«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
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Ago 14
publicado por FireHead, às 10:13link do post | Comentar

 

Por Benedetta Frigerio

 

 

O jornalista americano James Foley, decapitado por jihadistas do Estado Islâmico (notícia divulgada nessa terça-feira, 19 de Agosto), tinha sido prisioneiro em 2011 de milícias na Líbia. Preso em Trípoli, foi libertado depois de 45 dias. Após isso, decidiu escrever uma carta para a revista da Universidade Católica de Milwaukee, que ele frequentava.


“Como minha mãe”


Nascido numa família católica de Boston, Foley contou: “Eu e os meus colegas fomos capturados e detidos num centro militar de Trípoli”. Todos os dias, conta o jornalista, “aumentava a preocupação pelo facto que as nossas mães pudessem estar em pânico”. E mesmo “não tendo plena certeza de que minha mãe teria consciência daquilo que estava acontecendo comigo”, Foley repetia para uma colega que “a minha mãe tem uma grande ” e que “eu rezava para que ela soubesse que estou bem. Rezava para conseguir me comunicar com ela”. O jornalista contou que “começou a rezar o terço” porque “era como minha mãe e minha avó rezavam (…). Eu e Clare (uma colega) começámos a rezar em alta voz. Sentia-me encorajado em confessar a minha fraqueza e a minha esperança junto e conversando com Deus, em vez de estar em silêncio”. 


A força dos amigos


Os jornalistas foram transferidos para uma outra prisão onde se encontravam os prisioneiros políticos, “dos quais fui acolhido e tratado bem”. Depois de 18 dias aconteceu um facto que Foley não soube explicar, ele foi levado da cela pelos guardas ao escritório do guardião “onde um homem distinto e bem vestido me disse: ‘Pensamos que talvez você quisesse ligar para a sua família’. Fiz uma oração e disquei o número”. A linha funcionava, e a mãe do jornalista respondeu: “Mãe, mãe sou eu, Jim”, disse o rapaz. “Estou ainda na Líbia, mãe. Perdoa-me por isso. Perdoa-me”. A senhora, quase sem acreditar, respondeu ao filho que não havia o que perdoar e lhe perguntou como estava: “Disse a ela que me nutria, que tinha a melhor cama e que me tratavam como um hóspede”. Foley acrescentou: “Rezei para que você soubesse que eu estava bem. Você percebeu as minhas orações?”. A mulher respondeu: “Jimmy, tantas pessoas estão rezando por você. Todos os seus amigos Donnie, Michael Joyce, Dan Hanrahan, Suree, Tom Durkin, Sarah Fang. O seu irmão Michael te ama muito”. Depois o guarda fez um sinal, e o rapaz precisou se despedir. 
 

Fonte: Tempi via Ateleia

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