«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
08
Abr 12
publicado por FireHead, às 02:34link do post | Comentar

Jesus chora sobre Jerusalém

 

À vista da cidade, Jesus chorou sobre ela e disse: “Ai! Se ao menos neste dia soubesses reconhecer aquele que seria a tua salvação! Dias virão em que os teus inimigos hão-de te cercar por todos os lados, te destruirão completamente junto com os que se abrigam dentro dos teus muros e não deixarão pedra sobre pedra porque não soubeste aproveitar o tempo da salvação”.

No dia seguinte, mostrando o templo e as suas construções aos discípulos, disse-lhes: “Vedes este grandioso edifício? Em verdade vos digo: não ficará pedra sobre pedra”.

 

 

Jesus celebra a última Páscoa

 

Na véspera da sua paixão, à tarde, Jesus pôs-Se à mesa com os discípulos para comer o cordeiro pascal. A certo momento, levantou-se, colocou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com uma toalha. Chegando a vez de Simão Pedro, este disse-lhe: “Senhor, tu irás lavar os meus pés?”

Jesus respondeu: “O que eu faço tu não o sabes agora, mas irás saber depois”. Disse-lhe Pedro: “Não permitirei que o faças”. Jesus respondeu: “Neste caso, não terás parte comigo”. Disse-lhe Simão Pedro: “Senhor, se é assim, então não me laves só os pés, mas também as mãos e a cabeça”.

 

 

Jesus entra triunfalmente em Jerusalém

 

Naquele tempo, Jesus aproximou-se de Jerusalém e disse a dois dos Seus discípulos: “Ide à aldeia que está a vossa frente e logo encontrareis uma jumenta e o seu jumentinho com ela. Desamarrai-os e me tragam. Se vos disserem alguma coisa, respondei que o Senhor precisa deles e logo os deixarão trazer”.

Os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenou. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, estenderam as suas vestes sobre eles e montaram Jesus.
Muita gente estendia no caminho as suas vestes; outros cortavam ramos de árvores e punham sobre a estrada. E toda a multidão aclamava Jesus, dizendo: “Bendito o que vem em nome do Senhor”.

 

 

Jesus institui a Sagrada Eucaristia

 

Depois da refeição, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: “Tomai e comei. Isto é o meu Corpo que é dado por vós”.

Da mesma forma, tomou o cálice, deu graças e o entregou aos discípulos, dizendo: “Tomai e bebei todos vós. Isto é o meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por todos os homens para a remissão dos pecados. Fazei isto em minha memória”.

Jesus cumpriu assim a promessa que fizera, quando disse: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. O pão que vos darei é a minha própria carne para a vida do mundo. A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue está em mim e eu nele”.

 

 

Jesus declara a traição de Judas

 

Durante a ceia, Jesus disse: “Em verdade vos digo: um de vós há-de entregar-me”. Os discípulos começaram a olhar uns para os outros, perguntando entre si qual deles faria tal coisa. João, o discípulo predilecto, estava encostado sobre o lado de Jesus.

Simão Pedro perguntou-lhe por sinais: “De quem Ele fala?” João reclinou-se sobre o peito de Jesus e perguntou-lhe: “Senhor, quem será?” Jesus respondeu: “Será aquele a quem eu der um pedaço de pão molhado”. E, molhando o pão, entregou-o a Judas Iscariotes. Este disse: “Por ventura serei ei, Mestre?” Jesus respondeu-lhe: “Tu o disseste! O que tiveres que fazer, fá-lo depressa”.

Como Judas tinha uma bolsa, alguns julgaram que Jesus lhe dissera: “Compra o que for preciso para o dia da festa” ou “Dá algo aos pobres”. Judas engoliu o pedaço de pão e Satanás tomou posse dele. Saiu imediatamente. Já era noite.

 

 

Judas vende o Senhor

 

O apóstolo Judas foi encontrar-se com os príncipes dos judeus e disse-lhes: “O que me dais se vos entregar Jesus?” Ofereceram-lhe trinta moedas e ele aceitou.

 

 

Jesus no Jardim das Oliveiras

 

Saíndo do Cenáculo, Jesus atravessou a torrente do Cedron e dirigiu-se, com os Seus discípulos, para o monte das Oliveiras.

Chegando a um lugar chamado Getsémani, onde havia um jardim, entrou nele com os discípulos e disse-lhes: “Sentai-vos aqui enquanto eu vou orar”.

Levou consigo Pedro, Tiago e João e disse-lhes: “A minha alma está triste até à morte. Ficai aqui e vigiai comigo”. Depois, andou um pouco, pôs-Se de joelhos e orou, dizendo: “Pai, se for possível, afasta de mim este cálice! Mas seja feita a Vossa vontade e não a minha”.

Depois de orar assim por três vezes, apareceu-lhe um anjo do céu para o consolar. Jesus, prolongando a Sua oração, caiu em agonia e começou a suar sangue que escorria até o chão.

Depois voltou para junto dos três apóstolos, que estavam dormindo. Jesus disse-lhes: “Vamos, levantai-vos! Já está perto aquele que me traiu”.

 

 

A prisão de Jesus

 

Jesus ainda estava a falar quando chegou Judas com um grupo de soldados e servos. Todos traziam lanternas e archotes, espadas e varapaus. O traidor tinha-lhes dito: “Será aquele que eu beijar. Prendei-o”.

Judas aproximou-se logo de Jesus e disse: “Mestre, eu Te saúdo”. E deu-lhe um beijo na face. Jesus disse-lhe: “Meu amigo, que vieste fazer? Judas, é com um beijo que entregas o Filho do Homem?”

Então Jesus disse aos que acompanhavam Judas: “A quem procurais?”. Eles responderam: “A Jesus de Nazaré”.

Jesus disse-lhes: “Sou eu”. E logo caíram por terra.

Jesus perguntou-lhe outra vez: “A quem procurais?” Eles repetiram: “A Jesus de Nazaré”.

Jesus respondeu: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que buscais, deixai que estes se vão”.

Então puseram as mãos em Jesus e O prenderam.

 

 

Jesus proíbe a resistência

 

Vendo isto, os discípulos perguntaram: “Senhor, e se os feríssimos à espada?” Sem esperar a resposta, Simão puxou a espada, feriu Malco, servo do sumo-sacerdote, e cortou-lhe a orelha direita. Jesus disse: “Basta!” E, dirigindo-se a Pedro, disse: “Coloca a espada na baínha porque quem com o ferro mata, com o ferro será morto. Julgas que eu não poderia pedir a meu Pai e Ele não me enviaria mais de doze legiões de anjos? Mas como se cumpririam as Escrituras, que anunciam que assim deve acontecer? Não hei-de beber o cálice que o Pai me deu?”

E, tocando a orelha de Malco, a curou.

Depois Jesus disse aos príncipes dos sacerdotes, aos magistrados do templo e aos anciãos: “Viestes armados de espadas e varapaus para me prender, como se faz a um ladrão. Todos os dias eu estava sentado entre vós, ensinando no templo e não me prendestes. Mas é esta a vossa hora, a hora do poder das trevas. Tudo isto aconteceu para que se cumprissem as palavras dos profetas”.

Então os discípulos o abandonaram e fugiram. Só Pedro e João o seguiram de longe.

 

 

O Sinédrio condena Jesus à morte

 

Os soldados levaram Jesus preso ao palácio do sumo-sacerdote Caifás, onde estava reunido o Sinédrio.Os príncipes dos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum falso testemunho contra Jesus, para O entregarem à morte, mas nada encontravam, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, apareceram duas que declararam: “Ouvimo-lO dizer: ‘Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias. Destruirei este templo, feito pela mão do homem e em três dias edificarei outro que não será feito pela mão do homem”. Mas as testemunhas não eram concordes.

Então o sumo-sacerdote levantou-se e, em pé, no meio do Sinédrio, disse a Jesus: “Nada respondes aos que depõem contra ti?” Mas Jesus permaneceu em silêncio e nada respondeu. Então o sumo-sacerdote disse: “Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se és o Cristo, o Filho do Deus Altíssimo”.

Jesus respondeu: “Sou eu”. Então o sumo-sacerdote rasgou as vestes, dizendo: “Blasfemou! Que necessidade temos de mais testemunhas? Acabais de ouvir a blasfémia! Que vos parece?”

Responderam: “É réu de morte!”

 

 

Pedro nega o Senhor três vezes

 

Simão Pedro, que tinha seguido Jesus de longe, entrou no átrio do palácio e sentou-se com os outros perto de uma fogueira, a aquecer-se. Então a criada que abriu-lhe a porta aproximou-se dele e disse: “Tu também andavas com Jesus da Galileia”. Pedro negou diante de todos, dizendo: “Não era eu, mulher. Eu não O conheço, nem sei do que falas”. No mesmo instante o galo cantou.

 Pouco depois, enquanto se dirigia para a porta, outra criada reparou nele e disse aos que o cercavam: “Este também estava com Jesus de Nazaré”. Pedro protestou pela segunda vez, jurando: “Não! Eu não conheço esse homem!”

Passada quase uma hora, outro veio confirmar as suspeitas, afirmando: “Certamente este estava com ele, pois é galileu!”. Os assistentes se aproximaram e disseram-lhe: “Não há dúvidas! Também pertenceis a eles! Até se percebe pela fala!”

Um dos servos do sumo-sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse-lhe: “Então eu não te vi com ele no jardim?” Ainda desta vez Pedro negou, protestou e jurou: “Não conheço esse homem de quem falais”.

Ele ainda falava quando o galo cantou pela segunda vez. Nesse instante, Jesus virou-se e bateu o olhar em Pedro. Então o apóstolo lembrou-se da palavra que o Mestre lhe dissera: “Antes que o galo cante duas vezes, tu me negarás três vezes!”

Pedro saiu do palácio e chorou amargamente.

 

 

Jesus é ridicularizado e maltratado

 

Os criados que estavam a guardar Jesus começaram a ridicularizá-lO e a maltratá-lO. Uns cuspiam-Lhe no rosto e O feriam a punhaladas; outros vendavam-Lhe os olhos e davam-Lhe bofetadas, dizendo: “Profetiza agora, Cristo: quem te bateu?” E acrescentavam muitos outros ultrajes. Logo ao raiar do dia, os anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os doutores da Lei reuniram-se e decidiram entregar Jesus à morte.

Então Judas sentiu o remorso de O ter traído e foi devolver as trinta moedas de prata ao Sinédrio, dizendo: “Pequei ao entregar sangue inocente”. Eles responderam: “E o que isso nos importa?”

Judas arremessou o dinheiro no templo e, retirando-se, enforcou-se numa árvore.

 

 

Jesus na presença de Pilatos

 

Os judeus levaram Jesus da casa de Caifás ao Pretório para o entregarem a Pôncio Pilatos, governador romano da Judeia.

Pilatos saiu do Pretório e perguntou aos judeus: “Que acusação apresentais contra este homem?”

Eles responderam: “Estava sublevando a nossa nação, proibindo de pagar o tributo a César e dizendo que ele é o Cristo Rei”.

Pilatos tornou a entrar no Pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: “És tu o rei dos judeus?”

Jesus respondeu: “Dizes isto por ti mesmo ou foram os outros que te falaram sobre mim?”

Pilatos respondeu: “Acaso eu sou judeu? A tua nação e os príncipes dos sacerdotes é que te entregaram nas minhas mãos. O que fizeste?”

Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, certamente os meus soldados se esforçariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.

Então Pilatos disse-lhe: “Logo, tu és rei”.

Respondeu Jesus: “Tu o dizes: eu sou rei”.

Então Pilatos foi ter com os judeus e disse-lhes: “Não encontro nele crime algum”.

Os príncipes dos sacerdotes e os anciãos apresentavam toda a espécie de acusações contra Ele, mas Jesus não repondeu nada.

 

 

Pilatos quer libertar Jesus

 

Tendo chamado os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo, Pilatos disse-lhes: “Apresentaste-me este homem como perturbador. Interroguei-o na vossa presença e não encontrei nenhuma das culpa de que o acusais. Vou soltá-lo depois de o castigar”.

Havia um preso famoso chamado Barrabás. Era um ladrão e assassino, preso por ter cometido homicídio num motim. Quando a multidão se juntou, Pilatos perguntou: “A quem quereis que eu solte: Barrabás ou Jesus chamado o Cristo?”

 Os príncipes dos sacerdotes incitaram o povo a pedir a libertação de Barrabás e pedir a morte de Jesus. O governador, falando outra vez, disse: “Qual dos dois quereis que eu solte?”. O povo gritou: “Queremos Barrabás”.

Pilatos, que desejava libertar Jesus, disse: “O que farei com Jesus, chamado o Cristo?”. Gritaram: “Crucifica-O! Crucifica-O!”

Pilatos disse-lhes ainda: “Mas que mal Ele fez? Não encontro nEle causa alguma de morte”. Mas os judeus gritavam cada vez mais: “Crucifica-O! Crucifica-O!”

 

 

Jesus é flagelado e coroado de espinhos

 

Pilatos, vendo que nada conseguia, mandou vir água e lavou as mãos diante da multidão, dizendo: “Estou inocente do sangue deste justo! A vós pertence toda a responsabilidade!” O povo gritou: “Que caia o Seu sangue sobre nós e nossos filhos”. Cedendo às exigências, Pilatos soltou Barrabás e mandou flagelar Jesus.

Em seguida, os soldados levaram Jesus para o Pretório, despojaram-nO de Suas vestes e puseram-Lhe sobre os ombros um manto escarlate; teceram uma coroa de espinhos e enterraram-na na Sua cabeça; colocaram-Lhe uma cana na mão direita e, dobrando o joelho, ridicularizavam-nO, dizendo: “Salve, ó rei dos judeus”. Cuspiam-Lhe na face e, tirando-lhe a cana da mão, batiam-Lhe com ela na cabeça. Depois, davam-Lhe bofetadas.

 

 

Jesus é condenado à morte

 

Então Pilatos mandou levar Jesus à presença do povo, com a coroa de espinhos e o manto púrpura. E disse aos judeus: “Eis aqui o homem”. Mas logo que o viram, os judeus gritaram: “Crucifica-O! Crucifica-O”. Disse-lhes Pilatos: “Tomai-O vós e crucifiquem-nO porque eu não encontro nEle crime algum”. Responderam-lhe os judeus: “Se O soltas, não és amigo de César”.

Aterrado, Pilatos pronunciou a sentença de morte e entregou Jesus aos judeus, para que O crucificassem.

 

 

Jesus é crucificado

 

Depois de tornarem a vesti-lO com as Suas vestes, os soldados levaram Jesus para ser crucificado. Carregando a Sua cruz, Jesus saiu da cidade a caminho do monte Calvário, também chamado Gólgota.

Com Ele seguiam outros dois condenados, dois malfeitores, destinados ao suplício.Pelo caminho, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, que voltava do campo e o obrigaram a levar a cruz atrás de Jesus.

No Calvário, Jesus foi crucificado, entre os dois ladrões, um à Sua direita e o outro à Sua esquerda. E Jesus orava: “Pai, perdoai-os pois não sabem o que fazem”.

Os soldados dividiram entre si as vestes de Jesus, tirando a sorte. Como a túnica era uma peça única, lançaram a sorte para ver a quem cabia.Junto à cruz do Senhor estava Maria, Sua Mãe, e o apóstolo João. Jesus disse à Mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí a tua Mãe”.

E a partir daquele momento o discípulo tomou Maria consigo.

 

 

Jesus morre na Cruz

 

Depois Jesus disse: “Tenho sede!” Um dos soldados molhou a esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e chegou-a aos lábios de Jesus. Após provar o vinagre, Jesus disse: “Tudo está consumado!”

Em seguida, exclamou em alta voz: “Pai! Nas vossas mãos entrego o meu Espírito”.

Depois destas palavras, inclinou a cabeça e expirou. Imediatamente a terra tremeu, os rochedos racharam, os túmulos se abriram e muitos mortos ressuscitaram.

O centurião e os soldados que estavam de guarda disseram: “Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!”

 

 

Jesus é sepultado

 

Ao anoitecer, um dos soldados traspassou com a lança o lado de Jesus. E logo saiu sangue e água.

Pouco depois, dois homens piedosos e estimados, José de Arimateia e Nicodemos, desprenderam da cruz o corpo do Senhor. Envolveram-nO num lençol de linho fino e o colocaram num sepulcro novo, aberto no rochedo. Rolaram uma grande pedra sobre a entrada do sepulcro.
Os judeus selaram a pedra e puseram soldados a guardar o sepulcro.

 

 

Jesus sai do túmulo

 

Na aurora do terceiro dia, Jesus ressuscitou dentre os mortos e saiu glorioso do túmulo.

De repente, sentiu-se um grande tremor de terra. Do céu desceu um anjo que rolou a pedra do túmulo para o lado e se sentou em cima dela. O seu rosto brilhava como um relâmpago e os seus vestidos eram brancos como a neve. À vista do anjo, os guardas foram tomados pelo medo e caíram como mortos.

 

 

Jesus aparece às santas mulheres

 

Ao raiar do sol, algumas mulheres piedosas foram ao sepulcro para embalsamar o corpo de Jesus.

Quando lá chegaram, viram a pedra que o fechava afastada para o lado. O anjo disse-lhes: “Procurais a Jesus de Nazaré que foi crucificado? Ressuscitou! Não está mais aqui! Ide dizer aos discípulos”.

Quando regressavam, apareceu-lhes Jesus e disse: “Eu vos saúdo!”. Cheias de alegria, prostraram-se para O adorar.

 

 

Jesus aparece aos discípulos de Emaús


Nesse mesmo dia, dois discípulos seguiam para uma aldeia chamada Emaús e iam falando sobre os acontecimentos dos três últimos dias. Jesus aproximou-se deles, mas não O reconheceram.

Perguntou Jesus: “Que conversas são essas e porque estais tão tristes?” E eles contaram-Lhe. Então Jesus começou a instruí-los nestas palavras: “Não era preciso que o Cristo sofresse tais coisas para entrar na Sua glória?” E explicou-lhes o que dele havia sido dito em todas as Escrituras.

Quando chegaram a Emaús, pareceu-lhes que Jesus ia para mais longe. Por isso disseram-lhe: “Fica connosco porque já é tarde e o dia se encerra”. Jesus entrou com eles na hospedaria e, estando com eles à mesa, tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e deu-o. Então os seus olhos se abriram e puderam reconhecê-lo. Mas Jesus desapareceu imediatamente.

 

 

Jesus aparece aos apóstolos no Cenáculo

 

Estando os apóstolos e os discípulos reunidos em Jerusalém, numa sala à portas fechadas, Jesus entrou de repente e disse-lhes: “A paz esteja convosco! Assim como o Pai me enviou também eu vos envio”.

Depois destas palavras, soprou sobre eles, dizendo: “Recebei o Espírito Santo! Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhe-ão retidos”.

 

 

Jesus designa Pedro para chefe da Igreja

 

Um dia, Jesus manifestou-se a sete discípulos junto do lago de Genesaré. E disse a Pedro: “Simão, filho de Jonas, tu amas-me mais do que estes?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, Tu sabes que eu Te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta os meus cordeiros”.
Jesus perguntou pela segunda vez: “Simão, filho de Jonas, tu amas.me?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, Tu sabes que eu Te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta os meus cordeiros”.

Perguntou ainda pela terceira vez: “Simão, filho de Jonas, tu amas-me?” Pedro ficou triste porque Jesus perguntara-lhe pela terceira vez: “Tu amas-me?”. E respondeu: “Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que eu Te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas”.

 

 

Ascenção de Jesus

 

Quarenta dias depois da ressurreição, Jesus apareceu mais uma vez aos apóstolos no Cenáculo, em Jerusalém. E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e ensinai todas as nações. Baptizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Depois levou-os ao monte das Oliveiras e, erguendo as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, subiu ao céu. Os apóstolos estavam a vê-lo subir quando dois anjos vestidos de branco apareceram e lhes disseram: “Este Jesus tornará a descer do céu da mesma forma como o vistes subir”.

Os apóstolos voltaram para Jerusalém repletos de alegria.

 

 

O Espírito Santo desce sobre os discípulos

 

Reunidos no Cenáculo, em Jerusalém, os discípulos de Jesus passaram nove dias inteiros em oração. O décimo dia era o Pentecostes dos judeus.

De repente, ouviu-se do céu um ruído semelhante ao de uma tempestade, que encheu toda a casa. Ao mesmo tempo, apareceram umas línguas de fogo que pousaram sobre cada um deles. E todos começaram a falar em línguas estrangeiras.

Ouvindo o ruído, muita gente acorreu até aquela casa. Pedro começou a falar: “Homens de Israel, ouvi! Este Jesus de Nazaré, que vós crucificastes, ressuscitou dos mortos. E eis que nos enviou o Espírito Santo”.

Muitos dos judeus pediram então o baptismo. Eram quase três mil.

 

 

A Igreja espalha-se por todo o mundo

 

Depois do Pentecostes, os apóstolos pregaram o Evangelho, primeiro aos judeus, depois aos pagãos. Muitos acolheram a doutrina de Jesus e passaram a chamar-se Cristãos.

A Igreja de Jesus Cristo foi-se espalhando diariamente pelo mundo. É assim que a Igreja Católica existe há vinte séculos. Aumentará cada vez mais e não terminará nunca. Esta foi a promessa feita por Jesus Cristo, seu divino fundador, aos apóstolos: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos!”

 

 

 

Fonte: A Fé Explicada


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