«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
28
Ago 14
publicado por FireHead, às 07:37link do post | Comentar


22
Ago 14
publicado por FireHead, às 10:13link do post | Comentar

 

Por Benedetta Frigerio

 

 

O jornalista americano James Foley, decapitado por jihadistas do Estado Islâmico (notícia divulgada nessa terça-feira, 19 de Agosto), tinha sido prisioneiro em 2011 de milícias na Líbia. Preso em Trípoli, foi libertado depois de 45 dias. Após isso, decidiu escrever uma carta para a revista da Universidade Católica de Milwaukee, que ele frequentava.


“Como minha mãe”


Nascido numa família católica de Boston, Foley contou: “Eu e os meus colegas fomos capturados e detidos num centro militar de Trípoli”. Todos os dias, conta o jornalista, “aumentava a preocupação pelo facto que as nossas mães pudessem estar em pânico”. E mesmo “não tendo plena certeza de que minha mãe teria consciência daquilo que estava acontecendo comigo”, Foley repetia para uma colega que “a minha mãe tem uma grande ” e que “eu rezava para que ela soubesse que estou bem. Rezava para conseguir me comunicar com ela”. O jornalista contou que “começou a rezar o terço” porque “era como minha mãe e minha avó rezavam (…). Eu e Clare (uma colega) começámos a rezar em alta voz. Sentia-me encorajado em confessar a minha fraqueza e a minha esperança junto e conversando com Deus, em vez de estar em silêncio”. 


A força dos amigos


Os jornalistas foram transferidos para uma outra prisão onde se encontravam os prisioneiros políticos, “dos quais fui acolhido e tratado bem”. Depois de 18 dias aconteceu um facto que Foley não soube explicar, ele foi levado da cela pelos guardas ao escritório do guardião “onde um homem distinto e bem vestido me disse: ‘Pensamos que talvez você quisesse ligar para a sua família’. Fiz uma oração e disquei o número”. A linha funcionava, e a mãe do jornalista respondeu: “Mãe, mãe sou eu, Jim”, disse o rapaz. “Estou ainda na Líbia, mãe. Perdoa-me por isso. Perdoa-me”. A senhora, quase sem acreditar, respondeu ao filho que não havia o que perdoar e lhe perguntou como estava: “Disse a ela que me nutria, que tinha a melhor cama e que me tratavam como um hóspede”. Foley acrescentou: “Rezei para que você soubesse que eu estava bem. Você percebeu as minhas orações?”. A mulher respondeu: “Jimmy, tantas pessoas estão rezando por você. Todos os seus amigos Donnie, Michael Joyce, Dan Hanrahan, Suree, Tom Durkin, Sarah Fang. O seu irmão Michael te ama muito”. Depois o guarda fez um sinal, e o rapaz precisou se despedir. 
 

Fonte: Tempi via Ateleia

20
Ago 14
publicado por FireHead, às 18:00link do post | Comentar

Por Stefano Stimamiglio

 


Padre Gabriele Amorth, uma pergunta que para alguns pode parecer excessiva: certos objectos africanos e orientais, como máscaras ou amuletos, podem “esconder” alguma influência maléfica?

É um tema interessante ao qual não se pode responder de maneira absoluta. O risco, porém, existe e é preciso ter consciência, porque sobre estes objectos pode ter sido realizado um rito de magia. Desejo fazer uma ampla premissa para recordar que a magia - que tem uma origem pagã e da qual a história tem suas raízes bem antes da Revelação, há mais de três mil anos - é o apelo às forças do demónio para influenciar os acontecimentos humanos em detrimento de alguém, ou para sua vantagem. Quem a pratica, do mago ao seu “cliente”, confia-se ao diabo: por isso é um pecado muito grave que deve ser confessado.

A magia pode ser “imitação”, ou “contágio”. A primeira se baseia na similaridade da forma do objecto sobre o qual se realiza o rito: por exemplo espetar com um prego ou agulha num boneco para atingir a pessoa que o boneco representa. Aqui acontece uma espécie de transferência do objecto para a pessoa. Mas a magia pode ser também de tipo “contagioso”, ou “infecciosa”, ou seja, “por contacto”, passado ou presente. Neste caso, o rito acontece sobre partes do corpo da pessoa a serem atingidas - como cabelos, unhas ou dentes - ou até mesmo sobre objectos que pertenceram ou pertencem à pessoa: artigos de vestuário, tais como meias ou lingerie, calças, camisas, cobertores etc, ou até mesmo utensílios da casa, como certos objectos. Estes, se foram amaldiçoados, transferem o seu potencial negativo para a pessoa. O que quero enfatizar, em todo o caso, é que, assim como se levam objectos para os sacerdotes abençoarem, da mesma forma pode-se também amaldiçoar com os magos. É preciso ter atenção.

 

Ou seja, uma máscara africana, por exemplo, pode esconder um efeito negativo similar?

Pode, não necessariamente tem. É um risco e perigo por parte de cada um o facto de aceitar, ou comprá-la. Eu certamente não a colocaria nas minhas coisas. Os efeitos negativos em todo caso, reconheço que existem, podem ser a aversão ao sagrado, a presença insistente de distúrbios locais como cheiros enjoativos ou barulhos fora do normal, a persistência de sintomas físicos negativos sobre as pessoas, ou de situações de trabalho ou afectivas particularmente infelizes. 

 

É oportuno abençoar estes objectos?

Certamente é uma coisa boa abençoar. Todavia a melhor coisa a se fazer, no caso de grave dúvida, é livrar-se do objecto e se possível queimá-lo junto a uma oração de exorcismo.

 

 

 

Fonte: Credere


publicado por FireHead, às 09:52link do post | Comentar

"Então, cara...", comecei, um pouco nervoso. Esta foi a nossa primeira conversa de verdade sobre a fé. "Tem algum livro específico da Bíblia sobre o qual você gostaria de saber mais?"
  
Ele hesitou brevemente e, com olhar pensativo, respondeu: "Bom, eu queria que você me contasse tudo sobre o Cristianismo. Como é que ele começou? O que ele significa hoje em dia?"
  
Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Nunca me tinham feito perguntas desse tipo. Ficámos uma hora repassando a história da salvação, de Adão e Eva aos Actos dos Apóstolos e terminando com um intenso debate sobre a missa. Foi impressionante. Mesmo!
 
Eu tinha conhecido Ling, um estudante de Pequim, durante um evento do Newman Center, algumas semanas antes. Novo nos Estados Unidos e com vários amigos cristãos, Ling tinha muitas perguntas sobre essa estranha pessoa chamada Jesus, de quem ele só tinha ouvido rumores até então.
 
Por que eu estou contando essa história? Porque havia algo de diferente em Ling. Ele era receptivo. Ele fazia perguntas sinceras, humildes, curiosas. Ele queria saber mais. Depois de conversar com ele durante vários meses, um súbito lampejo me chamou a atenção: Ling tinha sido poupado de um fenómeno que, em nossa juventude, atingiu quase todos nós que crescemos na sociedade pós-cristã: ele não tinha sido vacinado contra o Cristianismo.
 
Você sabe como funciona a inoculação: uma versão enfraquecida de uma doença é injectada no seu sangue. O seu sistema imunológico, percebendo o intruso, dispara o alarme e começa a produzir anticorpos que atacam os invasores, destruindo-os.
 
Depois disso, toda vez que a versão real da doença tentar entrar no seu corpo, o seu sistema imunológico vai reagir e matá-la. A inoculação é uma óptima forma de treinar o seu corpo no reconhecimento e no combate às doenças que ele já viu antes. Bom, eu não sou microbiólogo, mas acho que você entendeu a ideia.
 
É claro que tomar uma vacina para prevenir doenças como varicela e hepatite B é muito bom. Mas o que acontece quando nos vacinamos contra uma visão de mundo? Contra um sistema de crenças? O que acontece quando, numa época repleta de destroços de uma cultura cristã que já foi robusta e abrangente, nós ficamos imunes e incapazes de receber a verdadeira, autêntica e salvadora mensagem de Jesus Cristo?
 
O que acontece quando o Cristianismo se reduz a "uma doença que já vimos antes"?
 
Uma vacina contra a Verdade
 
Fulton Sheen estava certo sobre uma série de coisas, incluindo a seguinte:
 
"Não há nem sequer cem pessoas nos Estados Unidos que odeiam a Igreja Católica. Mas há milhões que odeiam o que erroneamente acham que a Igreja Católica é".
 
Sheen entendeu a tragédia da nossa inoculação. Muita gente odeia ou abandona a Igreja porque foi levada a acreditar em um falso evangelho.
 
Vou destacar três das mais insidiosas "falsificações" do Cristianismo; três mentiras que, mascaradas de verdade, levam as pessoas a rejeitar o Cristianismo por inteiro. Precisamos de acabar com elas.
  
Três motivos que levam os católicos a abandonar a Igreja
 
1. "Eu imaginava Deus como um velho de longas barbas brancas, sentado numa nuvem do céu. Agora eu já enxergo o quanto isso é ridículo. O Cristianismo é simplesmente uma fantasia".
 
Eu não sei dizer quantas vezes já ouvi ex-católicos fazendo comentários desse tipo. Imagens de desenho animado de um Deus barbudo ou de anjos com asas foram incorporadas ao nosso subconsciente. Até Miguel Ângelo pintou Deus desse jeito na sua famosa "Criação".
 
Mas nós temos que lembrar que as imagens de seres imateriais nunca foram feitas para ser interpretadas literalmente. Elas são apenas símbolos que pretendem ilustrar verdades metafísicas abstratas que a imaginação sozinha não consegue entender. A representação de Deus feita por Miguel Ângelo era muito menos uma descrição literal do que um "comentário visual" sobre a sabedoria, a atemporalidade e a eternidade de Deus.

 

Nós somos humanos e amamos imagens. Mas até as imagens sacras podem-nos vacinar contra a verdade se não formos cuidadosos com elas. Não podemos deixar uma imagem física substituir uma realidade espiritual ou permitir que a imaginação derrote a inteligência na tarefa de discernir o que é a verdade.
 
"Não há nada a ser feito com o intelecto até que a imaginação seja posta com firmeza em seu lugar" (Frank Sheed).
 
2. "O ponto central do Cristianismo é fazer o bem e ser uma boa pessoa. Eu posso fazer isso sem religião".
 
Quando eu pergunto às pessoas qual elas acham que é a mensagem central do Cristianismo, a resposta mais comum é esta: "ser uma boa pessoa".
 
Se esta fosse a verdadeira mensagem do Cristianismo, eu não culparia as pessoas por abandoná-lo. Quem é que iria querer seguir todas essas regras, manter todas essas posições políticas impopulares e passar todas essas horas sentado, ajoelhado e em pé quando poderia muito bem abandonar todos esses aspectos da religião e ainda assim ser "uma boa pessoa"?
 
Jesus Cristo não foi apenas uma boa pessoa. Ele é o Filho de Deus feito homem e morreu para que pudéssemos viver em eterna relação de amor com Deus. Cabe a nós responder a este convite comprometendo a nossa vida com Ele.
 
"Deixe a religião ser menos teoria e mais um caso de amor" (G.K. Chesterton).
 
3. "Muitos indivíduos da Igreja cometeram uma enormidade de erros e de decisões erradas. Esta Igreja está cheia de pecadores e eu não quero fazer parte disso".
 
Temos que ter sempre muita sensibilidade para com quem foi machucado por indivíduos que fazem parte da Igreja. Eles têm razão: a Igreja está cheia de pecadores e sempre esteve, desde as traições de Pedro e de Judas.
 
Mas, ao mesmo tempo em que a Igreja está cheia de pecadores, ela também é a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica fundada por Jesus Cristo e guiada pelo Espírito Santo. Abandonar a Igreja porque ela está cheia de pessoas pecadoras é como desistir da academia porque ela está cheia de pessoas fora de forma. Temos que promover a reforma da nossa Igreja, mas de dentro dela!
 
"A Igreja não é um museu de santos, mas um hospital de pecadores" (Abigail Van Buren).
 
O remédio: redescobrir o mistério
 
Citei três das maiores mentiras sobre o Cristianismo; mentiras que, incutidas em nosso subconsciente, podem-nos impedir de chegar algum dia a compreender de verdade a mensagem autêntica do Evangelho.
 
Felizmente, há maneiras de combater a síndrome do "eu já vi isso antes". Se alguém que você conhece caiu nessa armadilha, tente algumas destas técnicas de "desvacinação":
 
1. Derrube os mitos. Ajude as pessoas a enxergar que a nossa cultura as vacinou com falsos evangelhos.
 
2. Proponha as Escrituras. Não deixe a fé ficar velha. Ensine as pessoas a experimentar os milagres da Encarnação e da Ressurreição de novo, através dos olhos dos primeiros cristãos.
 
3. Seja como Ling. Desafie as pessoas a se aproximarem de nosso Senhor com honestidade, humildade e de coração aberto. Se nós fizermos isso, o Deus que torna novas todas as coisas vai-nos transformar de uma forma que nunca imaginamos que fosse possível!
 
Eu mencionei apenas alguns dos falsos evangelhos que vejo por aí. E você, também percebe outras formas "moles" da fé cristã que impedem as pessoas de receber a verdadeira mensagem vivificante de Jesus Cristo?

 

 

Daniel Paris

in Ateleia


15
Ago 14
publicado por FireHead, às 06:44link do post | Comentar

 

Hac causa credimus ut Deiparae virginis Mariae purissimum thalamum et spiritus sancti templum, hoc est, sacrosanctum corpus ejus deportatum esse ab angelis in coelum (Heinrich Bullinger, um dos mais influentes teólogos da Reforma Protestante do século XVI, sobre a sua crença na Assunção da Virgem Maria na sua polémica obra de 1539 contra a idolatria).


14
Ago 14
publicado por FireHead, às 04:42link do post | Comentar

 

 

Mario Joseph hoje em dia é um pregador católico, mas aos 18 anos era um imã (autoridade religiosa muçulmana). Ao converter-se ao Cristianismo, chegou a sofrer uma tentativa de assassinato do seu pai. É um caso único no mundo, porque é o clérigo muçulmano mais jovem que abraçou o Cristianismo, o que lhe valeu uma sentença de morte.

 

No cemitério da sua cidade natal, na Índia, há uma lápide com o seu nome, em cima de um túmulo que tem uma escultura de barro do seu tamanho. O seu pai disse-lhe: "Se quiseres ser cristão, terei de te matar". Mas este homem ainda está vivo e foi entrevistado pelo Cope:

 

 

Mario Joseph, tinha 18 anos e era um clérigo muçulmano. Como aconteceu esta mudança?

 

Eu era o terceiro de seis irmãos e, aos oito anos, o meu pai enviou-me para uma escola corânica para que eu me tornasse um imã. Depois de 10 anos de estudo, aos 18 anos tornei-me imã. Um dia, eu estava a pregar na mesquita, dizendo que Jesus Cristo não era Deus e nesse momento uma pessoa do público disse-me para não dizer isso, e perguntou-me quem era Jesus Cristo.

 

Como eu não tinha uma resposta para dar, comecei a ler todo o Alcorão e lá descobri que o capítulo 3 fala de Jesus, que muitas vezes é chamado de Jesus Cristo; e, no capítulo 9, fala-se de Maria.

 

Maria é o único nome de mulher que aparece no Alcorão; de Jesus, diz-se que Ele é a Palavra de Deus.

 

 

A região em que morava na Índia era muçulmana?

 

Sim, é de maioria muçulmana e hindu; praticamente não há cristãos.

 

 

Como começou o processo de conversão a partir dessa dúvida?

 

O Alcorão diz que Maomé está morto, mas que Jesus Cristo ainda está vivo. Então, quando eu li isso, perguntei-me: quem devo aceitar: o que está morto ou o que está vivo?

 

Perguntei a Alá sobre quem deveria seguir e comecei a orar para que me ajudasse nesta questão. Quando comecei a orar, abri o Alcorão e li, no capítulo 10, versículo 94, que os que tinham uma dúvida assim, deveriam ler a Bíblia. Por isso, decidi começar a ler e estudar a Bíblia. Então, percebi quem é o Deus verdadeiro e, depois disso, abracei o Cristianismo.

 

 

Conta isso de maneira natural, mesmo sabendo a situação pela qual poderia passar. Como é que a sua comunidade reagiu?

 

Quando eu me converti, fui a um centro de retiros e a minha família começou a procurar-me e lá me encontraram. O meu pai espancou-me e levou-me para casa. Quando chegámos, trancou-me num quarto, amarrou as minhas mãos e os meus pés, deixou-me nu, pôs-me pimenta nos olhos, boca e nariz, e lá me deixou, sem comida, durante 28 dias. Passado este tempo, o meu pai voltou e pegou-me pelo pescoço, para ver se eu estava vivo.

 

Abri os olhos e vi que ele tinha uma faca na mão. Ele perguntou-me se eu tinha aceitado Jesus e disse que me mataria se eu O aceitasse. Eu sabia que o meu pai me ia matar, porque ele é um muçulmano muito duro. Mas respondi que aceitava Jesus Cristo! Naquele momento senti uma luz muito forte na minha mente, que me deu forças para gritar: "Jesus!".

 

Naquela hora, o meu pai caiu e acabou ferindo o seu peito com a faca; foi um grande corte, que sangrava muito; saía espuma pela sua boca. Nesse momento, a minha família, assustada, socorreu-o e levou-o ao hospital, mas esqueceu-se de trancar a porta. Eu pude sair e apanhar um táxi, para ir ao centro de retiros de onde me tinham tirado, e fiquei lá, escondido.

 

 

É incrível que tenha tido força física para sair de casa e ir ao centro de acolhimento católico...

 

Eu estava magro e muito fraco, mas aquela luz deu-me forças e uma saúde que eu não sabia de onde vinha. No entanto, sofro até hoje as consequências desse castigo, porque tenho uma úlcera no estômago e úlceras na boca.

 

 

Há quanto tempo é que isso aconteceu?

 

Faz 18 anos. E o sofrimento ainda me acompanha. O Alcorão diz, em mais de 18 passagens, que quem rejeita o Alcorão deve ser eliminado.

 

 

Nunca mais voltou a ver o seu pai?

 

Nunca mais voltei à minha cidade. Nunca mais pisei a minha terra. Não só isso, eu estou enterrado lá, porque os meus pais fizeram um túmulo para mim, com uma lápide que tem o meu nome e o dia do meu nascimento.

 

 

 

in Aleteia


publicado por FireHead, às 04:39link do post | Comentar

Nesta sexta-feira o Papa Francisco concedeu uma entrevista por telefone aos sacerdotes Joaquin Giangreco e Juan Ignacio Liébana, que foi transmitida ao vivo pela rádio local de Campo Gallo e Huachana, duas paróquias localizadas cerca de 200 quilómetros da capital de Santiago del Estero, na província de mesmo nome, uma das mais pobres da Argentina.

 

"Tenho-vos dentro do meu coração. O trabalho que vocês fazem faz-me feliz. Por isso começo com uma forte saudação e a minha benção”, disse-lhes o Santo Padre.

 

Perguntado pelos sacerdotes sobre a religiosidade popular e a sua cultura, disse: “Tenho uma grande convicção de que o nosso povo nunca erra e só adora a Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. E junto com esta adoração a Deus, sabe que Jesus deixou a nossa Mãe, a Virgem, para que cuidasse de nós. O nosso povo não a adora; ama-a e honra-a. Como todos nós que queremos e honramos a nossa mãe, sabe que Ela cuida de nós e que está no céu. E o nosso povo, adorando a Deus, que é o único que deve ser adorado, e Jesus Cristo, que é o único que deve ser adorado, também se deixa cuidar pela Mãe. O nsso povo não é órfão, tem mãe e é uma das coisas mais bonitas da devoção à Virgem, que não é adoração, mas sim carinho de um filho pela sua mãe. E este povo se reúne para adorar a Deus e para recordar a sua mãe. Este é o núcleo da piedade popular da América Latina. Um filho sem mãe tem a alma mutilada. Um povo sem mãe é um povo órfão, órfão de solidão, de secura, talvez de ideias, sem a ternura que só uma mãe dá. Por isso, seguimos sempre as duas coisas na piedade popular: a adoração a Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo, e a Ele somente se adora, e o carinho e o respeito e veneração que não é adoração à nossa Mãe, porque nós não somos órfãos, temos mãe.

 

Numa linguagem muito coloquial, estes dois sacerdotes conversaram com o Santo Padre. Conheciam-no há muito tempo e um deles foi ordenado por Bergoglio.

 

"Cada um – continuou o Pontífice – tem um papel, cada um tem um trabalho para fazer, uma vocação. Deus chamou-vos aos dois para ir embora, deixar as suas famílias, a cidade de Buenos Aires que é tão linda, e foram acompanhar este povo. Junto com vocês tem muita gente que não está morando lá, e que, à distância, quer estar com vocês. Agradeço essas pessoas”.

 

"A Igreja – continuou o Santo Padre – se mantém de pé com a piedade dos fieis. Pela oração, pela missa, pela eucaristia. Essas pessoas que vão à missa, que recebem a eucaristia pedindo por vocês, é a que lhes sustenta, e a paróquia. A eles vai o meu primeiro agradecimento. Também àqueles que se privam de algum bem, de algum dinheiro para dá-lo a vocês. Para eles o meu carinho também. Não importa o quanto ajudam, importa que ajudam, porque mimam vocês e se perguntam: Como eu posso acompanhar estes dois padres que estão tão distantes de Buenos Aires? E também de outras cidades de onde recebem ajuda. A esses homens e mulheres envio uma grande saudação e a minha gratidão. E de maneira especial quero mencionar dois tipos de pessoas que são as que Jesus olha com mais carinho: as avós e os avôs, e as crianças. Quantas avós e avôs rezam por vocês, quantas crianças rezam por vocês e apoiam o trabalho do seu povo. Envio-lhes um grande abraço, junto com a minha benção”.

 

No diálogo retransmitido por vários meios locais e colocado no youtube, onde se sente o som um pouco metálico de uma pequena rádio, o Papa destacou a importância da Igreja como instituição.

 

"O peregrino – disse o Papa Francisco – é uma imagem do que é a Igreja, porque a Igreja é peregrina. Jesus fundou uma igreja em caminho, uma igreja peregrina. Quando a Igreja está quieta, deixa de ser Igreja e vira uma associação civil. Nossa Igreja é uma Igreja com dupla saída: com a adoração a Deus e a oração; e outra saída rumo aos irmãos, para ajudá-los, acompanhá-los e fazer as obras de misericórdia que Jesus nos ensinou, e que estão no capítulo 25 de São Mateus. O peregrino que visita um templo para a glória de Deus e adorar a Deus, e para venerar e honrar a Mãe, esse peregrino tem a vocação de caminhar, que tem a Igreja. Que a nossa Igreja nunca se canse de caminhar porque no caminho encontramos esse sentido que Deus quer do seu povo: um povo a caminho”.

 

Porque "quando uma comunidade cristã ainda quieta é como uma água estagnada, que é a primeira a ser corrompida. Quando uma comunidade não peregrina, não só a pé, mas com o coração, e não tem um coração peregrino para além de si mesma, seja para adorar a Deus ou para ajudar os seus irmãos, essa Igreja está moribunda e tem que ser ressuscitada rápido. Por isso que aqueles que estão trabalhando para construir uma casa de Deus, que é um lugar de peregrinação, saibam que isso é um símbolo da Igreja que caminha. E essa peregrinação que fazem uma vez por ano ali, é uma peregrinação que tem que fazer todos os dias na vida cotidiana. Uma peregrinação a Deus para adorá-lo, uma peregrinação à Nossa Senhora, para venerá-la e amá-la, e rumo aos mais necessitados do nosso povo”.

 

Em resposta a outras preocupações de um dos sacerdotes, o Papa convidou a evitar críticas destrutivas.

 

"Trabalhar pela unidade sempre vai ser importante. Sempre vai existir diferenças, brigas, a questão é não deixa-las crescer. Fazer que as coisas se resolvam entre irmãos. É preciso conversar sim, mas com Deus. Não precisa tirar o couro do outro. O que mais destrói a Igreja, os povos e a Nação é a crítica destrutiva. Ou seja, ficar tirando o couro um do outro. Isso não é cristão”.

 

Questionado sobre a falta de sacerdotes na diocese de Añatuya disse:

 

"Como disse Jesus, rezem para que Deus envie pastores para a messe. O coração de Deus não é indiferente às orações de seu povo. Orem para que o Senhor envie pastores. E eu diria aos jovens que se sentem o chamado de Jesus, que não tenham medo. Que vejam todo o bem que podem fazer, todo o consolo que podem dar, toda a mensagem cristã que podem transmitir e não tenham medo. A vida é para ser arriscada, não para ser guardada. Jesus disse, quem cuida muito da sua vida acaba perdendo-a. A vida é para ser dada. E assim se é fecundo. Se alguém sente que Deus lhe pede para dar a vida no sacerdócio, que não tenha medo. É necessário apostar em coisas grandes e não pequenas coisinhas. E se sente que Jesus o chama para formar uma família, que seja uma família cristã, grande, linda, com muitos filhos que levem a fé adiante”.

 

O Santo Padre concluiu com uma bênção e repetiu o lema da rádio que diz: "se o 666 é o diabo, o 99,9 é Jesus" e lembrou-lhes "simplesmente isto: Jesus é muito bom. Jesus nos ama. Deus nos ama. Deus nos espera sempre. Deus não se cansa de perdoar-nos. Só que devemos ser humildes e pedir perdão, para que possamos seguir em frente. Deus nos criou para que sejamos felizes. E Ele está conosco. Quando passamos momentos difíceis, de cruz, de dor, Ele passou primeiro e nos compreende de coração. Peço ao Senhor para que todos os que estão ouvindo sejam muito abençoados por Ele, lhes dê força, vontade de viver, e a coragem de não deixar-se roubar a esperança e especialmente lhes dê uma carícia e lhes faça sorrir, e que a benção de Deus todo poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo desça sobre todos e cada um de vocês e permaneça para sempre".

 

 

Fonte: Zenit


08
Ago 14
publicado por FireHead, às 07:26link do post | Comentar

 

Segundo o Pe. Fernando Torres, por vezes nós passamos por momentos difíceis. Quando isso acontece, muitos perguntam: Onde estás Tu, Deus?, desejando que Deus intervenha miraculosamente para resolver os problemas. Se Deus quisesse, todos os nossos problemas desapareceriam num instante. As pessoas vão à igreja, acendem velas, fazem promessas e peregrinações para que Deus as ajude. Se Deus ao menos quisesse ajudar...

 

Tal como Pedro, nós gostaríamos que Deus mostrasse o Seu poder e fizesse o que queremos. Como Pedro, nós afundamo-nos no mar simplesmente por causa da falta de fé. Mas Deus não é como um brinquedo com o qual nós podemos brincar. Deus não é um instrumento que podemos usar sempre que precisarmos. Deus é Deus. Deus não faz o que queremos quando nós queremos, mas sim quando Ele quer. Deus não é um incêndio ou um terramoto.

 

Por vezes Deus é como um assobio e aparece em lugares pouco prováveis. Os discípulos viram Jesus caminhando sobre o mar e pensaram que era um fantasma no meio da tempestade. Nem mesmo a simples presença de Jesus resolve imediatamente todos os problemas. Foi somente depois de ter conversado com Pedro que a tempestade, que estava a assustar dos discípulos, parou.

 

Deus convida-nos a enfrentar os problemas. A graça e a força de Deus estão connosco, mas nós temos de colaborar com a nossa fé e o nosso esforço. Confiar em Jesus não significa ir rezar à igreja, mas sim trabalhar no sentido de resolver os problemas sabendo que Ele está connosco. Quando Pedro começou a afundar-se, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? (Mateus 14:31)


01
Ago 14
publicado por FireHead, às 11:26link do post | Comentar | Ver comentários (2)

Pergunta: Gostaria de fazer uma pergunta: porquê na época de Jesus havia tantos endemoninhados, como nos atesta a Sagrada Escritura? Por ex: Mc 1,34 e 1,39.

 

 

Resposta: Realmente, nos relatos evangélicos está dito que Jesus Cristo “expulsava muitos demónios, e não permitia que eles [os demónios] falassem, porque sabiam quem Ele era” (Mc 1,34). São Lucas explica que os demónios “clamavam dizendo: Tu és o Filho de Deus; e, increpando-os, [Jesus] não permitia que falassem, porque sabiam que Ele era o Cristo [o Ungido de Deus]” (Lc 4,41).

 

Com base nessas passagens, o missivista pergunta “porquê na época de Jesus havia tantos endemoninhados”. De onde se infere que o missivista julga que, hoje em dia, talvez não sejam tantos.

 

O tema realmente merece um esclarecimento.

 

A humanidade sob o império do demónio

 

Antes da vinda de Jesus, o demónio reinava sobre a face da Terra. E isso a tal ponto que foi preciso Deus separar para Si um povo — o povo judeu — a fim de conservar a verdadeira fé e fazer nascer em seu seio o Messias, que havia de resgatar a humanidade do império do demónio.

 

Da incorrespondência do povo eleito fala bastante a Sagrada Escritura, mostrando como várias vezes ele se deixou contaminar pelos cultos idolátricos dos povos vizinhos. Ora, todos os deuses dos pagãos são demónios, como se lê no Salmo 95, versículo 5: “Omnes dii gentium, daemonia”.

 

Assim, não espanta que também entre os judeus o número de endemoninhados fosse grande. E que dizer, então, dos povos pagãos, totalmente imersos na idolatria?

 

Operada a redenção do género humano, pela sacrossanta Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, o poder do demónio foi quebrado. Por toda a parte onde a Boa Nova do Evangelho se implantava, os demónios eram expulsos e os ídolos caíam (ou eram derrubados pelos primeiros cristãos, com a força das suas mãos).

 

Como se sabe, a implantação do Cristianismo não se deu sem luta e sem derramamento do sangue de muitos cristãos. Depois da era das perseguições, por fim instaurou-se uma nova era para a humanidade, com o édito de Constantino no ano de 313. A Igreja, por fim, pôde exercer livremente o seu ministério. O número de endemoninhados diminuiu, porém nunca desapareceu totalmente.

 

 

“Até os demónios se submetem a nós”

 

Durante a guerra civil de Arezzo, São Francisco exortou o irmão Silvestre a expulsar os demónios que habitavam na cidade. Enquanto o santo faz recolhidamente as suas orações, Silvestre executa a acção proposta.

 

Para enfrentá-los, Nosso Senhor Jesus Cristo havia comunicado a Seus discípulos o poder de expulsar os demónios. Quando os enviou em missão pela Judeia, disse-lhes: “Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demónios” (Mt 10,8). De volta, os discípulos estavam exultantes, dizendo: “Senhor, até os demónios se submetem a nós, em virtude do Teu nome. E Ele disse-lhes: Eu vi Satanás cair do céu como um raio. Eis que vos dei o poder de calcar as serpentes e escorpiões, e toda potência do inimigo, e nada vos fará dano. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos estão sujeitos, antes alegrai-vos porque os vossos nomes estão escritos no Céu” (Lc 10,17-20).

 

“Eu vi Satanás cair do céu como um raio” significa que com a Sua ciência sobrenatural Jesus estava vendo, durante a missão dos discípulos, a derrota do império satânico. Satanás, palavra que vem do aramaico “Sataná”, quer dizer inimigo. Ele é o adversário por excelência da instauração do reino de Deus. O céu do qual cai é o céu do universo físico (cfr. Ef 2,2; 6,12). Cair “como um raio” indica que, com a vinda de Cristo, o seu poder ia diminuindo rapidamente, e diminuiria ainda mais com a expansão do Cristianismo. Esse poder, que Jesus conferiu aos discípulos, está expresso, no trecho citado, por diversos animais venenosos: serpentes e escorpiões (cfr. Ps 90,13). A alegria que os discípulos sentem vendo os demónios se submeterem a eles, em nome de Jesus, é inteiramente justa. Mas, para que nela não se misturasse nenhum elemento humano, como em outra ocasião já ocorrera (cfr. Mt 17,19-21), Jesus lhes lembra que muito maior deve ser a sua alegria por terem os seus nomes escritos no Céu (tomamos estas explicações exegéticas do Pe. Manuel Tuya O.P., Bíblia Comentada, BAC, Madrid, 1964, tomo V, p. 836).

 

 

Mundo moderno traz de volta o império de Satanás

 

A influência da Igreja sobre a humanidade atingiu o seu auge na Idade Média, época da qual falou Leão XIII em trecho célebre, tantas vezes citado em Catolicismo, mas cujo brilho nunca evanesce: “Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. Então a religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que Lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos príncipes e à protecção legítima dos magistrados. Então o sacerdócio e o império estavam ligados entre si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios. Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda expectativa, frutos cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer” (Immortale Dei, 1°-11-1885, n° 28).

 

Descontente com essa situação, o demónio organizou um movimento para derrubar essa ordem cristã. Para isso desencadeou um processo revolucionário que se desdobra em várias etapas magistralmente descritas por Plinio Corrêa de Oliveira na sua obra-prima “Revolução e Contra-Revolução”. Ao longo desse processo, o demónio foi minando a influência da Santa Igreja, dilacerando-a por crises internas e paganizando a sociedade. Desse modo, a presença e a actuação de Satanás vai-se manifestando cada vez mais em crimes espantosos e desvarios de toda ordem. Não é de estranhar, pois, que também os casos de endemoninhados cresçam na mesma velocidade em que a sociedade se paganiza.

 

Foi muito oportuno, pois, que o missivista trouxesse à baila o problema, com a sua pergunta cheia de propósito.

 

Nestas condições, abre-se para a Santa Igreja uma nova etapa, em que é preciso fazer uso dos poderes que Jesus Cristo lhe conferiu, incrementando fortemente o trabalho dos exorcistas autênticos. Assim o têm pedido alguns teólogos de renome. Mas é preciso que a sua voz seja ampliada pela de todos os católicos que se convenceram dessa assustadora realidade. E, sobretudo, é necessário rezar, pedindo a intercessão d’Aquela que uma vez esmagou a cabeça da serpente com os seus pés imaculados, a sempre Virgem Maria!

 

 

Fonte: Catolicismo


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