«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
06
Mai 12
publicado por FireHead, às 19:27link do post | Comentar

Muitos protestantes de hoje fazem objecções a vários ensinamentos da Igreja Católica. Mas acima de tudo, para eles, a afirmação de que a Igreja Católica é a guardiã final da Revelação Divina na Terra pode soar não apenas ofensiva, mas arrogante. O facto é que a Igreja Católica de facto afirma não apenas ser a guardiã da Verdade Divina revelada aos Apóstolos, mas ainda que ela tenha recebido essa autoridade do próprio Cristo.

 

Muitas questões secundárias emergem apartir dessa divergência, ou seja, a rejeição dos protestantes em aceitarem como válida a alegação Católica quanto a sua autoridade;  como por exemplo, o questionamento da necessidade e mesmo da existência dos Papas, ou simplesmente a autoridade de um sacerdote de perdoar os pecados. Entretanto, é importante salientar que essa visão do protestantismo nem sempre existiu e a postura actual  contraria até mesmo o ponto de vista de alguns dos ‘Pais do Prostestantismo’:

Pastores e mestres são responsáveis pela interpretação das Escrituras para manter toda a doutrina pura e entre os crentes (Livro 4 3 4 - Reformador Protestante João Calvino).

Admitimos, portanto, que os pastores são eclesiástica de ser ouvida apenas como o próprio Cristo (João Calvino – carta para Sadoleto).

Eles são uma potência, um comando dado por Deus através de Cristo para toda a Cristandade para a manutenção e remissão dos pecados dos homens (Reformador Protestante Martinho Lutero sobre a confissão, 1531).

Por outro lado, "Cristãos" não Católicos rejeitam a necessidade de uma autoridade eclesial e difundem até mesmo que Cristo tenha pregado contra a religião instituída. Ao lado dessa crença, vemos também que "Cristãos" não Católicos aceitam somente a Bíblia como autoridade do Cristão, mesmo que a própria Bíblia não diga isso.

 

Entretanto, antes de continuar a minha abordagem, por uma questão de clareza, uma vez que a muitos não-Católicos falta algum entendimento básico do que o Catolicismo realmente ensina,  é preciso lidarmos com alguns conceitos fundamentais, a fim de tratar deste tema corretamente:

 

 

I - Autoridade Eclesiástica

 

II - Sucessão Apostólica

 

Sempre que alguém diz “este” ou “aquele”  ensinamento ou doutrina da Igreja Católica não é bíblico, para facilitar  a discussão, devemos considerar alguns pelo menos dois pontos importantes:

 

1 – O surgimento da Bíblia Sagrada – Por quase 400 anos o Cristianismo não tinha uma Bíblia, de facto, por mais de mil anos após a Bíblia ter sido compilada pela Igreja Católica, até a imprensa ter sido inventada, havia ínfimas cópias da Bíblia disponíveis. Imaginemos o contexto do mundo daquela época, onde  quase a totalidade da população mundial era analfabeta e pobre. Escusado será dizer que os poucos felizardos que possuíam uma Bíblia eram uma minoria rica, privilegiada e alfabetizada. Isto certamente deve levar qualquer pessoa sensata a perguntar: como é que os primeiros Cristãos, especialmente aqueles que viveram nos primeiros séculos do cristianismo, aprenderam o Evangelho se não havia Bíblia? A história diz-nos que eles tiveram que contar com a Tradição Oral, que foi passada para eles inicialmente pelos próprios Apóstolos e  em seguida, pelos seus discípulos. Isso é o que a Igreja Católica chama Sagrada Tradição (com T maiúsculo), que alguns não-Católicos preferem chamar de  “tradição humana”.

 

2 – A Igreja declara que ela é Apostólica - isto é um facto historicamente documentado e pode ser comprovado (por exemplo, podemos referir-nos ao documento mais antigo do Cristianismo, a Didaqué, Os Ensinamentos dos Doze, 50 dC, descoberto em 1886 na Turquia). E por ser Apostólica, a Igreja afirma portanto que os seus ensinamentos são infalíveis. E finalmente, a Igreja, na sua condição de  Apostólica, proclama também que a sua autoridade vem de Cristo. Mas como podemos confirmar tudo isso? Pela Bíblia Sagrada, mas também através registos históricos deixados pelo Pais da Igreja.

 

O Evangelho mostra-nos que Jesus Cristo fundou a Sua Igreja por meio dos Seus Apóstolos, Simão Pedro ou Cefas, que se tornou o primeiro  bispo* da Igreja Primitiva (*o termo usado na versão original da Bíblia, em grego,  é na verdade episcopos, palavra da qual se origina o termo bispo em português). Portanto,  como bispo encarregado da Igreja, São Petro foi também o primeiro Papa (lembremo-nos que Papa significa ‘pai’ em Latim, e também vem de uma expressão grega. O termo pai aprece na Bíblia não apenas em referência o Pai Celestial ou pais biológicos, mas no sentido de pai espiritual, como usado por São Paulo em 1 Cor 4, 14 -15). Ainda dentro do carácter Apostólico da Igreja, consideremos também as promessas de Jesus aos Seus Apóstolos: Então Jesus disse-lhes: Toda a autoridade no céu e na terra foi dada a mim. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-lhes a observar tudo quanto vos tenho mandado. E eis que estou convosco todos os dias, ao final dos tempos (Mateus 28:18-20). Antes de apresentar mais evidências para sustentar as afirmações da Igreja Católica, façamos uma análise da última frase em Mateus 28, 20: Por que Jesus diria Eu estarei sempre convosco, até ao final dos tempos? Certamente, Jesus sabia que os Apóstolos, como o resto de nós, iriam expirar (morrer) um dia. Isto significa que a Sua promessa não aplicava apenas aos próprios Apóstolos, mas também aos seus discípulos  ou sucessores. Pois, como sabemos,  Jesus lhes havia ordenado a fazer discípulos em todas as nações. Claramente Jesus, na Sua sabedoria Divina, profetiza nessa frase a história da sucessão Apostólica da Sua Igreja. Pois bem, em seguida vemos Jesus prometendo aos Apóstolos toda a sabedoria necessária para ensinar a Verdade: Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há-de vir (Jo 16,12-13). Tenho-vos dito isto, estando convosco. Mas aquele Consolador, o Paráclito, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei-de enviar, aquele Espírito de verdade, que provém do Pai, ele testificará de mim. E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio (Jo 14:25-26; 15:26-27).

 

Eis, portanto, de onde provém a garantia da autoridade da Igreja Católica e Apostólica, bem como o conforto quanto à veracidade dos seus ensinamentos. Porque a Verdade do Evangelho foi recebida sem erro pelos Apóstolos, que por sua vez transmitiram-na sem erro para os seus discípulos (2 Timóteo 2:2), que são os sucessores que mais tarde formaram a Igreja Católica no século I dC , como Santo Inácio de Antioquia, que era discípulo do Apóstolo João e se tornou bispo de Antioquia. A Igreja Católica e Apostólica preservou os ensinamentos Apostólicos ao longo dos séculos e o seu discernimento sobre dogmas e doutrinas vem do Espírito Santo, conforme a promessa de Jesus, e estão, portanto, livre de erros.

Além disso, Jesus disse: Como o Pai me enviou, também eu vos envio (Jo 20:21).

Ou seja, depois de conceder a autoridade aos Seus Apóstolos e assegurar-lhes toda a sabedoria proveniente do Espírito Santo, Jesus deixa claro que a Sua Igreja, a qual Ele edificara por meio de Pedro, Sua Rocha, deveria ser nada menos do que Ele mesmo fora para todos nós, a nossa grande Mestra. Eis o carácter Magistério da Igreja Católica.

 

Os nossos "irmãos" protestantes muitas vezes argumentam que Jesus na verdade passou a Sua autoridade a todo o corpo de crentes que iam mais tarde tornar a Sua Igreja, não apenas aos Apóstolos, como afirma o entendimento Católico. Entretanto, não é isso que a Bíblia nos diz. Quando fez a Sua promessa Jesus falava aos Seus Apóstolos e não às multidões. Quisesse Ele que o Magistério da Igreja fosse incumbido a todo o corpo de crentes, teria dito a todos os crentes, ou ordenado aos Apóstolos que fizessem isso. Ele não fez nem uma coisa nem outra. Além disso, nós podemos claramente verificar como os Apóstolos abraçaram este Magistério dado a eles na própria Bíblia. São Paulo trata desse tema nas suas cartas quando diz que apenas alguns foram colocados na Igreja, como mestres, e não todos (1Cor 12:28-29).

Com efeito, ainda que tivésseis dez mil mestres em Cristo, não tendes muitos pais; ora, fui eu que vos gerei em Cristo Jesus pelo Evangelho (1 Cor 4, 15).

 

Fonte: Ecclesia Militans


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