praticantes de reiki) tornam-se capazes de canalizar espíritos e clarividências. Por conseguinte, deslocam-se para o mundo do oculto. Para que uma pessoa possa receber esses poderes psíquicos é necessário negar a realidade do mal. Nada é do mal, declaram os mestres de reiki. A mente adopta a posição de abertura passiva. Podemos, de novo, perguntar: abertura para o quê?" E recorda que o caso em que esteve mais próximo do demónio foi o exorcismo feito precisamente a uma jovem que fazia reiki. "O demónio estava ali, de alguma maneira, provavelmente o próprio Lúcifer ou algum dos seus anjos caídos", assegurou.

Já dizia o Pe. Gabriele Amorth, a autoridade máxima da Igreja Católica na área do exorcismo, que hoje em dia existem muitos casos de possessão demoníaca porque as pessoas perderam a fé e substituíram-na pela superstição, magia, satanismo ou tábuas Ouija que abrem as portas aos demónios. "É matemático, quando se abandona a fé, entregamo-nos à superstição. Isto aplica-se, em nossos dias, a todos nós do mundo ocidental. Tomemos as velhas nações da Cristandade medieval. A católica Itália, a França, a Espanha, a Áustria, a Irlanda, que uma vez foram nações cujo Catolicismo era forte. Agora o Catolicismo tornou-se fraquíssimo. (...) Não nos espantemos, Satanás é poderoso. Nosso Senhor chama-o por duas vezes 'príncipe deste mundo'. São Paulo chama-o 'deus deste mundo'. São João diz: 'Todo o mundo jaz sob o poder do Maligno'", disse o padre italiano numa entrevista há uns anos atrás.

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