«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
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Set 12
publicado por FireHead, às 00:53link do post | Comentar

 
A Bíblia lança em rosto aos pagãos, o facto de eles divinizarem o mundo e a natureza; de buscarem, por detrás da natureza e dos seus fenómenos, forças míticas e mágicas. Das estrelas, do fogo, da luz e do ar fazem divindades. Deixaram-se enganar. A fascinação da criação levou-os a divinizar as criaturas. Neste sentido, a Bíblia é a primeira "iluminista". De um certo modo, Ela "desencanta" o mundo; despoja-o do seu poder mágico e mítico, "desmitologiza" o mundo, desdiviniza-o.
Teremos consciência de que, sem esta desdivinização do mundo, a moderna ciência não teria sido possível? Só a fé de que o mundo foi criado, de que ele não é divino, mas sim finito e "contingente" (...), que não é necessário e podia não ter existido – só isto é que tornou possível que o mundo e tudo o que nele existe fosse estudado por si mesmo. O que encontramos são realidades finitas e criadas e não deuses ou seres divinos. Este desencantamento da natureza tem também algo penoso: detrás da árvore, ou da nascente já não se escondem ninfas nem divindades, forças míticas e mágicas, mas apenas o que Deus nelas colocou, e que a razão humana pode investigar. Por esta razão diz o livro da Sabedoria que Deus tudo criou "com medida, número e peso". Este é o fundamento de toda a investigação científica da realidade.



Christoph Schönborn in Acaso ou Vontade de Deus?
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Nesta linha de pensamento:

Stanley L. Jaki, Science and Creation: From Eternal Cycles to na Oscillating Universe, Edimburgo, Scottish Academic Press, 1986, pág. 150 “Vale a pena chamar a atenção para a combinação entre a racionalidade do Criador e a constância da natureza, porque é daí que parte a ideia da autonomia da natureza e suas leis” Ver também Salmos 8,4; 19, 3-7; 104, 9; 148, 5-6.
FireHead a 11 de Setembro de 2012 às 15:32

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