«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
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Fev 12
publicado por FireHead, às 18:01link do post | Comentar
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Fev 12
publicado por FireHead, às 02:30link do post | Comentar
 
Os 150 motivos que levaram o norte-americano Dave Armstrong, ex-pastor protestante e agora apologético católico, a converter-se ao Catolicismo:

 

1. A Igreja Católica oferece a única visão coerente da História do Cristianismo (Tradição Cristã, Apostólica) e possui a moralidade cristã mais profunda e sublime: espiritual, social moral, e filosófica.

2. Tornou-se Católico porque acredita sinceramente, em virtude de muita prova cumulativa, que o Catolicismo é a Verdade, e que a Igreja Católica é a Igreja visível divina estabelecida por Jesus contra o qual as portas do inferno não podem e não prevalecerão (Mateus 16,18).

3. Ele deixou o protestantismo porque era seriamente deficiente na interpretação da Bíblia somente pela fé. É inconsistente na adopção de várias Tradições Católicas (por exemplo, o Cânon da Bíblia, falta uma visão sensata da história Cristã. Chegou a um acordo moralmente anárquico e relativista. Essas são algumas das deficiências principais que ele viu eventualmente como fatal para a teoria do protestantismo).

4. O Catolicismo não é dividido formalmente, nem é sectário (João 17, 20-23) (Romanos 16, 17) (1 Coríntios 1, 10-13).

5. A unidade Católica faz o Cristianismo e Jesus mais acreditáveis para o mundo (João 17, 23).

6. Por causa do Catolicismo unificou-se a visão cristã completamente do sobrenatural.

7. O Catolicismo evita um individualismo que arruína a comunidade Cristã (1 Coríntios 12, 25- 26).

8. O Catolicismo evita o relativismo teológico por meio da certeza dogmática, que é centralizada no Papado.

9. O Catolicismo evita o anarquismo doutrinário, impedindo assim a divisão do verdadeiro Cristianismo.

10. O Catolicismo formalmente previne o relativismo teológico que conduz às incertezas dentro do sistema protestante.

11. O Catolicismo rejeita a Igreja Estatal que conduziu os governos a dominar politicamente o Cristianismo.

12. Os protestantes de Igrejas Estatais influenciaram a elevação do nacionalismo que mitigou contra a igualdade e o Cristianismo universal.

13. A Cristandade Católica é unificada: antes do século XVI não tinha sido infestada pelas trágicas guerras religiosas.

14. O Catolicismo retém os elementos do mistério, do sobrenatural e do sagrado no Cristianismo, opondo-se assim à secularização onde a esfera do religioso em vida se torna muito limitada.

15. O individualismo protestante conduziu à privatização do Cristianismo, por meio do que é pouco respeitado em vida de sociedade e política, deixando o"quadro público estéril de influência Cristã.

16. A falsa dicotomia secular protestante conduziu os cristãos a se comprometerem, em geral, com políticas vazias. O Catolicismo oferece um vigamento no qual chega a responsabilidade estatal e cívica.

17. O protestantismo apoia-se muito em meras tradições de homens (toda denominação origina da visão de um fundador. Assim que dois ou mais destes se contradizem um ao outro, o erro está presente).

18. As igrejas protestantes, de um modo geral, são culpadas em colocar os pastores num pedestal muito alto. Por causa disso, as congregações evangélicas experimentam uma severa crise, dividindo-se em outras quando um pastor se vai embora, provando-se que as suas filosofias e doutrinas são centradas no homem, em lugar de Deus.

19. O protestantismo, devido à falta da real autoridade e estrutura dogmática, vem se diluindo a cada dia, surgindo então milhares e milhares de denominações. Existem hoje, 33.800 denominações religiosas, cada uma ensinando coisas opostas às outras.

20. O Catolicismo retém a Sucessão Apostólica, necessária para saber o que é a verdadeira Tradição Apostólica. Era o critério da verdade usado pelos primeiros Cristãos.

21. Muitos protestantes levam uma visão escura em geral da história Cristã, especialmente os anos de 313 (a conversão de Constantino) para 1517 (a chegada de Lutero). Essa ignorância e hostilidade conduzem ao relativismo teológico, ao anti-Catolicismo, e a um constante processo desnecessário de reinventar a roda.

22. O protestantismo no início era anticatólico e permanece assim até os dias actuais. Isso está obviamente errado e é antibíblico. O Catolicismo realmente é Cristão (se não é, então logicamente o protestantismo que herdou a teologia do Catolicismo também não é). Por outro lado, a Igreja Católica não é anti-protestante.

23. A Igreja Católica aceita a autoridade dos grandes Concílios Ecuménicos (Actos 15) o qual definido, desenvolveu a doutrina Cristã e os demais concílios.

24. A maioria dos protestantes não tem bispos, uma hierarquia Cristã que é bíblica (1 Timóteo 3,1- 2) e que existiu na história dos primeiros Cristãos e na Tradição.

25. O protestantismo não tem nenhum modo de resolver assuntos doutrinais definitivamente. A doutrina protestante só leva em conta uma visão individual na Doutrina X, Y, ou Z, não tem nenhuma Tradição protestante unificada.

26. O protestantismo surgiu em 1517. Então não pode ser possivelmente a restauração do puro, primitivo Cristianismo, desde que isso está fora de governo, pelo facto do seu absurdo recente aparecimento. O Cristianismo tem que ter continuidade histórica ou não é Cristianismo. O protestantismo necessariamente é um parasita do Catolicismo.

27. A noção protestante da igreja invisível também é moderna na história do Cristianismo e estranho à Bíblia (Mateus 5,14; 16,18), logo é falso.

28. Quando os teólogos protestantes falam do ensino do Cristianismo primitivo (por exemplo, ao refutar cultos), eles dizem a Igreja ensinada, mas quando eles recorrem ao presente, eles instintivamente se contêm de tal terminologia, como autoridade pedagógica universal que só reside na Igreja Católica.

29. O princípio protestante de julgamento privado criou um ambiente (especial na América protestante) no qual invariavelmente o homem centralizou cultos como as Testemunhas de Jeová, Mormonismo, Ciência Cristã etc.

30. A falta de uma autoridade pedagógica definitiva no protestantismo (como no magistério Católico) faz muitos protestantes individuais pensarem que eles têm uma linha directa com Deus. Basta uma Bíblia, o Espírito Santo e uma mentalidade individual. Não têm nenhuma segurança e garantia em dizer que são infalíveis sobre a natureza do Cristianismo.

31. As "técnicas" de evangelismo são frequentemente inventadas e manipuladas, certamente não derivaram directamente do texto da Bíblia. Algumas técnicas se igualam e se assemelham à lavagem cerebral.

32. O evangelho orado por muitos evangelistas protestantes e pastores é truncado e abreviado, é individual e diferente do Evangelho bíblico como é proclamado pelos Apóstolos.

33. O protestantismo separa profundamente a vida transformada no arrependimento para uma disciplina radical. "Um próprio ditado" luterano chama isso de graça barata.

34. A ausência de uma ideia de submissão a uma autoridade espiritual no protestantismo caiu no meio político onde as ideias de liberdade pessoal, propriedade, e escolha têm agora uma extensão de dever cívico.

35. O Catolicismo retém o senso do sagrado, o sublime, o santo, e o bonito em espiritualidade. As ideias de altar e espaço sagrado são preservadas. Muitas igrejas protestantes são corredores, se encontrando em locais como ginásios. A maioria das casas dos protestantes é mais esteticamente notável que as suas próprias igrejas. Os protestantes são viciados frequentemente pela mediocridade na avaliação de arte, música, arquitectura, drama, imaginação, etc.

36. O protestantismo negligenciou o lugar da liturgia em grande parte da adoração (com excepções notáveis como o anglicanismo e o luteranismo). Esse é o modo que os Cristãos sempre seguiram durante séculos e não pode ser despedido assim ligeiramente.

37. O protestantismo tende a opor matéria e espírito, enquanto favorecendo o posterior, é gnóstico nesta consideração.

38. O protestantismo critica a prática das procissões Católicas, indo contra a Igreja primitiva e a Bíblia (Josué 3, 5-6) (Números 10, 33-34) (Josué 6,4) (Josué 3, 14-16) (Êxodo 25, 18-21) (Josué 4, 4-5) (Josué 4, 15-18).

39. O protestantismo limita ou descrê no sacramentalismo que simplesmente é a extensão do princípio e a convicção de que a matéria pode ser veículo da graça. Algumas seitas (por exemplo muitos pentecostais) rejeitam todos os sacramentos.

40. Os protestantes excessivamente desconfiam da carne (carnalidade), frequentemente caem no fundamentalismo, um legalismo absurdo: não podem dançar, jogar cartas, escutar músicas convencionais, etc.

41. Muitos protestantes tendem a separar a vida em categorias de espiritual e carnal, como se Deus não fosse Deus de tudo e da vida. Esquecem que os empenhos de todos os pecadores são, no final das contas, espirituais.

42. O protestantismo removeu a Eucaristia do centro e foco de adoração. Alguns protestantes só observam isto, uma vez mensalmente, ou até mesmo trimestralmente. Isto está contra a Tradição da Igreja Primitiva.

43. A maioria dos protestantes considera a Eucaristia como um símbolismo que contraria a Tradição Cristã universal até 1517 e a Bíblia (Mateus 26, 26-28) (João 6, 47-63) (1 Coríntios 10, 14-22; 11, 23-30), onde estes textos confirmam a Real Presença.

44. O protestantismo deixou de considerar o matrimónio como um sacramento virtualmente, ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (Mateus 19, 4-5) (1 Coríntios 7, 14,39) (Efésios 5, 25-33).

45. O protestantismo aboliu o sacerdócio (Mateus 18, 18) e o sacramento da ordenação, ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia (Actos 6, 1-6; 14,22) (1 Timóteo 4, 14) (2 Timóteo 1,6).

46. O Catolicismo retém a noção de Paulo da viabilidade espiritual de um clero celibatário (1 Coríntios 7, 8; 7, 27 ; 7, 32) (Mateus 19,12).

47. O protestantismo rejeitou o sacramento da confirmação (Crisma) em grande parte (Actos 8,18) (Hebreus 6, 2-4), ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia.

48. Muitos protestantes negaram o baptismo infantil, ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia (Actos 2, 37-39; 16,15; 16, 33; 18,8) (1 Coríntios 1,16) (Colossenses 2,11-12). O protestantismo é dividido em cinco acampamentos principais na questão do baptismo.

49. A grande maioria dos protestantes nega a regeneração baptismal, ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (Marcos 16,16) (João 3,5) (Actos 2,38; 22,16) (Romanos 6,3-4) (1 Coríntios 6,11) (Tito 3,5).

50. Os protestantes rejeitaram o sacramento de ungir o doente (Extrema Unção Últimos Ritos), ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia (Marcos 6,13) (1 Coríntios 12,9,30) (Tiago 5,13-16).

51. O protestantismo nega a indissolubilidade do matrimónio sacramental e permite o divórcio, ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia (Génesis 2,24) (Malaquias 2,14-16) (Mateus 5,32) (Mateus 19,6,9) (Marcos 10,11-12) (Lucas 16,18) (Romanos 7,2-3) (1 Coríntios 7,10-14,39).

52. O protestantismo não acredita que a procriação é o propósito primário e benefício do matrimónio (não faz parte dos votos, como no matrimónio Católico), ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia (Génesis 1,28; 28,3; 127,3-5).

53. O protestantismo aprova a contracepção, em desafio à Tradição Cristã universal. (Génesis 38,8-10; 41,52) (Levítico 26, 9) (Deutoronómio 7,14) (Rute 4,13) (Lucas 1,24-5). Agora, só o Catolicismo retém a Tradição antiga.

54. O protestantismo principalmente com a sua asa liberal, em 1930, aceitou o aborto como uma opção moral, ao contrário da Tradição Cristã universal e da Bíblia. (Êxodo 20,13) (Isaías 44,2; 49, 5) (Jeremias 1,5; 2,34) (Lucas 1,15,41) (Romanos 13,9-10).

55. O protestantismo (de denominações largamente liberais) permite mulheres como pastoras (e até mesmo bispas, como no anglicanismo), ao contrário da Tradição Cristã, teologia protestante tradicional e da Bíblia (Mateus 10,1-4) (1 Timóteo 2,11-15; 3,1-12) (Tito 1,6).

56. O protestantismo, cada vez mais, chega a um acordo formal e oficialmente com o feminismo radical à moda que nega os papéis de homens e mulheres como é ensinado na Bíblia (Génesis 2,18-23) (1 Coríntios 11,3-10) e na Tradição Cristã.

57. Actualmente o protestantismo nega com frequência crescente o papel do marido no matrimónio contrário da Tradição Cristã e da Bíblia (1 Coríntios 11,3) (Efésios 5,22-33) (Colossenses 3,18-19). Isso também está baseado numa relação de igualdade (1 Coríntios 11,11-12) (Gálatas 3,28) (Efésios 5,21).

58. O protestantismo liberal (notavelmente o anglicanismo) ordenou os homossexuais praticantes até mesmo como pastores, permitindo o matrimónio entre si, sendo contrário a antiga Tradição Cristã universal, e à Bíblia (Génesis 19,4-25) (Romanos 1,18-27) (1 Coríntios 6,9). O Catolicismo ficou firme na moralidade tradicional.

59. O protestantismo liberal aceitou métodos críticos mais altos de interpretação bíblica que conduzem à destruição da reverência Cristã tradicional.

60. Muitos protestantes liberais jogaram fora várias doutrinas cardeais do Cristianismo, como a Encarnação, o Nascimento da Virgem, a Ressurreição Corporal de Cristo, a Trindade, o Pecado Original, o inferno, a existência do diabo, milagres, etc.

61. Os fundadores do protestantismo negaram, e calvinistas negam hoje, a realidade da livre vontade humana.

62. O protestantismo clássico teve uma visão deficiente do passado do Homem, pensando que o resultado era depravação total. De acordo com Lutero, Zwingli e Calvino, o homem poderia fazer só o mal da própria vontade dele, e não teve nenhuma livre vontade para fazer o bem. Ele agora tem uma natureza de pecado. O Catolicismo acredita que, de um modo misterioso, o homem coopera com a graça que sempre precede todas as boas acções. Retém ainda, a natureza de algum homem bom, embora ele tenha uma tendência para pecar (concupiscência).

63. O protestantismo clássico e o calvinismo de hoje põem Deus como o autor do mal. Eles alegam supostamente que os homens fazem o mal e violam seus preceitos sem ter qualquer vontade livre para fazer. Isso é blasfemo, e torna Deus num demónio.

64. No protestantismo e pensamento calvinista, o homem não tem livre vontade para escolher entre o bem e o mal. Quando eles pecam, é porque Deus os predestinou ao inferno, embora eles não tenham nenhuma escolha.

65. O protestantismo clássico e o calvinismo ensinam falsamente que Jesus só morreu para os eleitos.

66. O protestantismo clássico especialmente o luteranismo e o calvinismo, devido à falsa visão, nega a eficácia e a capacidade da razão humana para conhecer Deus até certo ponto, e opõe isto a Deus e fé, ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia (Marcos 12,28) (Lucas 10,27) (João 20,24-29) (Actos 1,3; 17,2,17,22-34; 19,8). Os melhores apologistas protestantes hoje simplesmente voltam atrás para a herança Católica de São Tomás de Aquino, Santo Agostinho e muitos outros grandes pensadores.

67. O pentecostalismo ou protestantismo carismático coloca muito alto uma ênfase na experiência espiritual, não equilibrando isso correctamente com a lógica, a razão, a Bíblia e a Tradição.

68. Outros protestantes por exemplo, muitos baptistas, negam que presentes espirituais como curar estão presentes na idade actual (supostamente eles cessaram com os Apóstolos).

69. O protestantismo tem visões contraditórias do governo da igreja, pois não possui nenhuma autoridade colectiva, assim, não existe ordem e unidade. Algumas seitas reivindicam ter apóstolos ou profetas entre eles, com todos os abusos de autoridade e poder.

70. O protestantismo, especialmente o pentecostalismo, tem um fascínio impróprio para o fim do mundo, muita tragédia humana é o resultado de tais falsas profecias.

71. A ênfase do pentecostalismo conduz a um detrimento de sensibilidades sociais, políticas, éticas e económicas no mundo.

72. O pensamento protestante separa ideias em acampamentos mais exclusivos e mutuamente hostis, quando na realidade muitas das dicotomias (divisão em dois) são simplesmente complementares em lugar do contraditório.

73. O protestantismo contradiz a Bíblia indo contra aos sacramentos.

74. O protestantismo monta devoção interna e devoção contra a Liturgia.

75. O protestantismo opõe adoração espontânea para formar suas próprias orações.

76. O protestantismo separa a Bíblia da autoridade que Jesus deixou a sua Igreja.

77. O protestantismo cria a falsa dicotomia de versões da Bíblia.

78. O protestantismo é contra a Tradição, sendo que ela é obra do Espírito Santo.

79. O protestantismo considera autoridade da Igreja e liberdade individual.

80. O protestantismo (especialmente a do Lutero) joga para cima o Velho Testamento contra o Novo Testamento, embora Jesus não fizesse assim (Mateus 5,17-19) (Marcos 7,8-11) (Lucas 24,27,44) (João 5,45-47).

81. O protestantismo impõe leis para enfeitar sendo inseguras e sem sobrevivência.

82. O protestantismo cria uma falsa dicotomia entre simbolismo e realidade sacramental (por exemplo, baptismo, Eucaristia).

83. O protestantismo separa o Indivíduo da comunidade Cristã. É só conferir os milhares e milhares de denominações diferentes umas das outras (1 Coríntios 12,14-27).

84. O protestantismo descarta a reverência dos santos. A teologia Católica não permite adoração dos santos na mesma moda como é dirigida para Deus. São venerados os santos e são honrados, não adorados.

85. Muitas dianteiras de protestantes pensam que o Espírito Santo só fala com eles, e não com as multidões de cristãos durante 1500 anos antes que o protestantismo começasse.

86. Falhas no pensamento protestante original conduziram a erros até piores. Por exemplo, a justificação extrínseca, inventada para assegurar a predominância da graça, veio proibir qualquer sinal externo de sua presença (sola fide). Para o calvinismo com o seu Deus cruel, os homens foram virados para uma tal extensão que eles se tornaram unitários (como na Nova Inglaterra). Muitos fundadores de cultos recentes partiram o calvinismo, por ex: (as Testemunhas de Jeová, Ciência Cristã, O Modo Internacional, etc.).

87. O pentecostalismo obcecado, em moda tipicamente americana, sempre aparece com celebridades (os evangelistas de televisão).

88. O pentecostalismo apaixona-se com a falsa ideia de que grandes números numa congregação (ou crescimento rápido) é um sinal da presença de Deus de um modo especial. Eles esquecem-se que Deus nos chama à fidelidade em lugar de ir para o "sucesso", não estatísticas lisonjeiras.

89. O pentecostalismo enfatiza frequentemente o crescimento numérico em lugar de crescimento espiritual individual.

90. O pentecostalismo é presentemente obcecado com ego-cumprimento, ego-ajuda, e o egoísmo no lugar de uma tensão Cristã tradicional em sofrer, sacrificar, etc.

91. O protestantismo tem uma visão truncada e insuficiente do lugar de sofrer na vida Cristã. Tudo em nome-disto-e-reivindicação-daquilo movimentos dentro do protestantismo pentecostal estão florescendo, mas não estão em harmonia com a Bíblia, Cristianismo e Tradição.

92. O protestantismo, em geral, adoptou uma forma mais capitalista que o Cristianismo. Riqueza e ganho pessoal são buscados mais que piedade, e são vistos como uma prova do favor de Deus, como o puritano, que secularizou o pensamento americano, indo contra a Bíblia e ensinamento Cristão.

93. O protestantismo crescentemente não tolera perspectivas políticas de esquerda em acordo com visões do Cristianismo, especialmente nos seus seminários e faculdades.

94. O protestantismo tolera heterodoxia crescentemente teológica e liberalismo, para tal uma extensão que muitos líderes evangélicos estão alarmados e prediz uma decadência adicional dos padrões ortodoxos.

95. Os pentecostais adoptaram visões de Deus sujeitas aos caprichos frívolos do homem e desejos do momento.

96. Também as seitas anteriores aos pentecostais ensinam totalmente ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia.

97. O Evangelho, especialmente na televisão, é vendido da mesma forma que a McDonald's vende hambúrgueres. Tecnologia de mercado e técnicas de relações públicas substituíram cuidado da pastoral pessoal e preocupação social em grande parte pelo religioso.

98. Pecar, em algumas denominações protestantes, crescentemente, é visto como um fracasso psicológico ou uma falta de amor próprio, no lugar da revolta voluntariosa que é contra Deus.

99. O protestantismo, em todos os elementos essenciais, somente pede emprestado por atacado da Tradição Católica ou torce o mesmo. Todas as doutrinas nas quais os católicos e protestantes concordam são claramente Católicas em origem (Trindade, Nascimento da Virgem, Ressurreição, 2ª Vinda, Cânon da Bíblia, céu, inferno, etc.). Qualquer verdade que está presente em cada ideia protestante sempre é derivada do Catolicismo que é o cumprimento das aspirações mais fundas e melhores dentro do protestantismo.

100. Um dos princípios fundamentais do protestantismo é a sola scriptura que não é bíblico e também é inexistente até o 16º século. Na própria Bíblia, não se encontra essa palavra, ou outra com o mesmo significado. Porém é uma falsa tradição humana protestante.

101. A Bíblia não contém todos os ensinamentos de Jesus. (Marcos 4,33; 6,34) (Lucas 24,25-27) (João 16,12-13; 20,30; 21,25) (Actos 1,2-3). Mesmo assim os protestantes passam por cima dessas passagens dizendo que todo ensinamento de Cristo está registado nas Escrituras.

102. A sola scriptura é um abuso da Bíblia. Uma leitura objectiva da Bíblia, conduz a pessoa para a Tradição e a Igreja Católica, no lugar do oposto.

103. O Novo Testamento não foi escrito nem recebeu no princípio como a Bíblia, só gradualmente, e o Cristianismo primitivo não poderia ter acreditado na sola scriptura.

104. Tradição não é uma palavra ruim na Bíblia, ela recorre a algo passado de um para outro. A Tradição é falada em (1 Coríntios 11,2) (2 Tessalonissenses 2,15, 3,6) (Colossenses 2,8). Mesmo assim, os protestantes não aceitam a Tradição. Eles confundem tradição humana com a Tradição que os próprios Apóstolos deixaram aos sucessores.

105. A Tradição Cristã, de acordo com a Bíblia, pode ser oral ou escrita (2 Tessalonissenses 2,15) (2 Timóteo 1,13-14; 2,2). São Paulo não faz nenhuma distinção entre as duas formas.

106. Em Actos e nas Epístolas muitas coisas da Bíblia eram originalmente orais (por exemplo, todo o ensino de Jesus) - Ele não escreveu nada.

107. Ao contrário de muitas reivindicações protestantes, Jesus não condenou a Tradição (Mateus 15,3,6) (Marcos 7,8-9,13). Ele só condena a tradição humana corrupta, não a Tradição deixada aos 12 Apóstolos.

108. Tradição Cristã, apostólica (Lucas 1,1-2) (Romanos 6,17) (1 Coríntios 11,23 15,3) (Judas 1,3), ou Tradição Cristã receptora acontece em (1 Coríntios 15,1-2) (Gálatas 1,9,12) (1 Tessalonissenses 2,13).

109. Os conceitos de Tradição, Evangelho, palavra de Deus, doutrina, e a Fé são essencialmente sinónimas, e tudo é predominantemente oral. (2 Tessalonissenses 2,15; 3,6) (1 Tessalonissenses 2,9,13) (Gálatas 1,9) (Actos 8,14). Se Tradição é uma palavra suja, como se afirma no protestantismo, então assim é o "Evangelho" e "palavra de Deus!"

110. São Paulo, em (1 Timóteo 3,15) põe a Igreja sobre a Bíblia como coluna e fundamento da verdade, e como ensina o Catolicismo.

111. Os protestantes defendem a Sola Scriptura em (2 Timóteo 3,16). O Catolicismo concorda em grande parte para estes propósitos, mas não exclusivamente, como no protestantismo. Secundariamente, quando São Paulo fala aqui de Bíblia, o Novo Testamento ainda não existia (não definitivamente durante mais de 300 anos depois dos Apóstolos), assim ele só está recorrendo ao Antigo Testamento. Isto significaria que o Novo Testamento não era necessário para a regra de fé.

112. O Catolicismo mantém a Tradição que é consistente com a Bíblia, até mesmo onde ela é muda em alguns assuntos. Para o Catolicismo, toda necessidade da doutrina não é achada somente na Bíblia, e o princípio do protestantismo é a sola scriptura. Por outro lado, a maioria dos teólogos Católicos reivindicam que todas as doutrinas Católicas podem ser achadas na Bíblia, em forma de núcleo, ou por uso extenso e conclusão.

113. Estudantes protestantes pensativos mostraram que uma posição irreflectida da sola scriptura pode se transformar em bibliolatria, quase uma adoração da Bíblia no lugar de Deus que é seu Autor. Esta mentalidade é semelhante à visão muçulmana onde a revelação para eles está somente no Alcorão.

114. O Cristianismo é inevitavelmente histórico. Todos os eventos da vida de Jesus (Encarnação, Crucificação, Ressurreição, Ascensão, etc.) eram históricos, como era a oração dos apóstolos. Então, a tradição de algum tipo, é inevitável, ao contrário de numerosos protestantes míopes que reivindicaram que sola scriptura aniquila Tradição. Toda a negação de uma tradição particular envolve um preconceito (escondido ou aberto) para a própria tradição alternada da pessoa por exemplo, se toda a autoridade da Igreja é rejeitada, até mesmo a autonomia individualista é uma "tradição".

115. A sola scriptura não poderia ter sido literalmente verdade, falando praticamente, para a maioria dos cristãos ao longo da história. A Tradição oral, junto com as práticas devotas, os feriados Cristãos, a arquitectura das igrejas e a arte sagrada, eram os portadores primários do Evangelho durante 1400 anos. Durante todos estes séculos, a sola scriptura teria sido considerada como uma abstracção absurda e impossível.

116. O protestantismo diz que a Igreja Católica acrescentou à Bíblia. Isto não é verdade porque ela tirou somente as implicações da Bíblia (desenvolvimento da doutrina) e seguiu a compreensão da Igreja Primitiva, e que os protestantes subtraíram da Bíblia ignorando grandes porções que sugestionam posições Católicas.

117. A sola scriptura é o calcanhar de Aquiles do protestantismo. Invocando somente a sola scriptura, não há nenhuma solução ao problema da autoridade, contanto que as interpretações múltiplas existam. Se a Bíblia estivesse tão clara, os protestantes simplesmente concordariam entre si, pois existem a multiplicidade de denominações.

118. A interpretação da Bíblia é inevitável sem a Tradição. É necessário então falar na Igreja Católica, ela é a que evita a confusão, o erro, a anarquia e a divisão.

119. O Catolicismo não considera a Bíblia inacessível aos leigos, como se afirma no protestantismo, mas é vigilante para proteger-se de uma exegese toda arbitrária e aberrante. As melhores tradições protestantes buscam fazer o mesmo, mas é inadequado e ineficaz desde que eles são divididos.

120. O protestantismo tem um problema enorme com o Cânon Bíblico. O processo de determinar os livros exactos que constituem a Bíblia durou até o ano de 397 D.C., o Concílio de Cartago provou que a Bíblia não está autenticada, como acredita o protestantismo. Alguns Cristãos sinceros, devotos e instruídos duvidaram da canonicidade de alguns livros que estão agora na Bíblia e outros consideraram livros que não estavam incluídos no Cânon.

121. O Concílio de Cartago, decidindo o Cânon da Bíblia inteira em 397, incluiu os livros "Deuterocanónicos" que os protestantes chutaram para fora da Bíblia. Antes do 16º século os Cristãos consideravam esses livros, e eles não eram separados, como se vê no protestantismo que aceita a autoridade deste Concílio para o Novo Testamento, mas não para Antigo Testamento.

122. A Igreja Católica venerou sempre a Bíblia. Isso é provado pelo laborioso cuidado dos monges, protegendo e copiando manuscritos, e as traduções constantes em línguas vernáculas (ao invés das falsidades sobre só Bíblias latinas), entre outras evidências históricas abundantes e indisputáveis. A Bíblia é um livro Católico, e não importa quantos protestantes estudam e proclamam isso peculiarmente, eles têm que reconhecer a dívida inegável com a Igreja Católica por ter decidido o Cânon e por preservar a Bíblia intacta durante 1400 anos.

123. O protestantismo nega o Sacrifício da Missa, ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia (Génesis 14,18) (Isaías 66,18,21) (Malaquias 1,11) (Hebreus 7, 24-25; 13,10; 5,1-10; 8,3; 13,8) que transcende espaço e tempo.

124. O protestantismo descrê, em geral, no desenvolvimento da doutrina, ao contrário da Tradição Cristã e muitas indicações bíblicas implícitas, mas seguem a Doutrina da Trindade, que foi desenvolvida na história, nos três primeiros séculos do Cristianismo. É tolice negar isso. A Igreja é o "Corpo" de Cristo, um organismo vivo que cresce e desenvolve como corpos todo vivos. Não é uma estátua, simplesmente para ser limpada e polida com o passar do tempo, como muitos protestantes parecem pensar.

125. O protestantismo separa justificação de santificação, ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia (Mateus 5,20; 7,20-24) (Romanos 2,7-13) (1 Coríntios 6,11).

126. O protestantismo desconsidera que as obras contribuam para a salvação, rejeitando assim a Tradição Cristã e o ensino explícito da Bíblia (Mateus 25,31-46) (Lucas 18,18-25) (João 6,27-29) (Gálatas 5,6) (Efésios 2,8-10) (Filipenses 2,12-13; 3,10-14) (1 Tessalonissenses 1,3) (2 Tessalonissenses 1,11) (Hebreus 5,9) (Judas 1,21) Essas passagens também indicam que a salvação é um processo, não um evento instantâneo, como no protestantismo.

127. O protestantismo rejeita a Tradição Cristã e o ensino bíblico que sempre foram ensinados na Igreja Católica, onde as boas acções feitas na fé contribuem para a salvação (Mateus 16,27) (Romanos 2,6) (1 Coríntios 3,8-9).

128. Os protestantes têm convicção de que aceitando Jesus como Salvador já estão salvos. Não é bem isso que a Igreja Primitiva e a Bíblia ensinam (Filipenses 3,11-14) (Hebreus 4,1) (Tito 1,2) (1 Tessalonissenses 5,8) (Tito 3,7) (Mateus 25,1-13) onde se diz que devemos ser sempre vigilantes. Vigilante não é o mesmo que certeza.

129. Muitos protestantes (especialmente os presbiterianos, calvinistas e baptistas) acreditam em segurança eterna, ou, perseverança dos santos (convicção daquele que não pode perder a "salvação". Isto está ao contrário da Tradição Cristã e a Bíblia (1 Coríntios 9,27) (Gálatas 4,9; 5,1,4) (Colossenses 1,22-3) (1 Timóteo 1,19-20; 4,1; 5,15) (Hebreus 3,12-14; 6,4-6; 10,26,29,39; 12,14-15).

130. Ao contrário do mito protestante, a Igreja Católica não ensina que ninguém é salvo através de trabalhos à parte, porque a fé e obras são inseparáveis. Esta heresia da qual o Catolicismo é acusado frequentemente estava na realidade condenada pela Igreja Católica, em 529 D.C.; é conhecido como Pelagianismo (visão que o homem pudesse se salvar pelos próprios esforços naturais dele, sem a graça sobrenatural necessária de Deus). Continuar acusando a Igreja Católica desta heresia é um sinal de preconceito e ignorância do manifesto da história da teologia, como também o ensino Católico é claro no Concílio de Trento (1545-63). Ainda o mito é estranhamente prevalecente.

131. O protestantismo eliminou virtualmente a prática da confissão a um sacerdote (ou pelo menos pastor), ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia (Mateus 16,19; 18,18; João 20,23). (Actos 19,18) (Tiago 5 15-16) (Neemias 9,2) (Neemias 1,6). (João 3,6).

132. O protestantismo descrê na penitência ou castigo temporal para perdoar pecados, indo contra a Tradição Cristã e a Bíblia (Números 14,19-23) (2 Samuel 12,13-14) (1 Coríntios 11,27-32) (Hebreus 12,6-8).

133. O protestantismo tem pouco conceito da Tradição e doutrina bíblica de mortificar a carne, ou, sofrer com Cristo: (Mateus 10,38; 16,24) (Romanos 8,13,17) (1 Coríntios 12,24-6) (Filipenses 3,10) (1 Pedro 4,12,13).

134. Igualmente, o protestantismo perdeu a Tradição e doutrina bíblica de compensação vicária, ou sofrimento remissório de Cristãos com Cristo, por causa de um ao outro (Êxodo 32,30-32) (Números 16,43-8; 25,6-13) (2 Coríntios 4,10) (Colossenses 1,24) (2 Timóteo 4,6).

135. O protestantismo rejeitou a Tradição e a doutrina bíblica do Purgatório, como consequência da sua falsa visão de justificação e penitência, apesar de evidências suficientes na Bíblia: (Miquéias 7, 8-9) (Malaquias 3,1-4) (2 Macabeus 12, 39-45) (Mateus 5, 25-6; 12,32) (Lucas 16,19-31) (1 Pedro 3,19-20) (1 Coríntios 3,11-15) (2 Coríntios 5,10).

136. O protestantismo rejeitou a doutrina das indulgências que são simplesmente o perdão do castigo temporal para pecado (penitência), pela Igreja (aqui na terra, Mateus 16,19; 18,18, e João 20,23). Isso não é diferente do que São Paulo fez em relação a um irmão errante na Igreja de Corinto. Primeiro, ele impôs uma penitência a ele (1 Coríntios 5,3-5) (2 Coríntios 2, 6-11). Só porque aconteceram alguns abusos antes da Revolta protestante (admitida e rectificada pela Igreja Católica), não tem nenhuma razão para lançar fora a doutrina bíblica. É típico do protestantismo queimar completamente uma casa no lugar de limpá-la, joga-se fora o bebé com a água do banho?

137. O protestantismo jogou fora as orações para os mortos, em oposição à Tradição Cristã e à Bíblia (Tobias 12,12) (2 Macabeus 12, 39-45) (2 Timóteo 1, 16-18). Já no primeiro século da Era Cristã a prática de orar pelos mortos já era registada em muitas inscrições gravadas nos túmulos de santos cristãos e mártires da fé.

138. O protestantismo rejeita, em termos inadequados, a intercessão dos santos. Por outro lado, a Tradição Cristã e a Bíblia apoiaram esta prática (Mateus 22, 30) (1 Coríntios 15, 29) (Mateus 17, 1-3; 27,50-53). Eles podem interceder por nós (2 Macabeus 15,14) (Apocalipse 5, 8; 6, 9-10).

139. Alguns protestantes descrêem nos anjos da guarda, apesar da confirmação Bíblica e a Tradição Cristã (Mateus 18,10) (Actos 12,15) (Hebreus 1,14) (Apocalipse 8, 3-5).

140. A maioria dos protestantes nega que os anjos possam interceder por nós, ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia (Apocalipse 1,4; 5,8; 8,3-4) (Zacarias 1,12-13) (Oséias 12,5) (Génesis 19, 17-21).

141. O protestantismo rejeita a Imaculada Concepção de Maria, apesar da Tradição Cristã desenvolvida e indicada pela Bíblia; (Génesis 3,15) (Lucas 1,28) ("cheia de graça" interpretam os Católicos, em termos linguísticos, significa "sem pecado"); Maria representando a Arca da Aliança (Lucas 1,35) (Êxodo 40,34-8) (Lucas 1,44) (2 Samuel 6,14-16) (Lucas 1,43) (2 Samuel 6,9). A Presença Divina requer santidade extraordinária, pois Deus não habitaria no meio do pecado.

142. O protestantismo rejeita a Assunção de Maria, apesar da Tradição Cristã desenvolvida e das indicações bíblicas. Ocorrências semelhantes na Bíblia não fazem a suposição improvável. (Henoc em Génesis 5,24 e Hebreus 11,5) (Elias em 2 Romanos 2,11) (Paulo em 2 Coríntios 12, 2-4) ("Êxtase" em 1 Tessalonissenses 4,15-17) (subindo os santos em Mateus 27,52-53).

143. Muitos protestantes negam a virgindade perpétua de Maria, apesar da Tradição Cristã e o acordo unânime dos fundadores protestantes Lutero, Calvino, Zwingli, etc.

144. O protestantismo nega a Maternidade Espiritual de Maria, ao contrário da Tradição Cristã e da Bíblia (João 19, 26-27). Vide a mulher do Céu (Apocalipse 12, 1,5,17). Os Católicos acreditam que Maria é uma santa e as orações dela são de grande efeito para nós (Apocalipse 5,8; 8,4; 6,9-10).

145. O protestantismo rejeita o Papado, apesar da Tradição Cristã profunda, e da forte evidência na Bíblia da proeminência de Pedro como a pedra da Igreja. Ninguém nega que ele fosse algum tipo de líder entre os apóstolos. Como sabemos, o Papado é derivado do primado de Pedro (Mateus 16,18-19) (Lucas 22,31-2) (João 21,15-17). O nome de Pedro aparece primeiro em todas as listas dos apóstolos; até mesmo um anjo insinua que ele é o líder deles (Marcos 16,7), e ele andou pelo mundo como tal (Actos 2,37-8,41). Ele faz o primeiro milagre na Igreja (Actos 3,6-8), profere o primeiro anátema (Actos 5,2-11), é o primeiro a ressuscitar um morto (Actos 9,40-41), o primeiro a receber os Gentios (Actos 10,9-48), O nome dele é mencionado mais frequentemente do que todos os outros discípulos reunidos (191 vezes). Essas são algumas evidências que destacam Pedro dos outros Apóstolos.

146. Desde o princípio, a Igreja de Roma e os Papas têm o governo e a direcção teológica e a ortodoxia da Igreja Cristã. Isso é inegável. Nenhum protestante imparcial teve a coragem e a ousadia de contestar tudo isso, pois só o que Cristo transmitiu aos Apóstolos e o que se herdou destes numa sucessão ininterrupta da Igreja Católica, tem foros de verdade revelada, portanto digna de fé.

147. O protestantismo, no seu desespero, tenta suprir algum tipo de continuidade histórica a parte da Igreja Católica, às vezes tenta reivindicar uma linhagem de seitas medievais como os valdenses, cátaros, montanistas ou donatistas. Porém, este empenho é sentenciado a um fracasso quando a pessoa estuda de perto no que estas seitas acreditam.

148. Os Católicos têm o Cristianismo mais sofisticado e pensativo da filosofia sócio-económica-política, uma mistura de elementos progressivos e conservadores distinto da retórica que tipicamente dominam a área política. O Catolicismo tem a melhor visão da Igreja em relação ao Estado.

149. O Catolicismo tem a melhor filosofia cristã. Trabalhou por vários séculos de reflexão e experiência. Como na sua reflexão teológica e desenvolvimento, a Igreja Católica é sábia e profunda, para uma extensão que verdadeiramente tem um selo divino e seguro. O próprio Dave Armstrong já se maravilhava, logo antes da sua conversão, de como a Igreja Católica poderia ser tão certa sobre tantas coisas. Ele foi habituado a pensar, como um bom protestante, que a verdade sempre era uma pluralidade de ideias de muitas denominações protestantes, todas juntas. Mas afinal de contas, a Igreja Católica faz a diferença!

150. Por último, o Catolicismo tem a espiritualidade mais sublime e espírito de devoção, manifestado de mil modos diferentes. Do ideal monástico, para o celibato heróico do clero e religioso, os hospitais católicos, a santidade completamente de um Thomas, um Kempis ou um Santo Inácio, os santos incontáveis canonizados e ainda, Madre Teresa, Papa João Paulo II, Papa João XXIII, os mártires primitivos, São Francisco de Assis, os eventos de Lourdes ou Fátima, o intelecto deslumbrante de John Henry Newman, a sabedoria e perspicácia do Arcebispo Fulton Sheen, São João da Cruz, a inteligência santificada de um Chesterton ou um Muggeridge, mulheres anciãs que fazem as Estações da Cruz ou o Rosário. Este espírito devoto é incomparável em sua extensão e profundidade, apesar de muitas contraposições protestantes.
 
 
Fonte: 150 razões por que me tornei Católico, por Dave Armstrong, ex-pastor protestante e agora apologético católico, com quem eu cheguei a estar em contacto através do seu blog Biblical Evidence for Catholicism, tendo ele cordialmente me chamado irmão da terra de Fátima.

27
Fev 12
publicado por FireHead, às 00:38link do post | Comentar
O Evangelho segundo os protestantes

São basicamente 12 verdades do Evangelho que, como autênticos cristãos, devemos conhecer:

1. Os protestantes dizem: "Sou salvo e se morrer vou para o céu; não posso perder a salvação".
O Evangelho ensina: "Mas aquele que perseverar até o fim será salvo" (Mateus 24,13).

2. Os protestantes dizem: "Sou salvo apenas pela fé; as obras e a obediência não nos salvam".
O Evangelho ensina: "Nem todo o que me diz: 'Senhor, Senhor!' entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demónios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?' E então lhes direi abertamente: 'Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade" (Mateus ,21-23). ; "E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: 'Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; estive na prisão, e fostes ver-me'" (Mateus 25,31-36).

3. Os protestantes dizem: "Cristo não está presente na Eucaristia; isso é apenas algo simbólico".
O Evangelho ensina: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo. Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: 'Como nos pode dar este a sua carne a comer?' / Jesus, pois, lhes disse: 'Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele'. / Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: 'Duro é este discurso; quem o pode ouvir?' / Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele. / Então disse Jesus aos doze: 'Quereis vós também retirar-vos?' Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: 'Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna'" (João 6,51-52.53-56.60.66.67-68).

4. Os protestantes dizem: "Devemos confessar-nos directamente a Deus e não a homens pecadores".
O Evangelho ensina: "Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: 'Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós'. E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: 'Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos'" (João 20,21-23). ; "Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu" (Mateus 18,18).

5. Os protestantes dizem: "Não devemos chamar ninguém de 'Pai', pois a Bíblia o proíbe".
O Evangelho ensina: "E, clamando, disse: 'Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro que molhe na água a ponto do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama" (Lucas 16,24). ; "Sabes os mandamentos: não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe" (Lucas 18,20). ; "Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: 'Pai, pequei contra o céu e perante ti'" (Lucas 15,18).

6. Os protestantes dizem: "Tudo está escrito na Bíblia; se não estiver na Bíblia, não vale".
O Evangelho ensina: "Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém" (João 21,25). ; "E disse-lhes: 'Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura'. / E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes" (Marcos 16,15.20).

7. Os protestantes dizem: "Não devemos baptizar crianças, pois não é necessário. Além disso, o baptismo deve ser feito por imersão num rio porque foi assim que Jesus recebeu o Espírito Santo quando desceu na água".
O Evangelho ensina: "Jesus respondeu: 'Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito" (Mateus 24,13). ; "E, logo que saiu da água, viu os céus abertos, e o Espírito, que como pomba descia sobre ele" (Marcos 1,10).

8. Os protestantes dizem: "Maria é uma mulher igual às outras; não deve ser venerada porque a Bíblia não o diz".
O Evangelho ensina: "E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: 'Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres'" (Lucas 1,28). ; "E acontece que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo. E exclamou com grande voz, e disse: 'Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre'" (Lucas 1,41-42). ; "Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão 'bem-aventurada'" (Lucas 1,48).

9. Os protestantes dizem: "Maria não pode fazer nada pois está morta, como os demais santos; ademais, a Bíblia não diz que podem interceder".
O Evangelho ensina: "Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos" (Mateus 22,32). ; "E apareceu-lhes Elias, com Moisés, e falavam com Jesus" (Marcos 9,4). ; "E, faltando vinho, a mãe de Jesus lhe disse: 'Não têm vinho'. Disse-lhe Jesus: 'Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora'. Sua mãe disse aos serventes:'Fazei tudo quanto ele vos disser' [...] E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho" (João 2,3-4.9).

10. Os protestantes dizem: "Não devemos dizer as mesmas palavras quando oramos, como no Rosário. Repetir palavras não é bíblico".
O Evangelho ensina: "E [Jesus] foi outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras" (Marcos 14,49).

11. Os protestantes dizem: "Todos os Apóstolos eram iguais. Essa história de 'Papa' é uma invenção que não se encontra na Bíblia. Pedro era igual aos outros Onze".
O Evangelho ensina: "E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: 'Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)" (João 1,42). ; "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" (Mateus 16,18-19). ; "Disse também o Senhor: 'Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos'" (Lucas 22,31-32). ; "E, chegando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: 'Simão, dormes? Não podes vigiar uma hora?'" (Marcos 14,3). ; "E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: 'Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes?' E ele respondeu: 'Sim, Senhor, tu sabes que te amo'. Disse-lhe: 'Apascenta os meus cordeiros'. Tornou a dizer-lhe segunda vez: 'Simão, filho de Jonas, amas-me?' Disse-lhe: 'Sim, Senhor, tu sabes que te amo'. Disse-lhe: 'Apascenta as minhas ovelhas' Disse-lhe terceira vez: 'Simão, filho de Jonas, amas-me?' Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: 'Amas-me?' e disse-lhe: 'Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo' Jesus disse-lhe: 'Apascenta as minhas ovelhas'" (João 21,15-17).

12. Os protestantes dizem: "Não importa a Igreja, somente Cristo salva. Dá no mesmo estar em qualquer uma. A única coisa necessária é aceitar a Cristo e não a Igreja".
O Evangelho ensina: "Quem vos ouve a vós, a mim me ouve; e quem vos rejeita a vós, a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou" (Lucas 10,16).
"Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou" (Mateus 10,40). ; "Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E se não as escutar, diz-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano" (Mateus 18,15-17). ; "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mateus 16,18).

 
Martin Zavala M. P.

As objecções protestantes


1ª Objecção — A Bíblia diz que Jesus teve irmãos. Portanto Maria não permaneceu virgem, como dizem os católicos.
Resposta — Tanto no hebraico como no aramaico, a palavra “irmão” pode ter vários significados: a) os filhos do mesmo pai, podendo ser da mesma mãe ou de outra mãe (cfr. Génesis 20, 5); b) e, em sentido mais largo, “irmão” designa também os parentes próximos; ou amigos; ou vizinhos; ou mesmo seguidores, o que se pode comprovar em numerosos lugares da Bíblia.
Um exemplo de parentesco está bem claro no Livro de Tobias. Aconselhado pelo Arcanjo Rafael a casar-se com Sara, filha única de Raquel e de Ana, parentes próximos de seu pai, Tobias assim rezou a Deus: “Senhor, sabeis que não é por motivo de luxúria que recebo por mulher esta minha irmã” (Tobias 8, 9).
Também Abraão disse a Lot: “Nós somos irmãos”. Ora, Abraão era filho de Tare; e Lot filho de Arão, irmão de Abraão (cfr. Génesis 13, 8).
Nada mais natural, portanto, que os evangelistas se conformassem a esse linguarejar judaico.
Assim, por exemplo, ao narrar a aparição de Jesus ressuscitado a Santa Maria Madalena, o Evangelho de São João descreve deste modo o final da cena: “Disse-lhe Jesus [a Maria Madalena]: Não me toques, porque ainda não subi para meu Pai; mas vai a meus irmãos, e diz-lhes: Subo para meu Pai, e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. Foi Maria Madalena dar a nova aos discípulos: Vi o Senhor, e ele disse-me estas coisas” (João 20, 17-18). Nestes versículos do Evangelho, irmãos equivale evidentemente a discípulos.
Tomemos agora o Evangelho de São Mateus, que menciona os nomes dos “irmãos” de Jesus: “E indo [Jesus] para a sua pátria, ensinava nas suas sinagogas, de modo que se admiravam e diziam: Donde lhe vem esta sabedoria e estes milagres? Porventura não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago e José e Simão e Judas? E suas irmãs não vivem todas entre nós? Donde vem pois a este todas estas coisas?” (Mateus 13, 54-56). Também São Marcos cita os mesmos nomes dos “irmãos” de Jesus (cfr. Marcos 6,3). Nenhum dos dois evangelistas menciona os nomes das “irmãs” de Jesus.
Os exegetas procuram identificar esses “irmãos” de Jesus, e por isso saem à procura de outros textos da Sagrada Escritura ou de elementos da Tradição que possam trazer esclarecimentos.
Assim, ao falar das mulheres presentes no Calvário, São Mateus e São Marcos nomeiam especificamente: “Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e José, e a mãe dos filhos de Zebedeu” (Mateus 27, 56); “Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago o Menor e de José, e Salomé” (Marcos 15, 40). Ficam assim identificados dois dos “irmãos” de Jesus, Tiago o Menor e José, filhos de uma outra Maria, distinta da Mãe de Jesus. Eram, pois, parentes de Jesus. A Salomé, mencionada por São Marcos, é a mulher de Zebedeu nomeada por São Mateus, mãe de Tiago o Maior e de São João, o evangelista. Salomé ficou célebre por ter reivindicado junto a Jesus um lugar privilegiado para seus filhos no seu futuro reino (cfr. Mateus 20,20-23; Marcos 10,35-40). Tal reivindicação parece indicar que o parentesco lhe dava liberdade de fazer tal pedido a Jesus.
São João consigna também a presença das várias Marias durante a Crucifixão, distinguindo claramente a Mãe de Jesus das outras: “Estavam de pé junto à Cruz de Jesus sua Mãe, e a irmã [prima] de sua Mãe, Maria mulher de Cleofás, e Maria Madalena” (João 19, 25). Observe-se de passagem que aqui igualmente se registra o uso judeu de chamar de “irmã” de Maria uma sua parenta, pois como é universalmente admitido, Maria era filha única. Por outro lado, sabe-se que essa “Maria, mulher de Cleofás” é a mãe de Simão (cfr. Eusébio de Cesaréia, História Eclesiástica, III 2,32).
Assim, dos quatro nomes citados por São Mateus como “irmãos” de Jesus, só não foi indubiamente identificado o último, Judas, nome aliás comum naquele tempo (dois dos Apóstolos tinham esse nome: São Judas Tadeu e Judas Iscariotes, o traidor). Mas não há por que supor que esse não identificado Judas tivesse um grau de parentesco com Jesus diferente dos outros três mencionados. Alguns pensam tratar-se de São Judas Tadeu, baseados em São Lucas (6, 16), mas a interpretação é incerta.
Resulta claro, portanto, que a palavra “irmãos” não corresponde a uma irmandade de sangue, mas a um parentesco — ou até a um relacionamento — mais ou menos próximo.
Aliás, que a Virgem Maria não teve outros filhos, a Bíblia o manifesta em outras passagens. Limitemo-nos a lembrar a pungente cena do Calvário: Cristo, moribundo, encomenda Maria a São João, o qual, desde então, a recebeu em sua casa (cfr. João 19, 26-27). Se Maria tivesse tido outros filhos, Jesus não teria por que se preocupar com o cuidado temporal de sua Mãe, pois este dever corresponderia aos demais filhos... Tanto mais quanto, muitos anos depois, São Paulo comenta que ainda vivia em Jerusalém “Tiago, o irmão do Senhor” (Gálatas 1,19). São Tiago o Menor, como foi lembrado acima, era parente de Nosso Senhor.
A objecção protestante fica, pois, refutada por diversas passagens da Sagrada Escritura e por alguns elementos colhidos na Tradição.

2ª Objecção — Nosso único mediador junto a Deus é Jesus Cristo, como afirma peremptoriamente o apóstolo Paulo (cfr. I Timóteo 2, 5). Não temos necessidade de outros mediadores. Os católicos erram ao proclamarem Maria medianeira entre Deus e os homens.
Resposta — É certo que São Paulo afirmou, em sua primeira Epístola a Timóteo (2, 5), que “há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens, que é Jesus Cristo homem”. Mas esse mediador único e insubstituível não exclui que possa haver outros mediadores secundários, pois o próprio Apóstolo dos Gentios é o primeiro a pedir a intercessão de outros junto a Deus. Assim, diz ele em sua Epístola aos Romanos: “Rogo-vos, pois, irmãos, por Nosso Senhor Jesus Cristo e pela caridade do Espírito Santo, que me ajudeis com as vossas orações por mim a Deus” (Romanos 15, 30). E na segunda Epístola aos Coríntios, diz que espera que Deus o livrará de futuros grandes perigos, “se nos ajudardes também vós com orações em nossa intenção” (II Coríntios 1, 11).
Se simples fiéis podem interceder por nós, exercendo assim o papel de mediadores nossos junto a Deus, quanto mais aqueles que praticaram as virtudes em grau heróico, como são os Santos — que os protestantes rejeitam —, e sobretudo Aquela que teve a dita de ser Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, e é, por isso, igualmente Mãe dos membros de seu Corpo Místico, que é a Igreja.
Os católicos estão pois certos em recorrer a Maria Santíssima como nossa grande Medianeira junto a seu Divino Filho. E essa mediação não é apenas possível, mas necessária, como ensinam grandes doutores da Igreja. Não se trata de uma necessidade absoluta, e sim hipotética, de acordo com a terminologia dos teólogos. Isto é, necessária porque Deus quis que assim fosse, e não porque estivesse obrigado a isso.
Explica-o com sua habitual clareza e calor apostólico São Luís Maria Grignion de Montfort, o grande doutor mariano, no seu célebre Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem (Vozes, Petrópolis, 4ª edição, 1949):
“Confesso com toda a Igreja que Maria é uma pura criatura saída das mãos do Altíssimo. Comparada, portanto, à Majestade infinita ela é menos que um átomo, é, antes, um nada, pois só Ele é ‘Aquele que é’ (cfr. Êxodo 3, 14) e, por conseguinte, este grande Senhor, sempre independente e bastando-se a Si mesmo, não tem nem teve jamais necessidade da Santíssima Virgem para a realização de suas vontades e a manifestação de sua glória. Basta-lhe querer para tudo fazer.
Digo, entretanto, que, supostas as coisas como são, já que Deus quis começar e acabar suas maiores obras por meio da Santíssima Virgem, depois que a formou, é de crer que não mudará de conduta nos séculos dos séculos, pois é Deus imutável na sua conduta e nos seus sentimentos” (op. cit., nºs 14-15).
E mais adiante ele põe a pergunta: “Nosso Senhor é nosso advogado e medianeiro de redenção junto de Deus Pai; [...] é por intermédio dele que obtemos acesso junto de Sua Majestade, em cuja presença não devemos jamais aparecer, a não ser amparados e revestidos dos méritos de Jesus Cristo. [...] Mas temos necessidade de um medianeiro junto do próprio medianeiro? [...] Digamos [...] ousadamente, com São Bernardo, que temos necessidade de um medianeiro junto do Medianeiro por excelência, e que Maria Santíssima é a única capaz de exercer esta função admirável. Por ela Jesus Cristo veio a nós, e por ela devemos ir a ele. [...] Ela não é o sol, que pela força de seus raios nos poderia deslumbrar em nossa fraqueza, mas é bela e suave como a lua (cfr. Cant 6, 9), que recebe a luz do sol e a tempera para que possamos suportá-la. É tão caridosa que a ninguém repele, que implore a sua intercessão, ainda que seja pecador; pois, como dizem os santos, nunca se ouviu dizer, desde que o mundo é mundo, que alguém que tenha recorrido à Santíssima Virgem, com confiança e perseverança, tenha sido desamparado ou repelido” (Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, nºs 84-85).
Como se vê, ao exaltar a tal ponto a mediação de Nossa Senhora junto a seu Divino Filho, a doutrina da Igreja não diminui em absolutamente nada a Mediação única e insubstituível de Jesus Cristo junto ao Pai celeste.

3ª Objecção — O sacramento da Confissão é uma invenção dos católicos. Jesus nunca mandou confessar os pecados a outra pessoa. Basta professarmos nossa fé diante de Deus, e Ele cobrirá nossos pecados com os méritos infinitos de Jesus Cristo. O padre não tem nenhuma interferência nesse processo, e a confissão dos pecados é inútil.
Resposta — Os protestantes consideram inútil o sacramento da Confissão porque têm uma ideia completamente errada da remissão dos pecados.
Eles consideram que, se Jesus Cristo já pagou, de uma vez por todas, os nossos pecados, a aplicação a nós desses méritos infinitos se dá exclusivamente por nossa adesão à Fé, mais precisamente pelo dom gratuito da fé que recebemos.
Mas, segundo eles, não há verdadeira remissão — isto é, apagamento ou limpeza de nossa alma — desses pecados. Nossa justificação perante Deus se dá apenas porque Jesus Cristo nos cobre com o manto de seus méritos. Por baixo desse manto, continuamos os pecadores de sempre, imundos por efeito de nossos pecados. Porém, vendo-nos Deus cobertos pelo manto de seu Divino Filho, Ele nos considera justificados, “não vê” os nossos pecados, que permanecem indeléveis sob esse manto, e nos acolhe na vida eterna do Céu.
É por essa mesma razão que os protestantes não vêem necessidade do Purgatório (ver objecção nº 4): não há nada a purgar depois da morte, porque tudo já foi antecipadamente pago por Cristo.
A única condição é a demonstração de nossa fé, a qual, esta sim, não pode vacilar. Tem que ser inteiramente firme. A tal ponto que, se por causa de nossos pecados começarmos a duvidar de nossa salvação eterna, isso indica uma vacilação de nossa fé nos merecimentos de Jesus Cristo e pode pôr tudo a perder.
Neste caso, o remédio que Lutero recomendava a seus seguidores era pecar novamente, para demonstrar a confiança em Cristo. E se a dúvida persistisse — insistia ele — “peca ainda mais fortemente”, para mostrar a firmeza de sua fé em Cristo!
Como se vê, toda esta doutrina é um desvario do começo ao fim.
De acordo com a doutrina católica, o perdão de nossos pecados começa com o nosso arrependimento, que de si já é um fruto da graça de Deus actuando em nós. Mas o arrependimento normalmente não basta para obtermos o perdão: é preciso acusarmo-nos dos nossos pecados perante o ministro de Deus — o sacerdote — e pedirmos que ele, em nome de Deus, nos perdoe. Aí sim, o padre, munido do poder — a ele dado por Cristo — de perdoar os pecados, no-los perdoa efectivamente em nome de Cristo, aplicando-nos os méritos infinitos do Filho de Deus feito homem. Então nossa alma fica realmente limpa dos seus pecados e alva como a neve, diante de Deus e dos homens.
É essa limpeza de alma que explica a alegria e leveza com que tantas vezes nos levantamos do confessionário, após recebermos a absolvição do sacerdote.
Em que ocasião Jesus Cristo conferiu aos seus ministros esse poder de perdoar os pecados? Foi pouco antes de subir aos Céus, quando disse aos Apóstolos: “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio. E tendo dito isto, soprou sobre eles, dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (João 20, 21-23).
Ora, para que o sacerdote exerça esse poder de perdoar, ou de reter os pecados — segundo o mandato de Cristo — é preciso que o pecador confesse ao sacerdote as suas culpas, nomeando-as circunstanciadamente, a fim de que o sacerdote as julgue, as perdoe, se for o caso, e estipule a penitência que o pecador deve cumprir.
A contrição perfeita — isto é, aquele arrependimento de nossos pecados por exclusivo amor de Deus, e não pelo temor das penas do inferno — nos obtém de imediato o perdão dos pecados. Mas permanece a obrigação de confessá-los ao sacerdote na primeira oportunidade e, em todo caso, antes de receber qualquer outro Sacramento.

 

4ª Objecção — Na Bíblia não está escrito que exista o Purgatório. Isso é outra invenção dos católicos.
Resposta — A palavra Purgatório não está escrita na Bíblia, mas a realidade do Purgatório ali está consignada. A regra próxima da Fé é o Magistério vivo da Igreja, que nos explica a Bíblia e a Tradição.
Ora, a existência do Purgatório é um dogma definido por três Concílios Ecuménicos: o II Concílio de Lião (1274), o Concílio de Florença (1438-1445) e o Concílio de Trento (1545-1563). Este último declara que “a Igreja Católica, [...] apoiada nas Sagradas Escrituras e na antiga tradição dos Padres [isto é, daqueles grandes escritores da Antiguidade cristã], [...] ensinou [...] que existe o Purgatório e que as almas ali detidas são ajudadas pelos sufrágios dos fiéis”.
Assim, na Bíblia estão os elementos suficientes para se concluir que o Purgatório existe.
Conforme o comentário do Pe. Javier de Abárzuza, OFM, sobre o segundo Livro dos Macabeus (12, 38-46), “Judas Macabeu, feita a colecta de dois mil dracmas, a enviou a Jerusalém, para oferecer sacrifícios pelo pecado dos [seus soldados] mortos, obra digna e nobre, inspirada na esperança da ressurreição; de onde se vê que Judas creu que os que tinham morrido não estavam nem no ‘seio de Abraão’ [isto é, no Limbo, como os antigos Patriarcas, à espera do Redentor que os levaria para o Céu], nem no inferno, mas em um estado em que tinham que satisfazer por faltas cometidas na vida anterior, e que podiam ser aliviados com os sacrifícios de expiação. [...] E o autor inspirado [desse livro da Bíblia] termina a narração aprovando deste modo o proceder de Judas: ‘Obra santa e piedosa é rezar pelos mortos’” (Teologia del Dogma Católico, Studium Ediciones, Madrid, 1970, nº 1451).
Esta passagem do segundo Livro dos Macabeus contradiz de tal maneira a doutrina protestante que, como já se podia prever, Lutero arbitrariamente resolveu considerá-lo apócrifo, não o admitindo entre os livros canónicos da Bíblia.
Por outro lado, em São Mateus (12, 32), lemos: “Se alguém falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste século nem no século vindouro”. Esta formulação — “nem no século vindouro” — seria supérflua e inepta, se não se supõe que, após a morte, de algum modo é possível a remissão de pecados. Pois se há pecados que no século vindouro se perdoam, com razão se conclui a possibilidade de tal expiação post mortem. A isso a Igreja chama de Purgatório, no qual ficam confinadas as almas que têm algo a pagar por seus pecados.
Também na primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios (3, 12-15), os exegetas vêem uma alusão ao fogo do Purgatório, no qual purgarão suas culpas os pregadores que não cumprirem direito a sua missão. Como a passagem requer uma explicação teológica mais profunda, apenas a mencionamos para conhecimento dos leitores eruditos.

 

5ª Objecção — A Igreja, na época de Lutero, praticava o comércio dos bens espirituais, vendendo indulgências. Lutero manteve-se fiel a Jesus Cristo, separando-se dessa falsa igreja e fundando a crença protestante, denominada luteranismo.
Resposta — É uma distorção completa da prática de concessão das indulgências apresentá-la como comércio de bens espirituais. Historicamente pode ter havido abusos nesta matéria — e ainda os há hoje em matérias correlatas — da parte destes ou daqueles pregadores católicos, com o objectivo de angariar mais facilmente as esmolas dos fiéis. E estamos cansados de ver abusos enormes, em matéria de dinheiro, também em várias seitas protestantes...
Lutero, aparentando indignar-se contra esses abusos, foi mais longe e condenou a própria doutrina católica sobre as indulgências.
Segundo Lutero, somente a fé conta para a salvação. As boas obras não contam para nada, porque — como já foi explicado em resposta anterior (cfr. nº 3) — segundo a doutrina protestante somos salvos exclusivamente pelos méritos de Jesus Cristo, sem nenhuma necessidade de nossa cooperação pessoal. Daí que tanto faz praticarmos boas obras ou pecados, porque a nossa salvação já foi comprada superabundantemente pela Paixão e Morte de Jesus Cristo.
A doutrina católica apresenta diferenças essenciais em relação a essa teoria falsa. Porque, embora a nossa salvação já tenha sido comprada pelo sacrifício redentor de Jesus Cristo, é preciso que esse mérito nos seja aplicado individualmente, o que exige a nossa cooperação pessoal. Sem dúvida, essa cooperação de si também é fruto da graça que Cristo nos mereceu, porém não é sem algum mérito de nossa parte, mérito infinitamente pequeno, mas que, por disposição divina, tem de ser necessariamente associado aos méritos infinitos de Cristo.
Daí a necessidade das boas obras, como salienta São Tiago em sua epístola: “O que aproveitará, meus irmãos, se alguém diz que tem fé e não tem boas obras? Porventura poderá salvá-lo tal fé?” (Tiago 2, 14).
Não é pois sem razão que Lutero se negava a aceitar a canonicidade da epístola de São Tiago — que nega tão rotundamente um ponto essencial da doutrina que ele queria pôr em voga — considerando-a um livro apócrifo, e portanto excluindo-o da Bíblia...
Por contraposição, fica fácil compreender a doutrina católica das indulgências.
O tesouro espiritual da Igreja é constituído essencialmente pelos méritos infinitos de Jesus Cristo, aos quais se somam os méritos superabundantes de Maria Santíssima e os dos demais Santos e pessoas virtuosas. É desse tesouro espiritual que a Igreja retira os méritos que nos dispensa através das indulgências, que servem para aliviar as penas temporais devidas pelos nossos pecados. Pelo sacramento da Confissão, o homem fica livre da culpa do pecado, porém não da pena temporal (castigo) a ele devida (a pena eterna correspondente ao pecado mortal é-nos remitida pelo sacramento da Confissão). A penitência imposta pelo sacerdote na Confissão satisfaz tão-só parcialmente as penas temporais merecidas pelos nossos pecados. Por isso devemos recorrer às boas obras, às penitências e às indulgências, a fim de aliviarmos quanto possível essas penas temporais. O que sobrar, será pago no Purgatório.
Coerentes com os seus princípios falsos, os protestantes negam a necessidade das boas obras, das indulgências e do Purgatório!
Cabe dizer uma rápida palavra sobre a pretensa fidelidade de Lutero a Jesus Cristo. A história de sua vida registra as blasfémias horríveis que ele lançou contra Deus, contra Nosso Senhor Jesus Cristo, o Santíssimo Sacramento e a Virgem Maria. De Deus, diz ele de modo blasfemo: “Certamente Deus é grande e poderoso, bom e misericordioso [...] mas é estúpido” (Propos de table, nº 963, ed. de Weimar I, 487, apud Frantz Funck-Brentano, Luther, Grasset, Paris, 1934, 4a tiragem, p. 231). Deus — dizia ele — “é um tirano. Moisés agia movido por sua vontade, como seu lugar-tenente, como carrasco que ninguém superou, nem mesmo igualou em assustar, aterrorizar e martirizar o pobre mundo” (Propos de table, nº 2115 B, apud op. cit., p. 231).
A respeito de Nosso Senhor Jesus Cristo, o heresiarca não poupou infames blasfémias. Transcrevemo-las a contragosto, só pela necessidade de esclarecer os leitores: “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala João. Não se murmurava em torno dele: ‘O que fez, então, com ela?’ Depois com Madalena, em seguida com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer” (Propos de table, nº 1472, ed. de Weimar II, 107, apud op. cit., p. 236).
Para terminar, uma citação sobre o que Lutero pensava que se devia fazer com o Papa. Falava Lutero da guerra que os protestantes moviam contra os católicos. E exclamou: “Punimos os ladrões à espada. Por que não havemos de agarrar o Papa, cardeais e toda a gangue da Sodoma romana e lavar as mãos no seu sangue?” (op. cit., p. 104).
Tal a doutrina, tal o homem que a concebeu!

 

6ª Objecção — Os católicos consideram o Papa como autoridade suprema na Igreja, alegando o primado de Pedro. Mas isto não tem base suficiente nas Escrituras.
Resposta — A preeminência de São Pedro no Colégio apostólico não é um facto isolado no Evangelho. Com efeito, o Príncipe dos Apóstolos é citado 171 vezes no Novo Testamento, seguido de São João, que o é apenas 46 vezes. E invariavelmente os Evangelistas, quando fazem a enumeração dos Apóstolos, citam em primeiro lugar São Pedro. Mesmo em circunstâncias das mais solenes da vida de Nosso Senhor, como na ressurreição da filha de Jairo, em sua transfiguração no Tabor e em sua agonia no Horto das Oliveiras: três Apóstolos foram testemunhas desses factos, mas São Pedro é citado sempre em primeiro lugar (cfr. Marcos 5, 37; 9, 2; 14, 33).
E há vezes em que São Pedro é citado para encabeçar a menção ao conjunto dos Apóstolos: “Simão e os que estavam com ele...” (Marcos 1, 36).
As passagens em que Nosso Senhor indica a supremacia de Pedro sobre os demais Apóstolos são bem conhecidas:
No primeiro encontro do pescador da Galileia com Nosso Senhor, disse-lhe Jesus: “Tu és Simão, filho de Jonas; serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)” (João 1, 42).
Logo depois que São Pedro exprimiu sua fé na divindade de Jesus Cristo, disse-lhe o Divino Mestre: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue quem te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra, será desligado nos céus” (Mateus 16, 17-19). A afirmação do primado de São Pedro e do poder das chaves a ele conferido não podia ser mais clara.
Em outra ocasião, confirmou o Divino Mestre a missão de Pedro: “Simão, Simão, eis que Satanás te procurou para te joeirar como trigo, mas Eu roguei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça; e tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos” (Lucas 22, 31-32).
Isto vem praticamente repetido nas últimas recomendações que Nosso Senhor fez aos Apóstolos antes da Ascensão: “Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta minhas ovelhas” (João 21, 15-17).
Ora, conforme o uso corrente das línguas orientais, a palavra apascentar significa governar. Apascentar os cordeiros e as ovelhas é, portanto, governar com autoridade soberana a Igreja de Cristo; é ser o chefe supremo; é ter o primado. Além disso, a imagem de pastor designa, na Sagrada Escritura, o Messias e sua obra (cf. Malaquias 2,13; 4,6s; Sofonias 3,18s, Jeremias 23,3; 31,19; Isaías 30,11; 49,9s). Confiando a São Pedro a missão de pastor, Nosso Senhor o constituiu seu representante visível na terra.
Depois da Ascensão, a primazia de jurisdição de Pedro sobre os outros manifesta-se claramente quando ele: 1) Preside e dirige a escolha de Matias para o lugar de Judas (Actos 1, 15-25); 2) É o primeiro a anunciar o Evangelho no dia de Pentecostes (Actos 2, 14 ss.); 3) Testemunha, diante do Sinédrio, a mensagem de Cristo (Actos 4, 5 ss.); 4) Acolhe na Igreja o primeiro pagão (Actos 10,1 ss.); 5) Fala em primeiro lugar no Concílio dos Apóstolos, em Jerusalém, e decide sobre a questão da circuncisão: “Então toda a assembleia silenciou” (Actos 15, 7-12).
Como Sucessor de Pedro, o Papa exerce na Igreja as funções de Pastor Supremo. Como poderia Jesus Cristo fundar a sua Igreja — Una, Santa, Católica e Apostólica — sem prover à sua continuidade através dos tempos com base numa autoridade universal e única?

 

7ª Objecção — Para que essa verdadeira violência contra a natureza, que é o celibato eclesiástico? Não há nenhum fundamento na Bíblia para tal imposição tirânica, fruto de cérebros paranóicos. Não é de espantar esse festival de escândalos que vemos ocorrer no clero católico. Afrontaram a natureza: como consequência, surgiram os escândalos...
Resposta — Bem ao contrário de ser uma violência e uma afronta contra a natureza humana, a castidade perpétua é preconizada pelo próprio Jesus Cristo como sendo um estado de maior perfeição humana e espiritual. Com efeito, após haver proclamado a indissolubilidade do matrimónio, apresentou Ele a continência como um estado mais perfeito e mais apto a merecer o Reino dos Céus.
Assim, lê-se no evangelho de São Mateus: “Seus discípulos disseram-lhe: Se tal é a condição do homem a respeito da mulher, é melhor não se casar! Respondeu-lhes Ele: Nem todos compreendem estas palavras, mas somente aqueles a quem foi dado. Porque há eunucos que assim nasceram do ventre de suas mães; e há eunucos a quem os homens fizeram tais; e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda” (Mateus 19, 10-12).
Cabe aqui uma rápida explicitação do final desse texto: “e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos Céus”. Tais eunucos, evidentemente, são os sacerdotes e os religiosos que, por um chamado especial de Deus, levam uma vida consagrada, mantendo o celibato.
O admirável equilíbrio da doutrina católica nessa matéria encontra-se formulado já por São Paulo, na primeira Epístola aos Coríntios: “Isto digo como concessão, e não como ordem. Pois quereria que todos fossem como eu [celibatário]; mas cada um tem de Deus um dom particular, uns este, outros aquele. Aos solteiros e às viúvas digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu. Mas, se não podem guardar a continência, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se” (I Coríntios 7, 6-9).
E continua dizendo: “Estás ligado a uma mulher? Não procures desligar-te. Estás desligado de mulher? Não procures mulher. Mas, se quiseres casar, não pecarás; e se uma virgem casar, não peca. Todavia, padecerão a tribulação da carne; e eu quisera poupar-vos” (I Coríntios 7, 27-28).
Quanto aos escândalos morais que têm sido noticiados entre membros do clero de diversos países, a verdadeira causa deles de nenhum modo é o celibato — estado, como vimos, mais perfeito, recomendado por Nosso Senhor.
A causa mais profunda desses escândalos está no desfalecimento da fé, e mesmo perda da fé, de muitos membros do clero, que em consequência caíram no relaxamento espiritual e no permissivismo moral.
É conveniente lembrar que entre os pagãos da Antiguidade não tinha vigência o celibato. No entanto, o vício da homossexualidade alastrou-se escandalosamente, entre homens e mulheres...
Qual foi a causa desse alastramento? São Paulo no-lo diz na Epístola aos Romanos: porque eles recusaram-se a conhecer o verdadeiro Deus e adoraram ídolos (cfr. Romanos 1, 23).
Devido a esse gravíssimo pecado de idolatria, “Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario” (Romanos 1, 27).
Os ídolos que são adorados em nossos dias são os ídolos do mundo moderno: o secularismo (o ateísmo de toda a vida social e política), a luxúria e toda essa pasmosa decadência de costumes, que afastam os nossos contemporâneos de Deus, num processo multissecular que bem descreveu o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em sua obra máxima, Revolução e Contra-Revolução.
Quando os homens e as nações voltarem ao regaço materno da Santa Igreja, e Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Mãe Santíssima reinarem na sociedade, o celibato eclesiástico deixará de ser um espantalho e será encarado com a tranquila naturalidade de quem vive numa sociedade sacralizada, sem as excitações e devassidões do mundo moderno.

 

 
Afonso de Souza
 
 
Fonte:
- Veritatis Splendor - Algumas afirmações dos evangélicos refutadas nos Evangelhos, por Martin Zavala M. P.
- Catolicismo: Revista de Cultura e Actualidades - Reposta a algumas objecções de protestantes contra a Igreja Católica, por Afonso de Souza

26
Fev 12
publicado por FireHead, às 01:06link do post | Comentar | Ver comentários (2)

O Papa Bento XVI afirmou hoje que a união entre um homem e uma mulher no matrimónio é o único "lugar digno" para trazer ao mundo um novo ser humano, procriação que é expressão da sua união biológica e espiritual.

 

Bento XVI abordou o tema da procriação durante uma audiência no Vaticano com participantes na XVIII Assembleia Geral da Academia Pontíficia para a Vida, que termina hoje, com o tema "Diagnóstico e terapia da infertilidade".

 

"A busca de um diagnóstico e de uma terapia representa o critério cientificamente mais correcto para a questão da infertilidade, mas também o que mais respeita a humanidade integral dos sujeitos implicados", salientou Bento XVI.

 

"A união entre um homem e uma mulher nessa comunidade de amor e de vida que é o matrimónio constitui o único "lugar" digno para a existência de um novo ser humano, que é sempre um presente", acrescentou.

 

O Papa elogiou o trabalho dos cientistas que mantêm "desperto o espírito de busca da verdade, ao serviço do bem autêntico do homem", evitando o "cientificismo e a lógica do benefício" que, segundo Bento XVI, parece dominar o campo da infertilidade e da procriação humana, "chegando a limitar muitas outras áreas de investigação".

 

A dignidade humana e cristã da procriação "não consiste num "produto", mas sim num vínculo com o acto conjugal, expressão do amor dos cônjuges, da sua união não só biológica, mas também espiritual", referiu o pontífice.

 

Bento XVI dirigiu-se aos cientistas ao apelar a que não cedam "nunca à tentação" de reduzir a um "mero problema técnico" as situações difíceis das pessoas.

 

"A indiferença da consciência perante a verdade e o bem representa uma ameaça perigosa para um autêntico progresso científico", frisou ainda o Papa.

 

 

Fonte: Diário de Notícias

 


25
Fev 12
publicado por FireHead, às 00:07link do post | Comentar | Ver comentários (2)

EL PLAN MASÓNICO PARA LA DESTRUCCIÓN DE LA IGLESIA CATÓLICA

Normas del gran Maestro de la Masonería a los Obispos católicos masones, efectivas desde 1962.

(Puesta al día por el Vaticano II). Todos los cofrades masones tendrán que referir sobre los progresos de estas decisivas disposiciones. Reelaboradas en el octubre de 1993 como plan progresivo para el paso final. Todos los masones ocupados en la Iglesia tienen que acogerla y realizarlas

1
Removéis de una vez por todas a San Miguel, protector de la Iglesia Católica, de todos los ruegos al interior y al exterior
de la Santa Misa. Removéis sus estatuas, afirmando que ellas apartan de la Adoración de Cristo.

2
Removéis los Ejercicios Penitenciales de la Cuaresma como la abstinencia de las carnes los dias viernes y también el ayuno; impidan cada acto de abnegación. En su lugar deben ser favorecidos los actos de alegría, de felicidad y de amor al prójimo. Digan: “Cristo ya ha merecido por nosotros el Paraíso” y “cada esfuerzo humano es inútil”. Digan a todos que deben tomar en serio la preocupación por su salud. Estimulen el consumo de carne, especialmente de cerdo.

3
Encargáis a los pastores protestantes de reexaminar la Santa Misa y de desacralizarla. Siembren dudas sobre la Real Presencia de Cristo en la Eucaristia y confirmen que la Eucaristia – con mayor vecindad a la fe de los protestantes – es solamente como pan y vino y comprendida como un puro símbolo. Diseminen protestantes en los Seminarios y en las escuelas. Hablen de ecumenismo como camino hacia la unidad. Acusen al que cree en la Presencia Real de Jesus el Cristo en la Eucaristia como subversivo y desobediente hacia la Iglesia.

4
Prohiban la Liturgia latina de la Misa, Adoración y Cantos, ya que ellos comunican un sentimiento de misterio y deferencia. Presentenlos como hechizos de adivinos. Los hombres pararán de creer a los Sacerdotes como hombres de inteligencia superior, de respetar como portadores de los Misterios Divinos.

5
Den coraje a las mujeres a no cubrirse la cabeza con el velo en la iglesia. El pelo es sexy. Pretendan a las mujeres como lectoras y sacerdotisas. Presenten la cosa como si fuera una idea democratica. Funden un movimiento de liberación de la mujer. Quien entra a la iglesia tiene que vestir vestidos descuidados para sentirse en ella como a casa. Eso debilitará la importancia de la Santa Misa.

6
Alejen a los fieles del consumir en rodillas la Comunión. Diganles a las monjas que deben impedir a los niños antes y después de la Comunión de tener las manos juntas. Diganles a ellos que Dios los quiere asi como son y desea que se sientan completamente cómodos. Eliminen en la iglesia el estar de rodillas y cada genuflexión. Remuevan los reclinatorios. Digan a las personas que durante la Misa deben certificar su fe en posición erguida.

7
Eliminen la música sagrada del órgano. Introduzcan guitarras, arpas judias, tambores, ruidos y sagradas risotadas en las iglesias. Eso apartará la gente del ruego personal y de las conversaciones con Jesús. Impidanle a Jesús el tiempo de llamar niños a la vida religiosa. Introduzcan alrededor del altar danzas litúrgicas con vestidos excitantes, teatros y conciertos.

8
Saquenle el carácter sagrado a los cantos de la Madre de Dios y de San José. Indiquen su veneración como idolatría. Conviertan en ridículos los que persisten. Introduzcan cantos protestantes. Eso dará la impresión que la Iglesia Católica por fin admite que el Protestantismo es la verdadera religión o al menos que ello es igual en la Iglesia Católica.

9
Eliminen también todos los himnos a Jesús ya que ellos hacen pensar a la gente en la felicidad y serenidad que deriva de la vida de mortificación y penitencia por Dios desde la infancia. Introduzcan cantos nuevos solamente para convencer a la gente que los rituales anteriores de algún modo eran falsos.
Asegúrense que en cada Misa alla al menos un canto en el cual Jesús no sea mencionado y que en cambio hable solamente de amor para los hombres. La juventud será entusiasta a sentir hablar de amor para el prójimo. Prediquen el amor, la tolerancia y la unidad.
No mencionen a Jesús, prohiban cada anuncio de la Eucaristia.

10
Remuevan todas las reliquias de los Santos de los Altares y sucesivamente también los Altares mismos. Reemplázenlos con mesas paganas faltas de Consagración que puedan venir usádas para ofrecer sacrificios humanos en el curso de las misas satánicas.
Eliminen la ley Eclesiástica que quiere la celebración de la Santa Misa solamente sobre Altares que contengan Reliquias.

11
Interrumpan la práctica de celebrar la Santa Misa a la presencia del Santisimo Sacramento en el Tabernáculo. No admitan algun Tabernáculo sobre los Altares que son usados para la celebración de la Santa Misa. La mesa tiene que tener el aspecto de una mesa de cocina.
Debe ser transportable para expresar que ella no es para nada sagrada pero tiene que servir para un doble objetivo, por ejemplo, de mesa para conferencias o para jugar a las cartas. Más tarde coloquen al menos una silla a tal mesa.
El Sacerdote tiene que sentarse para indicar que después de la Comunión él descansa como después de una comida. El Sacerdote no tiene que estar nunca de rodillas durante la Misa ni hacer genuflexiones.
En las comidas, en efecto, no se arrodilla nunca. La silla del Sacerdote tiene que ser colocada al sitio del Tabernáculo. Den coraje a la gente a venerar y también a adorar al Sacerdote en lugar de la Eucaristia, a obedecerle a él en lugar de la Eucaristia. Diganle a la gente que el Sacerdote es Cristo, su jefe. Coloquen el Tabernáculo en un local diferente, fuera de la vista.

12
Hagan desaparecer a los Santos del calendario Eclesiástico, siempre algunos en tiempos determinados. Les prohiban a los Sacerdotes de predicar a los Santos, excepto de los que sean mencionados por el Evangelio. Diganle al pueblo que eventuales protestantes, a lo mejor presentes en la iglesia, podrían escandalizarle de ello. Eviten todo aquello que molesta a los protestantes.

13
En la lectura del Evangelio omitan la palabra “santo”, por ejemplo, en lugar de “Evangelio según San Juan”, digan sencillamente: “Evangelio de Juan”. Eso hará pensar a la gente de no tener el deber de venerarlos más.
Escriban continuamente nuevas biblias hasta que ellas sean idénticas a aquellas de los protestantes. Omitan el adjetivo “Santo” en la expresión “Espíritu Santo”. Eso abrirá el camino. Evidenciar la naturaleza femenina de Dios como la de una madre llena de ternura.
Eliminen el empleo del término “Padre.”

14
Hagan desaparecer todos los libros personales de piedad y destruyanlos. Por consiguiente desaparecerán también las Letanías del Sagrado Corazón de Jesús, de la Madre de Dios, de San José como la preparación a la Santa Comunión. Superfluo incluso se volverá el agradecimiento después de la Comunión

15
Hagan también desaparecer todas las estatuas y las imágenes de los Ángeles. ¿Por qué tienen que estar entre nuestros pies las estatuas de nuestros enemigos? Defínanlos mitos o cuentos de las buenas noches. No permitan el discurso sobre los Ángeles ya que chocaría a nuestros amigos protestantes.

16
Abroguen el exorcismo menor para expulsar a los demónios; esfuerzense en esto, anuncien que los diablos no existen. Expliquen que es el método adoptado por la Biblia para designar el mal y que sin un malvado no pueden existir historias interesantes.
De consecuencia la gente no creerá en la existencia del infierno ni temerá de poderse caer en él. Repitan que el infierno no es otra cosa que la lejanía de Dios y que no es una cosa terrible éste si se trata en fondo de la misma vida como aqui en la tierra.

17
Enseñen que Jesús era solamente un hombre que tuvo hermanos y hermanas y que odió a los que tenian el poder. Expliquen que él amaba la compañía de las prostitutas, especialmente de Maria la Magdalena; qué no supo que hacer de las iglesias y sinagogas. Digan que aconsejó de no obedecerles a los jefes del Clero, digan que él fue un gran maestro que se desvió del caminio cuando negó obediencia a los jefes de la iglesia. Desacrediten el discurso sobre la Cruz como una victoria, al revés presentenla como un fracaso.

18
Recuerden que pueden inducir a las monjas hacia la traición de su vocación si se dirigen a su vanidad, atractivo y belleza. Haganles cambiar el vestido Eclesiástico y eso las llevará naturalmente a tirar a la basura sus Rosarios.
Revelen al mundo que hay disensos en sus conventos. Eso desecará sus vocaciones. Diganles a las monjas que no serán aceptadas si no habrán renunciado al vestido. También Favorezcan el descrédito del vestido Eclesiástico entre la gente.

19
Prendan fuego todos los Catecismos. Diganles a los enseñantes de religión de enseñar a amar las criaturas de Dios en cambio del mismo Dios. El amar abiertamente es testimonio de madurez. Hagan que el término “sexo” se convierte en palabra de empleo cotidiano en vuestras clases de religión. Hagan del sexo una nueva religión. Introduzcan imágenes de sexo en las lecciones religiosas para enseñarles a los niños la realidad. Asegúrense que las imágenes sean claras.
Den coraje a las escuelas de volverse pensadores progresistas en el campo de la educación sexual. Introduzcan así la educación sexual a traves de la autoridad Obispal, de esa manera los padres no tendrán la posibilidad de decir nada en contrario.

20
Destrullan las escuelas católicas, impidiendo las vocaciones de monjas. Diganles a las monjas que son trabajadores sociales con un salario y que la Iglesia está a punto de eliminarlas. Insistan que el enseñante laico católico reciba el idéntico sueldo de aquel de las escuelas gobernativas. Usen enseñantes no católicos. Los Sacerdotes deben recibir el idéntico sueldo como los correspondientes empleados seculares. Todos los Sacerdotes deben deponer así su Vestido Clerical y sus Cruces para poder ser aceptados por todos. Pongan en ridiculo a aquellos que no se conforman.

21
Destrullan al Papa, destruyendo sus Universidades. Saquenle las Universidades al Papa, diciendo que en tal modo el gobierno podría subsidiarlas.
Reemplazen los nombres de los Institutos Religiosos con nombres profanos, para favorecer el ecumenismo. Por ejemplo, en lugar de “Escuela Inmaculada Concepción” digan “Escuela Superior Nueva”. Crear departamentos de ecumenismo en todas las Diócesis y preocupense que su control sea de parte protestante.
Prohiban los Ruegos para el Papa y hacia Maria porque ellas desaniman el ecumenismo. Anuncien que los Obispos locales son las autoridades competentes. Sustenten que el Papa es solamente una figura representativa.
Expliquenle a la gente que la enseñanza Papal sirve solamente a la conversación, que ella de otro modo no tiene ninguna importancia.

22
Combatan la autoridad Papal, poniendo un límite de edad a su ejercicio. Redúzcanla poco a poco, expliquen que es para preservarlo del exceso de trabajo.

23
Sean audaces. Debiliten al Papa introduciendo sínodos Obispales. El Papa se volverá entonces solamente como una figura de representación como en Inglaterra donde la Cámara Alta y aquella Baja reinan y de ellos la reina recibe las órdenes. Sucesivamente debiliten la autoridad del Obispo, dando vida a una institución concurrente a nivel de Presbiterios. Digan que los Sacerdotes reciben en tal modo la atención que merecen.
Al final debiliten la autoridad del Sacerdote con la constitución de grupos de laico que dominen a los Sacerdotes. De este modo se originará un tal odio que abandonarán entonces la Iglesia hasta los Cardenales y la Iglesia será democrática… la Iglesia Nueva…

24
Reduzcan las vocaciones al Sacerdocio, haciendo perderles a los laico el temor reverencial por ello. El escándalo público de un Sacerdote destruirá millares de vocaciones. Alaben a los Sacerdotes que por amor de una mujer hayan sabido dejar todo, defínanlos heroicos.
Honren a los Sacerdotes reducidos al estado laical como auténticos mártires, oprimidos a tal punto de no poder soportar más.
También condanen como un escándalo que nuestros cofrades como masones en el Sacerdocio tengan que ser hechos públicos y sus nombres publicados. Sean tolerantes con la homosexualidad del Clero. Diganle a la gente que los Curas padecen de soledad.

25
Empiecen a cerrar las iglesias a causa de la escasez de Clero. Definan como buena y económica tal práctica. Expliquen que Dios escucha en todos lados los ruegos. En este caso las iglesias se convierten en extravagantes derroches de dinero. Cierren ante todo las iglesias en las que se practica piedad tradicional.

26
Utilizen comisiones de laicos y Sacerdotes débiles en la fe que condenen y aseguren sin dificultad cada aparición de Maria y cada aparente milagro, especialmente del arcángel San Miguel. Asegurense que nada de esto, de ninguna manera recibirá la aprobación según el Vaticano II.
Llamenla desobediencia respecto a la autoridad si alguien obedece a las Revelaciones o si alguien reflexiona sobre ellas.
Indiquen a los Vegentes como desobedientes respecto a la autoridad Eclesiástica.
Hagan caer su buen nombre en desestima, entonces nadie creerá en estas revelaciones.

27
Elijan a un Antipapa. Afirmen que él reconducirá a los protestantes en la Iglesia y quizás hasta los Judíos. Un Antipapa podrá ser elegido si fuera dado el derecho de voto a los Obispos. Entonces muchos Antipapas serán elegidos así que será instalado un Antipapa como com­promiso. Afirmen que el verdadero Papa ha muerto.

28
Saquen la Confesión antes de la Santa Comunión para los alumnos del segundo y tercer año para que a ellos no les importe nada de ella cuando frecuenten cuarto y quinto y luego las clases superiores. Entonces La Confesión desaparecerá. Introzcan, en silencio, la confesión comunitaria con la absolución en grupo. Expliquen a la gente que la cosa sucede por la escasez del Clero.

29
Hagan distribuir la Comunión por mujeres y laicos. Digan que éste es el tiempo de los laicos. Empiezen con el deponer la Comunión en mano como los protestantes, en cambio que en la boca sobre la lengua. Expliquen que Cristo lo hizo del mismo modo. Recojan algunas hostias para “misas negras” en nuestros templos. Luego distribullan en lugar de la Comunión personal una copa de hostias no consagradas que se pueden llevar consigo a casa. Expliquen que de este modo se pueden tomar los regalos divinos en la vida de cada día. Coloquen distribuidores automáticos de hostias para la comunione y denominenlos Tabernáculos.
Digan a la gente que se debe dar la señal de la paz. Den coraje a la gente a desplazarse en iglesia para interrumpir la devoción y el ruego. No hagan Señales de Cruz; al sitio de ello en cambio una señal de paz. Expliquen que también Cristo se ha desplazado para saludar a los Discípulos. No permitan alguna concentración en tales momentos. Los Sacerdotes deben darle la espalda a la Eucaristia para honrar al pueblo.

30
Después de que el antipapa habrá sido elegido, saquen los sínodos de los Obispos como las asociaciones de los Sacerdotes y los consejos parroquiales.
Prohiban a todos los religiosos de poner en discusión, sin permiso, estas nuevas disposiciones. Expliquen que Dios quiere la humildad y odia a los que aspiran a la gloria. Acusen de desobediencia respecto a la autoridad Eclesiástica todos los que ponen interrogantes.
Desanimen la obediencia hacia Dios. Digan a la gente que tiene que obedecerles a estos superiores Eclesiásticos.

31
Otorgenle al Papa (= Antipapa) el máximo poder de elegir a los mismos sucesores. Amenasen bajo pena de excomunión a todos los que aman a Dios de llevar la señal de la bestia. No lo llamen “señal de la bestia”. La Señal de la Cruz no tiene que ser hecha ni usada sobre las personas o a traves de ellas, (no se tienen que bendecir más). Hacer la Señal de Cruz será designado como idolatría y desobediencia.

32
Declaren falsos las Dogmas anteriores, excepto aquel de la infalibilidad Pontificia. Proclamen a Jesús el Cristo un revolucionario frustrado. Anuncien que el verdadero Cristo presto vendrá. Solamente el antipapa electo tiene que haber obedecido. Diganle a las gentes que deben inclinarse cuando sea pronunciado su nombre.

33
Ordenen a todos los seguidores del Papa de combatir en santas cruzadas para extender la única religión mundial. Satanás sabe donde se encuentra todo el oro perdido.
¡Conquisten sin piedad el mundo!
Todo eso llevará a la humanidad cuanta ella siempre ha deseado: “la época de oro de la paz.”

De la sección «Storia» de la revista: «Teologica» n. 14 - Marzo/Aprile 1998 - páginas 22-25
Edizioni Segno - Udine - Italia

 

Fonte: Ecce Christianus


24
Fev 12
publicado por FireHead, às 03:03link do post | Comentar

Se os protestantes dizem seguir somente a Bíblia, e o que vale é só que estiver escrito lá, gostaria de saber porque é que eles não seguem os preceitos abaixo, conforme indicado pelo Pe. Vicente Wrosz, SVD:

 

1. Não acender fogo (para cozinhar) em nenhuma moradia, no sábado (Êxodo 35, 3);

 

2. Não semear diferentes espécies no mesmo campo (Levítico 25, 3-5);

 

3. Não semear e não colher nada, nos campos e na vinha, no ano sabático (Êxodo 23, 10-11; Levítico 25, 3-5);

 

4. Não comer os frutos das árvores durante os primeiros 3 anos (Levítico 19, 23-25);

 

5. Não comer sangue, nem carne com sangue (Levítico 17, 10-14; 19, 26);

 

6. Não comer coelho, lebre, porco e os demais animais “impuros” (Levítico 11, 1-47);

 

7. Punir de morte os blasfemadores, homicidas, adúlteros, homossexuais, os transgressores do sábado, os que tiverem amaldiçoado os pais, ou evocado os espíritos, etc. (Êxodo 35, 1-3 e Levítico 20, 9-27; 24, 10-23).

 

O mesmo sacerdote pergunta: “Qual a seita que está observando todas estas e outras prescrições do Antigo Testamento? E com que autoridade podem se desculpar desta não-observância?”
 

 

Fonte bibliográfica: WROSZ, Pe. Vicente. Respostas da Bíblia às Acusações dos "Crentes" Contra a Igreja Católica. 40ª Edição. Editora Padre Reus, Porto Alegre, 1998.

23
Fev 12
publicado por FireHead, às 05:44link do post | Comentar | Ver comentários (2)

Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. (Ex 25,18)

 

Arca da Aliança

Muitas vezes andando nas ruas encontramos pessoas vestidas com ternos e com uma Bíblia na mão, ensinando que usar imagens em igrejas é idolatria. Por este motivo costumam chamar os católicos de idólatras, isto é, adoradores de ídolos, que quer dizer adoradores de falsos deuses. E ainda acusam a Igreja Católica de ensinar a adoração destas imagens.

 Os protestantes encaram o uso das imagens sacras como um insulto ao mandamento divino que consta em Ex 20,4 que proíbe a confecção delas.

A Igreja Católica sempre defendeu o uso das imagens. Estaria a Igreja Católica desobedecendo a ordem divina em Ex 20,4?

A Igreja Católica é a única Igreja que tem ligação directa com os apóstolos de Cristo, sendo ela a guardiã da doutrina ensinada por eles e por Cristo, sem lhe inculcar qualquer mudança. Se ela quisesse mesmo agir contra a ordem divina, teria adulterado a Bíblia nas passagens em que há a condenação das imagens.

Na Bíblia Católica - pois a Bíblia protestante não contém sete livros relativos ao Velho Testamento - o Livro da Sabedoria condena como nenhum outro a idolatria (Sb 13-15). Não poderia a Igreja repudiar o livro como fizeram os protestantes?

Na Sagrada Escritura há outras passagens que condenam a confecção de imagens como por exemplo: Lv 26,1; Dt 7,25; Sl 97,7 e etc. Mas também há outras passagens que defendem sua confecção como: Ex 25,17-22; 37,7-9; 41,18; Nm 21,8-9; 1Rs 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7; 1Cr 28,18-19; 2Cr 3,7,10-14; 5,8; 1Sm 4,4 e etc.

Pode Deus infinitamente perfeito entrar em contradição consigo mesmo? É claro que não. E como podemos explicar esta aparente contradição na Bíblia?

Isto é muito simples de ser explicado. Deus condena a idolatria e não a confecção de imagens. Quando o objectivo da imagem é representar, ou ser um ídolo que vai roubar a adoração devida a somente a Deus, ela é abominável. Porém quando é utilizada ao serviço de Deus, no auxílio à adoração a Deus, ela é uma bênção. Vejamos os textos abaixo:

 

Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo da terra, nem nas àguas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque Eu, o Senhor teu Deus, sou zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira geração daqueles que me aborrecem.(Ex 20,4-5)

 

Note que nesta passagem a função da imagem é roubar a adoração devida somente a Deus. O texto bíblico condena a confecção da imagem porque ela está roubando o culto de adoração ao Senhor. A existência deste mandamento se deve pelo facto do povo judeu ser inclinado à idolatria, por ter vivido no Egipto que era uma nação idólatra e por estar cercado de nações pagãs, que não adoravam a Deus, e que construíam seus próprios deuses. Deus quer dizer aqui "não construam deuses para vocês, pois Eu Sou o Deus Único e Verdadeiro".

 

Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubin na extremidade de uma parte, e outro querubin na extremidade de outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. (Ex 25,18-19)

 

Neste versículo, Deus ordena a Moisés que construa duas imagens de querubins que serão colocadas em cima da Arca da aliança, onde estavam as tábuas da lei, dos dez mandamentos. Veja que os querubins aqui não são objectos de adoração, mas de ornamentação da arca. Salomão também manda construir dois querubins de madeira, que serão colocados no altar para enfeitar o templo (1Rs 6,23-29).

Para deixar mais claro ainda a proibição e a permissão do uso das imagens sacras, vejamos os próximos versículos:

 

E disse o Senhor a Moisés: Faz uma serpente ardente e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo mordido que olhar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal e pô-la sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal e ficava vivo. (Nm 21,8-9)

 

Este [Ezequias] tirou os altos, e quebrou as estátuas, e deitou abaixo os bosques e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera, porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã. (2Rs 18,4)

 

Note que no primeiro texto de Nm 21,8-9, Deus não só permitiu o uso da imagem, como também a utiliza para o seu serviço; e a transforma em objecto de bênção para o seu povo, sinal de Seu amor por Israel.

E no segundo texto de 2Rs 18,4 a mesma serpente de metal que outrora foi construída por Moisés, é repudiada por Deus. Tornou-se objecto de adoração pois "os filhos de Israel lhe queimavam insenso". Deram a ela o culto devido somente a Deus. A serpente de metal perdeu, como nos mostra o texto, o seu sentido original, porque os filhos de Israel não obedeceram à voz do Senhor, seu Deus; antes, tranpassaram seu concerto; e tudo quanto Moisés, servo do Senhor, tinha ordenado, nem o ouviram nem o fizeram. (2Rs 18,12)

Aí fica mais que claro que Deus não condena o uso das imagens sacras e sim a idolatria. É importante lembrarmos que há muitas outras formas de idolatria, como o amor ao dinheiro, aos bens materias, etc; que substituem o amor que devemos ter somente por Deus.

 

Fonte: Veritatis Splendor


22
Fev 12
publicado por FireHead, às 02:07link do post | Comentar | Ver comentários (14)

Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e seduzirão a muitos. (Mateus 24, 4-5)

Aqui está uma lista de algumas seitas religiosas de A a Z, com algumas informações inerentes a cada uma delas. Todas elas constituem um perigo real para quem delas se aproxima.


Ananda Marga

Ananda Marga (Caminho da Felicidade Perfeita) é um grupo de origem hindu fundado em 1955 por Prabhat Ranjan Sarkar, conhecido pelos seus seguidores como Baba (deus). A doutrina está baseada no tantrismo e no yoga. A sua doutrina realiza-se em sessões de meditação e lições de filosofia hindu.
O grupo apresenta-se no Ocidente como espiritual e pacífico, mas a sua história na Índia é controversa. Na década de 60 do século passado organizou motins e atentados políticos e na década de 70 o governo decidiu proibi-los e deteve Baba, responsabilizado por vários assassinatos. Em Junho de 1975, Indira Gandhi decretou a total expulsão da organização.
Ananda Marga e mas de 1500 membros foram encarcerados. Um ano depois um grupo de seguidores, como protesto por o seu líder estar preso, suicidaram-se ao bonzo em praças públicas.

Rajneesh Chandra Mohan nasceu na Índia em 1931. Fundou o seu primeiro ashram em 1969 e teve o seu momento de auge até o fim da década de 79 e princípios dos 80 do século XX quando instalou a sede principal nos Estados Unidos. A sua doutrina baseia-se no yoga tântrico e foi conhecido como o 'guru do sexo'.
Os adeptos são captados através de cursos terapêuticos ou de meditação e hoje tiveram um ressurgimento através de terapias vinculadas à Nova Era. Nas terapias de grupo são utilizadas técnicas de hiperventilação, música e gritos que levam à ruptura emocional do adepto.
Em 1983, o governo dos Estados Unidos começou a investigar as denúncias de "sacerdotes" e ex-adeptos, detendo-os e expulsando do país. Os fiscais norte-americanos encontraram o ashram, que tinha estabelecido no estado de Oregon, onde o guru, apóstolo da paz e do amor, possuía o seu próprio exército particular. Rajneesh faleceu na Índia em 1990.

 

Escolas do Quarto Caminho

As escolas do Quarto Caminho, ou agrupamentos de denominação similar, baseiam-se nos ensinamentos de um mestre esotérico de origem russa chamado George Gurdjieff e do seu discípulo Ouspensky.
Gurdjieff expressa a ideia de que os seres humanos, com raras excepções, vivem num estado análogo ao do sonho.
Para superar este estado sonolento deve-se despertar acordando-se de si mesmo. Para isso utiliza diversos exercícios (super esforço, training psicológico, movimentos rítmicos, danças rituais, tarefas que o mestre ordena).
Por sua parte, Ouspensky expressava que a única saída que o homem tinha era através das Escolas e os ensinamentos do mestre e nessa evolução o discípulo podia elevar-se e tomar consciência até chegar a "N7", a escala mais alta para um homem.

 

Grupos Espíritas

A origem deste movimento remonta-se ao lar das irmãs Fox, que em 1848 expressaram que se comunicavam com os espíritos dos mortos. Mas a grande figura que dará transcendência a esta corrente foi Allan Kardec, que publicou importantes livros como "O livro dos Espíritos" e o "Evangelho segundo o Espiritismo".
A doutrina expressa que a pessoa consta de três elementos: o corpo material, a alma ou ser imaterial e um cordão que une aos dois e que pode ser visto nas sessões espíritas através dos médiuns.

 

Grupos Gnósticos

Os gnósticos perseguem a libertação da consciência, como o instrumento que nos permite investigar a realidade dos mundos superiores.
Este movimento nasceu no século II da nossa era e produziu o primeiro confronto importante dentro da doutrina cristã. Os gnósticos afirmam que Jesus Cristo ensinou duas doutrinas: uma para o mundo comum e outra para os discípulos. Foram expulsos da Igreja, logo após um encarniçado debate.
O gnosticismo contemporâneo nasce na Colômbia quando Samuel Aun Weor, funda o Movimento Cristão Gnóstico Universal em 1950. Este líder expressava num de seus livros que: "A Igreja gnóstica é a Igreja invisível de Jesus Cristo. Para ver esta Igreja há que se viajar em corpo astral e somente o nosso movimento pode ensinar esse segredo". O estudo dentro do gnosticismo dura aproximadamente quatro anos e neles é ensinado filosofia, arte, religião e ciência, tudo numa óptica esotérica.

 

Hare Krishna

O hindu Abhay Charan De, mais conhecido como Bhaktivedanta Swami Prabhupada, fundou a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna em 1965. A Doutrina está baseada na filosofia advaita e os preceitos do guru. A sua norma central baseia-se em cantar um mantra: hare krishna, hare krishna, krishna, krishna, hare, hare, hare rama, hare rama, rama, rama, hare, hare, um mínimo de 1728 vezes por dia, e praticar os quatro princípios regulativos (não comer carne, peixe ou ovos; não praticar sexo ilícito; não tomar intoxicantes; e não praticar jogos de azar nem especulação mental, isto é, não raciocinar).
Os adeptos vivem em estruturas fechadas e devem obedecer cegamente ao guru. Após a morte de Prabhupada em 1978, a seita começou a declinar e caracterizou-se por rupturas e escândalos produzidos pelos seus novos líderes. Tanto nos Estados Unidos como na Europa foram denunciados pelas suas técnicas de reforma de pensamentos e pelo tráfico de jóias e drogas.

 

 

Igreja da Cientologia

A Igreja da Cientologia, também conhecida como Dianética, é considerada pelos investigadores como um dos grupos mais destrutivos do mundo sectário. O seu fundador foi o norte-americano Ronald Hubbard, um ex-oficial da marinha e escritor de ficção científica.
Dianética apresenta-se como "uma ciência exacta do pensamento que funciona sempre, invariavelmente, e não às vezes, como as curas pela fé ou as terapias tradicionais. Dianética é a única Rota de Saúde para a humanidade".
Os adeptos são captados quando lhes é oferecido cursos e testes gratuitos. Nas sessões, chamadas 'audições', são ajudados a superar as suas falhas espirituais que os levaram ao sofrimento. A maioria dos adeptos termina dependendo psicologicamente do grupo e entregando o seu dinheiro.
Este grupo foi denunciado por vários governos europeus e nos Estados Unidos o FBI desmascarou as suas actividades.

 

 

Igreja Universal do Reino de Deus

A Igreja Universal do Reino de Deus foi fundada por Edir Macedo no Brasil em 1977.
Antes de autoproclamar-se "bispo", Macedo trabalhou como funcionário da lotaria do estado do Rio de Janeiro. A Igreja Universal é similar a outros evangélicos pentecostais. Por exemplo, acreditam na deidade de Jesus Cristo, na Trindade, na ressurreição corporal de Jesus Cristo e na salvação pela graça através da fé.
A doutrina central do "bispo" Macedo é a luta contra os demónios e a teologia da prosperidade. A Igreja Universal pratica a libertação de demónios nos fiéis. Em todos os seus templos se ora pela libertação de espíritos.


 

Maçonaria

Sugere que Deus, o Grande Arquitecto, fundou a Franco-maçonaria, e que esta teve por patrões Adão, os Patriarcas, os reis e filósofos de outrora. Inclusive Jesus Cristo está incluído na lista como o Grande Mestre da Igreja Cristã.
Os maçons estão obrigados unicamente à observância da "lei moral" resumida praticamente nos princípios de "honra e honestidade" nos que "todos os homens estão de acordo". Esta "religião universal da Humanidade", que gradualmente elimina as acidentais divisões da humanidade devida a opiniões particulares "ou religiosas" e aos "preconceitos" nacionais e sociais, deve ser o vínculo de união entre os homens na sociedade Maçónica, concebida como o modelo de associação humana em geral.

 

Meditação Transcendental

O guru Maharishi fundou o grupo em 1958 e, segundo os seus próprios escritos, não é uma religião mas sim uma técnica que serve para melhorar o estilo de vida através do recitar dum mantra durante 20 minutos de manhã e posteriormente de tarde.
O momento de maior auge da Meditação Transcendental deu-se em meados dos anos 60 quando o popular grupo britânico "The Beatles" foi fotografado com o guru. Em pouco tempo, eles ficaram desiludidos com as suas charlatanices e mentiras.

 

Missão da Luz Divina

O guru Maharaj Ji começou com a sua fama desde muito pequeno. Aos 13 anos e com apoio da sua família viajou até ao Ocidente. A sua doutrina ensina a reencarnação e a prática de três exercícios para aproximar-se do conhecimento do divino: a visão da luz divina, a escuta da música celestial, e a degustação do néctar divino.
O grupo que teve o seu auge nos anos 70 começa a declinar em meados dos 80 quando o seu líder se casa com uma comissária de bordo loira enfrentando a oposição da sua mãe e expulsa-a do grupo. É famoso por viver na opulência e a grande quantidade de Rolls Royce que possui.


Mórmones

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias, mais conhecidos como mórmones, foi criada em 1823 por Joseph Smith nos Estados Unidos. Segundo Smith, de 14 anos, um dia apareceu-lhe um anjo chamado Moroni e que lhe revelou a verdadeira história de Deus. O livro do Mórmon resume a sua principal doutrina, a qual é bastante confusa. Desde o princípio os mórmones tiveram problemas com a sociedade por aceitarem a poligamia e considerarem a raça negra como inferior.
Para evitar as perseguições fugiram para um deserto na zona oeste dos Estados Unidos, o que hoje se conhece como o estado de Utah, fundado por eles.
Durante os anos 70 foram acusados de trabalhar para a CIA em todo o mundo e de ter participado na derrocada de Salvador Allende no Chile e do general Torrijas no Panamá.

 

Meninos de Deus

Os Meninos de Deus nasceram em 1969 nos Estado Unidos. O seu fundador foi um pastor evangélico chamado David Berg. A doutrina do grupo baseia-se na Bíblia e na particular interpretação de seu líder, também conhecido como Moisés David ou Padre Mo. Odeiam o sistema, são apocalípticos e dão grande importância ao sexo, como presente de Deus.
Em 1972 começaram a ter problemas com a justiça norte-americana e posteriormente tiveram que passar à clandestinidade na maioria dos países ocidentais pelas denúncias de corrupção de menores e de prostituição.

 

Nova Era

As ideias e os objectivos da Nova Era recolhem elementos das religiões orientais, o espiritismo, as terapias alternativas, a psicologia transpessoal, a ecologia profunda, a astrologia, o gnosticismo e outras correntes. A Nova Era mistura-os e comercializa-os de mil formas, proclamando o início de uma nova época para a humanidade (a Era de Aquário, a de Anticristo).
Mas, no fundo, não parece ser mais que outra tentativa inútil de o homem de se salvar fazendo promessas que não pode cumprir e atribuindo-se poderes que não possui. Chegam ao cúmulo de dizer que os homens são Deus

 

Sai Baba

Sai Baba nasceu em Puttaparthi, um pequeno povoado da Índia, em 1920. A história oficial relata que aos 13 anos anunciou que "não era humano, era a reencarnação de um santo maometano, chamado Sai Baba de Shirdi".
O crescimento deste grupo deve-se em parte à linguagem light, não agressiva como outros grupos hindus. Sai Baba diz: "Todas as religiões são minhas. Vós não tendes necessidade de mudar de uma religião para outra, sigai adiante com os vossos próprios modos e vossas práticas de adoração e quando assim o fizerdes aproximarais mais e mais a mim". A religião de Sai Baba é a essência de toda a fé e toda a religião, incluindo aquelas como o islamismo , o Cristianismo e o judaísmo.

 

Seitas Satânicas

São poucos os autores que dão uma definição de seita satânica, principalmente porque tais grupos apresentam uma diversidade de estilos. Quiçá a definição mais exacta seja a de que a seita satânica é um grupo minoritário de pessoas reunidas premeditadamente com o objectivo de adorar o demónio, como um ser com poderes sobrenaturais capazes de intervir no mundo.
Os seus integrantes costumam ser principalmente pessoas com transtornos psicológicos e uma profunda rejeição a todas as instituições sociais estabelecidas: família, igreja, estado, etc.

 

Seitas “Ufonistas”

Nos últimos anos um facto novo ronda o mundo sectário. A aparição de dezenas de grupos, alguns muito pequenos e outros claramente organizados, que a partir do fenómeno "ufológico" (de UFO; OVNI) se estruturaram como seitas. Estes grupos em maior ou menor medida, afirmam que Jesus é um extraterrestre que vive confortavelmente numa nave espacial, orbitando pela Terra.
Entre outros grupos de maior actividade encontramos a Fundação Cosmobiofísica de Investigadores (FICI) de Pedro Romaniuk; o grupo alfa de Francisco Checchi, a Fundação para o Encontro Cósmico (FUPEC) que é presidida por Dante Franch; o comando Ashtar, fraternidade Cósmica que seguem ao italiano Eugenio Siragusa e Missão Rama do peruano Sixto Paz Wells.

 

Siloísmo

O seu fundador é o argentino Mário Rodrigues Cobo, mais conhecido como Silo. O grupo começa a funcionar nos anos 60 e através da sua história foi mudando de nome: Poder Jovem, A Comunidade, Partido Humanista, Partido Verde e desde 1988 como O Movimento.
A base teórica do siloismo consiste em praticar várias técnicas de autolibertação que levam a 'reconciliar o passado, presente e futuro' de cada pessoa. O adepto deverá realizar 'experiências guiadas' com um instrutor e que consistem em exercícios de meditação que lhe permitem reconciliar-se com o passado. Outra das experiências de meditação é encontrar-se com o 'guia interno' que deve ser construído e encontrado pelo próprio adepto.
O 'guia' deve ter três requisitos: "sabedoria, bondade e força"; não é um ser 'físico' e sua presença 'só é sentida' e para ser invocado deve ser chamado com uma 'grande força emotiva'.
O siloismo expandiu-se por vários países latino-americanos e europeus.

 

Testemunhas de Jeová

Charles Russell funda o grupo em 1872, ao romper-se com a Igreja Adventista. No princípio chamavam-se "A Torre de Vigia" e posteriormente "Aurora do Milénio", adoptando em 1931 o nome de Testemunhas de Jeová.
A doutrina dos Testemunhas é apocalíptica; anunciaram o fim do mundo em 1914, 1925, 1976, 1984 e 2000. Não acreditam na divindade de Jesus e rejeitam a imortalidade da alma. Desde o seu nascimento tiveram problemas em diversos países por negarem-se a aceitar deveres cívicos e sociais, assim como em não aceitarem as transfusões de sangue.
Mantêm-se isolados da sociedade e para isso possuem uma extensa lista de proibições para os adeptos.


Quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra? (Lucas 18, 8)

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21
Fev 12
publicado por FireHead, às 02:38link do post | Comentar | Ver comentários (3)

Um certo biólogo americano, ateu, gestor de um site (daqueles também ateus, onde se reúnem ateus) disse que eles, os ateus, não acreditam em fantasmas nem em elfos ou no coelhinho da Páscoa – nem em Deus. Devo confessar que eu, que não sou ateu - já duvidei da existência de Deus – nunca acreditei em elfos ou no coelhinho da Páscoa. Nunca sequer acreditei no Pai Natal quando era miúdo, ao contrário de muitas crianças.

Há que fazer os possíveis para iluminar as mentes. Ao contrário de alguns ateus, que até têm sites próprios para fomentarem o ateísmo militante ao mesmo tempo que, incompreensivelmente (ou talvez compreensivelmente), criticam as crenças das outras pessoas precisamente porque a maior alegria consiste sempre em gozar com as outras pessoas, eu cá prefiro gostar de deixar as coisas em pratos limpos, doa o que doer.

Ora bem, o ateísmo é o quê? É algo que rejeita a natureza espiritual do homem, muito embora a sua mera existência e condição de ser racional, por mais incrível que pareça, clamem em favor dessa mesmíssima natureza espiritual. O ateísmo é uma revolta contra a natureza. Não sei onde é que está o brilhantismo nas pessoas cuja mente opaca, centralizada num auto-suficiente narcisismo, se revela mais impenetrável à luz da verdadeira intelectualidade. Será que o ateísmo é mesmo uma consequência duma madura reflexão ou é resultado inelutável do conhecimento científico ou filosófico? Ou será que é antes uma escolha pré-racional de ordem metafísica, fruto do orgulho e da rebeldia, uma manifestação de puberdade intelectual, tal como é o acne na biologia?

Um ateu bem formado é aquele que é tolerante e que respeita as crenças alheias. Coisa diferente é o ateu militante, cujo aderente encara a descrença como um dogma e a destruição da fé como um apostolado. Esses são adolescentes eternos que elegem o próprio ego como deus de si mesmos. Buscam justificações racionais para a escolha feita e encantam-se com a sua própria inteligência. Esse processo não será mais emocional do que propriamente racional? Os ateus olham de cima para os que crêem em Deus, considerando-os pessoas de mentes infantis, incapazes de escalar as alturas da sua própria compreensão. E isso enche-os de uma enorma auto-importância e de satisfação para com eles próprios. Eles precisam de reforçar a sua própria descrença com a corroboração de outros egos e de aplauso público.

A crença em elfos deve calhar melhor ao ateísmo, pois, como disse Chesterton, o problema do céptico não é não crer em nada, mais sim crer em tudo. Basta que eles sejam convenientemente chancelados com o aval da comunidade científica. E isso é o racionalismo, a fé irracional na razão. Mas como pode a ciência explicar, por exemplo, o que existia antes do que existe? A ciência pode apenas dizer que não existem muitos factos comprovados da mesma natureza, mas entre “não poder afirmar que acontece” e “afirmar que não pode acontecer” é uma diferença simplesmente brutal. A ciência não consegue provar a não existência do que não é observado, mas só a existência do que dá para ver (seja através dos olhos, microscópios, telescópios ou modelos matemáticos). Ela não está do lado dos ateus, embora eles gostem de pensar que sim. Talvez aí, com um pouquinho de honestidade intelectual em vez de cegueira pela paixão dogmática, se deva conceder à crença em Deus pelo menos o benefício da dúvida. A apresentação de hipóteses e teorias incomprovadas e incomprováveis como verdades científicas cabalmente demonstradas não podem servir como argumento para alimentar o ateísmo.

Já o agnóstico é aquele que se opõe à possibilidade de a razão humana conhecer Deus (já a Gnose, ao invés, tem a sua origem etimológica na palavra grega que significa «conhecimento»). O agnosticismo dita que, assim como é impossível provar racionalmente a existência de Deus, também é impossível provar a Sua inexistência. O agnosticismo contradiz-se na sua essência porque a questão de Deus não deve sequer ser colocada como um problema porque simplesmente não há como provar racionalmente se Deus existe ou não. No fundo, o agnosticismo separa aqueles que defendem a capacidade da razão de afirmar ou negar a veracidade da crença teísta.

Falar do agnosticismo pressupõe falar da Gnose. A Gnose afirma que existe uma centelha divina no homem e que o conhecimento de Deus se tem quando se conhece que se é divino e se estabelece uma experiência pessoal interior do eu com a partícula divina que existiria dentro de nós. Afirma, portanto, que o mistério de Deus é o mistério do homem. Para a Gnose, o homem é deus em evolução. Todo o homem então estaria salvo, sendo ele de que religião for e obedecendo ou não à moral, uma vez que o Deus criador do mundo seria o Deus do mal, que pretende mandar no homem. Logo, conclui-se que a Gnose é satânica, do anjo portador da luz. Logo, conclui-se também que as seitas heréticas do novo paganismo que existem no mundo, como por exemplo o movimento Nova Era, não é mais que uma simples palhaçada que visa colocar o homem num patamar que ele jamais conseguirá alcançar. A Gnose é a maior heresia que o mundo já viu.

Contudo, em termos de finalmente, cada qual é livre de fazer o que quer e de ser como quer ser ou de acreditar ou deixar de acreditar no que bem entender, pois realmente há coisas que não são para quem quer, mas sim para quem pode. Acredito piamente que existe um fim quando acabarmos a nossa caminhada e que haveremos de enxergar a verdadeira verdade… e isso sem uma segunda hipótese para corrigirmos os erros cometidos no único tempo que temos, por não existir um tempo que não teremos.

“Nunca devemos esquecer-nos de que o futuro não é nem totalmente nosso, nem totalmente não nosso, para não sermos obrigados a esperá-lo como se estivesse por vir com toda a certeza, nem nos desesperarmos como se não estivesse por vir jamais.” (Epicuro, na sua “Carta sobre a Felicidade”)


PS. Não existe ateu num avião em queda livre.


20
Fev 12
publicado por FireHead, às 02:40link do post | Comentar

O que é o protestante?

 

1) O protestante é aquele que segue a revolta iniciada contra a Igreja Católica em 1517. É seguidor de várias doutrinas que surgiram 1500 anos depois da era Apostólica.

2) O protestante é aquele que protesta contra a Igreja Católica, usa a Bíblia, porém, não possui nenhuma autoridade superior, infalível, para declarar que uma palavra tem tal sentido, e exprime tal verdade.

3) O protestante tem a sua fé alicerçada na emoção. A religião, para ele, resume-se a um estado de espírito agradável, numa sensação que forçosamente um dia irá passar. O protestante toma uma experiência emocional por uma revelação, e um estado emocional pela graça de Deus. A fé edificada sobre a emoção não é fé verdadeira, mas mera busca de recompensa rápida, tão pouco profunda e ineficiente.

4) O protestante gosta de apoiar-se em ameaças de castigos e de fim de mundo, usando trechos da Bíblia. Acredita ter uma iluminação “directa” do Espírito Santo, sem intermediários, ou seja, sem a Igreja. No fundo, cada protestante se julga juiz da Bíblia.

5) O protestante se afirma salvo, porém, crê em um “Jesus” diferente, sendo que o “Jesus” dos baptistas parece ser diferente do “Jesus” dos metodistas , que parece ser diferente do “Jesus” dos adventistas, que também parece ser diferente das demais igrejas protestantes. São mais de 33.000 denominações pregando vários “Jesuses” diferentes, um do outro.

6) O protestante adopta uma interpretação particular da Bíblia como única norma de vida. O seu texto se converte em arma de ataque e de defesa frente a estranhos. Costuma memorizar "versículos-chave" para tanto. Não se preocupa muito com o contexto das citações e nem com a verdade histórica das suas afirmações.

7) O protestante costuma desenvolver uma mentalidade de natureza fundamentalista. O seu fervor religioso nasce como reacção a um mundo complexo e hostil que ameaça certos princípios qualificados como "intocáveis". Exclui o uso da razão de sua compreensão bíblica e cai facilmente na irracionalidade total. A sua argumentação frequentemente espelha medo e incerteza, desconhecendo o diálogo lógico e racional.

8) O protestante vive num ambiente de "supostos fiéis do povo escolhido". Segundo tal, o mundo os persegue porque somente eles têm permanecido fiéis ao que Deus quer. Isto provoca uma profunda suspeita frente ao mundo. Cria a ideia de que a salvação dos homens será possível apenas dentro dos estreitos limites das igrejas protestantes.

9) Os líderes fazem o possível para ocupar todo o tempo livre dos membros. Abarrota-lhes de reuniões, serviços, estudos e outras actividades que fazem com que a vida diária do adepto gire em torno das “supostas igrejas”. Costumam proibir categoricamente qualquer contacto com culturas diferentes, avanço científico, literatura ou programas que não estão explicitamente escritos na Bíblia.

10) Sem excepção, ditam um código moral estreito que afectam todos os aspectos da vida dos seus membros, a forma de se vestir, a abstinência da dança, da música (não evangélica), etc. Tudo isso serve para separar do mundo os membros, dar-lhes uma identidade externa inconfundível, criar neles uma mentalidade de superioridade moral e reforçar nas suas mentes a legitimidade da determinada “igreja protestante”.

11) Os líderes criam uma forte expectativa nos seus membros quanto ao fim do mundo e a segunda vinda de Cristo. Esta postura de milenarismo ou adventismo resulta num fanatismo dificilmente compreensível para aqueles que não compartilham da visão do fim iminente.

12) Já os grupos de espiritualidade pentecostal dão muita importância aos sinais exteriores como o falar em línguas, o transe místico, as visões, as choradeiras, etc... Algumas igrejas protestantes exercem uma sugestão poderosa sobre os seus para que se produzam estas manifestações de forma contínua nas reuniões dos adeptos.

13) Certas igrejas protestantes obrigam os seus membros a uma acção directa de proselitismo de porta em porta, pelas ruas, etc. distribuindo mensagens como forma de ganhar novos adeptos e de fortalecer a convicção dos membros. Frequentemente controlam os resultados do proselitismo de forma pública dentro da comunidade, o que serve de pressão aos membros menos inclinados a estar molestando estranhos com as suas crenças particulares.

 

 

Por Jaime Franciso Moura

 

 

Por que não sou protestante?

 

São sete as razões principais pelas quais não sou protestante: somente a Bíblia...

 

Os protestantes afirmam que seguem a Bíblia como norma de fé. Acontece, porém, que a Bíblia utilizada por todos os protestantes de língua portuguesa é uma só; em português, vem a ser a tradução de Ferreira de Almeida. Por que então não concordam entre si no tocante a pontos importantes? E por que não constituem uma só comunidade cristã, em vez de serem centenas e centenas de denominações separadas (e até hostis) entre si?

A razão disto é que, além da Bíblia, seguem outra fonte de fé e disciplina... fonte esta que explica as divergências do protestantismo

Tal fonte, chamamo-la Tradição oral; é esta que dá vida e actualidade à letra do texto. A tradição oral do Catolicismo começa com Cristo e os Apóstolos, ao passo que as tradições orais dos protestantes começam com Lutero (1517), Calvino (1541), Knox (1567), Wesley (1739), Joseph Smith (1830)...

Entre Cristo e os Apóstolos, de um lado, e os fundadores humanos das denominações protestantes, do outro lado, não há como hesitar: só se pode optar pelos ensinamentos de Cristo e dos Apóstolos, deixando de lado os "profetas" posteriores.

Notemos que o próprio texto da Bíblia recomenda a Tradição oral, ou seja, a Palavra de Deus que não foi consignada na Bíblia e que deve ser respeitada como norma de fé. Os autores sagrados não tiveram, em vista expor todos os ensinamentos de Jesus, como eles mesmos dizem:

Há ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se elas fossem escritas, uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se teriam de escrever. (Jo 21,25, cf. 1 Ts 2,15)

Muitos outros prodígios fez ainda Jesus na presença dos discípulos, os quais não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome. (Jo 20,30s)
 
São Paulo, por sua vez, recomenda os ensinamentos que de viva voz nos foram transmitidos por Jesus e passam de geração a geração no seio da Igreja, sem estarem escritos na Bíblia:

Sei em quem acreditei. Toma por norma as sãs palavras que ouviste de mim na fé e no amor do Cristo Jesus. Guarda o bom depósito com o auxílio do Espírito Santo que habita em nós. (2Tm 1, 12-14)

Neste texto vê-se que o depósito é a doutrina que São Paulo fez ouvir a Timóteo, e que Paulo, por sua vez, recebeu de Cristo. Tal é a linha pela qual passa o depósito:

Cristo -> Paulo -> Timóteo
A linha continua... conforme 2Tm 2,2:

O que ouviste de mim em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que sejam capazes de o ensinar ainda a outros.

Temos então a seguinte sucessão de portadores e transmissores da Palavra:

O Pai -> Cristo -> Paulo (Os Apóstolos) -> Timóteo (Os Discípulos imediatos dos Apóstolos) -> Os Fiéis -> Os outros Fiéis

Desta forma a Escritura mesma atesta a existência de autênticas proposições de Cristo a ser transmitidas por via meramente oral de geração a geração, sem que os cristãos tenham o direito de as menosprezar ou retocar. A Igreja é a guardiã fiel dessa Palavra de Deus oral e escrita.

Dirão: mas tudo o que é humano se deteriora e estraga. Por isto a Igreja deve ter deteriorado e deturpado a palavra de Deus; quem garante que esta ficou intacta através de vinte séculos na Igreja Católica?

Quem o garante é o próprio Cristo, que prometeu a Sua assistência infalível a Pedro e as luzes do Espírito Santo a todos os seus Apóstolos ou à sua Igreja; ver Mt 16, 16-18; Lc 22,31s; Jo 21,15-17; Jo 14, 26; 16,13-15.

Não teria sentido o sacrifício de Cristo na Cruz se a mensagem pregada por Jesus fosse entregue ao léu ou às opiniões subjectivas dos homens, sem garantia de fidelidade através dos séculos. Jesus não pode ter deixado de instituir o magistério da sua Igreja com garantia de inerrância.
 
 
Contradições

0 facto de que não seguem somente a Bíblia, explica as contradições do protestantismo.

Algumas denominações baptizam crianças; outras não as baptizam;
 
Algumas observam o domingo; outras, o sábado;

Algumas têm bispos; outras não os têm;

Algumas têm hierarquia; outras entregam o governo da comunidade à própria congregação (congregacionalistas);
 
Algumas fazem cálculos precisos para definir a data do fim do mundo - o que para elas é essencial. Outras não se preocupam com isto.
 
Vê-se assim que a Mensagem Bíblica é relida e reinterpretada diversamente pelos diversos fundadores dos ramos protestantes, que desta maneira dão origem a tradições diferentes e decisivas.

Ademais, todos os protestantes dizem que a Bíblia contém 39 livros do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento, baseando-se não na Bíblia mesma (que não define o seu catálogo), mas unicamente na Tradição oral dos judeus de Jâmnia reunidos em Sínodo no ano 100 d.C.;

Todos os protestantes afirmam que tais livros são inspirados por Deus, baseando-se não na Bíblia (que não o diz), mas unicamente na Tradição oral.
 
Onde está, pois, a coerência dos protestantes?
 
Pelo seu modo de proceder, afirmam o que negam com os lábios; reconhecem que a Bíblia não basta como fonte de fé. É a Tradição oral que entrega e credencia a Bíblia.

Afinal a Bíblia... Sim ou Não?

Há passagens da Bíblia que os fundadores do protestantismo no século XVI não aceitaram como tais; por isto são desviadas do seu destino original muito evidente:

A Eucaristia... Jesus disse claramente: Isto é o meu corpo (Mt 26,26) e Isto é o meu sangue (Mt 26,28).

Em Jo 6,51 Jesus também afirma: O pão que eu darei, é a minha carne para o mundo. Aos judeus que zombavam, o Senhor tornou a afirmar: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha came é verdadeiramente uma comida e o meu sangue verdadeíramente uma bebida"

Apesar disto, os protestantes não aceitam o sacramento do perdão e da reconciliação! (Jo 21,17).

Se assim é, por que é que "os seguidores da Bíblia" não aceitam a real presença de Cristo no pão e no vinho consagrados?
 
Jesus disse ao Apóstolo Pedro: Tu és Pedro (Kepha) e sobre esta Pedra (Kepha) edificarei a minha Igreja. (Mt 16,18)

Disse mais a Pedro: Simão, Simão... eu roguei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça. E tu, voltando-te, confirma teus irmãos. (Lc 22,31s)
 
Ainda a Pedro: Apascenta as minhas ovelhas. (Jo 21,15)

Apesar de tão explícitas palavras de Jesus, os protestantes não reconhecem o primado de Pedro! Por que será?

Jesus entregou aos Apóstolos a faculdade de perdoar ou não perdoar os pecados - o que supõe a confissão dos mesmos para que o ministro possa discernir e agir em nome de Jesus:

Recebei o Espiríto Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem não os perdoardes, não serão perdoados. (Jo 20,22s)

Jesus disse que edificaria a sua Igreja (a minha Igreja, Mt 16,18) sobre Pedro. As denominações protestantes são constituídas sobre Lutero, Calvino, Knox, Wesley... Antes desses fundadores, que são dos séculos XVI e seguintes, não existia o luteranismo, o calvinismo (presbiterianismo), o metodismo, o mormonismo, o adventismo... Entre Cristo e estas denominações há um hiato... Somente a Igreja Católica remonta até Cristo.

O Apóstolo São Paulo, referindo-se ao seu elevado entendimento da mensagem cristã, recomenda a vida una ou indivisa para homens e mulheres:

Dou um conselho como homem que, pela misericórdia do Senhor, é digno de confiança... 0 tempo se fez curto. Resta, pois, que aqueles que têm esposa, sejam como se não a tivessem; aqueles que choram, como se não chorassem; aqueles que se regozijam, como se não se regozijassem; aqueles que compram, como se não possuíssem; aqueles que usam deste mundo, como se não usassem plenamente. Pois passa a figura deste mundo. Eu quisera que estivésseis isentos de preocupações. Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e do modo de agradar à esposa, e fica dividido. Da mesma forma a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo; procura como agradar ao marido. (1Cor 7,25-34)

Ora os protestantes nunca citam tal texto quando se referem ao celibato e à virgindade consagrada a Deus. É estranho, dado que eles querem em tudo seguir a Bíblia.
 
 
Esfacelamento

Jesus prometeu à sua Igreja que estaria com ela até o fim dos tempos (cf. Mt 28,20); prometeu também aos Apóstolos o dom do Espírito Santo para que aprofundassem a mensagem do Evangelho (cf. Jo 14,26; 16,13s).

Não obstante, os protestantes se afastam da Igreja assim assistida por Cristo e pelo Espírito Santo para fundar novas "igrejas". São instituições meramente humanas, que se vão dividindo, subdividindo e esfacelando cada vez mais; empobrecem e pulverizam sempre mais a mensagem do Evangelho, reduzindo-a:

Ora a sistema de curas (curandeirismo), milagre serviço ao homem (Casa da Bênção, Igreja Socorrista, Ciência Cristã...);
 
Ora a um retorno ao Antigo Testamento, com empalidecimento do Novo; assim os ramos adventistas...;
 
Ora a um prelúdio de nova "revelação", que já não é cristã. Tal é o caso dos mórmones; tal é o caso das testemunhas de Jeová, que negam a Divindade de Cristo, a Santíssima Trindade e toda a concepção cristã de história.
 
 
Deterioração da Bíblia

O facto de só quererem seguir a Bíblia (que na realidade é inseparável de Tradição oral, que a berçou e a acompanha), tem como consequência o subjectivismo dos intérpretes protestantes. Alguns entram pelos caminhos do racionalismo e vêm a ser os mais ousados dilapidadores ou roedores das Escrituras (tal é o caso de Bultmann, Marxsen, Harnack, Reimarus, Baur...). Outros preferem adoptar cegamente o sentido literal, sem o discernimento dos expressionismos próprios dos antigos semitas, o que distorce, de outro modo, a genuína mensagem bíblica.

Isto acontece porque falta ao protestantismo os critérios da Tradição (o que sempre, em toda a parte e por todos os fiéis foi professado), critérios estes que o magistério da Igreja, assistido pelo Espírito Santo, propõe aos fiéis e estudiosos, a fim de que não se desviem do recto entendimento do texto sagrado.
 
 
Mal-Entendidos

Quem lê um folheto protestante dirigido contra as práticas da Igreja Católica (veneração, não adoração das imagens, da Virgem Santíssima, celibato...), lamenta o baixo nível das argumentações: são imprecisas, vagas, ou mesmo tendenciosas; afirmam gratuitamente sem provar as suas acusações; não raro baseiam-se em premissas falsas, datas fictícias, anacronismos.

As dificuldades assim levantadas pelos protestantes dissipam-se desde que se estudem com mais precisão a Bíblia e as antigas tradições do Cristianismo. Vê-se então que as expressões da fé e do culto da Igreja Católica não são senão o desabrochamento homogéneo das virtualidades do Evangelho; sob a acção do Espírito Santo, o grão de mostarda trazido por Cristo à terra tornou-se grande árvore, sem perder a sua identidade (cf. Mt 13,31 s); vida é desdobramento de potencialidades homogéneo. Seria falso querer fazer disso um argumento contra a autenticidade do Catolicismo. Está claro que houve e pode haver aberrações; estas, porém, não são padrão para se julgar a índole própria do Catolicismo.

A dificuldade básica no diálogo entre católicos e protestantes está nos critérios da fé. Donde deve o cristão haurir as proposições da fé: da Bíblia só ou da Bíblia e da Tradição oral?

Se alguém aceita a Bíblia dentro da Tradição oral, que lhe é anterior, a berçou e a acompanha, não tem problema para aceitar tudo que a Palavra de Deus ensina na Igreja Católica, à qual Cristo prometeu a Sua assistência infalível.

Mas, se o cristão não aceita a Palavra de Deus na sua totalidade oral e escrita, ficando apenas com a escrita (Bíblia), já não tem critérios objectivos para interpretar a Bíblia; cada qual dá à Escritura o sentido que ele julga dever dar, e assim se vai diluindo e pervertendo cada vez mais a Mensagem Revelada. A letra como tal é morta; é a Palavra viva que dá o sentido adequado a um texto escrito.
 
 
Menosprezo da Igreja

Jesus fundou a Sua Igreja e a entregou a Pedro e seus sucessores. Sim, Ele disse ao Apóstolo: Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus, e o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus (Mt 16,18s). Notemos: Jesus se refere à Sua Igreja (Ele só tem uma Igreja) e Ele a entregou a Pedro... A Pedro e a seus sucessores, pois Pedro é o fundamento visível (sobre essa pedra edificarei...); ora, se o edifício deve ser para sempre inabalável, o fundamento há-de ser para sempre duradouro; esse fundamento sólido não desapareceu com a morte de Pedro, mas se prolonga nos sucessores de Pedro, os Papas.

Ora, Lutero e os seus discípulos desprezaram a Igreja fundada por Jesus, e fundaram (como até hoje ainda fundam) as suas "igrejas". Em consequência, cada "igreja" protestante é uma sociedade meramente humana, que já não tem a garantia da assistência infalível de Jesus e do Espírito Santo, porque se separou do tronco original. A experiência mostra como essas "igrejas" se contradizem e ramificam em virtude de discórdias e interpretações bíblicas pessoais dos seus fundadores; predomina aí o "eu acho" dos homens ou de cada "profeta" de denominação protestante.

Mas... as falhas humanas da Igreja não são empecilho para crer?

Em resposta devemos dizer que o mistério básico do Cristianismo é o da Encarnação; Deus assumiu a natureza humana, deixou-se desfigurar por açoites, escarros e crucificação, mas desta maneira quis salvar os homens. Este mistério se prolonga na Igreja, que São Paulo chama o Corpo de Cristo (Cl 1,24; 1Cor 12,27). A Igreja é humana; por isto traz as marcas da fragilidade humana dos seus filhos, mas é também divina; é o Cristo prolongado; por isto os erros dos homens da Igreja não conseguem destrui-la; são, antes, o sinal de que é Deus quem vive na Igreja e a sustenta.

Numa palavra, o cristão há-de dizer com São Paulo: A Igreja é minha mãe (cf. Gl 4,26). Ao que São Cipriano de Cartago (+258) fazia eco, dizendo: Não pode ter Deus por Pai quem não tem a Igreja por Mãe.
 
 
Conclusão

A grande razão pela qual o protestantismo se torna inaceitável ao cristão que reflecte é o subjectivismo que o impregna visceralmente. A falta de referenciais objectivos e seguros, garantidos pelo próprio Espírito Santo (cf. Jo 14,26; 16,13s), é o principal ponto fraco ou o calcanhar de Aquiles do protestantismo. Disto se segue a divisão do mesmo em centenas de denominações diversas, cada qual com suas doutrinas e práticas, às vezes contraditórias ou mesmo hostis entre si.

O protestantismo assim se afasta cada vez mais da Bíblia e das raízes do Cristianismo (paradoxo!), levado pelo fervor subjectivo dos seus "profetas", que apresentam um curandeirismo barato (por vezes, caro!) ou um profetismo fantasioso ou ainda um retorno ao Antigo Testamento com menosprezo do Novo.

Esta diluição do protestantismo e a perda dos valores típicos do Cristianismo estão na lógica do principal fundador, Martinho Lutero, que apregoava o livre exame de Bíblia ou a leitura da Bíblia sob as luzes exclusivas da inspiração subjectiva de cada crente; cada qual tira das Escrituras "o que bem lhe parece ou lhe apraz"!

 

 
Fonte: Lumen Christi

19
Fev 12
publicado por FireHead, às 20:41link do post | Comentar

O Papa Bento XVI canonizará, no próximo dia 21 de Outubro, Catarina Tekakwitha e Pedro Calungsod, juntamente com outro cinco beatos. 

Catarina Tekakwitha é a primeira nativa norte-americana beatificada, uma indígena “pele-vermelha” que viveu no século XVII. Nascida em Osserneon, perto de actual Nova Iorque, em 1656, Catarina era filha de um índio irokee pagão e de uma algonquiana cristã. Aos quatro anos de idade, Catarina ficou com o rosto desfigurado por causa da varíola, que lhe causou ainda um grave enfraquecimento da visão. Órfã desde muito cedo, foi entregue aos cuidados de um tio que lhe deu o nome de Tekakwitha, que significa "aquela que põe as coisas em ordem". Foi baptizada aos 20 anos no domingo de Páscoa de 1676, depois de um encontro com um grupo de missionários franceses que lhe deram o nome de Kateri, uma versão do nome Catarina. A sua conversão provocou a ira do tio e por causa disso ela teve que fugir para a região da actual cidade canadiana de Montréal, sob a protecção da Missão de São Francisco Xavier. Ainda antes de receber o baptismo, Catarina tinha consagrado o seu corpo a Deus, fazendo um voto de castidade que, pouco antes da sua morte, se tornou um voto de virgindade. Catarina fazia imensa penitência, com longas horas de oração, inclusive ao ar livre nos dias mais frios do longo Inverno canadiano. Morreu com 24 anos, em 1680, depois de ter sofrido a discriminação e perseguições de todos os tipos por parte da sua tribo originária que se revoltou contra ela devido à sua conversão à Fé verdadeira. No dia da sua morte desapareceram milagrosamente os sinais da varíola e seu rosto foi descrito como “belíssimo”. "Jesus, eu amo-te", foram estas as suas últimas palavras.

 

 

O filipino Pedro Calungsod, nascido em 1654, era um leigo, catequista e jovem mártir. O milagre que permitiu a sua canonização que está para breve aconteceu em 2003 no hospital da cidade filipina de Cebu: uma mulher considerada morta, depois de duas horas, voltou à vida após a invocação do bem-aventurado mártir jovem. Pedro Calungsod dedicou a sua vida ao serviço do Evangelho. Era original de Molo, bairro chinês da cidade de Iloilo. Dali partiu para Cebu, também no centro do arquipélago, para proclamar o Evangelho. Estudou com os jesuítas de Loboc, na ilha de Bohol, e em 1668 viajou para Guam, no arquipélago das Ilhas Marianas, para se juntar a uma das missões dos jesuítas espanhóis. Com o beato Diego San Vitores (1627-1672), evangelizaram os chamorros. No ano da sua morte, em 1672, os missionários foram para a aldeia de Tumon para baptizar a filha do chefe Mata'pang, que recusou de repente. Mas eles foram em frente, tendo recebido autorização da mãe da criança. Liderados por Mata'pang e pelo chefe Hurao, os assassinos caçaram Pedro e San Vitores, na praia, e fizeram deles prisioneiros. O jovem Pedro, de apenas 17 anos, morreu com uma espada e Diego com um "bolo", uma faca tradicional filipina em forma de folha. Os corpos de ambos foram mutilados e jogados ao mar. Pedro Calungsod será assim o segundo santo católico das Filipinas, depois de São Lorenzo Ruiz.


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Os protestantes dizem que não adianta orar pelos mortos, pois a oração deve ser somente por aqueles que estão em vida. Para entender melhor vamos fazer um resumo do que acontece com os que morrem. Vejamos bem: os que morrem na graça de Deus se salvam. Vão directamente para o Céu. Os que rejeitam a Deus como Criador e a Jesus como Salvador durante esta vida e morrem em pecado mortal se condenam. Esta resposta é clara entre  Católicos e protestantes.

Mas o que acontece com os que morrem em pecado venial ou que não satisfizeram plenamente por seus pecados? Aí está a diferença entre Católicos e protestantes. Os Católicos acreditam no Purgatório que é um estado por meio do qual, em atenção aos méritos de Cristo, se purificam as almas dos que morreram na graça de Deus, mas que ainda não satisfizeram plenamente por seus pecados.

O Purgatório não é um estado definitivo mas temporário. E ficam neste estado aqueles que ao morrer não estão plenamente purificados das impurezas do pecado, já que no Céu não pode entrar nada que seja impuro (Ap 21, 27). No Purgatório, Deus, em sua misericórdia infinita, purificará as suas almas. Um exemplo bem claro desta purificação está em(Malaquias 3, 1-4) onde diz: "Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem - diz o Senhor dos exércitos. Quem estará seguro no dia de sua vinda? Quem poderá resistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros. Sentar-se-á para fundir e purificar a prata; purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata; então eles serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm. E a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora". Se isso não é o Purgatório, o que é então?

Um outro texto Bíblico é o de (1 Pedro 3, 19-20) onde diz: "É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água". Eis aí o Purgatório novamente!

Mais outro texto é o de (1 Cor 3, 11-15) onde diz: "Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo". "Agora, se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, a obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstrá-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo".

Quanto à duração do Purgatório podemos dizer que depois que Jesus vier pela segunda vez e se puser fim à história da humanidade, o Purgatório deixará de existir e só haverá Céu e Inferno.

Para os Católicos pode-se oferecer orações, sacrifícios e Missas pelos mortos, para que as suas almas sejam purificadas dos seus pecados e possam entrar o quanto antes na glória e gozar da presença Divina. Um outro exemplo que está na Bíblia é o de (2 Macabeus 12, 43-46) onde se diz: "Em seguida, fez uma colecta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas".

Mesmo mostrando dentro da Bíblia que existe o Purgatório, os protestantes insistem em que esta palavra é uma invenção da Igreja Católica. Nós argumentamos que tão pouco está na Bíblia a palavra "ENCARNAÇÃO" e, no entanto, todos cremos nela. Tão pouco está a palavra "TRINDADE" e todos, Católicos e Protestantes, crêem neste Mistério. Portanto a argumentação dos protestantes que não existe a palavra Purgatório está equivocada.

Em definitivo, o porquê desta diferença é muito simples. Eles só admitem a Bíblia, em compensação para os Católicos, a Bíblia não é a única fonte de revelação. Os Católicos tem a Bíblia e a Tradição, isto é, se uma verdade foi acreditada de modo sustentado e ininterrupto desde Jesus Cristo até nossos dias é que é dogma de fé e porque o povo de Deus na sua totalidade não pode equivocar-se em matéria de fé, porque o Senhor se comprometeu com a Sua assistência. Uma prova disso, é que, podemos mostrar que a partir dos primeiros Cristãos do Século I em diante, eles já oravam pelos seus mortos. É só verificar nas catacumbas ou cemitérios dos primeiros Cristãos os escritos esculpidos com muitas orações pelos  falecidos.

Caríssimos irmãos! Podemos e devemos fazer orações e sacrifícios pelos mortos. Devemos rezar por todas as almas, porque não sabemos com certeza, quais estão realmente precisando, e em condições de receber o mérito impretatório das nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. Estes, e sobretudo as Santas Missas que fizemos celebrar, não ficarão sem efeito. Pois Deus saberá aplicá-los às almas que mais estiverem precisando, além de ser para nós, ocasião de prestarmos a Deus as homenagens que Lhe devemos.

 

Fonte: Veritatis Splendor


18
Fev 12
publicado por FireHead, às 21:51link do post | Comentar

Ego Catholicus sum et animo prompto paratoque pro Deo mortem obibo. Si mille vitas haberem, cunctas ei offerrem.

 

Em português: "Eu sou Católico e aceito de coração a morte por Deus. Se eu tivesse mil vidas, dá-las-ia todas para Ele."

Em tagalog: "Isa akong Katoliko at buong pusong tinatanggap ang kamatayan para sa Panginoon, kung ako man ay may sanlibong buhay, lahat ng iyon ay iaalay ko sa Kaniya."


publicado por FireHead, às 04:22link do post | Comentar | Ver comentários (2)

 

publicado por FireHead, às 03:48link do post | Comentar

Eu já tinha lido um excelente texto de James Hannam sobre o mito de que Cristo não existiu.  Hannam é físico e historiador e escreveu um livro excepcional que eu recomendo fortemente, chamado God's Philosopher: How Medieval World Laid out the Modern Science. Mas ontem eu li outro texto excepcional, desta vez de Carl Oslon sobre quem foi Cristo. Muitos dizem que Ele foi apenas um homem ou é apenas um guru. Olson é teólogo e autor de vários livros, um deles detona o livro Código Da Vinci.

Leiam estes dois textos para entender o Cristo histórico e as comprovações de sua existência. Aqui vou traduzir apenas partes dos dois textos.

1. James Hannam - O mito de que Cristo não existiu (escrito em 4 partes)

 
As pessoas perguntam por que não há registo de Jesus nos arquivos romanos. A resposta é que não há registos de sobreviventes romanos. Tudo o que temos são ilustres paroquiais historiadores romanos que tinham pouco interesse nas idas e vindas de cultos menores e eram muito mais preocupados com imperadores e reis. Jesus fez um impacto muito pequeno, enquanto Ele estava vivo e não havia nenhuma razão para os historiadores romanos observá-lO. O Cristianismo é mencionado pelo historiador Tácito no início do século II. Mas ele fala sobre a religião porque os cristãos tiveram a infelicidade de ser transformados em bodes expiatórios pelo imperador Nero para o grande incêndio de Roma. Tácito está interessado no Imperador, não nas vítimas.

O historiador de quem poderíamos esperar mencionar Jesus é Flávio Josefo, um judeu que escreveu uma história de seu povo até 66 dC, o que é chamado de Antiguidades Judaicas. Na verdade, Josefo menciona Jesus duas vezes, e assim Cristos Mitologistas têm que dedicar muita atenção a atacar as passagens relevantes. O seu trabalho é facilitado porque Josefo, um fariseu, provavelmente não sentiu nada além de desprezo por Jesus. Isso significou mais tarde que os cristãos tentaram "corrigir" o seu fraseado negativo.

Quando publiquei este texto, foi levado a sério, embora, em retrospecto, parece absurdo. [Mas] gostaria de convidar qualquer Cristo Mitologista para me explicar as diferenças substanciais entre a teoria dele e a teoria espúria abaixo.

Na verdade, embora há muito textos sobre Aníbal (líder de Cartago), nada disso é contemporâneo e não há nenhuma evidência arqueológica que ele tenha existido (não é surpreendente dado que os romanos arrasaram a cidade de onde ele veio). Além disso, ele não é mencionada em nenhuma fonte cartaginese, o que é incrível, dado que ele era suposto ser o seu maior líder.

No final, se Jesus não existisse, a ascensão do Cristianismo é ainda mais incrível e quase impossível de explicar.
 
 
2. Carl Olson - Três Cristos falsos - o mito, o mortal e o guru

Albert Schweitzer, nas páginas iniciais do seu famoso e influente livro 1906 A Busca do Jesus Histórico, escreveu: "E assim cada época encontrou as suas próprias ideias sobre Jesus... Não só épocas encontraram diferentes Cristos. Cada indivíduo por vezes recria a sua própria imagem."
 
Os exemplos abundam:
• Os ateus insistem que Jesus não existiu
ou que, se Ele existiu, Ele é perdido nas brumas do tempo ou usurpada por cristãos fanáticos.
• Os racionalistas tendem a retratar Jesus como um filósofo de boas ou questionáveis intenções.
Os socialistas frequentemente apresentam Jesus como um protomarxista e líder de libertação cuja luta foi, em última análise política e não religiosa ou espiritual. Outros esquerdistas pintam um retrato de Jesus organizador da comunidade ou de um agitador.
• Os habitantes do reino da Nova Era regularmente igualam Jesus ao Buda e falam de "consciência de Cristo".
• Alguns cristãos falam de um amigável Jesus, que não está interessado em adoração e outros falam que Cristo que não está interessado em caridade ou discípulos, apenas julga.
  
Alguns desses "Cristos" são apenas falsos, outros são também heréticos. "Toda heresia tem sido um esforço para estreitar a Igreja", escreveu G. K. Chesterton em St. Francisco de Assis.
Mais recentemente, a mesma ideia mitológica de Cristo foi trazida pelo Christopher Hitchens no seu livro best-seller 2007 God Is Not Great: How Religion Poisons Everything. Hitchens nega que os quatro Evangelhos têm qualquer valor histórico e diz que os relatos da vida de Jesus são "lenda". [Não é de se assustar que Histchens diga isso] considerando o quão preso Hitchens está nos textos do século XIX [em que foi  publicado muitos livros que são completamente desacreditados hoje] . Hitchens cita os argumentos de apenas um estudioso cristão dos últimos cem anos, o apologista anglicano e autor C. S. Lewis.

Hitchens desconhece ou despreza a abundância de estudos a partir de informações tanto cristãos e não cristãos que Jesus de Nazaré realmente existiu e que os Evangelhos, de facto, fornecem informações que os historiadores levam a sério como prestação de contas reais de pessoas reais fazendo coisas reais. Nenhum historiador moderno respeitável do mundo antigo nega que Jesus de Nazaré existiu, é por isso que Graham Stanton, nos Evangelhos e Jesus (Oxford University Press, 2002), escreveu: "Hoje quase todos os historiadores, sejam cristãos ou não, aceitam que Jesus existiu e que os Evangelhos contêm muitas evidências valiosas, que têm de ser ponderado e avaliado criticamente. "A quantidade de evidência textual para a existência de Jesus é impressionante, especialmente para uma antiga figura histórica". 
Que Jesus era meramente mortal é agora tarifa padrão entre aqueles que não se pode negar a evidência histórica básica, mas rejeitam a singularidade do homem de Nazaré. As variações são muitas: Jesus era apenas um profeta equivocado, um filósofo cínico, um rabino judeu, um fanático político, um guru itinerante, um agitador para a mudança social. Isto não é novo. Desde o início, alguns duvidaram ou ridicularizam a "alegação de divindade:" Eles disseram, 'Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como ele diz agora "Eu desci do céu"? '"(Jo 6:42). Judeus, romanos e outros pagãos dos primeiros séculos zombaram dos primeiros cristãos pela sua crença de que Jesus é o Filho de Deus.
Modernas variações sobre este tema são numerosas e aparecem em romances históricos apresentados, bem pesquisado e teologicamente sofisticado. historiador Leigh Teabing, um personagem principal de O Código Da Vinci, diz: "[Jesus foi] um profeta mortal... um grande e poderoso homem, mas um homem, no entanto. Um mortal." Ele e o herói do romance, Robert Langdon, declararam que Jesus foi "feito" divino no Concílio de Niceia em AD 325 e que antes desse tempo, ninguém, nem mesmo os seguidores de Jesus, acreditavam que Ele era o Filho de Deus. Não importa a evidência óbvia ao contrário (ver Mt 1:23, 3:16-17; Jo 1:1 ss, 5:18, 8:56 e ss, Jo 20, etc.).

Jesus, para dar apenas um exemplo, afirma: "Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão existisse, Eu sou" (Jo 8:58).
Os judeus discutindo com Jesus entenderam as Suas palavras, "pegaram em pedras para atirar contra Ele." Que opções existem, então, para o céptico? C. S. Lewis famosa ofereceu o "trilema" de "mentiroso, Senhor, ou lunático", ao que Peter Kreeft acrescentou "professor guru."  
Algo semelhante pode ser encontrada no Cristo do movimento da Nova Era, um movimento que geralmente engloba panteísmo ou monismo, a crença de que "tudo é Um" e este é impessoal. Um exemplo excelente e recente pode ser encontrada nos escritos do prolífico Deepak Chopra, especialmente no seu livro best-seller O Terceiro Jesus (2008, ver "Chopra Cristo: A criação mítica de uma Pantevangelista Nova Era" para uma revisão detalhada e crítica). Chopra propositadamente procura primeiro remover Jesus a partir de qualquer contexto histórico e a realidade, em seguida, destaca Jesus de reflexão teológica e formulação doutrinária. O "Jesus em primeiro lugar", então, "é histórico e sabemos quase nada sobre Ele". Claro, Chopra passa a dizer coisas específicas sobre o Jesus histórico, mas ainda insiste em que Ele é completamente desconhecido. Estudos históricos reais e as provas não são consideradas ou mesmo reconhecidas, em vez disso, esta abordagem anti-histórica é um dado adquirido, como algo de um acto de fé cega. O "segundo Jesus", diz Chopra, é "o construído por teólogos e outros estudiosos." Este Jesus, Chopra insiste, "nunca existiu" . Novamente, nenhuma evidência é oferecida e não há envolvimento em tudo com a rica tradição teológica da Igreja Católica. Mas isso não é surpreendente, como Chopra, como a maioria dos novos aderentes, é anti-teológica e anti-metafísico. Ele considera a teologia inútil ou propaganda. 
O "terceiro Jesus" é o Cristo de Chopra, o epítome de um salvador subjectivo, embora Chopra não tem necessidade de ser salvo do pecado e do mal. Pelo contrário, "Jesus pretendia salvar o mundo, mostrando aos outros o caminho para a consciência de Deus". Esta jornada a "consciência de Deus" acontece através de "consciência de Cristo", a ambiguidade do que pode ser refinado e moldado como se deseja para um dos gostos pessoais. Cristo, o "guia", é um ser espiritualmente avançado que ajuda a atingir candidatos à "evolução espiritual". Ele é comparado a ou mesmo se tornou em alguma forma como o Buda. Chopra, tendo acabado convenientemente com a história e a teologia, não vê diferença entre as duas, afirmando que "o cristão que busca chegar a Deus não é diferente do budista. Ambos são dirigidos para a sua própria consciência".

Uma vez que a ênfase no gnosticismo e no movimento da Nova Era é sobre o ensino da elite, a morte de Jesus e a Sua ressurreição dos mortos são de pouca ou nenhuma importância. O resultado é que uma parte significativa dos Evangelhos, cerca de um quarto dos textos, é simplesmente ignorada ou rejeitada como irrelevante. Desde contexto histórico que não é de interesse, os detalhes específicos dos Evangelhos são ignorados ou mal interpretados descontroladamente.
 
Em última análise, este falso Cristo é parte do tema cansado, mas popular, "A religião é ruim, a espiritualidade é boa".


Esses três falsos Cristos estão enraizados em três visões defeituosas de Deus e do mundo: o ateísmo, o deísmo, e o panteísmo. Todos falham, em aspectos essenciais, a levar a sério os eventos históricos, o que é descrito nos Evangelhos e proclamado pela Igreja. A importância da história é sublinhada pelo Papa Bento XVI no primeiro volume de Jesus de Nazaré: "Pois é da essência da fé bíblica se cercar de acontecimentos reais, acontecimentos históricos. Ela não conta estórias simbolizando verdades suprahistóricas, mas se baseia na história, que teve lugar aqui na terra."

 

 

Fonte: THYSELF, O LORD


17
Fev 12
publicado por FireHead, às 02:21link do post | Comentar

É interessante notar como o protestantismo alega ser o retorno às origens da fé, ao verdadeiro Cristianismo, enfim o verdadeiro confessor da fé legítima dos primeiros séculos. Aliás, diga-se de passagem, se existe uma constante entre as religiões não-católicas é a chamada "teoria do resgate". A imensa maioria delas (a quase totalidade) afirma que o Cristianismo Primitivo foi puro e limpo de todo erro, mas que, com o tempo, os homens acabaram por perverter a verdade cristã, amontoando sobre ela uma enormidade de enganos.

 

O verdadeiro cristão, sob este prisma, seria aquele que, superando tais enganos, redescobre o "verdadeiro Cristianismo', com toda a sua pureza e singeleza.


Para estas religiões, o responsável pelos erros que se acumularam no decorrer dos séculos é, quase sempre, o Catolicismo. Já a religião que "resgatou a verdade" varia de acordo com o gosto do freguês: luteranismo, calvinismo, pentecostalismo, espiritismo, etc.


De uma certa forma, mesmo as religiões esotéricas, a Teologia da Libertação, a maçonaria e (pasmem!) o próprio islamismo bebe desta "teoria do resgate".


O motivo do universal acatamento desta "teoria" é o facto de que, para o homem, é muito difícil, diante dos ensinamentos de Jesus Cristo, e da santidade fulgurante dos primeiros cristãos, negar, seja a validade daqueles ensinamentos, seja a beleza desta santidade. Portanto, as pessoas precisam de acreditar que, de uma certa forma, se vinculam a Jesus Cristo e às primeiras comunidades cristãs, ainda que não directamente.


Mas igualmente, é muito difícil para o orgulho humano aceitar que este genuíno Cristianismo existe, intocado, dentro do Catolicismo. Aceitá-lo, para todos os grupos não católicos, seria aceitar que estão errados e que, muitas vezes, combateram contra o verdadeiro Cristianismo. Desta forma, a "teoria do resgate" é a maneira mais fácil para que um não-católico possa considerar-se um "verdadeiro discípulo de Cristo" sem ter que reconhecer os erros e heresias que professa.


O problema básico de todos estes grupos é que existem inúmeros escritos dos cristãos primitivos e, por meio de tais escritos é que alguém, afinal de contas, pode saber em que criam e em que não criam os cristãos primitivos. E estes escritos são uma devastadora bomba a implodir todos os grupos que ousaram afastar-se da barca de Pedro. Eles solenemente atestam que o Cristianismo primitivo permanece intacto dentro do Catolicismo. Assim (ironia das ironias), os adeptos da "teoria do resgate", frequentemente, para defender o que julgam ser a fé dos cristãos primitivos, são obrigados a desconsiderar todo o legado destes primitivos cristãos.


O protestantismo é o mais solene exemplo de tudo o quanto acima dissemos.


No nosso artigo "Como o protestantismo pode ser um retorno às origens da fé?", já expusemos como o protestantismo não confessa a fé que os primeiros cristãos confessaram, fé esta que receberam dos Santos Apóstolos. Quem estuda com seriedade as origens da fé e a história da Igreja, insistimos, sabe que a tão referida Igreja Primitiva, é na verdade a Igreja Católica dos primeiros séculos.


Neste presente artigo, gostaríamos de lançar a seguinte pergunta: teria sido o Cristianismo Primitivo uma união de confissões protestantes ou uma única confissão católica?


Sabemos que o protestantismo ensina que todos os crentes em Jesus formam a Igreja de Cristo. Desta forma, não interessa se o crente é da Assembleia de Deus, se é luterano e etc; são crentes em Jesus e fazem parte da Igreja Invisível de Cristo, mesmo confessando doutrinas diferentes. Curiosamente (e este é um paradoxo insuperável desta "eclesiologia" chã e rastaquera), apenas os católicos é que não fazem parte deste "corpo invisível", ainda que confessemos que Jesus Cristo é o Senhor do Universo.


O protestantismo, como percebe o leitor, é algo bastante curioso...


Aqui é importante que o leitor não confunda doutrina com disciplina. O facto de na Assembleia de Deus os homens sentarem em lugar distinto das mulheres nas suas assembleias, e o facto dos Luteranos não adoptarem esta prática, não é divergência de doutrina entre estas confissões, mas de disciplina. A divergência de doutrina nota-se pelo facto dos primeiros não aceitarem o baptismo infantil e os segundos aceitarem. Isto é para citar um exemplo.


A doutrina é a Verdade Revelada, é o núcleo da fé, é o que nunca pode mudar. A disciplina é a forma como a doutrina é vivida, e é o que pode mudar, desde que não fira a doutrina.


Uma análise completa de como seria o passado do Cristianismo se ele tivesse sido protestante exigiria a escrita de um livro. Então, neste artigo vamos apenas verificar a questão das resoluções tomadas pela Igreja Primitiva a fim de combater o erro, isto é, as heresias.


Ao longo da história, a Igreja se deparou com sérios problemas doutrinários. Muitos cristãos confessavam algo que não estava de acordo com a fé recebida pelos apóstolos.

A primeira heresia que a Igreja teve que combater a fim de conservar a recta fé foi a heresia judaizante.


Os primeiros convertidos à fé cristã eram judeus, que criam que a observância da lei era necessária para a salvação. Quando os gentios (pagãos) se convertiam a Cristo, eram constrangidos por estes cristãos-judeus a observarem a Lei de Moisés. Os apóstolos se reúnem em Concílio para decidir o que deveria ser feito sobre esta questão.


Em Actos 15, o NT dá testemunho que os apóstolos acordaram que a Lei não deveria ser mais observada. E escreveram um decreto obrigando toda a Igreja a observar as disposições do Concílio.


Veja-se este Concílio de uma maneira mais pormenorizada. Haviam dois lados muito bem definidos em disputa, cada qual contando com um líder de enorme expressão. O primeiro destes lados era o já citado "partido dos judaizantes",  que tinha, como sua cabeça, ninguém menos do que São Tiago, primo de Jesus Cristo, e a quem foi dado o privilégio de ser Bispo da Igreja Mãe de Jerusalém. Contrário a este partido, havia o que advogava que, ao cristão, não se poderia impor a Lei de Moisés, visto que o sacrifício de Jesus Cristo era suficiente e bastante para a salvação de quem crê. Como cabeça deste grupo, estava São Paulo, o mais influente apóstolo de então, a quem Deus havia dado o privilégio de "visitar o terceiro céu", e de conhecer coisas que, a nenhum outro ser humano, foi dado conhecer.


Dois grupos muito fortes, com líderes extremamente influentes. Realiza-se o Concílio num clima de muita discussão. Estavam em jogo a ortodoxia e a salvação da alma de todos nós. No concílio, foram estabelecidas duas coisas muito importantes, de naturezas diversas.


Em primeiro lugar, São Pedro afirmou que os cristãos não estavam obrigados à observância da lei, definindo um ponto de doutrina imutável e observado por todos os cristãos até hoje (Actos 15, 7-8). Aliás, a liberdade cristã, vitoriosa neste Concílio, é o ponto de partida de toda a  teologia protestante. Não deixa de ser curioso o facto de que este núcleo teológico acatado por todos eles foi definido, solenemente, pelo primeiro Papa, muito embora eles afirmem que o Papa não tem poder para definir coisa alguma...


Pouco depois, São Tiago sugeriu, juntamente com a proibição de uniões ilegítimas, a adopção de normas pastorais (a saber: a abstinência de carne imolada aos ídolos, e de tudo o que por eles estivesse contaminado), o que foi aceite por todos e imposto aos cristãos. Tais normas, hoje não são seguidas. Porquê? Nós católicos temos o argumento de que tais normas eram disciplinares e não doutrinárias, e que a Igreja Católica, que foi a Igreja de ontem, com o tempo as revogou; assim como uma mãe que aplica normas disciplinares a um filho quando é criança e não as utiliza mais quando o filho se torna um adulto.


E qual o argumento dos protestantes por não observarem tais normas? Não deixa de ser curioso o facto de que não existe uma revogação bíblica destas normas, e, portanto, os protestantes (adeptos da Sola Scriptura) deveriam observá-las. No entanto, não as observam. Revogaram-nas por conta própria. E, ainda por cima, nos acusam de "doutrinas anti-bíblicas"...


Nada mais anti-bíblico, dentro do tenebroso mundo da Sola Scriptura, do que não seguir as normas de Actos 15, 19-21...


Bem, prossigamos. Este Concílio, portanto, foi exemplar por três motivos:


a) narra uma intervenção solene de São Pedro, acatada por todos e obedecida até pelos protestantes hodiernos, ilustrando a infalibilidade papal;


b) narra a instituição de uma norma de fé por todo o concílio (qual seja: a abstenção de uniões ilegítimas), igualmente seguida por todos até hoje, o que ilustra a infalibilidade conciliar;


c) narra a instituição de normas pastorais, que se impuseram aos cristãos e que deixaram, com o tempo de serem seguidas, muito embora constem da Bíblia sem jamais terem sido, biblicamente, revogadas (o que, por óbvio, não cabe dentro do Sola Scriptura).


Ao fim do Concílio, portanto, e de uma certa forma, os dois lados estavam profundamente desgostosos. Em primeiro lugar, o grupo dos judaizantes teve que aceitar a tese de São Paulo como sendo ortodoxa. Afinal, São Pedro em pessoa o afirmara e, diante das palavras dele, a opinião de São Tiago não tinha lá grande importância. Como católicos que eram, curvaram-se, assim como o próprio São Tiago se curvou.


Imaginemos se fossem protestantes. Afirmariam que não há base escriturística para a afirmação de São Pedro. Que, sem versículos bíblicos (do cânone de Jerusalém, ainda por cima!), não acatariam aquela solene definição dogmática. Que São Pedro, sendo uma mera "pedrinha", não tinha poder de ligar e de desligar coisa nenhuma, muito embora Jesus houvesse dito que ele o tinha. Afirmariam, ainda, que todos os cristãos são iguais, e que, portanto, São Tiago era tão confiável quanto São Pedro, pelo que a palavra deste não poderia prevalecer sobre a daquele, principalmente quando todas as Escrituras diziam o contrário.


Por fim, criariam uma nova Igreja. A Igreja do Apóstolo Tiago, verdadeiramente cristã, alheia aos erros do papado desde o princípio.


Imaginemos, agora, o lado dos discípulos de São Paulo. É verdade que sua tese saiu vitoriosa do Concílio, mas, em compensação, tiveram que acatar as normas pastorais de cunho nitidamente judaizante. Como bons católicos que eram, entenderam que a Igreja foi constituída pastora de nossas almas e que, portanto, tais normas eram de cumprimento obrigatório.


Imaginemos, agora, se fossem protestantes. Afirmariam que São Paulo teve uma "experiência pessoal" com Jesus e que, nesta experiência, o Senhor lhe dissera que ninguém deveria se preocupar com o que come ou com o que bebe.  Além disto, a experiência cristã é, eminentemente, espiritual e não pode sem conspurcada ou auxiliada por coisas tão baixas como a matéria (muitos protestantes, na mais pura linha gnóstica, têm horror a tudo o que é material). Portanto, este Concílio estava a negar a verdade cristã, pelo que não se sentiriam obrigados a coisa alguma nele definida.


Acabariam, finalmente, fundando uma nova Igreja. A "Igreja Em Cristo, Somos Mais do que Livres", ou "Igreja Deus é Liberdade."


Este foi o primeiro concílio da Igreja. Realizado por volta do ano 59 d.C., e narrado na Bíblia. Portanto, é "Cristianismo Primitivo" para protestante nenhum botar defeito!


Neste ponto, perguntamos: os protestantes realizam concílios para resolver divergências doutrinárias? Sabemos que não. Então, como os protestantes podem advogar um pretenso retorno ao "Cristianismo Primitivo" se não resolvem as suas pendências como os primitivos cristãos? Somente por aí já se percebe que a "teoria do resgate" não passa de uma desculpa de quem, orgulhosamente, não quer aderir à Verdade.


Portanto, se a Igreja Primitiva tivesse sido protestante, como defendem alguns, este concílio não se realizaria. Primeiro que não se incomodariam se alguns cristãos confessam algo diferente, pois para os protestantes, o que importa é a fé em Cristo. A doutrina não importa, o que importa é a fé. Se tu tens fé e foste baptizado estás salvo. Não é assim no protestantismo?


Em segundo lugar, supondo a realização do concílio, como já se viu acima, nem os cristãos judaizantes nem os discípulos de São Paulo adoptariam as disposições do Concílio na sua inteireza. E então não haveria de forma alguma uma só fé na Igreja.


Verificamos que então que a fé primitiva não era protestante, era católica; por isto eles sabiam que deveriam obedecer a Igreja, pois criam que Cristo a fundou para os guiar na Verdade (cf. 1Tm 3,15), assim como nós católicos cremos. Tanto é assim que, nos séculos que se seguiram, os "cristãos primitivos" continuaram a resolver as suas pendências doutrinárias segundo o modelo de Actos 15. Concílios ecuménicos e regionais se sucederam por toda a história da Cristandade, sempre acatados e respeitados. Alguns deles (vá entender!) são acatados e respeitados até pelos protestantes.


Depois da heresia judaizante, a ortodoxia (recta doutirna) cristã teve que combater as seguintes heresias: gnosticismo, montanismo, sabelianismo, arianismo, pelagianismo, nestorianismo, monifisismo, iconoclatismo, catarismo, etc. Para saber mais sobre estas heresias ler artigo "Grandes Heresias". Este mesmo artigo nos mostra como muitas destas heresias se revitalizaram nas seitas protestantes, que, assim, embora aleguem um retorno ao "Cristianismo Primitivo", acabam por encampar doutrinas anematizadas por estes mesmos cristãos primitivos.


Como costumamos dizer, a coerência não é o forte do protestantismo...


O facto é que graças à realização dos Concílios Ecuménicos ou Regionais, graças aos decretos Papais, e à submissão dos primeiros cristãos aos ensinamentos do Magistério da Igreja, é que foi possível que houvesse uma só fé na Igreja antes do século XVI (antes da Reforma). Foi pelo facto da Igreja antiga ser Católica, que as palavras de São Paulo ("uma só fé" cf. Ef 4,5) se puderam cumprir.


Se a Igreja Antiga fosse protestante, simplesmente, o combate às heresias não teria acontecido, e com toda certeza nem saberíamos no que crer hoje. O mundo protestante só não é mais confuso porque recebeu da Igreja Católica a base de sua teologia.


Como ensinou São Paulo: "A Igreja é a Coluna e o Fundamento da Verdade" (cf. 1Tm 3,15). Foi assim para os primeiros cristãos e assim continua para nós católicos.


Assim como no passado, continuamos obedecendo aos apóstolos (hoje são os bispos da Igreja, legítimos sucessores dos apóstolos) pois continuamos crendo que Jesus fundou a sua Igreja para nos ensinar a Verdade através dela.


Se isto foi verdade no passado, necessariamente é verdade agora e continuará sendo sempre.


Estude as origens da fé, procure saber sobre os Escritos patrísticos e descubra a Verdade, assim como nós do Veritatis Splendor, que somos ex-protestantes (na sua maioria) descobrimos.


Não rotulem, conheçam.


"Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará".

 

 

Autores:Alessandro Lima e Alexandre Semedo

 

Autor: Alessandro Lima *.
* O autor é arquiteto de software, professor, escritor, articulista e fundador do Apostolado Veritatis Splendor.

 

Fonte:Veritatis Splendor


16
Fev 12
publicado por FireHead, às 05:25link do post | Comentar

Não, a Igreja Católica não foi fundada por Constantino.

 

O imperador Constantino, também conhecido como Constantino Magno (O Grande) ou Constantino I, nasceu em 274 e faleceu em 337. Foi imperador durante 31 anos: de 306 a 337. Era filho de Constâncio Cloro e Helena, uma cristã que se tornou Santa Helena. Casou-se com Faustina, filha de Maximiliano Hércules.

 

No início do século quarto, o Cristianismo já estava espalhado por quase todo o mundo, penetrando até na classe nobre e era muito perseguido pelos imperadores que tentavam a todo custo, com o poder das armas destruir o poder da fé, mas não conseguiam.

Após a morte do imperador Galério o poder ficou dividido entre Maxénico que se intitulou imperador; e Constantino, aclamado como imperador pelos soldados. Os dois ambicionavam pelo poder absoluto, tal luta se encerrou no dia 28 de Outubro de 312, com a vitória de Constantino junto à Ponte Mílvio. Ocorre que Constantino viu no céu uma cruz com a inscrição "In hoc signo vinces" - "Com este sinal vencerás" - este foi um marco para a sua conversão, que não se deu de uma hora para outra; foi baptizado somente em 337, no fim da sua vida.

 

Em 313 deu liberdade de culto aos cristãos com o chamado Édito de Milão : "Havemos por bem anular por completo todas as retrições contidas em decretos anteriores acerca dos cristãos - restrições odiosas e indignas da nossa clemência - e de dar total liberdade aos que quiserem praticar a religião cristã". Era Papa Melcíades, que se tornou São Melcíades, o 32º Papa, tendo Pedro como o primeiro. Assim não há que se falar que Constantino é o fundador da Igreja de Cristo, ele apenas deu liberdade aos cristãos, acabando com dois séculos e meio de perseguição e martírio.


 

Então quem fundou a Igreja Católica?

Foi o próprio Senhor Jesus Cristo.

A palavra igreja deriva de outra palavra grega que significa assembleia convocada. Neste sentido a Igreja é a reunião de todos os que respondem ao chamado de Jesus:

"... ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor" (Jo 10,16).

Jesus Cristo tinha intenção de fundar uma Igreja, a prova bíblica de sua intenção encontramos em Mt 16,18: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela".

Outras passagens são também importantes para constatarmos o propósito de Jesus em fundar a Igreja:

 

A escolha dos doze apóstolos:

"Depois subiu ao monte e chamou os que Ele quis. E foram a Ele. Designou doze entre eles para ficar em Sua companhia". (Mc 3,13-14).

A escolha precisa de doze apóstolos tem um significado muito importante. O Senhor lança os fundamentos do novo povo de Deus. Doze eram as tribos de Israel, surgidas dos doze filhos de Jacó; doze foram os apóstolos para testemunhar a continuidade do Plano de Deus por meio da Igreja.

 

 

A Última Ceia

"Tomou em seguida o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este é o cálice da nova aliança em meu sangue, que é derramado por vós..." (Lc 22,19-20).

Assim como era costume para os judeus, Jesus também reuniu os seus apóstolos para celebrar a Páscoa. Durante esta cerimónia foi celebrada a última ceia. Jesus se apresenta como o novo e verdadeiro cordeiro, dá aos Seus seguidores o alimento do Seu corpo e sangue.

As palavras "fazei isto em memória de mim" apresentam o distintivo do novo povo de Deus. Deste modo, a última ceia passou a ser o alicerce e o centro da vida da Igreja que estava a nascer. Afinal, por meio da ceia o Senhor se torna de um modo mais forte presente entre o Seu povo.

E, finalmente, segundo Santo Agostinho, a Igreja começou "onde o Espírito Santo desceu do céu e encheu 120 pessoas que se encontravam na sala do Cenáculo". O derramar do Espírito, em Pentecostes, foi como a inauguração oficial da Igreja para o mundo.

Estamos a viver um momento do Cristianismo onde muitas igrejas são criadas a cada momento:

Os luteranos foram fundados por Martinho Lutero em 1524.

Os anglicanos pelo rei Henrique VIII em 1534, porque o Papa não havia permitido o seu divórcio para se casar com Ana Bolena.

Os presbiterianos por John Knox em 1560.

Os baptistas por John Smith em 1609.

Os metodistas por John wesley em 1739, quando decidiu separar-se dos anglicanos.

Os adventistas do sétimo dia começaram com Guilherme Miller e Helen White no século XIX.

A congregação cristã do Brasil fundada por Luigi Francescom em 1910.

As assembleias de Deus têm a sua origem no despertar pentecostal de 1900 nos EUA. Muitas pessoas saíram de diferentes igrejas evangélicas para formar novas congregações pentecostais. Em 1914, mais de cem destas novas igrejas se juntaram para formar esta nova organização religiosa.

A igreja do Evangelho quadrangular foi fundada na década de 20 pela missionária canadiana Aimeé Semple McPathersom, que passou da igreja baptista para a pentecostal.

A igreja Deus é amor foi fundada por David Miranda em 1962.

A renascer em Cristo surgiu há alguns anos, fundada po Estevan Hernandez.

A igreja universal do reino de Deus surgiu em 1977, fundada por Edir Macedo.

Isto além de outras denominações menores que foram surgindo a partir dessa, cada uma delas sendo fundadas por homens, com diferenças nas suas doutrinas e cultos. A pergunta é simples: Como o Espírito Santo poderia animar tantas divisões, Ele que é fonte de unidade? Como identificar a Igreja de Cristo?

No credo do Primeiro Concílio de Constantinopla (ano 381), são apresentados os traços que permitem reconhecer os sinais da Igreja de Cristo:

"Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica"

Una: A Igreja deve ser UMA do mesmo modo como existe "um só Senhor, uma só fé, um só baptismo" (Ef 4,5). A intenção de Jesus Cristo foi fundar uma só Igreja.

Santa: em virtude do seu fundador, Jesus Cristo. Foi ela que recebeu uma promessa fundamental: "...as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18).

Deste modo, a razão da própria existência da Igreja está em ser um instrumento de santificação dos homens: "Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade" (Jo 17,19).

Católica: porque foi estabelecida para reunir os homens de todos os povos, para formar o único povo de Deus: "Ide, pois, ensinai a todas as nações; baptizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19).

Apostólica: porque está construída sobre o "fundamento dos Apóstolos..." (Ef 2,20). A garantia da legitimidade da Igreja está na continuidade da obra de Jesus por meio da sucessão apostólica. Tudo o que Jesus queria para a sua Igreja foi entregue aos cuidados dos apóstolos: a doutrina, os meios para santificação e a hierarquia. Quando surgiu a "expressão" Igreja Católica?

A palavra Católica em relação à Igreja foi usada pela primeira vez no segundo século da era cristã por Santo Inácio, bispo de Antioquia, na carta dirigida aos esmirnenses: "Onde quer que se apresente o bispo, ali também esteja a comunidade, assim como a presença de Jesus nos assegura a presença da Igreja Católica"(8,2).

Foi empregada para destacar o sentido universal da Igreja de Cristo. Aos poucos a palavra "Católica" foi sendo usada para definir aqueles que estavam de facto a seguir a doutrina de Jesus. No final do século II, a Igreja Cristã já era conhecida como Igreja Católica.


Qual é a única Igreja de Cristo?

Encontramos a resposta numa afirmação do Concílio Vaticano II: "A única Igreja de Cristo (...) é aquela que o nosso Salvador, depois da Sua Ressurreição, entregou a Pedro para apascentar (Jo 21,17) e confiou a ele e aos demais apóstolos para propagá-la e regê-la (Mt 28,l8ss), levantando-a para sempre como coluna da verdade (1Tm 3,15)... Esta Igreja (...) subsiste na Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele" (LG 8).

Examinando os textos bíblicos já apresentados, somos levados a concluir que Jesus fundou somente uma Igreja.

A Pedro disse: "...sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" (Mt 16,18); apresentou-se como o bom pastor dizendo: "...haverá um só rebanho e um só pastor" (Jo 1016); na sua oração sacerdotal orou ao Pai: "...para que sejam um, como nós somos um... para que sejam perfeitos na unidade..." (Jo 17,22.23).

Jesus só pode ser a cabeça de um corpo, do mesmo modo como somente pode desposar uma noiva, assim como Deus teve somente um povo entre os vários povos.

Entretanto, a Igreja Católica reconhece que nestes quase 2000 anos de Cristianismo, os homens, por causa de seus pecados, arranharam a unidade do Corpo de Cristo. Essas divisões fizeram surgir novas denominações. Observa a Igreja que em muitas delas existem "elementos de santificação e de verdade" (LG 8).

 

 

Fonte: Veritatis Splendor


15
Fev 12
publicado por FireHead, às 20:42link do post | Comentar

"Antes de tudo, recordaremos aqui que a ela devemos toda a história de Portugal, nascido, criado, e educado sob a sua inspiração. (...) A grandeza da nossa história só pode explicar-se com lógica pela grandeza do nosso sentimento cristão. Divorciar-se da civilização cristã significaria tanto, como enjeitar e renegar a nossa própria entidade, o nosso próprio espírito, a nossa própria política construtora, através dos séculos, os cavaleiros freires e a Santa Ordem da cavalaria; Alcobaça, a Batalha, e os Jerónimos; os lusíadas, a fé e o império; os soldados da terra e do mar, hasteando a Cruz de Cristo contra a meia-lua Muçulmana, desde a reconquista do torrão lusitano, até os apartados solares do profeta, na Arábia e no oriente; e a evangelização de estranhos Povos, desde a América ocidental, e o continente e ilhas Africanas, até aos extremos do Sol-Nascente, no Japão e na Oceânia.
Haverá algum Português, digno deste título de honra, capaz de repudiar tudo isto?
Não acreditamos.

Convém, por outro lado, ter presente que o Cristianismo foi o criador,- não diremos da única cultura, mas sim, da única civilização que existe. E por isto mesmo tem de ser visto e considerado,- não apenas no seu aspecto dentro do templo, nas orações, no culto, e na liturgia, quer dizer no aspecto divino; mas antes no seu conjunto total,- que abrange o aspecto humano, isto é, a função civilizadora dos seus ensinamentos morais, sociais e construtivos, dos seus exemplos de abnegação e sacrifício, dos seus princípios,- quer da humanidade, caridade e justiça,- quer de liberdade e fraternidade entre os homens."


Henrique de Paiva Couceiro in "Profissão de fé-Lusitânia transformada"

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publicado por FireHead, às 14:33link do post | Comentar
Quanto mais avanço, melhor compreendo que a santidade tem a ver com transformar a tristeza em alegria.

publicado por FireHead, às 14:26link do post | Comentar
A paquistanesa católica Asia Bibi é um exemplo que muitos deviam seguir. "Eu não sou criminosa, não fiz nada de mal. Tenho sido julgada por ser cristã. Creio em Deus e no Seu enorme amor. Se o juiz me condenar à morte por amar a Deus, estarei orgulhosa de sacrificar a minha vida por Ele", disse Asia na entrevista gravada através do telemóvel pelo seu advogado Shahzad Kamra. Kamra afirmou que numa visita à Prisão Central de Sheikhupura, onde Asia permanecia presa aguardando julgamento, o juiz Muhamed Naveed Iqbal (que deu a sentença) entrou na sua cela e propôs que ela se convertesse ao islão em troca da sua liberdade. Asia respondeu-lhe que preferia morrer como cristã do que sair da prisão sendo muçulmana. Um exemplo de Fé que certamente envergonha muitos dos que se afirmam cristãos aqui no Ocidente.

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