«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
31
Out 12
publicado por FireHead, às 00:29link do post | Comentar
Hoje em dia em muitas partes do mundo ocidental celebra-se o Halloween. Esta efeméride, que originou-se a partir do Samhain (o senhor da morte), remonta aos povos bárbaros celtas e aos druídas da Grã-Bretanha, entre os anos 600 e 800 a.C. Samhain significava também "festa dos mortos". Segundo os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria nem fome nem dor. A festa era celebrada com ritos presididos pelos druídas que actuavam como médiuns entre as pessoas e os antepassados delas. Segundo eles, os espíritos dos mortos voltariam nesta data para visitar os seus antigos lares e conduzir os seus familiares para o outro mundo.
 
Nesta data, e principalmente nos países de expressão inglesa (mais concretamente os Estados Unidos), as crianças fantasiam-se de bruxas ou feiticeiros e pedem doces de porta em porta com o seguinte mantra: trick or treat (doces ou travessuras, em português). Este mantra não seria, supostamente, senão uma feitiçaria ameaçadora, pois os que se recusam a dar o que o espírito exige (no caso, doces), será perturbado por ele.
 
O Halloween hoje em dia é bastante promovido por grupos neopagãos, como os adeptos da macabra WICCA (bruxaria moderna), sendo que em muitos casos é mesmo usado como uma celebração ocultista e satânica. Existem grupos neopagãos que se rendem ao ocultismo durante o Halloween, como o Bohemian Grove, que literalmente têm as mesmas práticas que o povo Amorreu, referenciado no Antigo Testamento, que sacrificava crianças e/ou fetos humanos em frente a uma estátua do seu deus Moloque. A estátua tinha uma fenda, uma cavidade, onde se colocava fogo e para onde eram atiradas as crianças vivas em sacrifício. O calendário da bruxaria define o dia 31 de Outubro como o dia da morte do "deus chifrudo", o filho da "grande deusa" imortal que é representada pela lua. Os druídas, com medo do Samhain e como forma de lhe agradar, realizavam rituais macabros sacrificando, para além de crianças também os criminosos e animais, que eram queimados vivos em oferendas aos deuses.

Segundo a Encyclopœdia Britannica, "Tanto na época dos celtas como dos anglo-saxões o dia 31 de Outubro era também a véspera do ano novo e um dos antigos festivais do fogo... Visto que Novembro dá início ao semestre mais obscuro e mais infrutífero do ano, o festival do Outono assumia um significado sinistro, com fantasmas, bruxas, duendes, fadas e demónios de toda sorte vagando por toda a parte. O festival era realizado em honra a Samhain, senhor celta dos mortos, que, segundo se acreditava, permitia que as almas dos que haviam morrido no ano precedente voltassem à sua casa naquela noite. As festividades incluíam fazer enormes fogueiras ao ar livre para espantar as bruxas e os demónios. Sacrifícios na forma de safras, animais e até mesmo de humanos eram feitos para aplacar as almas dos falecidos. As pessoas se empenhavam também em tirar a sorte e vestiam-se de roupas feitas de cabeças e de peles de animais. Os romanos também contribuíram com alguns dos seus rituais pagãos aos costumes dos celtas que foram conquistados por eles. Um dos seus festivais de Outono, realizado em honra a Pomona, divindade dos frutos e dos jardins, é provavelmente responsável pelo notório uso de maçãs nas festividades do Halloween - por exemplo, os costumes de se pegar maçãs com os dentes de dentro de uma bacia cheia de água e de morder uma maçã suspensa na ponta de um fio de barbante".

O ocultismo, a feitiçaria ou os demónios da maneira como hoje nos são apresentados, de forma épica e romantizada onde se exalta os vilões e os anti-heróis, correspondem a uma espantosa inversão de mentalidades: o mau é o bom, o perverso é o correcto, e vice-versa. Daí hoje em dia filmes como o Harry Potter ou o Crepúsculo fazerem o sucesso que fazem.
 
E é agora que os leitores perguntam indignados comigo: então e a Igreja Católica que usurpou mais esta data pagã e a mesclou no calendário cristão? Ou que o Halloween é mais um paganismo disfarçado da "igreja romana"? De facto a Igreja Católica cristianizou o que era pagão, tal como cristianizou, na sua excelsa sabedoria, o culto pagão ao deus do sol e o transformou no Natal. Trata-se de uma estratégia religiosa que foi ensinada por São Leão Magno e São Gregório Magno. O Papa Bonifácio IV converteu o panteão romano (templo dedicado aos ídolos romanos) num templo cristão dedicado a todos os santos cujo dia de celebração era o dia 13 de Maio. Com o Papa Gregório III, o dia de todos os santos passou a ser celebrado no dia 1 de Novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro.
 
O Halloween é a cristianização do Samhain pagão, portanto na verdade uma coisa não é a outra. O paganismo que foi cristianizado não significa que foi adaptado: significa que foi substituído. Aliás, Halloween é na verdade cristão, até porque o nome não engana: Halloween vem de All Hallows' Eve (véspera do dia de todos o santos). Identificar o Halloween com o paganismo, como se fosse algo errado e satânico, é algo relativamente recente. Fantasiar-se de bruxa, de demónio ou de esqueleto é, por mais incrível que pareça, algo até defendido por certos católicos, apesar da sua conotação folclórica e de ser algo com o qual eu pessoalmente não concordo. Ao fantasiar-se destas personagens, as pessoas estão na verdade a debochá-las: é um ataque ao paganismo. O Halloween era uma festa cristã que constava no calendário litúrgico até à reforma de 1962 e foi uma resposta cristã contra o Sanhaim, uma resposta vencedora, do triunfo do Cristianismo sobre o paganismo. Nesta altura do ano é aos santos que nós devemos render a nossa veneração, pois eles são reais e intercedem por nós.

Acabo esta posta citando o professor brasileiro Carlos Ramalhete sobre o tema: "As fantasias de seres malignos postas em crianças é uma forma de mostrar como eles são fracos e ridículos (como as crianças, que na Europa são tradicionalmente vistas como adultos que ainda não estão 'prontos'). As fantasias de Halloween têm, assim, um sentido simbólico mais ou menos parecido com o uso de fantasias de políticos no Carnaval brasileiro. Como, contudo, com a descristianização da sociedade americana houve um ressurgimento dos medos pagãos, atribuindo aos demónios poderes maiores que a realidade, criando-se novas formas de culto demoníaco (WICCA, etc.), no que a visão calvinista de mundo não ajudou pouco (basta lembrar-se do episódio das Bruxas de Salém para ver este medo em acção), esta festa derivou até ter para alguns o significado presente de celebração da bruxaria. O que era ridículo tornou-se 'mágico', o que era uma demonstração de fraqueza tornou-se demonstração de força. Podemos assim dizer que o Halloween actualmente adicionou conotações não-cristãs a uma festa cristã (a festa celta foi completamente perdida e submergida no Cristianismo, como a nossa festa de São João – originalmente data magna da comemoração celta do solstício de Verão -, o uso de alianças de casamento, etc.). Estas conotações, porém, dentro do 'mainstream' americano, não tem em absoluto um sentido de protesto aberto contra a Igreja, sendo apenas uma festa algo farsesca (logo ainda preservando algo do espírito cristão original). Apenas alguns amalucados (WICCAns e outros) a vêem como celebração da bruxaria e não como uma espécie de Carnaval".


As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas aos demónios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demónios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demónios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demónios. Ou queremos provocar a ira do Senhor? Acaso somos mais fortes do que Ele? (1 Coríntios 10:19-22)

30
Out 12
publicado por FireHead, às 00:48link do post | Comentar

O vídeo de baixo é razoavelmente conhecido, diria eu incrivelmente não tão conhecido e comentado quanto seria de esperar. Trata-se de um trecho da filmagem de uma celebração da Santa Missa na Basílica Menor de Lourdes, França, no dia 7 de Novembro de 1999, por ocasião da Assembleia Plenária dos Bispos de França. A celebração, transmitida ao vivo pela TV, foi presidida pelo então Cardeal Arcebispo de Lyon, Louis-Marie Billé. Entre os co-celebrantes estava o Arcebispo de Paris, Cardeal Jean Marie Lustinger, sendo que diversos outros bispos e sacerdotes estavam presentes, além dos superiores dos mosteiros Trapistas.

 

Durante a Epiclese, momento em que o sacerdote estende as mãos sobre a hóstia invocando o Espírito Santo, e é o exacto instante em que o pão-hóstia torna-se Corpo de Cristo (Transubstanciação), a Hóstia Consagrada se eleva e flutua no ar, permanecendo suspensa durante todo o tempo em que dura a Oração Eucarística, perfeitamente imóvel, a uma distância constante da patena. Consta que o Cardeal Billé, que no vídeo parece não se ter apercebido do que acontecia, logo após a Missa recomendou aos bispos que permanecessem em silêncio. A Igreja, como de costume muito prudente, não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O Cardeal Louis-Marie Billé foi presidente da Conferência Episcopal de França, de Novembro de 1996 a Novembro de 2001.

 

Diversos especialistas em filmagem, de vários países, descartaram qualquer manipulação do vídeo.

 

O segundo vídeo de baixo é de um programa da TV espanhola apresentado por Carmen Porter, jornalista e escritora especializada em casos inexplicáveis.

 
 
 
 
 

O vídeo e os dados foram retirados do website "Tonyassante.com" e das explicações de Renzo Allegri, autor do livro Il sangue di Dio – Storia dei Miracoli Eucaristici (Editora Ancora), que trata da história dos Milagres Eucarísticos. Para ver o vídeo com a imagem ampliada e em câmara lenta, clique aqui. É possível fazer o download do vídeo aqui.

 

Para sempre seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

 

Fonte: Voz da Igreja


29
Out 12
publicado por FireHead, às 15:27link do post | Comentar

“O modelo geocêntrico servia para a organização da vida humana na Terra, mas era insuficiente para compreender a organização, o comportamento dos astros no céu. Incompleto para o conhecimento, última morada do destino humano (como apontou Carl Sagan).”

via De Rerum Natura: UM CÉU MAIS PERFEITO. .

 

Atlas, o titã

ARISTARCO DE SAMOS, que viveu no século III a.C., foi simbolicamente condenado à morte — ou seja, não foi realmente morto — por ter dito que era a Terra que se movia em torno do Sol e que as estrelas não rodopiavam à volta da Terra, precisamente porque Aristarco colocava assim em causa a existência da morada dos deuses gregos, porque segundo a mitologia grega era suposto a Terra ser o centro do universo, explicando-se assim a existência do Olimpo.

 

Portanto, Copérnico, que era aliás um prelado católico, não foi o primeiro a defender o heliocentrismo.

O problema do conhecimento é o de saber para que serve e como é utilizado. Os titãs da mitologia grega também tinham o conhecimento que os humildes humanos não tinham. Se o conhecimento é a última morada do destino humano, ou seja, um fim em si mesmo, então o ser humano terá o destino dos titãs — com o seu líder, Atlas, condenado pelos deuses a suportar eternamente o Céu, porque os titãs fizeram do conhecimento um fim em si mesmo, e não um meio.

Se o conhecimento é a última morada do destino humano, ou seja, um fim em si mesmo, então o conhecimento torna-se inútil. É, então, o conhecimento dos titãs que fugiram a sete pés, assustados, perante a presença de Pã, o irmão de Zeus (e vem daqui a palavra “pânico”). G. K. Chesterton tem uma frase lapidar que passo a citar:

Os secularistas não destruíram as coisas divinas: em vez disso, destruíram as coisas seculares — se é que isso constituiu algum conforto para eles. Os titãs não ascenderam aos Céus, mas assolaram a Terra. 
 
(G. K. Chesterton, “Ortodoxia”).

A noção de conhecimento como a última morada do destino humano é uma noção adoptada pelos titãs da modernidade que assolam hoje a Terra. Eles iludem-se quando pensam que destruíram as coisas divinas, e apenas ignoram que destroem as coisas seculares.

 

Adenda:

O paradoxo epistemológico ou paradoxo do conhecimento (Meyerson)

 

Um objecto de conhecimento dissolve-se, perde a sua identidade à medida em que o conheço melhor, quando conhecer só pode consistir em identificar.

 

Fonte: perspectivas


28
Out 12
publicado por FireHead, às 13:17link do post | Comentar

25
Out 12
publicado por FireHead, às 18:29link do post | Comentar

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Out 12
publicado por FireHead, às 20:54link do post | Comentar | Ver comentários (2)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


22
Out 12
publicado por FireHead, às 15:24link do post | Comentar

Ó Trindade Santa, nós Vos agradecemos por ter dado à Igreja o Beato João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da vossa Paternidade, a glória da cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de amor.

Confiando totalmente na vossa infinita misericórdia e na materna intercessão de Maria, ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor, indicando-nos a santidade como a mais alta medida da vida cristã ordinária, caminho para alcançar a comunhão eterna Convosco. Segundo a Vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que imploramos, na esperança de que ele seja logo inscrito no número dos vossos santos.

Amém.


publicado por FireHead, às 14:45link do post | Comentar

 

 

 

 

 

 

 

 


21
Out 12
publicado por FireHead, às 17:14link do post | Comentar

Pope Benedict created seven new saints on Sunday including the first Native American to be canonized, as the Roman Catholic Church reaches out to its global flock to rebuff encroaching secularism.

 

The celebration of figures who had suffered to promote the faith comes as the Church begins a drive to reclaim flagging congregations in former strongholds in the face of sex abuse scandals and dissent against Church teachings.

Thousands of pilgrims from around the world converged on St. Peter's Square to witness the ceremony recognizing the saints, who included Kateri Tekakwitha, a sixteenth-century convert known as "Lily of the Mohawks".

The crowd included hundreds of pilgrims from the United States' 2.5 million-strong Native American population, of whom 680,000 are estimated to be Catholic, a legacy of the success of early missionaries in converting indigenous people in America.

 

Among them was a 12-year-old boy who survived a potentially fatal flesh-eating virus, which the Vatican attributed to miraculous intervention by Saint Kateri.

Many pilgrims waved the flag of the Philippines and held portraits of Pedro Calungsod, killed doing missionary work in 1672, who became the second Filipino saint. Others in traditional German dirndl dresses and leather shorts cheered as Pope Benedict welcomed them in his native tongue.

Portraits of the new saints, including French Jesuit Jacques Berthieu, Italian priest Giovanni Battista Piamarta, the Spanish nun Carmen Salles y Barangueras, and German laywoman Anna Schaffer hung from the marble facade of St. Peter's Basilica, and the crowds cheered as each name was called.

"Saint Kateri, Protectress of Canada and the first Native American saint, we entrust to you the renewal of the faith in the first nations and in North America! May God bless the first nations!" Pope Benedict said in his homily, in which he alternated between French, English, German and Italian.

Saint Kateri, born in 1656 in what is now New York to a Mohawk father and an Algonquin mother, impressed missionaries with her devotion, taking a lifetime vow of chastity and punishing herself by placing hot coals between her toes and sleeping on a bed of thorns.

When she died at the age of 24, witnesses said smallpox scars on her face disappeared, and people reported seeing visions of her.

This began a centuries-old tradition of veneration culminating with her canonization, bolstered by the survival of the Native American boy in 2006.

Jake Finkbonner, now 12 and recovered, travelled to Rome for the ceremony with hundreds of his Lummi tribe, from devout indigenous communities across the United States and Canada.

 

SPREADING THE WORD

Dressed in fringed and beaded regalia with an arctic fox fur collar, Judy Arnouts of the Odawa tribe, whose native name is Bedaben, meaning Blessing of New Day, said the canonization of Saint Kateri was a boost to the Native American community.

"Our cultural and spiritual history needs to be upheld, celebrated and taught to our younger generation," said Arnouts, 68, who had travelled from Michigan to present Pope Benedict with a wood-burned cedar log she had made, a traditional craft.

Aida and Romy Javier, wearing Hawaiian garlands of flowers around their necks, were among scores of pilgrims who had travelled from the island to see the canonization of Marianne Cope, a German-born woman who founded a hospital in Hawaii in the 19th century.

"I will tell my children and grandchildren about this day," Aida Javier said, holding a portrait of Saint Marianne. "The reason they are called saints is because they suffered for the sake of Christianity and they didn't want to renounce the faith. This is important because it will make our faith stronger."

Five of the seven saints were important figures in the Church's history of missionary work, pointing to a theme for the Church as it enters what Pope Benedict has proclaimed a "year of faith", aimed at countering the rise of secularism.

The canonization ceremony came in the middle of a three-week meeting of hundreds of bishops at the Vatican on the theme of the "New Evangelisation", an effort to rejuvenate the Church and win back lapsed believers.

"These new saints, different in origin, language, nationality and social condition, are united among themselves and with the whole People of God in the mystery of salvation of Christ the Redeemer," Pope Benedict said.

"May the witness of these new saints, and their lives generously spent for love of Christ, speak today to the whole Church, and may their intercession strengthen and sustain her in her mission to proclaim the Gospel to the whole world."

 

Fonte: Reuters


20
Out 12
publicado por FireHead, às 16:09link do post | Comentar

Escuta em silêncio. Quando o teu coração transborda com um milhão de coisas, não consegues ouvir a voz de Deus. Mas, assim que te pões à escuta da voz de Deus no teu coração pacificado, ele enche-se de Deus. Isso requer muitos sacrifícios, mas se temos realmente o desejo de rezar, se queremos rezar, temos de dar este passo. Trata-se apenas do primeiro passo, mas se não o dermos com determinação, nunca alcançaremos a última etapa, a presença de Deus.

É por isso que a aprendizagem deve ser feita desde o início: escutar a voz de Deus no nosso coração; e Deus põe-Se a falar no silêncio do coração. Depois, da plenitude do coração sobe o que a boca deve dizer. Aí opera-se a fusão. No silêncio do coração, Deus fala e tu só tens de escutar. Depois, da plenitude do teu coração que se encontra repleto de Deus, repleto de amor, repleto de compaixão, repleto de fé, a tua boca falará.
 
Lembra-te, antes de falares, que é necessário escutar e só então, das profundezas de um coração aberto, podes falar e Deus ouvir-te-á.
 
 
Madre Teresa de Calcutá

18
Out 12
publicado por FireHead, às 02:53link do post | Comentar

So why do I make this counter-intuitive suggestion that Judaism gave rise to rationality?

The popular belief is that the roots of reason and science lie in ancient Greece. Now undoubtedly Greece contributed much to modernity and to the development of Western thought down the ages. Nevertheless, in certain crucial respects Greek thinking was inimical to a rational view of the universe. The Greeks, who transformed heavenly bodies into gods, explained the natural world by abstract general principles.

By contrast, science grew from the novel idea that the universe was rational; and that belief was given to us by Genesis, which set out the revolutionary proposition that the Universe had a rational Creator.

 

via The new intolerance | Melanie Phillips

 

 

Quando leio uma coisa escrita por alguém com autoridade de direito, e com que não concordo, começo a ficar inquieto; tipo, nervoso miudinho. Deste texto da conhecida colunista britânica Melanie Phillips, anui com tudo até que cheguei ao trecho supracitado.

 

As culturas cristãs protestantes têm a tendência para valorizar mais a influência do Judaísmo na religião cristã do que a influência da filosofia grega pós-socrática. Uma característica do Luteranismo e sobretudo do Calvinismo é a sobrevalorização do Antigo Testamento (Judaísmo) com algum detrimento em relação ao Novo Testamento, e sobretudo em relação à influência da filosofia grega na religião cristã. Esta sobrevalorização do Antigo Testamento ainda hoje é visível na cultura protestante dos Estados Unidos.

 

O Catolicismo tem a vantagem de ser mais equilibrado na aceitação das duas influências (Judaísmo e filosofia grega), por um lado, e outra vantagem de ter assimilado, mediante uma diferenciação cultural, a necessidade de simbolismo religioso que sempre acompanhou qualquer tipo de religião desde que o Homem surgiu. A hipostasia — por exemplo, a imagética religiosa — sempre fez parte de qualquer religião, e até as actuais religiões políticas não podem viver sem ela.

 

Na civilização grega, nem toda a gente “adorava os astros como deuses” — como escreve a Melanie Phillips. Os pitagóricos, por exemplo, tinham uma visão religiosa, racional e matemática do universo.

 

O grego Xenófanes, que nasceu 570 anos antes de Cristo e viveu e morreu antes de Sócrates, travou uma “guerra” aberta contra o antropomorfismo dos deuses gregos e pagãos. Dizia ele que “os homens crêem que os deuses tiveram nascimento e possuem uma voz e um corpo semelhantes aos seus, pelo que os etíopes representam os seus, negros e de narizes achatados, os Trácios dizem que têm olhos azuis e cabelos vermelhos”. Na realidade, dizia ele, “há só uma divindade que não se assemelha aos homens nem pelo corpo nem pelo pensamento”. Portanto, o grego Xenófanes já dizia, 500 anos antes de Cristo, que “só há uma divindade”.

 

Depois, com Sócrates, Platão, Aristóteles e com os estóicos, a ideia racional do “primeiro motor” foi aceite como axiomaticamente lógica. Portanto, dizer que não houve racionalidade nas crenças e na mundividência da Grécia antiga, e que essa racionalidade apenas se pode encontrar na Bíblia, é um sofisma da protestante Melanie Phillips que é casada com um judeu.

 

Outra imprecisão de Melanie Phillips é a seguinte:

 

The other vital factor was the Bible’s linear concept of time. This meant history was progressive; every event was significant; experience could be built upon. Progress was thus made possible by learning more about the laws of the universe and how it worked.

 

 

A concepção linear do tempo [histórico] só surgiu no Judaísmo depois do exílio das elites judaicas para Babilónia, também chamado de “cativeiro babilónico” — que teve a primeira leva em 598 a.C., ou seja, vinte anos antes de Xenófanes nascer. O cativeiro babilónico terminou cerca de 530 a.C., com a queda da Babilónia.

 

Portanto, só a partir dos profetas escatológicos (Jeremias), anunciando um futuro paradisíaco e promissor (a imanência da certeza do devir que caracteriza também a mente revolucionária moderna), passou a existir o tempo linear e histórico no Judaísmo. Ou seja, o tempo linear e histórico não é uma característica intrínseca do Antigo Testamento, e muito menos do Génesis: antes do exílio, o tempo do Judaísmo era cíclico, como acontecia em qualquer outra cultura coeva — e ainda hoje acontece, de forma mais ou menos impositiva, não só em muitas culturas do planeta como até permanece recôndita na cultura contemporânea do Ocidente.

 

A cultura grega teve o condão de “temperar” o Catolicismo, por um lado, e de introduzir a exegese na leitura e interpretação do Antigo Testamento e do Novo Testamento, por outro lado. E ainda conseguiu reificar em si a necessidade da hipostasia inerente à condição humana. Por isso é que eu considero o Catolicismo a religião mais racional que existe; e talvez por isso é que seja mais fácil converter um protestante ao ateísmo do que fazê-lo em relação a um católico.

 

 

Fonte: perspectivas


17
Out 12
publicado por FireHead, às 17:54link do post | Comentar | Ver comentários (6)

 

O Cardeal Peter Turkson, natural do Gana e presidente do Conselho para a Justiça e a Paz do Vaticano, que disse que é impossível um diálogo teológico com os muçulmanos, parece estar a ser apontado como o sucessor de Bento XVI na liderança da Igreja fundada por Jesus Cristo. O próximo Papa poderá finalmente ser um negro?

 

Li por aí na Internet que não falta quem aponte Peter Turkson como o próximo Papa Pedro Romano (Petrus Romanus), que, de acordo com a profecia de São Malaquias, será o último Papa da História. São Malaquias profetizou que o mundo como conhecemos chegaria ao fim com a perseguição à Igreja e o martírio daquele que será o 112º Papa (Bento XVI é o 111º). Este último Papa antes de morrer verá a destruição do Vaticano, simbolizando a sua morte no exílio o profetizado estado de quase morte da Santa Igreja antes do regresso glorioso de Jesus Cristo.

 

O nome do próximo Papa conforme a profecia, Pedro, será o nome verdadeiro do homem que se tornará Papa, como é o caso de Peter (Pedro) Turkson? Até ao momento nenhum Sumo Pontífice usou o nome Pedro por respeito a São Pedro Apóstolo, o primeiro Papa, aquele a quem, segundo a Bíblia, Cristo entregou as chaves dos céus e encarregou de confirmar os seus irmãos. No pontificado do último Papa dar-se-á a grande apostasia e este Papa marcará a primeira parte da Grande Tribulação. Com toda a apostasia que podemos ver nos dias de hoje, o próximo Papa poderá ser um Papa que reconduzirá a Igreja Católica à sua verdadeira essência através da defesa da verdadeira doutrina católica, a "sã doutrina da salvação".

 

Segundo o que eu apurei, todas as profecias indicam que o Vaticano será invadido, tal como a maioria dos países mediterrânicos, por forças russas e turco-iranianas muçulmanas. O Papa Bento XV foi o Papa da Primeira Guerra Mundial e o Papa Bento XVI será o Papa que assistirá ao início da Terceira Guerra Mundial. Este morrerá pouco depois, sendo depois eleito o último Papa, Pedro Romano, que conduzirá os destinos da Igreja durante a vindoura guerra apocalíptica.


Também será interessante cruzar informações doutras profecias que parecem falar da influência demoníaca da Maçonaria que, dentro da Igreja Católica e usando-a como aliada, materializará o governo mundial liderado pelo Anticristo, que seria, conforme profetizou São Francisco de Assis, um Papa não canonicamente eleito e que causará um grande cisma na Igreja, o que obrigará à fuga em condições calamitosas do Papa que for legitimamente eleito. O Papa Anticristo governará o mundo a partir do Vaticano (algumas das muitas profecias aqui).

 

Como escreveu o Padre (carismático) Jonas Abib, o Anticristo aparecerá como alguém bom que fará a proposta de ser o governador do mundo inteiro, apresentando às pessoas a possibilidade de solucionar os grandes problemas que angustiam a Humanidade. Muitas vão aceitá-lo e este terá a arrogância de se colocar no lugar de Deus, sentando-se na cadeira de São Pedro, no coração da Igreja, para ser adorado como tal. O seu objectivo, porém, mesmo que de início não o manifeste, será acabar com o Cristianismo através da concretização maçónica da Nova Ordem Mundial, onde todos os sistemas religiosos são válidos através de um grande sincretismo.

 

Diz o Catecismo da Igreja Católica (675) que "Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o 'mistério de iniquidade (perversidão)' sob a forma de uma impostura religiosa que há-de trazer aos homens uma solução aparente aos seus problemas, à custa da apostasia (negação) da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, de um pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e do Seu Messias que veio na carne".

 

"Essa impostura anticrística já se esboça no mundo toda vez que se pretende realizar na história a esperança messiânica que só pode realizar-se para além dela através do juízo escatológico... A Igreja só entrará na glória do Reino por meio desta derradeira Páscoa, em que seguirá o Seu Senhor na Sua Morte e Ressurreição. Portanto, o Reino não se realizará por um triunfo histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o desencadeamento último do mal, que fará a Sua esposa descer do céu. O triunfo de Deus sobre a revolta do mal assumirá a forma do Juízo Final depois do derradeiro abalo cósmico deste mundo que passa" (677).

 

Será que estamos mesmo a caminhar para a derradeira concretização das profecias?

 

"Aquele que perserverar até ao fim será salvo" (Mateus 24:13).


16
Out 12
publicado por FireHead, às 19:51link do post | Comentar

 

João Paulo I, Papa durante 33 dias em 1978, poderá ser beatificado rapidamente, disse o defensor da causa, para quem os testemunhos recolhidos "afastam definitivamente" a tese de envenenamento do antecessor de João Paulo II.

A "positio" - volumoso dossier sobre a vida e as virtudes de um futuro beato - constituído pelo postulador (defensor) de Albino Luciani, monsenhor Enrico dal Covolo, deve ser entregue ao Vaticano na quarta-feira, por ocasião do centésimo aniversário do nascimento.

Dal Covolo garantiu, numa entrevista ao sítio na Internet Tgcom24 Mediaset, que os documentos e os 167 testemunhos recolhidos afastam "qualquer suspeita" de homicídio de João Paulo I e acabam com qualquer "teoria da conspiração".

Eleito Papa a 26 de agosto de 1978, com 65 anos, Albino Luciani morreu a 28 de Setembro do mesmo ano, vítima de um enfarte do miocárdio, de acordo com o comunicado difundido na altura pelo Vaticano.

De acordo com os testemunhos apresentados, o Papa já tinha problemas de saúde e não terá aguentado o trabalho imposto pelas novas funções.

"Bento XVI apoia fortemente esta causa", de acordo com Dal Covolo.

Em paralelo com o processo de beatificação de João Paulo I, o de Paulo VI, o Papa que concluiu o Concílio e esteve em funções entre 1963 e 1978, avança rapidamente, de acordo com o "site" Vatican Insider.

Paulo VI poderá ser beatificado, tal como João Paulo I, durante o "Ano da Fé", que começou a 11 de Outubro e se prolonga até Novembro de 2013.

 

Fonte: Diário de Notícias


15
Out 12
publicado por FireHead, às 00:12link do post | Comentar | Ver comentários (2)

“Agora, porém, temos de voltar para aquele que convocou o Concílio Vaticano II e que o inaugurou: o Bem-Aventurado João XXIII. No Discurso de Abertura, ele apresentou a finalidade principal do Concílio usando estas palavras: ‘O que mais importa ao Concílio Ecuménico é o seguinte: que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz. (…) Por isso, o objectivo principal deste Concílio não é a discussão sobre este ou aquele tema doutrinal... Para isso, não havia necessidade de um Concílio... É necessário que esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e apresentada de forma a responder às exigências do nosso tempo’ (AAS 54 [1962], 790791-792).”

 

“À luz destas palavras, entende-se aquilo que eu mesmo pude então experimentar: durante o Concílio havia uma tensão emocionante, em relação à tarefa comum de fazer resplandecer a verdade e a beleza da fé no hoje do nosso tempo, sem sacrificá-la frente às exigências do presente, nem mantê-la presa ao passado: na fé ecoa o eterno presente de Deus, que transcende o tempo, mas que só pode ser acolhida no nosso hoje, que não torna a repetir-se. Por isso, julgo que a coisa mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a presente, seja reavivar em toda a Igreja aquela tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo. Mas para que este impulso interior à nova evangelização não seja só um ideal e não peque de confusão, é necessário que ele se apoie sobre uma base concreta e precisa, e esta base são os documentos do Concílio Vaticano II, nos quais este impulso encontrou a sua expressão. É por isso que repetidamente tenho insistido na necessidade de retornar, por assim dizer, à ‘letra’ do Concílio – ou seja, aos seus textos – para também encontrar o seu verdadeiro espírito; e tenho repetido que neles se encontra a verdadeira herança do Concílio Vaticano II. A referência aos documentos protege dos extremos tanto de nostalgias anacrónicas como de avanços excessivos, permitindo captar a novidade na continuidade. O Concílio não excogitou nada de novo em matéria de fé, nem quis substituir aquilo que existia antes. Pelo contrário, preocupou-se em fazer com que a mesma fé continue a ser vivida no presente, continue a ser uma fé viva em um mundo em mudança.”

 

“Se nos colocarmos em sintonia com a orientação autêntica que o Bem-Aventurado João XXIII queria dar ao Vaticano II, poderemos actualizá-la ao longo deste Ano da Fé, no único caminho da Igreja que quer aprofundar continuamente a ‘bagagem’ da fé que Cristo lhe confiou. Os Padres conciliares queriam voltar a apresentar a fé de uma forma eficaz, e se quiseram abrir-se com confiança ao diálogo com o mundo moderno foi justamente porque eles estavam seguros da sua fé, da rocha firme em que se apoiavam.Contudo, nos anos seguintes, muitos acolheram acriticamente a mentalidade dominante, questionando os próprios fundamentos do depositum fidei a qual infelizmente já não consideravam como própria diante daquilo que tinham por verdade.

 

Se a Igreja hoje propõe um novo Ano da Fé e a nova evangelização, não é para prestar honras a uma efeméride, mas porque é necessário, ainda mais do que há 50 anos! (…) Nos últimos decénios tem-se visto o avanço de uma ‘desertificação’ espiritual. Qual fosse o valor de uma vida, de um mundo sem Deus, no tempo do Concílio já se podia perceber a partir de algumas páginas trágicas da história, mas agora, infelizmente, o vemos ao nosso redor todos os dias. É o vazio que se espalhou. No entanto, é precisamente a partir da experiência deste deserto, deste vazio, que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós homens e mulheres. No deserto é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida; assim sendo, no mundo de hoje, há inúmeros sinais da sede de Deus, do sentido último da vida, ainda que muitas vezes expressos implícita ou negativamente. E no deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus que liberta do pessimismo. Hoje, mais do que nunca, evangelizar significa testemunhar uma vida nova, transformada por Deus, indicando assim o caminho. A primeira Leitura falava da sabedoria do viajante (cf. Eclo 34, 9-13): a viagem é uma metáfora da vida, e o viajante sábio é aquele que aprendeu a arte de viver e pode compartilhá-la com os irmãos – como acontece com os peregrinos no Caminho de Santiago, ou em outros caminhos de peregrinação que, não por acaso, estão novamente em voga nestes últimos anos. Por que tantas pessoas hoje sentem a necessidade de fazer esses caminhos? Não seria porque neles encontraram, ou pelo menos intuíram o significado do nosso estar no mundo? Eis aqui o modo como podemos representar este ano da Fé: uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas – como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão (cf. Lc 9, 3), mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como é o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos.

 

 

Papa Bento XVI, Homilia na Santa Missa de abertura do Ano da Fé, 11 de Outubro de 2012

 

Fonte:Ecclesia Una


13
Out 12
publicado por FireHead, às 02:15link do post | Comentar





O sol tremeu, teve nunca vistos movimentos bruscos fora de todas as leis cósmicas. A sensação durante esses momentos foi verdadeiramente terrível (Prof. Almeida Garret, da Faculdade de Ciências de Coimbra e de Avelino Almeida, do Jornal 'O Século' de 15 de Outubro de 1917, testemunhas oculares do Milagre).

 

 

 


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Ninguém pode amar aquilo que não conhece ou não vê com os próprios olhos. Acreditamos no que dizem Fílon, Platão, Séneca, que diz "faz mais falta numa casa uma biblioteca do que uma retrete"; Ariano, que diz, que "A razão governa o mundo"; Orígenes, Santo Agostinho, Abelardo, Alberto Magno e seu discípulo São Tomás de Aquino, pitagóricos, tomistas, epicuristas, estóicos e outras correntes - tivemos contacto com eles? Convivemos com eles? Não. Então porque não acreditamos que há vida para além da morte? Porque não acreditamos que Jesus é o Cristo, filho de Deus Pai, sendo ambos a mesma pessoa, mas de formas distintas? Tenho orgulho de ser cristão e católico, abomino a beatice. Ninguém engana Deus, embora não o veja. Convivi com todas as grandes religiões, no trabalho e na tropa, conheci os mais variados templos. Mas dou graças a Deus por os meus pobres e humildes pais me terem baptizado e feito cristão. O que seria da cultura se não fosse o Cristianismo? Não tínhamos as invenções de Leonardo da Vinci, a Gioconda, a Virgem do Cravo, a Virgem dos Rochedos. Nem Miguel Ângelo com os frescos da Capela Sistina, as esculturas da Pietà, de Moisés e David. Diversos tipos de assistência são dados essencialmente pela Igreja Católica ou por movimentos ligados a ela - em vez de existirem mais de dois milhões de pobres com fome, existiriam muito mais. E a pobreza envergonhada, quem a procura? Se não fossem os movimentos católicos, morriam de fome e ninguém se importava. Quando tudo isto devia ser obra de todo o cidadão, começando por quem gere o Estado, que se chama Governo da Nação, mas só serve para sacar do pobre o máximo de impostos e, entregá-los a quem tem mais poder para os apanhar.


Francisco Oliveira


12
Out 12
publicado por FireHead, às 06:15link do post | Comentar

 

Sentado nos banquinhos da História, como se estivesse sentado na sanita durante um surto de diarreia, está o Ocidente.
Atacado pela diarreia do obscurantismo ateísta.
Carcomido pelos vermes do hedonismo.
Atingido pela mais completa apatia, preguiça e auto-suficiência.
Atacado pela crise do revisionismo, que lhe fez crer que todo o progresso e desenvolvimento levados aos quatro cantos foi uma obra do colonialismo e da escravidão.
Nos tempos de outrora, ao menor sinal do inimigo, que vinha disposto a atacar e destruir a civilização, o Ocidente, para não cair escravo da barbárie, resistia: empunhava a espada, disparava os canhões e implorava ao Senhor dos Exércitos o auxílio necessário para combater o bárbaro infiel.
Hoje não só não combate o bárbaro infiel como ainda o convida para se deitar na sua própria cama. Se dependesse de muitos ocidentais, ainda ofereceria o café no quarto e uma bela massagem nas costas – afinal, o caminho até o Ocidente é longo, cansa muito!
Digo que o Ocidente está com diarreia porque vive desnutrido, sem a energia da bravura, sem o vigor da defesa e sem a humildade de reconhecer de que só foi grande enquanto teve a espada por segurança, a Igreja como farol e Cristo como Senhor.
A partir do momento em que abdicou da auto-defesa – tida por muitos como xenofobia, racismo ou fascismo – o Ocidente permitiu a entrada de seres alienígenas, estranhos à cultura ocidental e das raízes judaico-cristãs, desde a febre comunista até a lombriga islâmica, passando pelo hedonismo materialista e egoísta.
Quando digo “Ocidente”, não me refiro tão somente à Europa, mas também à América, esse Novo Mundo liberto da escuridão dos cultos pagãos ameríndios, que em muitas sociedades era cruel e assassino, onde até hoje existem casos de infanticídio, por exemplo.
Como se isso tudo não bastasse, ainda temos, trancados nas suas salas refrigeradas, muitos bispos que, ao viverem na mordomia de sua dignidade episcopal, deixaram de lado o anúncio do Evangelho e a conversão dos pecadores, para poderem gozar melhor das benesses políticas e das reuniões com figurões e artistas.
Deverão pensar alguns deles, “Ora, há cristãos perseguidos lá fora? Isso não é comigo, pois esses mesmos perseguidores são meus amigos aqui na minha terra! Eu não sou baleado e nem muito menos minha matriz é explodida”.
Ledo engano.
Grandes homens da Cristandade, como São João de Capistrano, não tinham essa cabeça: ao menor sinal do avanço dos turcos, eis que esse já ancião, sem espada nem espingarda, munido só com o crucifixo, admoestava a todos os soldados cristãos para marchar, independente do resultado da batalha.
Falta ao Ocidente a retomada do espírito cruzado que inspirou muitos homens e mulheres, no combate ao inimigo – carnal e espiritual.
A tentação de desistir é enorme! O peso das várias derrotas nos impõe uma sensação de impotência. Às vezes a vontade é de deixar o exército e voltar, principalmente quando vemos muitos “capitães e generais” (padres, bispos e às vezes até o Santo Padre) não darem o combate necessário.
Acorda, Ocidente! Desperta enquanto ainda há tempo! Retorna às suas verdadeiras raízes cristãs, onde o Evangelho “iluminava as nações”, como bem disse S. S. o Papa Leão XIII!

Fonte: O Cruzado Missionário


publicado por FireHead, às 02:59link do post | Comentar

11
Out 12
publicado por FireHead, às 22:40link do post | Comentar

 

"Indícios cada vez mais numerosos, provenientes de vários lugares, atestam o gradual desenvolvimento de uma ampla e progressiva manobra, dirigida por habilíssimos chefes aparentemente muito piedosos, cujo objectivo é eliminar o Cristianismo que foi ensinado e vivido durante dezanove séculos, a fim de o substituir por um Cristianismo, ‘dos novos tempos’. A religião pregada por Jesus e pelos Apóstolos, intensamente posta em prática por Santo Agostinho, São Bento, São Domingos, São Francisco, Santo Inácio de Loyola, é febrilmente corroída para que venha a desaparecer; e para que então se imponha em vez dela uma nova religião, sonhada pelos gnósticos de todos os tempos, a que já se chama, aqui ou ali, ‘o Cristianismo adaptado aos novos tempos’. O Cristianismo dos ‘novos tempos’ assentará na divindade cósmica e nos direitos do homem; terá como dogmas do seu ‘Credo’ o monismo evolucionista com progresso indefinido, a liberdade humana sem limites e a igualdade universal, com cambiantes de ‘fé’ cientista, teosófica e ocultista, que variarão conforme os ambientes. Terá como moral obrigatória a ‘adaptação’, ou seja, o ‘conformismo’, com a proibição de toda e qualquer ‘frustração’ e o dever de satisfazer todos os instintos e todos os impulsos; a finalidade última da vida eterna será afastada e substituída pelas ‘realidades terrenas’ que o obscurantismo dos dezanove séculos tinha posto de quarentena e que são hoje ‘reabilitadas’ com grande zelo. Neste Cristianismo ‘novo’, Jesus, os Apóstolos, as definições e as directivas emanadas do Magistério da Igreja durante dezanove séculos passarão a ser simples memórias, como valor exclusivamente ‘histórico apologético’: anéis da cadeia de uma evolução indefectível que só terminará quando o homem, tendo-se tornado o Ser perfeitíssimo, for reabsorvido na infinidade do Todo" (Mons. Antonino Romeo, da Sagrada Congregação para os Seminários e as Universidades, que em Janeiro de 1960 escreveu um artigo em que nos informa sobre como ele via a situação da Igreja).

 

Fonte: O Concílio Vaticano II: uma história nunca escrita, Roberto Mattei, Caminhos Romanos, 2012


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Recentemente veio à tona uma notícia surpreendente: uma estudiosa da língua copta, Karen King, professora na Harvard Divinity School divulgou num Congresso na Universidade La Sapienza de Roma um pequeno fragmento de papiro (3,8 cm. X 7,6 cm.) proveniente do século IV do Egipto, no qual se lê: «E Jesus disse-lhes: a minha esposa». De modo inacreditável, a partir dessas palavras, alguns concluíram que Jesus Cristo foi casado (talvez com Maria Madalena), algo que contraria os Evangelhos (escritos na Palestina aproximadamente 20 anos depois da morte dele) e a razão de muita gente. De facto, como saber com certeza se aquele texto de origem desconhecida se refere mesmo a Jesus Cristo e não a um dos milhares de “Jesus” que existiram entre o século I e IV? Além disso, a própria Bíblia usa a linguagem matrimonial para falar da união de Cristo e da Igreja (Ef. 5). Não seria possível que aquela frase (caso fosse realmente de Jesus Cristo) estivesse se referindo à Igreja, a Esposa do Cordeiro (Ap. 21,9)?

Como consequência dessa extraordinária “descoberta”, os meios de comunicação e muita gente séria (inclusive de dentro da Igreja) começam novamente a debater sobre a obrigatoriedade do celibato sacerdotal. E novamente começamos a escutar as afirmações de sempre: «o Novo Testamento fala certamente do celibato e do casamento, mas nunca como um mandamento, somente como conselho; de modo que seria lógico que os padres pudessem também ter o direito de escolher entre o celibato ou não»; «Se o celibato fosse opcional, certamente haveria mais vocações sacerdotais na Igreja, e essa se apresentaria como mais moderna e adequada aos tempos actuais»; «o celibato não é bíblico e nem é necessário; na verdade é uma invenção posterior da Igreja, surgida muitos anos depois de Cristo; se o mesmo São Pedro, o primeiro dos Apóstolos, foi casado, por que os padres não podem se casar? Parece que não há nada que impeça a mudança dessa norma meramente eclesiástica»; «No Oriente, os sacerdotes são casados, tanto os ortodoxos quanto os católicos de rito oriental. Portanto o celibato não é necessário para o sacerdócio»; «o celibato não é um dogma, mas apenas uma questão disciplinar e por isso pode ser mudada pela autoridade da Igreja».

Essas afirmações são tão repetidas e, ao mesmo tempo, rejeitadas pela Igreja que podemos desconfiar que essas não são mais do que grandes superficialidades. Mas como responder a essas questões? Quais seriam as razões do celibato? Possui origem bíblica? Poderia essa disciplina algum dia mudar? Vamos afrontar aqui essas questões.

1.  O ensinamento bíblico:

A primeira coisa a ser dita é que não há dúvidas que Jesus Cristo falou explicitamente do celibato em Sua pregação e Ele mesmo viveu desse modo. Os Evangelhos dizem que Ele foi chamado de «comilão e beberrão», de «amigo dos publicanos e dos pecadores», mas jamais foi chamado de luxurioso, de mulherengo. Numa ocasião os Seus discípulos se surpreendem ao vê-lO conversando a sós, perto de um poço, com uma mulher Samaritana. Isso demonstra que seus discípulos jamais tiveram a menor suspeita da castidade absoluta de Jesus. De facto, não há nenhum texto bíblico que sugira que Jesus não fosse celibatário e nenhum texto “apócrifo”, nenhum escrito extra-bíblico dos primeiros séculos, que o afirme ou sugira. A descoberta recente ganhou a atenção mediática exatamente porque é o primeiro texto relativamente antigo (séc. IV d. C.) que parece sugerir essa possibilidade.

Jesus falou claramente sobre o celibato, justamente depois de fazer um belíssimo discurso sobre a santidade e a indissolubilidade do Matrimónio (Mt 19): «porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda».

Naquela mesma ocasião, um jovem rico se apresentou a Jesus querendo-Lhe seguir. O Senhor então lhe apresentou as exigências necessárias para fazê-lo e aquele jovem, que tinha muitos bens e que não queria deixar nada, O abandonou triste. Imediatamente depois Pedro, comparando a sua vida com a daquele jovem, perguntou a Jesus: «Eis que nós deixamos tudo e Te seguimos». E Ele então respondeu: «… todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna».

Jesus mostra aqui aos Seus Apóstolos o que significa deixar «tudo» para segui-lo: inclui o deixar mulher e filhos. Então aqui surge uma pergunta: então algum dos Apóstolos era casado? O texto parece indicar que sim. De facto, São Pedro pelo menos era casado, pois os Evangelhos contam que Jesus curou a sua sogra (Mt. 8, 14-15). Entretanto, é interessante notar que aquela senhora, uma vez curada da sua grave febre, imediatamente se levanta e começa a servir ao Senhor e aos doze Apóstolos. O texto bíblico não fala nada sobre a esposa de Pedro (nem aqui, nem em lugar algum do N.T.). Não foi essa que se colocou ao serviço de Jesus, coisa que seria mais lógico do que uma mulher anciã e convalescente. Não há dúvidas, pois, de que a Bíblia sugere que Pedro fosse viúvo naquela ocasião.

De qualquer modo, o celibato na vida da Igreja até o Concílio de Trento (séc. XVI) foi entendido sempre em dois significados, presente no Decreto de Graciano, uma síntese extraordinária da legislação canónica feita no ano 1140: a continentia clericorum se refere ao dever dos ministros ordenados de não se casar ou de não usar dos direitos matrimoniais de um casamento previamente contraído (in non contrahendo matrimonio et in non utendo contracto). Isso quer dizer que, efectivamente, no primeiro milénio da Igreja existiam padres casados, como as mesmas Sagradas Escrituras nos falam (cfr. 1 Tim. e Tit). Mas a partir do momento da Ordenação, do momento que o «eu» do sacerdote se une ao «eu» de Cristo [i], os padres deveriam, a exemplo de Jesus e dos Apóstolos, deixar tudo para segui-lo, o que implicava a renúncia à vida matrimonial. Para seguir ao Senhor na vida sacerdotal, é necessário deixar tudo: «casa, pais, irmãos, mulher, filhos, pelo reino de Deus».

O motivo pelo qual, nos primeiros séculos, houve padres casados foi porque o matrimónio não era como é hoje, um consenso livre entre duas pessoas, mas se fundava num contrato jurídico entre as famílias e o Cristianismo surgiu dentro do Império Romano. De modo que no Cristianismo primitivo era comum que houvesse pessoas casadas, devido a uma obrigação jurídica, e celibatárias, «por causa de Cristo e do Reino dos Céus». E isso não era uma obrigação exclusiva para os padres, mas sim uma escolha livre dos cristãos, de homens e mulheres. De modo que na Igreja antiga os padres provinham de três grupos diversos: dos celibatários que não eram legalmente casados, dos monges, e dos homens casados legalmente, os quais, uma vez ordenados diáconos, passavam a viver a continência absoluta.

E há outras figuras celibatárias na Bíblia? Certamente sim. No Antigo Testamento os sacerdotes deviam viver a continência no período em que eles prestavam serviço litúrgico no Templo. O sacerdócio em Israel era ligado à tribo de Levi, que devia permanecer ao longo da História. Por isso, cada sacerdote prestava o seu serviço num determinado período de tempo. Em Israel o sacerdócio era hereditário e não o fruto de uma vocação e escolha pessoal. De modo que para eles havia a obrigação do celibato nos períodos em que serviam ao templo e no resto do tempo viviam o seu matrimónio normalmente. Além disso, no A.T. há a figura de Jeremias, sacerdote que pretendia se casar com Judite, mas Deus lhe proibiu explicitamente como um sinal profético ao povo de Israel (Jer. 16).

No Novo Testamento temos a figura de João Baptista, o precursor do Senhor que era, sem dúvidas, celibatário. Além dele, José e Maria eram casados e celibatários. Mas a origem mesma do celibato na vida eclesiástica é a vida de Jesus Cristo, ao qual se associaram os Seus Apóstolos.  Não há nenhum texto bíblico que mencione as esposas dos Apóstolos, nem algum sinal da existência dessas na tradição extra-bíblica, nem escrita, nem monumental. Os textos «apócrifos» da Antiguidade não falam nunca das esposas de Jesus Cristo e dos Seus Apóstolos e não há nenhuma tradição que diga onde estejam enterradas essas mulheres, por exemplo. Certamente, se Jesus e os Apóstolos tivessem sido casados, isso não teria sido pecado algum, pois o casamento foi elevado por Jesus Cristo ao nível de Sacramento, de sinal sagrado que simboliza a Aliança eterna e fiel entre Deus e a humanidade. Se não há nenhum sinal na História das esposas de Jesus e dos Apóstolos é porque essas jamais existiram.

São Paulo, que não pertencia ao grupo dos Doze Apóstolos, mas que foi chamado posteriormente por Jesus a ser um «Apóstolo de Cristo», fala também explicitamente do celibato, dizendo que não é um mandamento do Senhor, mas ele queria que muitos cristãos fossem como ele. O facto de que ele fosse celibatário, «Apóstolo» e um perfeito imitador de Cristo nos mostra que o celibato era condição necessária para se abraçar o sacerdócio de Cristo. De facto, o sacerdote diz todos os dias «Isso é o meu corpo entregue por vós». Quem pensa seriamente nessas palavras compreende sem dificuldade alguma a beleza e a exigência de se viver o celibato, entregando-se realmente ao próximo como Cristo [ii].

Há ainda dois textos bíblicos utilizados como argumento pelos que pretendem a abolição do celibato na Igreja. São 1 Tim 3, 1-5 e Tit. 1, 8-9, nos quais São Paulo enumera as qualidades do bispo.

1 Tim 3, 1-5: «Eis uma coisa certa: quem aspira ao episcopado, saiba que está desejando uma função sublime. Porque o bispo tem o dever de ser irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio, prudente, regrado no seu proceder, hospitaleiro, capaz de ensinar. Não deve ser dado a bebidas, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado; deve saber governar bem a sua casa, educar os seus filhos na obediência e na castidade. Pois quem não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da Igreja de Deus?»

Tito 1, 8- «o bispo seja irrepreensível, como administrador que é posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento, nem cobiçoso. Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente (encratés), firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem».

No primeiro deles se diz que o bispo dever ser casado uma só vez (unius uxoris vir) e no segundo diz que o bispo deve ser continente (encratés), palavra usada na Igreja antiga e medieval para se descrever o celibato sacerdotal. Como conciliar os dois textos? Certamente, assim como a Tradição da Igreja o fez: o bispo que fosse casado antes da sua Ordenação deveria se abster das relações sexuais com a sua esposa ao ser admitido às sagradas Ordens. E isso está de acordo com os Evangelhos, pois quem quer seguir de perto o Senhor deve deixar tudo, inclusive «mulher e filhos», por causa dele e do Reino dos Céus. Assim foram interpretados esses textos pelos cristãos desde o primeiro século, tanto no Oriente como no Ocidente. A documentação sobre isso é abundante.

2. O celibato na Tradição da Igreja

Antes de tudo é preciso dizer que quem pensa que o celibato é apenas uma lei disciplinar da Igreja, que poderia ser mudada a qualquer momento, assume, talvez acriticamente, uma visão positivista do Direito, como se as leis da Igreja fossem arbitrárias, provenientes apenas da vontade do legislador ou do consenso humano e fossem totalmente desvinculadas das verdades da fé (dogmas). Na verdade, a Igreja jamais teve uma visão positivista do Direito, de modo que a lei foi sempre entendida como «uma ordenação racional para o bem comum promulgada por quem dirige a comunidade» (São Tomás de Aquino, S.Th. I-II, 90,4). As leis da Igreja não podem jamais ser arbitrárias, mas são sempre racionais e tem como fonte a Revelação. Recentemente o importante filósofo do Direito, Hans Kelsen bem demonstrou que o Direito (ius) é diverso das leis (lex). O Direito é toda norma obrigatória, transmitida inicialmente como tradição oral e como costume e, posteriormente, essas normas são colocadas por escrito (lex). Essa descrição é correcta, válida tanto para as primeiras leis do Direito Romano como para aquelas eclesiásticas, inclusive no que se refere ao celibato apostólico. Esse foi antes de tudo vivido por Jesus Cristo, pelos Apóstolos (seja na forma de continência perfeita pré-matrimonial como na abstinência das relações sexuais depois da Ordenação) e seus sucessores: bispos, presbíteros e diáconos.

A primeira lei escrita sobre o celibato provém do Concílio de Elvira (Córdoba – Espanha), no ano 300. Antes dessa época há poucos documentos jurídicos da Igreja, devido ao período das perseguições. No ano 300 a Igreja contava com uma relativa paz em Espanha, o que possibilitou a realização desse Concílio.

No cânone 33, sob o título «sobre os bispos e ministros (do altar), que devem ser continentes com suas esposas», lemos: «Se está de acordo sobre a proibição total, válida para bispos, sacerdotes e diáconos, ou seja, para todos os clérigos dedicados ao serviço do altar, que devem se abster de suas esposas e não gerar filhos; quem fizer isso deve ser excluído do estado clerical». O cânone 27 insistia também na proibição de que habitassem com os bispos e outros eclesiásticos, outras mulheres não pertencentes à sua família. Só poderiam levar para junto de si, uma irmã ou uma filha consagrada virgem, mas de nenhum modo uma estranha.

Essa lei não era uma novidade na vida da Igreja, pois seria algo injusto e irracional. Uma lei desse tipo criada ex ninhil seria uma grave injustiça e criaria justificáveis reacções. Mas as disposições daquele Concílio se referem a uma disciplina recebida de Cristo, dos Apóstolos, de seus sucessores e que era algo vivido pelos clérigos. De modo que essa lei era uma reacção contra a infidelidade de alguns que naquela época desrespeitavam a prática tradicional. Por isso o Concílio pôde estabelecer uma grave e justa sanção a quem desobedecesse àquela lei: o afastamento do estado clerical. O Papa Pio XI, na sua Encíclica sobre o sacerdócio, afirmou que essa primeira lei escrita supunha uma práxis precedente, de origem apostólica.

Posteriormente encontramos duas cartas do Papa Sirício, que respondia a algumas questões apresentadas ao seu predecessor. Na carta Directa, do ano 385, o Papa disse que os sacerdotes e diáconos que, depois da Ordenação, geram filhos, actuam contrariamente a uma lei irrenunciável, que obriga aos clérigos maiores desde o início da Igreja. A apelação ao facto de que no Antigo Testamento, os sacerdotes e levitas podiam ter relações sexuais fora do tempo do seu serviço no Templo foi refutada pelo Novo Testamento, no qual os clérigos devem prestar culto sagrado todos os dias; por isso, a partir do dia da sua Ordenação, esses devem viver a continência absoluta. E noutra carta do ano em 386 lemos: «os sacerdotes e levitas não devem ter relações sexuais com as suas esposas, porque devem estar ocupados diariamente com o seu ministério sacerdotal».

Depois temos a disposição do importante Concílio Africano do ano 390, que será posteriormente incluída no Código dos Cânones das Igrejas Africanas. Sob o título: «que a castidade dos sacerdotes e levitas deve ser protegida», o texto afirma: «O bispo Epigónio disse: “de acordo com aquilo que o anterior Concílio afirmou sobre a continência e sobre a castidade, os três graus que estão ligados pela Ordenação a uma determinada obrigação de castidade, ou seja, bispos, sacerdotes e diáconos – devem ser instruídos de uma forma mais completa sobre o seu cumprimento”. O bispo Genetlio continuou: “como já mencionado, convém que os sagrados bispos, os sacerdotes de Deus e os levitas, ou seja, aqueles que servem nos divinos sacramentos, sejam continentes por completo, para que possam obter sem dificuldades o que pedem ao Senhor; para que também protejamos o que os Apóstolos ensinaram e é conservado desde antigamente”. A isso os bispos responderam unanimemente: “estamos todos de acordo que bispos, sacerdotes e diáconos, guardiães da castidade, se abstenham também de suas esposas, a fim de que em tudo e por parte de todos os que sirvam ao altar seja conservada a castidade”».

Um dos principais motivos dados pela Igreja antiga do celibato é que esse torna eficazes as orações dos sacerdotes. Eles se baseiam no texto bíblico de São Paulo, o qual escrevia aos esposos cristãos: «Não vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e depois retornai novamente um para o outro, para que não vos tente Satanás por vossa incontinência» (cfr. 1 Cor, 7, 3-6.). São Paulo diz que os casados só podem abster-se das relações sexuais por certo tempo, para se dedicarem à oração e assim essas seriam escutadas. Os Padres da Igreja e os primeiros Papas argumentavam dizendo que os sacerdotes devem ser com mais motivos castos, para se dedicarem à oração em favor do povo de Deus. Desse modo, suas orações seriam mais eficazes; os padres que se esforçam por manter intacto o próprio celibato e procuram rezar com perseverança pelo povo de Deus podem comprovar a verdade desses ensinamentos diariamente.

Naquele mesmo texto, São Paulo recomendava a virgindade aos outros cristãos, sem dizer que o casamento é pecaminoso. «Pois quereria que todos fossem como eu; mas cada um tem de Deus um dom particular: uns este, outros aquele. Aos solteiros e às viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu Mas, se não podem guardar a continência, casem-se. É melhor casar do que abrasar-se» (I Cor. 7, 8-9). Não há dúvidas de que o celibato possui fundamentos bíblicos e a disciplina eclesiástica se baseia na vida mesma de Cristo e dos Seus Apóstolos, dando origem assim ao que a tradição da Igreja chama de apostolica vivendi forma [iii].

3. A diversa disciplina nas Igrejas orientais.

É frequente a afirmação de que na Igreja oriental o celibato é opcional e os sacerdotes celebram validamente os Sacramentos, de modo que a disciplina celibatária da Igreja latina poderia ser mudada em qualquer momento. Mas qual é a razão da diversa disciplina oriental?

A Igreja Ortodoxa antiga era muito concentrada em questões teológicas, talvez mais do que no Ocidente; porém as questões disciplinares eram discutidas em cada região. De modo que na Igreja oriental não havia a mesma firmeza disciplinar que havia no Ocidente, devido a gradual separação disciplinar do Ocidente, a sua progressiva fragmentação e a influência imperial. Por isso, os costumes e as leis disciplinares foram progressivamente mudando naquela época.

Sendo assim, o Código Teodosiano (ano 434) dizia que a continência pode ser guardada, mas permitia à mulher morar com o marido, também depois da Ordenação; a legislação do Imperador Justiniano I em matéria eclesiástica, tanto no Código (ano 534) quanto nas Novellae (535-536) muda, em parte, a disciplina: mantém a proibição de se admitir na Ordem sagrada aquele que se tivesse sido casado mais de uma vez, assim como a de casar-se depois da Ordenação, e isto para todos os três graus da Ordem; porém, se permitia aos sacerdotes, diáconos e subdiáconos a coabitação com a esposa com o fim de que pudessem continuar usando do matrimónio, sempre que tivesse sido contraído uma só vez e com uma virgem.

Mas a mudança mais radical no Oriente, nessa matéria, ocorreu no Concílio Trullano II, convocado pelo imperador Justiniano II, no Outono de 690. Nele se tentou reunir toda a legislação disciplinar da Igreja Bizantina e se buscou fazer necessárias actualizações. O resultado desse trabalho foi a promulgação de 102 cânones, que foram acrescentados mais tarde ao antigo Syntagma adauctum, transformando-se no último Código da Igreja Bizantina. O dito Concílio foi um evento particular da Igreja Bizantina, convocado e frequentado somente por seus bispos e mantido pela sua autoridade, que se apoiava de modo decisivo na autoridade do imperador. A Igreja Ocidental não enviou delegados e nunca reconheceu este Concílio como ecuménico, apesar das repetidas tentativas e pressões, especialmente por parte do imperador. O Papa da época era Sérgio (687-701), procedia da Síria e negou o reconhecimento daquele evento. Mais adiante, o Papa João VIII (872-882) só reconheceu as disposições que não eram contrárias à prática de Roma em vigor até aquele momento.

A disciplina sobre o celibato decidida então é válida ainda hoje nas Igrejas Orientais e diz que «todos os que depois do Baptismo tenham contraído um segundo matrimónio ou tenha vivido em concubinato, bem como aqueles que se tinham casado com uma viúva, uma divorciada, uma prostituta, uma escrava ou uma actriz, não poderiam tornar-se nem bispos, nem sacerdotes, nem diáconos» (can. 3); «que aos sacerdotes e diáconos não estão autorizados a se casar após a Ordenação» (can. 6); «os bispos não podem, após a Ordenação, coabitar com a sua esposa e, por conseguinte, não podem mais usar do matrimónio» (can. 12); «… os sacerdotes, diáconos e subdiáconos da Igreja oriental, em virtude de antigas prescrições apostólicas, podem conviver com as suas esposas e usar dos direitos do casamento para a perfeição e ordem correcta, excepto nos tempos em que prestam o serviço no altar e celebram os sagrados mistérios, devendo ser continentes durante este tempo» (can. 13).

As decisões aqui são bem interessantes ao nosso tema. Podemos ver que a Igreja oriental conserva para os bispos a mesma severa disciplina sobre a continência que se praticou sempre em toda a Igreja. Não há dúvidas de que essa lei pode ser considerada como um resíduo na legislação trullana da tradição antiga, apostólica.

Por outro lado, não se compreende naquelas disposições alguns pontos:

a) Porque só se admite um único Matrimónio para os padres casados; de facto, se esses ficam viúvos, não podem se casar com outra mulher; ora, se os outros padres podem se casar livremente, por que os viúvos não o podem? Quais seriam as justificativas teológicas dessa disposição?

b) A proibição das relações sexuais dos sacerdotes com as suas esposas nos dias em que esses celebravam a Divina Liturgia (Missa), adoptando assim uma concepção de sacerdócio semelhante a do A.T. No início, o culto litúrgico na Igreja oriental era feito somente nos domingos e em algum outro dia da semana. Com o passar do tempo o culto passou a ser diário e era de se esperar que a disciplina do celibato passasse a ser obrigatória sempre. Porém, ocorreu exactamente o contrário.

No Oriente algumas Igrejas particulares que estavam unidas à Bizantina se uniram posteriormente a Roma e lhes foi concedido poder continuar a sua tradição celibatária diferente. Certamente o retorno desses à comunhão com a Igreja latina foi uma grande alegria, porém, como disse o cardeal A. Stickler, o reconhecimento da diversidade de disciplina pode ser considerado como um nobre respeito, mas não como a aprovação oficial da mudança da disciplina apostólica da continência absoluta.

Actualmente sabe-se que nas Igrejas orientais (assim como nas provenientes da Reforma), onde não há mais a obrigação do celibato, há uma grande crise de vocações. E essa crise de vocações lhes afecta inclusive na hora de se designar um bispo para uma nova diocese, visto que os bispos devem ser celibatários e que os sacerdotes deles, na maioria dos casos, são casados [iv]. Na Igreja Católica isso não ocorre. Costuma-se dizer que a vocação ao episcopado é a única que não encontra crises na Igreja latina. Ao mesmo tempo, percebe-se nos últimos anos um aumento constante no número de Ordenações e de vocações sacerdotais, a nível global, apesar das dificuldades. No mundo, em 2009 eram 410.593 sacerdotes, enquanto que em 1999 eram 405.000[v]. No Brasil o número de padres passou de 16.772 no ano 2.000 para 22.119 em 2.010 [vi]. Nos Sínodos de Bispos em Roma, os bispos das Igrejas orientais sempre afirmam a beleza do dom do celibato, conservado na Igreja Católica e, ao mesmo tempo, falam da crise de vocações que essas Igrejas sofrem actualmente.

Outros dados interessantes: recentemente uma pesquisa de uma importante Revista, a Forbes, mostrou que o sacerdócio é a “profissão” na qual há uma maior taxa de felicidade entre os que o abraçam [vii]. Por outro lado, sabe-se que, infelizmente, nos nossos dias mais de 40% dos matrimónios se rompem, enquanto que por volta de 2% dos padres abandonam a vida sacerdotal [viii]. É evidente que a solução para a crise de vocações para o sacerdócio não é o matrimónio. Pois como bem notou o então cardeal J. Ratzinger o que se percebe hoje não é somente a incapacidade de se viver o celibato, mas sim a de se fazer qualquer tipo de escolha definitiva e de ser coerente com a mesma. Hoje pode parecer que é impossível a fidelidade no matrimónio, assim como ao celibato. E há quem proponha que o melhor modo para que haja mais sacerdotes fiéis ao seu ministério (algo que parece ser impossível) é dar-lhes o direito de viver algo que lhes parece ainda mais impossível: o matrimónio. Não há dúvidas, pois, de que se fossem permitidos na Igreja Católica padres casados, o próximo problema da Igreja seria o que fazer com os padres divorciados, problema bem presente nas comunidades protestantes tradicionais [ix].

Pode, pois, a disciplina da Igreja mudar? Por tudo o que vimos, podemos concluir que é bem mais possível que se mude a disciplina nas Igrejas orientais do que na Igreja Católica de rito latino, que mantém intacta a tradição recebida por Jesus Cristo e pelos Apóstolos. Mas talvez haja ainda quem insista e diga: «tudo bem, o celibato é bíblico e esteve sempre presente na vida da Igreja. Mas não devia ser esse opcional, tal como diz São Paulo?» A resposta que podemos dar a essa questão é uma só: o celibato na Igreja Católica sempre foi opcional! Hoje como no passado, ninguém pode ser obrigado a ser ordenado sacerdote, pois essa Ordenação seria inválida. Quem se sente chamado e se decide a responder positivamente a Cristo, aceita tudo o que essa decisão implica: inclusive o celibato. Ele é a pérola preciosa pela qual vale a pena trocar todas as demais. Além disso, para alguém ser ordenado sacerdote precisa ter ao menos 25 anos e ter passado no mínimo 5 anos de preparação num Seminário para discernir se Deus lhe chamou para essa missão em favor do povo de Deus. Um seminarista sabe, desde o primeiro dia seu no Seminário, que a sua vocação implica a luta por viver o celibato, que é antes um dom de Deus. Quem escolhe  seguir a Cristo no sacerdócio, escolhe lutar por viver como Ele viveu, dando a sua vida pelos outros. Como bem disse o Beato João Paulo II na sua última carta aos sacerdotes, «as palavras da instituição da Eucaristia devem ser, para nós, não apenas uma fórmula de consagração, mas uma “fórmula de vida”» [x]. De modo que se Cristo foi o Esposo da Igreja (Ef. 5), se Ele deu a sua vida por Ela, por que não devem fazer o mesmo aqueles que se unem intimamente a Ele e agem in persona Christi?

 

 

Por: Pe. Anderson Alves (grande amigo e óptimo sacerdote)

 

 

Bibliografia:

CARD. A. STICKLER, Il celibato ecclesiastico. La sua storia e i suoi fondamenti teologici, Libreria editrice Vaticana, Roma: 1994. A tradução para o português é nossa e está disponível em:

http://www.presbiteros.com.br/site/celibato-eclesiastico-historia-fundamentos-teologicos/

MAX THURIAN, Base teológica do celibato sacerdotal. Disponível em: http://www.presbiteros.com.br/site/base-teologica-do-celibato-sacerdotal/

PAPA PIO XII, Carta Encíclica Sacra Virginitas de 25/03/1954. Disponível em: http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_25031954_sacra-virginitas_po.html

PAPA BENTO XVI, Discurso Do Papa Bento XVI aos Cardeais, Arcebispos, Bispos e Prelados Da Cúria Romana para a Apresentação bos Bons Votos de Natal, em 22/12/2006. Disponível em:

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2006/december/documents/hf_ben_xvi_spe_20061222_curia-romana_po.html

IDEM, Vigília por ocasião do encontro internacional de sacerdotes. Diálogo com os sacerdotes, em 10/06/2010. Disponível em:

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2010/june/documents/hf_ben-xvi_spe_20100610_concl-anno-sac_po.html


[i] Cfr. Papa Bento XVI, Vigília por ocasião do encontro internacional de sacerdotes. diálogo do papa Bento XVI com os sacerdotes, em 10/06/2010. Disponível em: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2010/june/documents/hf_ben-xvi_spe_20100610_concl-anno-sac_po.html

[ii] Dizia o então teólogo calvinista, M. THURIAN: «Cristo nunca se casou. Sua vida é justificativa da vocação para o celibato. Jesus Cristo questiona as leis da criação e da natureza; questiona a Lei da Antiga Aliança, que buscava restabelecer a ordem na criação e na natureza, perturbada pelo pecado». «O celibato é um desses sinais a nos recordar as exigências absolutas de Cristo, seu retorno libertador, a economia do Reino do Céu, a necessidade de estar vigilante, de romper com o mundo, com a carne, com a luxúria e de, com alegria no coração, aceitar a renúncia às paixões pelo puro amor de Jesus». De modo semelhante, disse um famoso teólogo protestante Karl Barth: «por que surpreender-nos de que entre os seguidores de Jesus, e mais tarde na Igreja primitiva, e mais tarde ainda, havia, ao que parece, homens que achavam razoável praticar essa outra possibilidade (essa segunda vocação conhecida como celibato), homens para quem fazer parte da Igreja e nela viver tomava definitivamente o lugar da união conjugal e da vida de casado: não por hostilidade ao casamento entendido no sentido da Carta aos Efésios 5, 31 – o casamento restaurado em toda a sua dignidade – mas antes por causa dessa reavaliação do casamento e inspirados directamente no próprio exemplo de Jesus». Cfr. K. BARTH, Die kirchliche Dogmatic, t. III, 6. p. 160. Cfr.: http://www.presbiteros.com.br/site/base-teologica-do-celibato-sacerdotal/

[iii] Cfr. PAPA BENTO XVI, Discurso durante a audiência concedida à Congregação para o Clero em 16/03/2009. Disponível em: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2009/march/documents/hf_ben-xvi_spe_20090316_plenaria-clero_po.html

[iv] O site da Igreja Ortodoxa de Buenos Aires explica muito bem a disciplina celibatária hoje vigente, em substância, a mesma do “Concílio Trullano II” e fala que actualmente são muito os padres “brancos”, ou seja, os que não fizeram os votos monásticos, que optam pelo celibato. Também reconhecem a dificuldade que se tem actualmente de se ordenar bispos ortodoxos. Cfr: http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/igreja_ortodoxa/a_igreja_ortodoxa_fe_e_liturgia7.html#5

[v] Os dados estatísticos da Igreja Católica podem ser vistos em: http://www.fides.org/aree/news/newsdet.php?idnews=31416&lan=por

[viii] Essas são as recentes afirmações do actual prefeito da Congregação para o Clero, Dom Mauro Piacenza: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/26410-prefeito-da-congregacao-para-o-clero-reafirma-o-nao-ao-celibato-opcional-e-a-ordenacao-feminina

[ix] Cfr. J. RATZINGER, O sal da terra: o Cristianismo e a Igreja Católica no Limiar do Terceiro Milénio, Ed. Amago, São Paulo: 1997, pg. 156.

[x] Cfr. JOÃO PAULO II, Carta aos Sacerdotes por Ocasião Da Quinta-Feira Santa de 2005. Disponível em: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/letters/2005/documents/hf_jp-ii_let_20050313_priests-holy-thursday_po.html

 

 

Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus


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