«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
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Mai 12
publicado por FireHead, às 15:32link do post | Comentar

I. Quantas coisas teríamos a dizer sobre a vida de adoração de Maria no Cenáculo! Vinte e quatro anos passados nesse santo lugar, onde Jesus havia instituído a Eucaristia, e onde fixara o seu primeiro Tabernáculo! Maria estava inteiramente ocupada em adorá-LO e honrá-LO na sua vida eucarística; passava a maior parte dos dias e das noites junto desse divino Tabernáculo; aí estava seu Jesus, seu Filho e seu Deus! Quando saía da sua pobre cela para se dirigir ao oratório do Cenáculo, já começava a sua adoração; caminhava recolhida, com os olhos baixos, com passo grave e modesto; desse modo se preparava para apresentar-se ao Deus da Eucaristia.

Ao chegar diante do Tabernáculo, prostrava-se com grande devoção e profundo respeito, depois concentrava as suas faculdades num simples e piedoso recolhimento; o corpo erecto, as mãos juntas ou cruzadas sobre o peito, ou também, às vezes, quando estava só, erguidas suplicantes para o Tabernáculo no qual conservava quase sempre os olhos fixos.

 

II. Maria começava então a adoração com a Fé mais submissa; adorava o seu Filho oculto e velado sob uma forma estranha, porém o seu amor atravessava a nuvem do mistério e chegava aos pés sagrados de Jesus, que venerava com o mais respeitoso amor: subia até às suas santas e veneráveis mãos que tinham consagrado e distribuído o Pão da vida. Bendizia os seus lábios sagrados que haviam pronunciado estas adoráveis palavras: "Isto é meu Corpo, isto é meu Sangue." Adorava esse Coração abrasado de amor donde se originara a Santíssima Eucaristia. Maria quisera abismar-se e aniquilar-se ante a divina Majestade, aniquilada também no Sacramento, a fim de Lhe prestar todas as honras e homenagens que Lhe são devidas.

 

III. A adoração de Maria era profunda, interior, íntima; era o dom de si mesma. Oferecia-se totalmente ao serviço de amor do Deus da Eucaristia, pois o amor não impõe condições nem reservas, já não pensa em si mesmo, nem vive mais para si; já não se conhece, e só vive para o Deus a quem ama. Em Maria tudo convergia para o Santíssimo Sacramento como para o seu centro e o seu fim. Uma corrente de graça e amor se estabelecia entre o Coração de Jesus-Hóstia e o coração de Maria adoradora; eram duas chamas que se fundiam numa só. Deus foi, então, perfeitamente adorado pela Sua criatura.

 

IV. Que a exemplo de Maria adoradora se coloque de joelhos com o mais profundo respeito, concentre-se, como Maria, e em espírito se ponha a seu lado para adorar; apresente-se diante de Nosso Senhor com aquela modéstia, aquele recolhimento interior e exterior que preparam maravilhosamente a alma ao angelical ofício da adoração.

Debaixo dos véus eucarísticos que encobrem os seus olhos a santa Humanidade, adore a Jesus com a mesma Fé que Maria e a Santa Igreja, estas duas Mães que o Salvador, no Seu infinito amor, lhe concedeu; adore ao seu Deus como se O visse e ouvisse, porque a Fé viva ouve, vê, toca com maior certeza que os próprios sentidos.

 

 

Fonte: Mês de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento extraídas dos escritos do Bem-Aventurado Pedro Julião Eymard, o fundador da Congregação do Santíssimo Sacramento, 1946.


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