«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
21
Abr 12
publicado por FireHead, às 01:46link do post | Comentar

Os protestantes garantem que Pedro nunca esteve em Roma e quando este mesmo apóstolo diz que escrevia da Babilónia, explicam que não se referia a Roma; quando, porém, querem "provar" que Roma é a "grande prostituta" do Apocalipse, aí sim, Roma é chamada simbolicamente de Babilónia (vejam neste artigo mais esta contradição dos "crentes").

 

O herege pensa assim: "Estou sempre com a verdade, portanto, todos os demais têm que estar no erro". Para ele é coisa tão evidente que dispensa considerar quaisquer tipos de prova. Escorado nesta "verdade", portanto, manda às favas a história na qual decidiu que não se pode fiar.

 

Desta feita é que temos este tipo de declaração destinada a justificar todos os desmandos heréticos - que ele sempre julga estar com a razão - e derrear até à ruína total tudo o que contrarie a "sua" verdade.

 

É claro que para todos semelhantes a este será inútil pedir que comprovem as suas afirmações mediante documentação competentes. Nem vão encontrá-la e, tão-pouco, sequer acreditam que seja necessário.

 

Para você, porém, caríssimo leitor, que prefere não ser enganado e, muito menos ainda, enganar, é que me atrevo em postar as provas que desmentem inteiramente a assertiva acima de que a "Igreja de Roma não possuía moralmente maior autoridade que as outras". Então vamos às provas!

 

Provas Bíblicas: Os elos da corrente que devem prender a metafórica barca de São Pedro ao cais de uma instituição divina são, segundo o requisitório protestante baseado no livro do gramático paulista, sr. Carlos Pereira:

 

Barca de Pedro

 

1.º Pedro é a pedra fundamental de que trata o texto de S. Mateus XVI, 13-19;

 

2.º Pedro foi o superior hierárquico dos apóstolos;

 

3.º Pedro estabeleceu em Roma a sede de seu episcopado;

 

4.º Pedro instituiu os bispos de Roma seus herdeiros.

 

 

Nesta parte interessam-nos apenas os dois primeiros itens. Os demais itens já pertencem à história:

 

 

Pedro é a pedra fundamental (Mt 16,13-19)

 

a) A sua preemniência entre os apóstolos: Tu és Simão, diz-lhe Jesus, chamar-te-ás Cefas (Jo 1,42). Cefas em aramaico corresponde a pedra. Jesus impõe-lhe um nome, acto carregado de muito significado e promessa.

 

Três vezes em toda a Escritura mudou Deus o nome dos homens e em todas as três vezes se tratava de elevar alguém à dignidade de chefe dos eleitos. Mudou-o a Abraão, ...porque farei de ti o pai de uma multidão de nações (Gn 17, 5); mudou-o a Jacó: ...E chamou-o Israel... De ti nascerão um povo e uma assembleia de povos... (Gn 35, 10-11). Mudou-o finalmente a Pedro: tu és Pedro [Cefas] e sobre esta pedra [cefas] edificarei a minha Igreja (Mt 16,18). Igreja, um povo, uma assembleia de povos!

 

Que o apóstolo Simão foi tratado de forma distinta dos demais apóstolos só basta ter um mínimo conhecimento dos Evangelhos no que me deterei apenas assinalando alguns factos mais importantes:

 

1.  Nas suas pregações à beira-mar Cristo sempre preferiu a barca de Simão (Lc 5,1-4);

 

2. Ao ficar em Cafarnaum hospedam-se na casa de Simão (Mt 8,14);

 

3. O cobradores de impostos dirigem-se a Simão para cobrar o imposto do seu mestre (Mt 17,24-27);

 

4. Temos à disposição quatro listas dos apóstolos: Mt 10,2-4, Mc 3,16-19, Lc 6,14-16, At 1,3 e nestas, o nome Pedro é sempre o que encabeça o primeiro lugar de honra, enquanto o do Escariotes é sempre mencionado por último;

 

5. Além disso é o nome Pedro  que encabeça a lista dos três principais apóstolos: Pedro, Tiago e João, nomeados nos momentos mais importantes e solenes do ministério de Cristo, a saber:

 

a) - Na ressurreição da Filha de Jairo;

b) - Na transfiguração do Tabor;

c) - Na sua agonia no Jardim das Oliveiras

(Mc. 5, 37; 9, 12; 14, 33 e lugares paralelos.)

 

6. Às vezes quando se designam colectivamente os apóstolos o nome Pedro é colocado em destaque, por exemplo: "Pedro e os que o acompanhavam" (Mc 1,36; Mc 2,25; Mt 27,54; Lc 8, 45; 9, 32; At 2, 14; 5, 29; Mc 16, 7).

 

Devido à rusticidade dos discípulos nem se deve levar em consideração a sua disputa sobre quem deveria ser o primeiro dentre eles.

 

Além disso ainda temos:

 

1. É a Pedro singularmente que Cristo dá o poder de ligar e desligar aqui na terra e aos demais tal poder é dado colectivamente (Mt 16,19).

 

2. Somente Pedro recebe as chaves dos Reino dos Céus (M6 16,19);

 

3. É somente a Pedro que Cristo reza para que sua fé não desfaleça e recebe a missão de confirma os seus irmãos (Lc 22,32).

 

4. É somente a Pedro que foi dado o múnus de apascentar os cordeiros (fiéis) de Cristo e também suas ovelhas (bispos) (Jo 21,15-17).

 

 

Pedro estabeleceu o seu Episcopado em Roma e a sua sucessão

 

Para tanto não nos faltam documentos, inclusive bíblicos, que comprovam que Pedro morreu em Roma, crucificado de cabeça para baixo:

 

- Por Silvano, vosso fiel irmão, como cuido, escrevi abreviadamente, exortando e testificando que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes. A vossa co-eleita na Babilónia vos saúda, e meu filho Marcos. Saudai-vos uns aos outros com ósculo de amor. Paz seja com todos vós que estais em Cristo Jesus. Améml" (1Pd 5,12-14);

 

- "A que está na Babilónia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, o meu filho" (1Pd 5,13).

 

Observação: eleita como vós é a forma de se referir à Igreja;

 

- A Babilónia corresponde a Roma: Clemente, no sexto livro das Hypotyposes conta essa história e confirmaã com o seu testemunho o bispo de Hierápolis, chamado Papias. Pedro menciona Marcos na sua primeira carta que, diz-se, ele mesmo compôs em Roma, assinalando-a com o nome simbólico de Babilónia no seguinte trecho: A que está na Babilónia, eleita como vós, vos saúda, com também Marcos, o meu filho (1Pd 5,13). (História Eclesiástica de Eusébio, II, 15, 2)

 

- Se consultar a “Grande Enciclopédia Larousse Cultural“, ilustrada, vol. 7 (1998), verbete “Cruz”, na pág. 1713, poderá ver que existe um quadro contendo 26 tipos de cruzes, entre elas (a nº 3), uma cruz invertida devidamente chamada “cruz de São Pedro”, por fazer referência ao martírio do bem-aventurado Apóstolo.

 

Clemente de Alexandria (c.150-215), mestre e predecessor de Orígenes, atesta-nos que São Marcos escreveu o seu Evangelho a pedido dos romanos que ouviram a pregação de São Pedro. (Pedro anunciava a palavra publicamente em Roma e explicava o Evangelho guiado pelo Espírito Santo. Os numerosos ouvintes insistiram para que Marcos, seu companheiro por muito tempo e, por isso, bem lembrado de suas palavras, transcrevesse o que ele havia dito. Marcos o fez e transmitiu o Evangelho aos que lho haviam pedido. (Eusébio, Hist. Ecles., VI, 14). 

 

- Euzébio Panfílio afirma que é dito que a Primeira Epístola de Pedro ... Foi composta em Roma, e que isso indica que ele está-se referindo à cidade em sentido figurado como Babilónia...

 

Aí, fui procurar na Internet em que lugar é que estava escrito esta afirmação de Panfílio e acabei surpreendido com uma incrível descoberta:

 

Os protestantes quando querem "provar" que Pedro não esteve em Roma e, quando ele diz que escrevia da Babilónia certamente não se referia a Roma; porém, quando querem provar que Roma é a grande prostituta do Apocalipse, aí sim, Roma é chamado simbolicamente de Babilónia. Veja isto:

 

http://solascriptura-tt.org/Seitas/Romanismo/AGrandeProstituta-porMSchultze.htm

 

 

Pedro instituiu os bispos de Roma seus herdeiros

 

Primeiro veremos a verdade sobre a sucessão dos apóstolos que podemos provar biblicamente pela seguinte passagem:


Mas Jesus, aproximando-se, disse-lhes: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; baptizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo. (Mt 28, 17-20).

Mas como,até o fim do mundo?! Os santos apóstolos estariam vivos até lá? Claro que não, pois o último dos apóstolos morreu por volta de 98 d.C. Então, como se realizará esta promessa senão através dos prolongamento dos discípulos de Cristo através da sua sucessão?

Se Ele promete estar com os apóstolos até o fim do mundo, é claro que Ele não está-se dirigindo aos apóstolos como pessoas físicas, mas como um "corpo moral", que deve perpetuar-se nos seus sucessores, e há-de durar atá o fim dos tempos.

Eis a prova evidente que o bispo de Roma, que é o Papa, é o sucessor de São Pedro e da sua "jurisdição".

 

Se tal não basta para convencer os obstinados, então recorramos aos escritos dos primeiros Cristãos:

 

1. Nunca tivestes inveja de ninguém; ensinastes a outros. Quanto a mim, quero que permaneçais firmes no que ensinastes... (Carta de Santo Inácio de Antioquia aos Romanos 3.1)

 

2. Inácio... à Igreja que preside na região dos romanos, digna de Deus, digna de honra, digna de ser chamada "feliz", digna de louvor, digna de sucesso, digna de pureza, que preside ao amor, que porta a lei de Cristo, que porta o nome do Pai, eu a saúdo em nome de Jesus Cristo, o Filho do Pai (Inácio de Antioquia, +107, Carta aos Romanos [Prólogo]);

 

3. São Clemente, que foi o terceiro sucessor de São Pedro, depois de São Lino e de Santo Anacleto na Sé de Roma, na sua "Epístola aos coríntios" (Ep. 59), no ano 95 ou 96, portanto, ainda no I século da era Cristã, e só trinta anos após o martírio de São Pedro, suplica para que se recebam os bispos que tinham sido expulsos injustamente dizendo:Se algum homem desobedecer às palavras que Deus pronunciou através de nós, saibam que esse tal terá cometido uma grave transgressão, e se terá posto em grave perigo. E São Clemente incita então os coríntios a “obedecer às coisas escritas por nós através do Espírito Santo (São Clemente, Ep.59);

 

4. E Pedro, sobre quem a Igreja de Cristo foi edificada, contra a qual as portas do Inferno não prevalecerão. (...) (In Joan. T.5 n.3.178 d.C.)

 

5. ... Com esta comunidade, de facto, dada à sua autoridade superior, é necessário que esteja de acordo com toda a conunidade, isto é, os fiéis do mundo inteiro; nela sempre foi conservada a tradição dos apóstolos. (...) (Pedro e Paulo) confiaram a Lino o ministério do episcopado. (...) A Lino sucedeu Anacleto. A seguir, Clemente; Clemente vira os apóstolos, conversara com eles e ainda tinha ouvido a sua pregação. (...) A Clemente sucedeu Evaristo, e a Evaristo, (sucedeu) Alexandre. Depois, em sexto lugar após os apóstolos, veio Xisto... " (Ireneu de Lião, 180 d.C., Contra as Heresias III,3,2-3).

 

 

Fonte: ÍNDICE DAS MENTIRAS CONTRA A IGREJA CATÓLICA


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