«Seibo no Kishi» (Cavaleiro da Imaculada)
13
Mar 12
publicado por FireHead, às 23:08link do post | Comentar
Os três falsos princípios protestantes são o sola fide, o sola scriptura e o sola gratia. Esses três princípios conduzem o homem a um pecado contra o Espírito Santo, o pecado da presunção da salvação, o que ao invés de agradar a Deus constitui uma ofensa muito grave.
Neste mundo existe apenas uma única religião que é a Igreja Católica. Existe, do outro lado, a anti-religião, que é a religião do demónio. Em Génesis 3, 15, apercebemo-nos da existência da religião verdadeira que é composta por aqueles que são da raça da mulher e a religião falsa constituída pela raça da serpente. Esta última é a Gnose e ela é composta por uma infinidade de seitas que, de forma mais ou menos descarada, têm na religião verdadeira a sua obsessão porque o que ela mais deseja é destrui-la para assim poder ocupar o seu lugar.
 
Para a Gnose, o mundo é mau porque foi criado por Demiurgo, o deus mau e arrogante. Demiurgo criou o mundo como prisão para o verdadeiro deus, que seria formado por inúmeras partículas divinas, as quais estariam presas na matéria, e que passariam pela evolução, do mineral ao vegetal, depois ao animal e então ao homem, onde então adquiririam consciência de seu estado. A finalidade da Gnose (conhecimento) seria, pois, libertar as partículas divinas aprisionadas no mundo, formando novamente a Divindade, com a união das partículas libertadas de todas as criaturas. E como se faz isso? Superando as prisões que Demiurgo criou, tais como a matéria, a inteligência e a moral, para assim dar ao homem o conhecimento salvífico, que é a compreensão de que o homem é deus, e de que deve libertar-se dessas três prisões que impedem a sua parcela de divindade de retornar ao todo divino. O homem seria assim redentor de si próprio.
O protestantismo é uma das seitas, que originou milhares de outras seitas, da falsa religião, da raça da serpente, porque é contra a Igreja Católica, e não estando com Cristo, logo está necessariamente contra Ele. A doutrina segue exactamente o mesmo esquema da Gnose. Por outras palavras, o protestantismo é uma "versão cristianizada" da Gnose.
 
Compreendamos, então, os três solæ protestantes:

 

1. O sola scriptura é contra a Escritura, pois impinge ao livro sagrado um poder mágico de auto-interpretação que ele não possui. Quando os protestantes pretendem exaltar a Bíblia, destroem-na. O próprio Lutero, ao dar início à primeira seita protestante (luteranismo), retirou vários livros da Bíblia (não materialmente, mas desqualificando-os, como considerando Tiago como sendo uma "epístola de palha" ou o Apocalipse como sendo nem evangélico nem profético), mostrando que a Bíblia era escrava da vontade dos reformadores. Ao desprezar tudo o que Lutero considerava humano em relação à revelação, como os sete livros deuterocanónicos e a Tradição, bem como os concílios e a hierarquia, de facto ele estava-se a opor a tudo o que era material, à criação. Segundo Lutero, esses livros retirados da Bíblia não produziam a experiência que despertaria no fiel a noção de salvação, e como tal não poderiam ser inspirados. Tais livros não traduziam de facto o kerigma, que é - mais importante que as verdades reveladas - o anúncio salvífico. Ao propor o sola scriptura, Lutero queria a libertação da matéria, para ouvir somente a voz (divina) que falaria ao interior do homem. É a libertação da primeira prisão da partícula divina, como na Gnose.

 

2. O sola fide é qualquer coisa menos fé verdadeira. Para os protestantes o que vale é a experiência com Cristo, e não a aceitação das verdades reveladas por Deus. Geralmente se considera que o sola fide se opõe apenas às boas obras. Porém, se nos detivermos um pouco mais nesse princípio, veremos que ele se opõe à participação da inteligência na obra da regeneração, pois a fé protestante não pode passar pela razão, mas provém unicamente da emoção e da experiência vivencial. A inteligência - desprezada e odiada por Lutero - impede que o homem chegue ao verdadeiro conhecimento de Deus, que segundo Lutero se dá através da experiência catalisada pela leitura da Bíblia. A fé protestante é confiança: confiança de que está salvo, confiança de que realmente Cristo revelou o Deus inerente ao homem. Ao desprezar a inteligência e confiar somente na experiência religiosa, o fiel protestante elimina a segunda prisão do Demiurgo, a inteligência.

 

3. O sola gratia vai contra a verdadeira graça santificante. Esse princípio diz que o fiel justificado está livre do pecado, não porque não o possua mais ou não possa cometê-lo, mas porque o tem encoberto pela graça de Cristo. Assim, o justificado tem graça e pecado ao mesmo tempo - simul iustus et peccator. Com isso, dá-se ao fiel a ilusão de impecabilidade, e mesmo a permissão de pecar com a garantia do perdão antecipado - é o pecca fortiter. Assim Lutero habilmente conseguiu impugnar os dez mandamentos, ao dizer que o homem é incapaz de praticá-los e, portanto, não pode ser culpado por cometer pecado. Ora, a graça é propriamente a participação na vida divina, pois a Santíssima Trindade de facto habita na alma justificada pelos méritos de Cristo. Como poderia habitar Deus e pecado na mesma alma? É impossível, e uma ofensa à graça divina. Por isso o pecado mortal é a expulsão de Deus da alma, cuja presença se adquire com o Baptismo e se recupera com a confissão. O sola gratia é a libertação da terceira prisão do Demiurgo: a moral.

 

Conclusão: no que é que se torna o fiel protestante libertado das três prisões através dos três solæ? Torna-se um "Cristão", segundo Lutero, livre para fazer o que bem entender, incluindo o livre-exame da Bíblia, não limitado por nenhum mandamento, pois estaria salvo, certo da sua salvação pela confiança (Fé) na remissão de Cristo. (Lutero, A liberdade do Cristão, de 1520). E o "Cristão" protestante passa a fazer parte do número dos eleitos, não porque tivesse mudado de vida, passando de pecador a justo, pois para Lutero o homem é predestinado para o Céu ou para o Inferno e nada pode fazer para mudar a sua condição (doutrina da predestinação). Na verdade, o "Cristão" é justificado porque Deus já o predestinara à salvação. E como o "Cristão" sabe que está salvo? Através da riqueza material e do sucesso, que são os sinais da sua amizade com Deus. A busca da glória e da riqueza terrenas passa a ser a vocação - beruf, como explica Max Weber - o objectivo do protestante justificado, do "Cristão" protestante. Começando pelos príncipes alemães que roubaram as terras da Igreja, tornando-se tiranos civis e religiosos. O "Cristão" protestante é uma caricatura do santo, que adquire a sua liberdade não pela imitação de Cristo, mas pela libertação das prisões do Demiurgo, como num rito iniciático.

 
O protestantismo actualmente faz sucesso porque é a Gnose "cristianizada", daí o seu apoio e a sua crescente propagação pelo mundo. Conclui-se, portanto, que cada vez existem mais inimigos de Deus.
 
 
Fonte: Montfort Associação Cultural

Março 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9

14

18
24

26
27
29


Links
Pesquisar blogue
 
blogs SAPO