«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
18
Mar 15
publicado por FireHead, às 05:31link do post | Comentar

Como está abandonada a cidade tão povoada!
Assemelha-se a uma viúva a grande entre as nações
”.
(Lam. I,1)

 

Por Padre Cristóvão e Padre Williams – Fratres in Unum.com

 

Sexta-feira treze. Dois anos da eleição de Bergoglio. Concidência triste, mas superlativamente apropriada.

 

A Igreja, outrora resplandecente de beleza, ornada com a coroa da sabedoria, o esplendor da doutrina, agora jaz saqueada, banalizada, desfigurada e fútil, sob a batuta de um… Papa.

 

Difícil era prever que chegaríamos a este ponto! Mesmo com os resvalos, pessoais e eclesiais, de Paulo VI, nunca havíamos testemunhado tamanho esvaziamento da sacralidade católica, da mínima fidelidade à fé, e, não cansamo-nos de nos pasmar, até mesmo da lucidez quanto às verdades da lei natural!

 

francisco

 

Depois do Concílio Vaticano II, foi pública a trepidação na Igreja acerca da profissão do dogma, a deserção, o silenciamento, a desinformação, a apostasia, silente ou não, grotesca em muitos casos, mas em todo orbe sentida. Contudo, também é inegável a firmeza com que os Papas posteriores, quase que agarrados aos últimos destroços da nau, em meio ao mar encapelado que a tragava, quase que soçobrando à torrente, anunciaram com desassombro os “princípios inegociáveis” da vida e da família, agora desdenhados por Francisco.

 

Recebendo transexuais, escarnecendo dos anti-abortistas ao chamá-los de obcessionados, favorecendo o sacrilégio eucarístico aos adúlteros, ele se traveste de uma falsa misericórdia, não daquela que salva o pecador, mas desta que o diz, tergiversando as palavras do Evangelho, “vai, e continua a pecar!”.

 

Como não ouvir aquelas severas palavras proféticas, que parecem descrever aquilo que testemunhamos em agonia, ante nossos olhos, turvos de lágrimas?:

 

Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce! Ai daqueles que são sábios aos próprios olhos, e prudentes em seu próprio juízo! Ai daqueles que põem sua bravura em beber vinho, e sua coragem em misturar licores; daqueles que, por uma dádiva, absolvem o culpado, e negam justiça àquele que tem o direito a seu lado! Por isso, assim como a palhoça é devorada por uma língua de fogo, e como a palha é consumida pela chama, assim a raiz deles sucumbirá na podridão e sua flor voará como a poeira, porque repudiaram a lei do Senhor dos exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel (Is. V,20-24).

 

Enquanto muçulmanos assassinam brutalmente cristãos, para Papa Bergoglio, “os maiores males que afligem o mundo nestes dias são o desemprego dos jovens e a solidão dos idosos” (Entrevista a Scalfari). Há algo de muito errado em tudo isso… Uma escandalosa inversão de valores.

 

O que dizer de um Papa que faz continuamente uma citação que atribui aos Padres da Igreja, mas que nunca foi documentada por ninguém?… Trata-se da famosa frase dita em seu discurso aos Cardeais na Sala Clementina: “Lembro-me de um Padre da Igreja que O definia assim: Ipse harmonia est”.

 

O que dizer de suas homilias diárias, nas quais dispara críticas a todo o mundo, fala o tempo todo de fofocas, mexericos, futilidades, colocando-se como que por cima de todos? Alguém já viu um Papa que vive jogando os fiéis contra os seus pastores, dividindo a Igreja?

 

O que dizer de um Papa que despe o Papado enquanto se beneficia, às custas disso, dos hossanas de toda a opinião pública, e até de uma revista semanal, na linha “Contigo”, insuflando purpurina para a sua tietagem?

 

O que dizer de um Papa que publica uma versão personalizada dos “dez mandamentos” para uma vida feliz na qual a palavra “Deus” ou ao menos uma menção indirecta a Ele não aprece sequer uma única vez?

 

O que dizer de uma Papa para o qual a salvação da alma de uma criança vale menos que um pedaço de pão? Ou não é isso que disse em sua primeira entrevista depois da eleição, nada mais, nada menos, que para a Rede Globo?: “Se há uma criança que tem fome, que não tem educação, o que deve-nos mobilizar é que ela deixe de ter fome e tenha educação. Se essa educação virá dos católicos, dos protestantes, dos ortodoxos ou dos judeus, não importa. O que me importa é que a eduquem e saciem a sua fome”. Esta afirmação não parece com a de alguém que disse a Cristo, se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães (Mt. IV,3)?

 

O que dizer de um Papa que lava os pés de uma muçulmana e ainda diz, em homilia na ilha de Lampedusa, justamente o porto onde milhares de maometanos chegam, infiltrando-se na Itália com a ameaça explícita de matarem cristãos?: “um pensamento dirijo aos queridos imigrantes muçulmanos que, hoje, à noite, estão iniciando o jejum do Ramadão, com o desejo de abundantes frutos espirituais. A Igreja vos é próxima na busca de uma vida mais digna para vós e as vossas famílias. A vós: o’scià!

 

O que dizer de um Papa que se confraterniza com mega-esquerdistas (defendendo amplamente a agenda esquerdista, e agora até o financiamento público de campanhas electivas!) e ironiza sobre si mesmo auto-definindo-se comunista? “Terra, tecto e trabalho. É estranho, mas se eu falo disso, o Papa é um comunista. Não se compreende que o amor pelos pobres é o centro do Evangelho”.

 

Sobre o próximo Sínodo, muitos se agitam com uma eventual apostasia formal da maior parte dos bispos e inclusive do Papa, outros minimizam o problema e, quase que cruzando os dedos e fazendo um pensamento positivo, garantem que não acontecerá nada…

 

Mas poucos percebem que o facto mesmo de se discutir a hipótese de dar a comunhão aos adúlteros é já, em si mesma, um escândalo de dimensões devastadoras. Para parte significativa do Episcopado, a doutrina católica se tornou matéria variável.

 

Nunca um Papa foi tão blindado como Jorge Mario Bergoglio. Os novos papistas fazem-lhe histéricas declarações de amor, fingindo ao mesmo tempo veemente escândalo ante qualquer um que lhes manifeste uma mínima perplexidade! Os mesmos que crucificavam João Paulo II e Bento XVI, agora incensam Francisco com turíbulos de ouro.

 

Fala-se da ordenação dos padres casados e, consequentemente, da readmissão daqueles que abandonaram o ministério por amor a um “rabo-de-saia”. Imaginem. Aqueles mesmos que passaram décadas curtindo ódio pela Igreja, ensinando heresia, chafurdando-se no mais descarado anti-catolicismo, intoxicando-se do pecado e da rebelião, agora, retornando literalmente pela porta da frente, celebrando a Santa Missa, ouvindo confissões e, sobretudo, pregando sermões!

 

Seriam estes o novos clérigos de Bergoglio, aqueles que fariam a sua nova Igreja prosperar, visto que os actuais padres, formados nos trinta e cinco anos anteriores pelos seus predecessores se manifestam pouco afeitos às suas inovações?…

 

Alguns aludem à hipótese do Papa herege, sustentada por São Roberto Belarmino, como possibilidade de desfecho para o caso Bergoglio. Para o Santo Doutor da Igreja, caso o Papa caísse em heresia, se deporia ipso facto do Pontificado e deixaria de ser cristão…

 

Entretanto, a antiga tese de São Roberto Belarmino não pode ser aplicada directamente ao caso actual. Não sejamos ingénuos: Bergoglio não cairá em heresia formal, pois assim explanou São Pio X, na Pascendi, modus operandi modernista:

 

“Nos seus escritos e discursos parecem, não raro, sustentar ora uma ora outra doutrina, de modo a facilmente parecerem vagos e incertos. Fazem-no, porém, de caso pensado. É por isto que nos seus livros muitas coisas se encontram das aceitas pelo católicos; mas, ao virar a página, outras se vêem que pareceriam ditadas por um racionalista”.

 

Por isso, não precisamos esperar mais explícitas desgraças para a Igreja. Elas já estão em curso, devendo, porém, tornar-se mais profundamente instaladas na estrutura eclesiástica pela infiltração de clérigos com esta mesma mentalidade e pelo afastamento dos católicos, e também alastrar-se com mais amplidão pela Igreja.

 

Não sejamos optimistas. A única coisa que nos pode livrar deste cenário terrificante é uma intervenção extraordinária de Deus, que precisamos merecer pela nossa oração, pelos nossos sacrifícios e, sobretudo, pela nossa resistência.

 

Sobre Jerusalém, imagem da Igreja, continua o profeta: Ela chora pela noite adentro, lágrimas lhe inundam as faces, ninguém mais a consola de quantos a amavam. Seus amigos todos a traíram, e se tornaram seus inimigos (Lam. I,2).

 

Não abandonemos nossa Santa Madre Igreja, não nos tornemos seus inimigos pela infidelidade, pelo abandono da fé. Consolemo-la. Estamos em meio a uma convulsão, ao terror. É sexta-feira treze. Agora é a hora e o poder das trevas (Luc. XXII,53).


16
Mar 15
publicado por FireHead, às 08:38link do post | Comentar
O tema do exorcismo é provavelmente daquelas coisas que muita gente prefere dizer que só existe para quem acredita na existência de espíritos, de demónios e até mesmo de Deus, embora o que não falte por aí são filmes como O Exorcista (The Exorcist), de 1973, O Exorcismo da Emily Rose (The Exorcism of Emily Rose), de 2005, ou do mais recente filme Annabelle, do ano passado, todos baseados em factos reais de possessão demoníaca.

Em Fevereiro, Julian Porteous (na foto), actual arcebispo da Tasmânia e antigo bispo-auxiliar de Sydney, também ele exorcista, advertiu contra as práticas esotéricas e da Nova Era (neopaganismo), coisas como o yoga (योग), o tai chi (太極) ou o reiki (霊気).
 
"Eles dizem que o corpo humano tem sete chacras (ou centros energéticos). O estudante (de yoga) é introduzido à existência - eles falam da força que se chama Kundalini (कुण्डलिनी) - da energia infinita que flui dentro do corpo. Kundalini é, de facto, uma deusa hindu, designadamente uma serpente bobinada. Neste processo, é oferecida à pessoa uma perspectiva alternativa da natureza da pessoa humana e do carácter do divino. São conceitos que estão completamente em desacordo com o Cristianismo. Com o que é que o praticante (de yoga) está a lidar? A crença espiritual por detrás do yoga é o facto de haver uma energia infinita e pessoal chamado Brahma (ब्रह्मा). Esta energia criou tudo e está em tudo. O hinduísmo acredita que a natureza é divina. Por isso eles dizem que 'tudo é deus e deus é tudo'. Nós cristãos dizemos que isso é panteísmo. (...) O mundo espiritual oferecido através do yoga é um território perigoso", avisou o arcebispo.

O mesmo em relação ao tai chi, que é originário da China: "Aqueles que ensinam o tai chi estão conscientes de que há, de facto, uma filosofia espiritual que o fundamenta. Lentamente, esta dimensão profunda vem à tona, particularmente com aqueles que querem ir mais além com a prática. A principal fonte desta filosofia é o taoísmo. O tai chi almeja a libertação do chi, a força vital, ou energia divina. Tal como com o yoga, várias partes do corpo são entendidas como sendo centros de chi. O conhecimento da natureza da pessoa humana, que pode ser encontrado no taoísmo, está em desacordo com o conhecimento cristão. É uma mundivisão espiritual completamente diferente". E acrescentou o arcebispo que para se atingir plenamente o tao (道), o objectivo máximo do tai chi, é preciso que a pessoa tenha a mente aberta, o que significa que é preciso abandonar a racionalidade para abraçar novas realidades por causa da filosofia taoísta do ying e yang (陰陽), incluindo abdicar da noção do bem e do mal, e assim abre-se a possibilidade de um caminho igualmente perigoso. O tao é, segundo o taoísmo, o supremo criador.

Por fim, o arcebispo falou também do reiki, a "arte antiga (japonesa) da cura" natural com o cunho do budismo. "Eles (os praticantes de reiki) tornam-se capazes de canalizar espíritos e clarividências. Por conseguinte, deslocam-se para o mundo do oculto. Para que uma pessoa possa receber esses poderes psíquicos é necessário negar a realidade do mal. Nada é do mal, declaram os mestres de reiki. A mente adopta a posição de abertura passiva. Podemos, de novo, perguntar: abertura para o quê?" E recorda que o caso em que esteve mais próximo do demónio foi o exorcismo feito precisamente a uma jovem que fazia reiki. "O demónio estava ali, de alguma maneira, provavelmente o próprio Lúcifer ou algum dos seus anjos caídos", assegurou.

Já dizia o Pe. Gabriele Amorth, a autoridade máxima da Igreja Católica na área do exorcismo, que hoje em dia existem muitos casos de possessão demoníaca porque as pessoas perderam a fé e substituíram-na pela superstição, magia, satanismo ou tábuas Ouija que abrem as portas aos demónios. "É matemático, quando se abandona a fé, entregamo-nos à superstição. Isto aplica-se, em nossos dias, a todos nós do mundo ocidental. Tomemos as velhas nações da Cristandade medieval. A católica Itália, a França, a Espanha, a Áustria, a Irlanda, que uma vez foram nações cujo Catolicismo era forte. Agora o Catolicismo tornou-se fraquíssimo. (...) Não nos espantemos, Satanás é poderoso. Nosso Senhor chama-o por duas vezes 'príncipe deste mundo'. São Paulo chama-o 'deus deste mundo'. São João diz: 'Todo o mundo jaz sob o poder do Maligno'", disse o padre italiano numa entrevista há uns anos atrás.

09
Mar 15
publicado por FireHead, às 05:53link do post | Comentar

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