«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
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Nov 14
publicado por FireHead, às 07:47link do post | Comentar

Pesquisas científicas produzem provas constantes de que, ao ignorar a doutrina moral católica, nós prejudicamo-nos a nós mesmos

 

A doutrina católica tem sido desafiada continuamente pelo “triunvirato” formado pelos âmbitos da universidade, dos média e do governo. Muitos de nós, católicos, também nos vemos desafiados na nossa vida diária a deixar de lado as nossas crenças no contexto das nossas carreiras profissionais, do nosso exercício da paternidade e do nosso modo de vida.

Os católicos adultos precisam de entender e abraçar decididamente a doutrina católica com seu intelecto e com a sua razão. Não podemos nos contentar em acreditar e aceitar o ensinamento da Igreja só porque os nossos pais e professores "nos disseram assim". Neste processo, podemos entrar em conflito com alguns ensinamentos em particular devido às nossas próprias falhas, falta de boa catequese e outras razões. E, mesmo como adultos, a nossa fé pode ser desafiada quando a vida e as práticas de pessoas que respeitamos e amamos contradizem a doutrina católica. Quando isto acontece, eu tento ver a relevância da minha fé para a vida delas.

Os valores defendidos pela Igreja podem parecer duros demais e até mesmo injustos para o nosso “viva e deixe viver”. É compreensível que muita gente acredite hoje que a Igreja está fora de sintonia com o mundo moderno e que os seus ensinamentos não são mais relevantes.

Mas o que é incrível (e certamente não é intencional) é o facto de que a ciência moderna, que muitos acham que é a antítese ou pelo menos uma grande inimiga da doutrina católica, na realidade confirma a verdade, o valor e a relevância do que a Igreja tem ensinado há 2000 anos. Aqui vão dez exemplos:

1. A Igreja ensina que o orgulho é a raiz de todos os vícios. Estudos de psicologia mostram que o narcisismo e o pensamento irracional estão em ascensão, especialmente na nossa geração mais jovem. Este fenómeno está criando uma "comunidade" desconexa, desencantada e confusa. Os traços dos narcisistas – egocentrismo, auto-estima inflada, falta de empatia, agressividade – são prejudiciais para os outros, para a sociedade e até para os próprios narcisistas.

2. A Igreja ensina que a gula e a preguiça minam os valores da alimentação e do descanso saudáveis, criando condições insalubres que ameaçam a mente, o corpo e a alma. O "Journal of the American Medical Association" relata que quase 70% dos norte-americanos estão acima do peso ou obesos, que a obesidade é uma ameaça significativa para a saúde mental e física e que, em breve, ela ultrapassará o tabagismo como a principal causa de morte no país.

3. A Igreja ensina que a luxúria nos leva a tratar o corpo humano como uma mercadoria física em vez de um aspecto da totalidade da pessoa humana – um todo inseparável, composto de corpo, mente e alma – que é a obra-prima da criação de Deus e que vai viver para sempre. Hoje, os lucros da pornografia, só nos Estados Unidos, excedem as receitas combinadas de grandes grupos dos média como a CBS, a ABC e a NBC (Kimmel, 2008).

4. A Igreja ensina que um casamento válido é para sempre e é indissolúvel. As ciências sociais têm demonstrado que os filhos criados dentro de uma família intacta, com os pais biológicos casados um com o outro, são notavelmente mais beneficiados que as crianças que crescem dentro de outros arranjos familiares, que estão associados com muito mais frequência a diversos tipos de prejuízos sociais, psicológicos, emocionais e académicos.

5. A Igreja ensina que o controlo artificial da natalidade viola a lei natural. A Organização Mundial da Saúde classifica os contraceptivos orais como substâncias cancerígenas, junto com o amianto, o radónio e o plutónio, com a diferença de que os contraceptivos estão muito mais disseminados.

6. A Igreja ensina que o medo impede o amor e que, acima de tudo, devemos confiar no cuidado providencial de Deus. Estudos mostram que a ansiedade é a queixa psicológica número um de jovens e adultos (ver, por exemplo, Cartwright-Hatton, McNicol e Doubleday, 2006; Muris e Steerneman, 2001). Em níveis não saudáveis, a ansiedade está associada com uma miríade de resultados negativos para a saúde.

7. A Igreja ensina que os actos homossexuais não são uma expressão saudável da sexualidade humana. Um estudo do "International Journal of Epidemiology" concluiu que o risco de transmissão do HIV é 18 vezes maior durante a relação sexual anal do que na relação sexual vaginal.

8. A Igreja ensina que toda a vida humana é sagrada desde a concepção até a morte natural e que cada pessoa é merecedora do nosso amor e cuidado. As Associações Psicológicas e Psiquiátricas Norte-Americanas condenam veementemente a discriminação contra pessoas com deficiência cujos cuidados médicos, felicidade e subsistência são frequentemente ameaçados por outros (curiosamente, porém, eles apoiam o "direito" de se abortarem pessoas com deficiência).

9. A Igreja ensina que o sexo antes do casamento prejudica a união amorosa e o bem-estar de cada indivíduo e do casal como tal. A Academia Americana de Pediatria relata que os adolescentes sexualmente activos são mais propensos à depressão e ao suicídio e ao uso de substâncias ilícitas, além de correrem um risco significativo de contrair uma ou mais doenças sexualmente transmissíveis, muitas das quais são incuráveis.

10. A Igreja ensina que a ganância cria uma sociedade em que algumas pessoas são exploradas para gerar o lucro de outros e que os explorados sofrem demais para suprir as próprias necessidades básicas. O U.S. Census Bureau relata que continua a crescer a diferença entre ricos e pobres nos Estados Unidos, o país mais rico do mundo. Este também é o caso no mundo todo: a disparidade entre o Produto Interno Bruto dos 20 países mais pobres e dos 20 mais ricos mais do que duplicou entre 1960 e 1995.

Muitas pessoas preferem evitar temas como a ganância, a luxúria, o orgulho, o controlo da natalidade e a gula: acham “desagradável” levantar questões morais de qualquer espécie. Mas se nós realmente nos preocupamos com o bem-estar das nossas famílias e dos nossos amigos, agora e na eternidade, assim como com o futuro da sociedade, precisamos de manter essas conversas claras nos momentos apropriados. Felizmente, podemos começar essas conversas mencionando as descobertas da ciência, que as pessoas hoje aceitam mais facilmente como verdade do que os ensinamentos de Nosso Senhor e da Igreja que Ele fundou.

Há quem diga que a Igreja não é mais relevante no século XXI. Mas, dados os graves danos que as pessoas estão infligindo a si mesmas e aos outros ao ignorarem ou negarem a doutrina católica, parece que estas verdades são mais necessárias hoje do que nunca.

 

Fonte: Ateleia


14
Nov 14
publicado por FireHead, às 08:46link do post | Comentar

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Começo por confessar que passei grande parte da minha juventude fascinado por matemática e ciência – quanto mais abstractas melhor: Física particular fundamental em vez de química; Cosmologia em vez de biologia. Na minha ingenuidade juvenil este parecia ser o caminho para a sabedoria, para o verdadeiro cerne das questões.

Acabaria por tomar consciência do meu erro, mas ainda hoje gosto de ler sobre estes assuntos – acabo de ler uma análise fascinante sobre aquilo que se sabe actualmente acerca de partículas subatómicas. É claro que tudo isto tornou-se bastante complexo. A ciência mais básica requer agora níveis de conhecimento matemático muito elevados e fora do alcance do mero amador. Ainda assim, sinto orgulho e humildade quando penso no trabalho e no génio dos cientistas e engenheiros que, não só através de teorias mas também através do desenho e desenvolvimento de maquinaria e experiências, conseguiram levar-nos de volta ao tempo de Planck, que parece ser o limite máximo de observação neste universo, ou isto:

Trata-se de uma equação bastante simples, na realidade, que significa cerca de 10-43 segundos depois do Big Bang. Se ao menos os nossos filósofos e teólogos abordassem os seus respectivos assuntos com esta ambição e precisão!

Os cientistas têm feito descobertas fantásticas mesmo em relação às realidades mais humildes e minúsculas. Até meados do século XX, o átomo continuava a parecer um minissistema solar. Não é uma visão inteiramente falsa e serve para alguns propósitos, mas a imagem complicou-se através da descoberta de partículas com nomes como quark, muon, tau, já para não falar de novas forças, campos e antimatéria.

Tudo isto pode parecer inútil para a pessoa comum, mas é precisamente através desta análise cuidadosa dos elementos constitutivos do universo (pelo menos assim pensamos, por enquanto), que a nossa raça gloriosa e trágica conseguiu chegar ao Big Bang que poderá, eventualmente, apontar para algum tipo de transcendência. Como a boa filosofia e teologia perceberam há muito tempo, o nosso mundo de seres contingentes tem de depender de algum ser que esteja, necessariamente, para além das “coisas”. Mas esta não é a única razão para nos interessarmos pelos avanços científicos.

Vale a pena lembrar que a calúnia de que a Igreja é contra a ciência não surgiu por que a Igreja se opunha à ciência em si. A resistência a Copérnico, Kepler e Galileu baseava-se na teimosa fidelidade a uma modelo científico anterior, o sistema geocêntrico de Ptolomeu, por parte de alguns clérigos (não todos). A Comédia Divina de Dante encarna brilhantemente a profunda interligação entre essa ciência e as verdades espirituais na alta Idade Média.

A grande ironia é que a Igreja não estava sequer a defender uma cosmologia bíblica (na medida em que se pode dizer que a Bíblia tem uma cosmologia), mas o sistema ptolemaico desenvolvido por gregos pagãos. Essa cosmologia serviu bem no seu tempo, mas foi ultrapassado, como todos os modelos acabam por ser, por avanços registados posteriormente. (O livro “The Discarded Image” de C.S. Lewis é o melhor e mais sábio guia dessa mundivisão ultrapassada). Mas há aqui uma lição.

Alguns dos meus amigos afirmam que o Big Bang, ou outras teorias científicas, estão ligadas à doutrina da criação. É interessante que o padre belga Georges Lemaître, o matemático que propôs pela primeira vez uma teoria para um universo inflacionário em 1927, apesar da resistência de Einstein, protestou quando Pio XII fez essa mesma ligação. A física é o limite da ciência, que tem apenas relações indirectas com a metafísica. Se o Big Bang acabar por ser apenas mais um modelo intermédio, não fará qualquer diferença à noção da Criação.

O padre Robert Spitzer conhece bem a ciência actual e aborda-a com a cautela necessária – aliada a um génio fora do comum – no seu recente “New Proofs for the Existence of God”. Outros, infelizmente, são menos contidos ao abraçar ou criticar a ciência moderna.

Entre estes últimos incluo os nossos irmãos e irmãs na comunicação social. É impressionante o quão pouco aprendem ou recordam no que diz respeito à relação entre religião e ciência. A maioria dos jornalistas não sabe quase nada sobre ciência moderna, mas partem do princípio que deve levantar obstáculos à crença religiosa.

O Papa Francisco afirmou recentemente que a evolução e a criação não são incompatíveis – uma verdade que praticamente não precisa de ser repetida. O resultado foi um furor mediático. Num discurso à Academia Pontifícia das Ciências em 1996, João Paulo II disse que a evolução era “mais do que uma hipótese”. A reacção foi parecida. Nessa altura eu fui convidado para falar na CNN e disse ao pivot incrédulo que tinha aprendido essencialmente a mesma coisa dita por freiras com hábito completo durante os anos 60 no meu liceu católico (ainda por cima nas trevas do mundo anterior ao Concílio Vaticano II).

Os católicos não são fundamentalistas. Estamos constantemente a repetir isto não só aos media, mas a família, amigos e colegas, agentes da praça pública. Acreditamos tanto na fé como na razão e acolhemos a ciência e as tecnologias apropriadas, como fazem a maioria das pessoas sãs. Não devia ser necessário estarmos sempre a recordar toda a gente deste facto, mas é um peso que carregamos graças a certos tipos de cristãos que temem a razão humana, que nos foi dada por Deus.

Encontramo-nos num conflito constante com jornalistas preguiçosos e pouco rigorosos e um estabelecimento educacional que continua a acreditar que Cristóvão Colombo descobriu que o mundo era redondo (leiam Dante, amigos!).

Pensam todos que quem acredita no Cristianismo tradicional deve acreditar também, como os mais extremos de entre os fundamentalistas, que o mundo começou há 4000 anos e que a evolução é incompatível com a Bíblia.

Daí que se compreenda a palhaçada das reacções cada vez que um Papa – como fizeram todos desde Pio XII na década de 50 – declara que a Criação e a evolução não são contraditórias. Temos muito a reparar nesta cultura, nem que seja para fazer justiça aos nossos antepassados. O tempo de pegar nesse fardo, seja qual for a nossa posição na vida, já tarda.  

 

Robert Royal é editor de The Catholic Thing e presidente do Faith and Reason Institute em Washington D.C. O seu mais recente livro The God That Did Not Fail: How Religion Built and Sustains the West está agora disponível em capa mole da Encounter Books.

 

(Publicado pela primeira vez em The Catholic Thing na sexta-feira, 4 de Novembro de 2014)

 

© 2014 The Catholic Thing. Direitos reservados. Para os direitos de reprodução contacte: info@frinstitute.org

 

The Catholic Thing é um fórum de opinião católica inteligente. As opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Este artigo aparece publicado em Actualidade Religiosa com o consentimento de The Catholic Thing.

 

Fonte: Actualidade Religiosa


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Nov 14
publicado por FireHead, às 06:31link do post | Comentar

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publicado por FireHead, às 10:59link do post | Comentar

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publicado por FireHead, às 10:00link do post | Comentar

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