«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
17
Set 15
publicado por FireHead, às 07:57link do post | Comentar

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01
Set 15
publicado por FireHead, às 08:11link do post | Comentar

Martires China.jpg

por Isaac Malheiros

 

“O ateísmo nunca fez mal a ninguém!”
“Os ateus nunca saíram por aí matando pessoas”
“Os ateus mataram religiosos em nome do comunismo, não em nome do ateísmo”, dizem os críticos da religião, ignorando toda a doutrinação anti-religiosa impulsionada pelo aspecto ateísta do regime.
 
Essas frases aparecem sempre, em formas semelhantes, em conversas e debates entre cristãos e ateus.
 
Pessoalmente, não gosto quando a discussão chega a tal nível, pois me parece pouco racional ficar discutindo quem matou mais. O que me importa isso? Se o Cristianismo é logicamente verdadeiro, não me importa se todos os cristãos virarem maníacos assassinos de um dia para o outro. A veracidade do Cristianismo não deveria ser medida pela incompetência dos cristãos em viverem de acordo com os princípios ensinados por Jesus Cristo. E isso também vale para qualquer outra cosmovisão (e aqui esta o problema dos que defendem uma cosmovisão naturalista: não há base objectiva para conceitos morais).
 
A questão não é “quem fez mais maldades?”, mas “o que fizeram estava de acordo com a cosmovisão que professavam?”
 
No entanto, para que você não tenha mais que ficar ouvindo essas frases ateístas, apresento-vos Enver Hoxha – o responsável pelo primeiro Estado ateu do mundo.
A Albânia de Enver Hoxha soma-se aos feitos ateístas já bem conhecidos de Mao Tse-Tung, Estaline, Pol Pot e toda aquela lista que você já deve conhecer.
 
Mas o caso da Albânia de Enver Hoxha é diferente. Trata-se de ateísmo aberta e oficialmente instituído, como um item importantíssimo da agenda política. O Estado declarou como crime qualquer espécie de expressão religiosa. Os métodos usados foram a tortura e a perseguição, e milhares de cristãos foram assassinados pelo regime oficial e declaradamente ateu.
 
Examine você mesmo a Constituição Albanesa de 1976 nesse link.
 
O artigo 37 diz:
“O Estado não reconhece nenhuma religião e apoia a propaganda ateísta para o propósito de inculcar a visão de mundo do materialismo cientifico no povo.”
 
O artigo 55 diz:
“A criação de qualquer tipo de organização de carácter fascista, anti-democrática, religiosa e anti-socialista é proibida.
Actividades e propagandas fascistas, anti-democraticas, religiosas, belicistas e anti-socialistas, bem como o incitamento ao ódio nacional e racial estão proibidos.”
 
Quando confrontados com Estaline, Mao ou Pol Pot, a táctica dos neo-ateus é bem simples: jogar toda a culpa no socialismo, no comunismo ou em qualquer outro item da agenda política a fim de livrar o ateísmo. Mas Enver Hoxha não deixa margens para essa manobra de fuga: ele claramente suprimiu a religião para promover o ateísmo. Ele perseguiu, prendeu e matou assumidamente em nome do ateísmo.
 
(...)
 
Que objecções o ateu poderia fazer? É difícil até imaginar.
 
1) “Os cristãos mataram bem mais gente em nome de Deus” – Essa informação não corresponde absolutamente aos dados históricos disponíveis. No entanto, numa conversa informal, dificilmente você terá os dados correctos à mão. Mas nem precisa, pois a objecção falha num ponto já abordado: o cristão não tem base na doutrina cristã para matar ninguém. (...) Em poucas palavras: o cristão genocida contradiz os claros princípios estabelecidos por Cristo. O ateu genocida não contradiz nada, ele esta plenamente justificado e de acordo com a sua cosmovisão.
 
Enver Hoxha e outros ateus genocidas foram coerentes com a sua cosmovisão, não ferindo nenhum principio.
 
2) “O Deus do Antigo Testamento é o maior genocida de todos.”
Deixando de lado a resposta teologicamente sofisticada, indico algumas respostas que cabe bem em conversas informais.
“E daí? Mesmo se for verdade, isso por acaso inocenta os ateus?” ou
“Então você acha que a existência de Deus é tão factual quanto a existência de Enver Hoxha? Por que a comparação? Você passou a crer na existência de Deus agora?”
 
3) “Proporcionalmente, existem menos bandidos ateus no mundo do que bandidos cristãos”
Essa objecção é um truque, baseado em dados inexistentes ou duvidosos, e pode ser refutada de várias formas:
a. O neo-ateísmo tornou nebuloso o significado de “ateu”. Nem os ateus sabem direito o que é “ateu”. Se o seu amigo acha que ateu é quem não crê em nenhuma divindade, então a objecção nasceu morta: ele deve considerar todos os budistas como ateus, por exemplo. E deve logicamente reconhecer que existem criminosos nas sociedades budistas, o que elevaria o índice de “bandidos ateus”.
b. Existem pesquisas que revelam o crescimento da taxa dos “sem religião” na população carcerária de São Paulo, a maior do Brasil. O número de presos “sem religião” chega a ser o dobro dos “sem religião” na sociedade. Portanto, proporcionalmente, existem mais presos “sem religião” do que “religiosos”. E se o amigo ateu disser que “sem religião” não significa necessariamente “ateu”, pergunte como ele pode fazer a afirmação 3) sem saber quantos dos “sem religião” são ateus, e volte para o item a. (veja algumas pesquisas sobre isso aqui e aqui)
c. Mesmo que ele tenha razão, ele não pode provar que crer ou não em Deus é o factor determinante para se cometer crimes. Outros factores mais importantes podem estar envolvidos.
d. A existência do Cristianismo nominal: se para ser cristão basta ter segurado uma Bíblia alguma vez na vida, então não existem ateus no mundo. Obviamente, muitos dos criminosos que se declaram cristãos não sabem sequer o que é Cristianismo, trata-se apenas de tradição familiar, costume. Biblicamente, não existe a figura fantasmagórica do cristão “não-praticante”, e a Bíblia é quem define o que é um cristão.
e. Se você estiver com tempo e quiser entrar numa discussão sem fim, analise com seu amigo ateu alguns rankings internacionais de violência, como o Global Peace Index. Leve em conta factores económicos, religiosos, culturais e... divirta-se.
 
4) “Existem cristãos que matam em nome de Deus” – Existem pessoas que matam por dinheiro, por futebol e por amor.
Qualquer um pode matar em nome de qualquer coisa, mesmo em nome do ateísmo, conforme Enver Hoxa demonstrou. O ponto central é: a acção do criminoso é coerente com a sua cosmovisão ou a contradiz em algum ponto?
 
5) “Mesmo que o ateísmo esteja envolvido, nunca um ateu ligou as suas acções violentas ao seu ateísmo. Por outro lado, teístas praticam violência abertamente em nome da religião”
Para refutar isso, basta um rápida lida em declarações como:
 
-"Nós odiamos o Cristianismo e os cristãos." Lunatcharsky
-"Deus é uma mentira." Lenine
-"O homem que se ocupa em louvar a Deus se suja na sua própria saliva." Lenine
-"Deus é o inimigo pessoal da sociedade comunista." Lenine, carta a Gorki
-"No momento oportuno nós nos atracaremos com o senhor Deus. E o aniquilaremos, lá nos seus altos céus." Grigori Zinoviev
-“O nosso programa inclui necessariamente a propaganda do ateísmo” Lenine
-“Ouvi um torturador chegar a dizer: ‘Agradeço a Deus, em quem não creio, por poder viver até essa hora em que posso expressar todo o mal que há em meu coração”. Richard Wurmbrand, cristão torturado em prisões comunistas
 
Percebam que essa discussão tem a tendência de se alongar cada vez mais, pois trata de assuntos subjectivos, termos indefinidos, argumentos que são facas de dois gumes e dados discutíveis. Em certos momentos deixa de ser uma discussão estritamente racional e se torna numa disputa meramente retórica e emocional.
 
Mas se há alguém tentando convencê-lo de que o ateísmo é a porta de entrada para o paraíso, esses argumentos acima servem para alguma coisa.
 
 

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