«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
03
Nov 12
publicado por FireHead, às 01:29link do post | Comentar

Ser católico não é necessariamente ser santo. Aliás, este argumento da necessidade de santidade por parte dos católicos é um argumento do revolucionário mais radical: “o bom católico, se for coerente, tem que dar a outra face” — dizem eles amiúde, aproveitando-se do argumento para desferir mais uma lambada.

 

Há pessoas que pensam que um bom católico, colocado perante a iniquidade da sociedade, não deve fazer outra coisa senão rezar: o bom católico deve ser bem educado, polido nas palavras, perfeito como Deus, e não reagir à iniquidade de outro modo senão através da oração.

 

Porém, num convento, há os frades que tratam da Missa diária que eleva o espírito, e os que tratam da cozinha que mantém os estômagos aconchegados. Todos são necessários, uns de um modo e outros de outro, para manter o convento em harmonia. Um mau cozinheiro de um convento, que não saiba, por exemplo, como tratar o perú para o Natal da confraria, é tão nocivo para a irmandade quanto o frade que desafina no coro da Missa do Galo.

 

 

Fonte: perspectivas


publicado por FireHead, às 01:25link do post | Comentar

Causam-me perplexidade os caminhos ínvios pelos quais, nos últimos tempos, uma certa “resistência católica” decidiu enveredar, num processo que tem entre os seus protagonistas pessoas que me habituei a estimar. Provocam-me estranheza a falta de subtileza, de argúcia e até de finura diplomática demonstradas por estes “resistentes”. Pretendendo o impossível - uma Igreja perfeita quanto ao elemento humano que a compõe, olvidando-se de que na Igreja houve, há e haverá sempre porcaria, por vezes até muita (releia-se a tal respeito, para não se ir mais longe, a “Pascendi”, de São Pio X) -, esquecem-se outrossim do que é essencial: o bem maior das almas e o bem que para tantas delas adviria da “experiência da Tradição” poder ser feita no seio da Igreja institucional, numa estrutura perfeitamente regularizada de um ponto de vista canónico (que seria a maior existente deste género) e sem a irregularidade fáctica que provoca a desconfiança - injusta ainda que compreensível - de tantos fiéis piedosos mas menos esclarecidos. Ah, que bem decorreria para estas almas de um contacto sem entraves com a Missa Tradicional de rito latino-gregoriano e com os restantes sacramentos também administrados sob a forma tradicional! Assim, no fundo, no fundo, estes “resistentes” são involuntariamente os melhores aliados da contra-igreja personificada pelos modernistas e progressistas. E perante esta lamentável atitude de esquecimento do fundamental em face do acessório, não posso deixar de recordar as palavras proferidas por Nosso Senhor Jesus Cristo, a propósito da parábola do administrador infiel (São Lucas 16, 8):

 

(…) os filhos deste mundo são mais sagazes que do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes.

 

 

Fonte: A Casa de Sarto


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