«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
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Jul 12
publicado por FireHead, às 15:24link do post | Comentar

Ultimamente, vem-se impondo de modo bastante geral esta tese: as religiões são todas caminhos de salvação. Talvez não o caminho ordinário, mas ao menos caminhos "extraordinários" de salvação: por todas as religiões se chegaria à salvação. Isto transformou-se na visão habitual.


Semelhante tese não corresponde apenas à ideia da tolerância e do respeito pelos outros que hoje nos é imposta. Corresponde também à imagem moderna de Deus: Deus não pode rejeitar homem algum apenas porque não conhece o Cristianismo e, em consequência, cresceu noutra religião. Aceitará a sua vida religiosa da mesma forma que faz com a nossa.


Embora esta tese - reforçada nos últimos tempos com muitos outros argumentos – seja bastante clara à primeira vista, não deixa de suscitar dúvidas. Pois as religiões particulares não exigem apenas coisas diferentes, mas também coisas opostas. [...]


Sendo assim, está-se a aceitar como válido que atitudes contraditórias conduzem à mesma meta; em poucas palavras, estamos novamente diante da questão do relativismo. Pressupõe-se subrepticiamente que, no fundo, todos os conteúdos são igualmente válidos. O que é que vale realmente, não o sabemos.


Cada um tem de percorrer o seu caminho, ser feliz à sua maneira, como dizia Frederico II da Prússia. Assim, a cavalo das teorias da salvação, o relativismo torna a entrar subrepticiamente pela porta traseira: a questão da verdade é separada da questão das religiões e da salvação.


A verdade é substituída pela boa intenção; a religião mantém-se no plano subjectivo, porque não se pode conhecer aquilo que é objectivamente bom e verdadeiro.



Fonte: Fé, verdade e cultura


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