«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
04
Jun 12
publicado por FireHead, às 13:11link do post | Comentar

II Tessalonicenses 2, 15: Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa.

 

De acordo com os protestantes, a Bíblia ensina que a Escritura (a palavra escrita de Deus) é a única regra de Fé para um Cristão. Junto com a justificação pela Fé somente (Sola Fide), a Escritura apenas (Sola Scriptura) foi um dos dogmas centrais da “reforma” protestante.

 

Porém, a verdade é que a Bíblia não ensina que a Escritura é a única regra de Fé para um Cristão. Nós veremos que a Bíblia ensina que tanto a Escritura quanto a Tradição Apostólica são fontes da revelação Cristã, e que se deve aceitar ambas na Igreja. Isso é o motivo pelo qual a Igreja Católica sempre ensinou que há duas fontes da revelação (Escritura Sagrada e Tradição Sagrada); e que à Igreja instituída por Jesus Cristo foi dada autoridade para determinar o significado autêntico da Escritura e da Tradição.

 

 

Jesus diz que se deve ouvir a Igreja, o que Ele nunca teria dito se a Bíblia ensinasse somente a Escritura

 

Se a Bíblia é a única regra de Fé para um Cristão, então logicamente a Igreja não seria uma regra de Fé para um Cristão. Porém, a Bíblia ensina claramente que se deve ouvir a Igreja.

 

Mateus 18, 17: Se recusa ouvi-los, di-lo à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.

 

Lucas 10, 16: Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.

 

Esse ensinamento de Jesus, que se deve ouvir a Igreja sob pena de ser considerado um pagão, refuta a ideia completa da Escritura somente.

 

João 15, 20: ...Se guardaram a minha palavra, hão-de guardar também a vossa.

 

Hebreus 13, 17: Sede submissos e obedecei aos que vos guiam (pois eles velam por vossas almas e delas devem dar conta)...

 

 

A Bíblia ensina que a Igreja, não a Bíblia, é o pilar e o fundamento da Igreja

 

I Timóteo 3, 15: Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade.

 

 

A Bíblia ensina que a palavra falada é “palavra de Deus”, em acréscimo à palavra escrita

 

Descrevendo a Tradição oral como “palavra de Deus”, a Bíblia está indicando que a Tradição Apostólica oral é infalível; e que representa, junto com a Escritura, uma das fontes da revelação de Jesus Cristo que deve ser aceite.

 

I Tessalonicenses 2, 13: "Por isso é que também nós não cessamos de dar graças a Deus, porque recebestes a palavra de Deus, que de vós ouvistes, e a acolhestes, não como palavra de homens, mas como aquilo que realmente é, como palavra de Deus, que age eficazmente em vós, os fiéis.

 

São Paulo está claramente se referindo à Tradição (falada) oral.

 

Colossences 1, 5-6: em vista da esperança que vos está reservada nos céus. Esperança que vos foi transmitida pela pregação da verdade do Evangelho, que chegou até vós, assim como toma incremento no mundo inteiro e produz frutos sempre mais abundantes. É o que acontece entre vós, desde o dia em que ouvistes anunciar a graça de Deus e verdadeiramente a conhecestes...

 

A palavra falada é descrita como “a pregação da verdade” e o Evangelho. A referência à “pregação” tendo vindo ao mundo inteiro confirma que essa passagem está-se referindo à palavra falada e não à Bíblia; pois isso não poderia ter sido dito da Bíblia naquele tempo.

 

João 17, 20: Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão-de crer em mim.

 

Jesus roga àqueles que acreditarão através da “palavra” dos Seus apóstolos. Mas somente uns poucos dos Seus Apóstolos escreveram palavras na Bíblia. A maioria deles não o fez. “Sua palavra”, através da qual as pessoas crerão, deve, portanto, ser a sua pregação e a comunicação da Tradição oral, não a sua escrita.

 

Lucas 8, 11-13: Eis o que significa esta parábola: a semente é a palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem; mas depois vem o demónio e lhes tira a palavra do coração, para que não creiam nem se salvem. Aqueles que a recebem em solo pedregoso são os ouvintes da palavra de Deus que a acolhem com alegria; mas não têm raiz, porque crêem até certo tempo, e na hora da provação a abandonam.

 

Isso claramente descreve a palavra falada como “Palavra de Deus”.

 

Lucas 4, 44: E andava pregando nas sinagogas da Galileia.

 

Lucas 3, 2: sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra do Senhor no deserto a João, filho de Zacarias.

 

Isso se refere a uma revelação dada a São João Batista.

 

Actos 4, 31: Mal acabavam de rezar, tremeu o lugar onde estavam reunidos. E todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciaram com intrepidez a palavra de Deus.

 

 

A Bíblia ensina que a Tradição oral deve ser aceite junto com a Escritura

 

As seguintes passagens refutam completamente a ideia da Escritura somente. Elas demonstram que a Bíblia ensina que a Tradição Apostólica deve ser também aceite. Essa Tradição Apostólica foi dada por Jesus aos apóstolos, mas não toda a parte dela estava necessariamente escrita na Bíblia. Como um exemplo, em Judas 1, 9 nós lemos: Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demónio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda!

 

Essa disputa entre o demónio e Miguel Arcanjo não é descrita em qualquer detalhe na Bíblia. O escrito está inspirado na Tradição. As seguintes passagens do Novo Testamento confirmam o ensinamento Católico sobre a necessidade de aceitar tanto as Escrituras quanto a Tradição:

 

II Tessalonicenses 3, 6: Intimamo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que eviteis a convivência de todo irmão que leve vida ociosa e contrária à tradição que de nós tendes recebido.

 

II Tessalonicenses 2, 15: "Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa.

 

Isso demonstra claramente que a própria Bíblia ensina que nem tudo que deve ser acreditado está anotado, mas alguma coisa disso é comunicada pela Tradição oral.

 

II Timóteo 2, 1-2: Tu, portanto, meu filho, procura progredir na graça de Jesus Cristo. O que de mim ouviste em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis que, por sua vez, sejam capazes de instruir a outros.

 

I Coríntios 11, 16: Se, no entanto, alguém quiser contestar, nós não temos tal costume e nem as igrejas de Deus.

 

I Coríntios 11, 23: Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão...

 

I Coríntios 15, 2-3: Por ele sereis salvos, se o conservardes como vo-lo preguei. De outra forma, em vão teríeis abraçado a fé. Eu vos transmiti primeiramente o que eu mesmo havia recebido: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras...

 

Como essas passagens provam, a condenação de Jesus à “tradição dos homens” (Mateus 15, 9; Marcos 7, 8 etc.) nada tem a ver com a verdadeira Tradição Apostólica, que a Bíblia diz que nós devemos aceitar. Jesus estava condenando as práticas feitas pelo homem dos fariseus.

 

 

A Igreja existia por décadas antes que a Bíblia fosse mesmo acabada

 

De acordo com estudiosos, o último livro da Bíblia (o livro da Revelação) foi escrito em aproximadamente entre 68 DC a 95 DC. Jesus Cristo ascendeu aos Céus em aproximadamente 33 DC. Portanto, não interessa qual visão se toma sobre a data do Livro da Revelação, não há dúvida que a Igreja de Cristo existia e operava por décadas (30 a 60 anos) antes que a Bíblia fosse mesmo terminada. Assim, quem guiou os Cristãos durante esse período? Como eles sabem exactamente o que eles tinham que acreditar e fazer para serem salvos? Foi a Igreja que os ensinou.

 

 

A Bíblia ensina que houve incontáveis coisas que Jesus disse e fez que não foram nela escritas

 

João 20, 30: Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro.

 

João 21, 25: Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.

 

Nem tudo o que Jesus disse e ensinou aos apóstolos foi escrito na Bíblia. Isso está claro.

 

 

Jesus mandou os Seus apóstolos pregarem o Evangelho, não escrevê-lo

 

Com a excepção do mandamento dado a São João para escrever o Livro do Apocalipse, Jesus não mandou ninguém escrever nada. Particularmente, Ele mandou-os pregar o Seu Evangelho e baptizar.

 

Marcos 16, 15-16: E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for baptizado será salvo, mas quem não crer será condenado.

 

Mateus 28, 19-20: Ide, pois, e ensinai a todas as nações; baptizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.

 

Se a palavra escrita da Bíblia fosse a única regra de Fé, como sustentam os protestantes, então Jesus tê-los-ia mandado escrever e estabelecer clubes de leitura da Bíblia. Mas Ele não fez algo do tipo. Jesus mandou-os ensinar a todas as nações toda a Sua Verdade através da palavra falada, através da pregação. Essas simples considerações mostram que a posição protestante da Sola Scriptura é completamente falsa.

 

 

A Bíblia não ensina que a interpretação privada da Escritura foi tentada por Jesus

 

Actos 8, 30-31: Filipe aproximou-se e ouviu que o eunuco lia o profeta Isaías, e perguntou-lhe: Porventura entendes o que estás lendo? Respondeu-lhe: Como é que posso, se não há alguém que mo explique? E rogou a Filipe que subisse e se sentasse junto dele.

 

Basta à ideia protestante que quem quer que leia a Escritura será iluminado por Deus automaticamente. Nós podemos ver que isso não é o ensinamento da Bíblia.

 

Neemias 8, 8: Liam distintamente no livro da lei de Deus, e explicavam o sentido, de maneira que se pudesse compreender a leitura.

 

II Pedro 1, 20: Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal.

 

 

Paulo consultou a Igreja, não a Bíblia, quando se deparou com dilema doutrinal em Actos 15

 

Actos 15, 1-2: Alguns homens, descendo da Judeia, puseram-se a ensinar aos irmãos o seguinte: Se não vos circuncidais, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos. Originou-se então grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, e resolveu-se que estes dois, com alguns outros irmãos, fossem tratar desta questão com os apóstolos e os anciãos em Jerusalém.

 

Quando se deparou com um dilema doutrinal em Actos 15, Paulo não consulta a Bíblia, mas vai até a liderança da Igreja.

 

Eis alguns outros poucos exemplos na Bíblia onde os ensinamentos ou instruções foram aprendidas por comunicação e Tradição oral, não pela leitura da Bíblia.

 

I Coríntios 11, 34: ...As demais coisas eu determinarei quando for ter convosco.

 

II João 1, 12: Apesar de ter mais coisas que vos escrever, não o quis fazer com papel e tinta, mas espero estar entre vós e conversar de viva voz, para que a vossa alegria seja perfeita.

 

 

Objecção: protestantes dizem que II Timóteo 3, 15-17 ensina apenas a Escritura

 

II Timóteo 3, 15-17: E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.

 

Essa passagem não ensina apenas a Escritura. Ensina que toda Escritura é inspirada. Ensina que toda Escritura é útil. Ensina que a Escritura capacita um homem para boas obras. Mas protestantes apontam para a parte a qual diz que possibilita que um homem de Deus seja capacitado a toda boa obra. Eles alegam que aquelas palavras ensinam uma auto-suficiência da Escritura: que nada mais é necessário. Isso é refutado por numerosos pontos.

 

É refutado, primeiro de tudo, consultando-se versículos com expressão similar. Na realidade, nós somente precisamos retornar uns poucos versículos no capítulo precedente para encontrar um exemplo que prova o ponto.

 

II Timóteo 2, 21: Quem, portanto, se conservar puro e isento dessas doutrinas, será um utensílio nobre, santificado, útil ao seu possuidor, preparado para todo uso benéfico.

 

A Bíblia diz que quem purgar-se de certas obras más, estará preparado para “toda boa obra”. Essa é a mesma frase de II Timóteo 3, 17.

 

 

A Bíblia especificamente previne sobre o mau uso das Escrituras para criar falsas doutrinas que levam à destruição

 

II Pedro 3, 15-16: Reconhecei que a longa paciência de nosso Senhor vos é salutar, como também vosso caríssimo irmão Paulo vos escreveu, segundo o dom de sabedoria que lhe foi dado. É o que ele faz em todas as suas cartas, nas quais fala nestes assuntos. Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras.

 

É interessante que essa admoestação a respeito de torcer as Escrituras até a danação vem na Carta de São Pedro, o único que foi escolhido a ser o primeiro Papa. É São Pedro quem previne contra o mau uso dos escritos de São Paulo. São os escritos de Paulo que são os mais frequentemente usados impropriamente e mal entendidos pelos protestantes para inventarem falsas doutrinas, tais como a justificação somente pela Fé e a Sola Scriptura.

 

 

Peter Dimond

 

Fonte: The Bible Proves the Teachings of the Catholic Church, pp. 111- 118


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